Arquivo do dia: 24/01/2012
Simples assim
Repassando um texto que recebi de um amigo, lamento não saber informar a autoria, mas é bem interessante de ser lido. Vamos lá, leia, não vai lhe custar nada (por enquanto…).
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Há vários anos os consumidores estão adotando novas formas de consumo. As principais são o computador (desktop, laptop, notebook, tablet, smartphone, etc.) e a internet.
As empresas que fornecem “informação” ou “conteúdo” continuam querendo obrigar o consumidor a pagar o alto preço de seus produtos e utilizar meios de consumo tradicionais, que lhes são mais convenientes.
Tais empresas foram incapazes de criar um modelo de negócio via internet que seja viável, simplesmente por que:
1o) Querem cobrar o mesmo alto preço pelos produtos, quando na internet tudo é mais barato.
2o) Não mudaram o meio pelo qual seus produtos podem ser consumidos. Ou seja, implantaram canais de distribuição de produtos impressos, por exemplo, e querem que você use o meio eletrônico mas não deixe de comprar o produto impresso.
A música foi a primeira “informação de entretenimento” a sofrer o baque. Alguma gravadora começou a vendar música na internet? Ainda hoje, são poucas.
E o preço é mais baixo? NÃO. Pode custar mais caro comprar algumas músicas do que um cd inteiro.
Então, se você quiser comprar via internet vai pagar o mesmo preço de comprar um cd na loja, ou até mais caro. As músicas mais populares, chegam a custar US$ 2.99 na internet. Ou seja, baixar o custo sim, mas repassar o ganho para o consumidor não!!!
Outro exemplo são as editoras de jornais e revistas. A revista Veja, talvez a mais popular do Brasil, oferece um pacote com 18 meses de serviço onde você recebe a revista impressa e também a versão eletrônica para baixar e ler num dispositivo eletrônico.
E se você quiser apenas a versão eletrônica, sai mais barato né? NÃO. Sai mais caro!!!
Afinal, se você tem um tablet para ler a revista você tem um alto poder aquisitivo. Então, você pode pagar mais caro pela revista…
Jornais conhecidos como Folha de São Paulo e Zero Hora, mantém o site do jornal apenas para publicar manchetes das notícias. Você começa a ler e… encontra uma frase “A reportagem completa pode ser lida na edição impressa”.
Ou seja, essas empresa continuam vendo a internet como uma espécie de vitrine para anunciar os produtos. Mas na hora de vender, preferem entregar o produto na forma de cds, dvds, blueray e papel, mantendo os mesmo meios de distribuição de muitos anos atrás.
A pirataria realmente é um problema sério. Mas neste caso, a verdade é que as empresas continuam querendo cobrar demais por produtos que já podem ser vendidos por preços menores.
E há pelo menos dez anos (lembram do Napster, o primeiro compartilhador de música eficiente?) escondem a sua incompetência em criar novos meios de vender seus produtos atrás de argumentos como “crise” ou “pirataria”.
Simples assim.

