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Guthrie Govan

Uma nova geração de fritadores de guitarra está surgindo, já não era sem tempo depois daqueles fatídicos e malabarísticos anos 80, repleto de “magos” da guitara instrumental, onde na real tocavam mais era por exibição de velocidade ou então apenas para outros guitarristas mesmo. Chegou a hora de uma nova leva de guitar heroes pedir passagem. Tocam rápido? Sim, mas há uma diferença no fraseado daquelas escalas esquisitas e com toque diferenciado no groove também, podem acreditar. Um desses expoentes é Guthrie Govan, que manda muito bem nas seis cordas. Ok, ele ainda tem aquela coisa de milhões de notas por segundo, mas de certa forma incorporou uma pegada com mais ritmo na magiquinha dele. Que tal dar um conferida no som do rapaz.

*Em tempo, sou um cara que prefere mil vezes o som de uma “banda”, aquela coisa família, juntamento de mulecada da vizinhança e não de guitaristas com diploma na parede e hora de metrônomo na mesa a sua frente, fritando escalas estranhas o mais rápido possível. Isso me cheira a exibicionismo e não rock’n roll. Acho que o Guthrie é diferente disso que falei, tem substância e se safa dessa horda. Boa sorte  e sucesso prá ele!


Southern rock


Kisser pedalando

O guitarrista Andreas Kisser (Sepultura), em parceria com a Dunlop lançou uma linha exclusiva signature de pedal de efeito para guitarra – Cry Baby Wah-wah. Confira o vídeo.

*Fonte: Whiplash


Telecaster Rosewood

Se você curte tanto quanto eu e quer saber mais detalhes sobre a Telecaster “marrom” – Rosewoodm, confira o texto abaixo que encontrei na web. Fiz uma adaptação cachorra, dei uma limada no texto, mas o que vale é dar o recado. Boa viagem!

…………..

É sabido que a qualidade dos instrumentos Fender sofreram um declínio gradual após a compra da empresa pela CBS, em 1965. Embora isto seja uma verdade, o período inicial da CBS em meados da década de 1960 foi também um momento de grande criatividade. E grande parte dessa energia não era outra senão o corpo sólido original da Fender: a Telecaster.
Nada menos que quatro novas versões da Telecaster foram adicionadas à linha Fender no final dos anos sessenta, incluindo as Teles Paisley e azul floral, inspiradas na cena psicodélica popular na época. O mestre alemão construtor, Roger Rossmeisl, projetou a outras duas inovações na Tele: a Telecaster Thinline, e a Telecaster Rosewood. Rossmeisl, que tinha sido o responsável pela única e duradoura linha de guitarra Rickenbacker elétrica do final dos anos cinqüenta, foi contratado em 1962 por Leo Fender, para ser encarregado de projetar novas guitarras Fender acústicas e elétricas archtop.
A primeira Telecaster Rosewood foi um presente para o Beatle George Harrison, para usá-la no filme Let It Be. Rossmeisl e Phillip Kubicki (empregado da Fender na época) fizeram dois protótipos e escolheram o melhor para Harrison. O corpo da guitarra foi feito com uma fina camada de maple imprensado entre um back rosewood sólido e superior. O braço rosewood fingerboard teve um pau-rosa colados em separado. A guitarra tinha todo um acabamento de poliuretano especial, de cetim (para mais informações, leia Beatles engrenagem por Andy Babiuk).
A Telecaster Rosewood foi adicionada à linha de produção regular da Fender em 1969, com um custo de US $ 375. Mas os modelos de produção são um pouco diferente daquele utilizado por  George Harrison. Elas foram feitas com um braço de pau-rosa de uma peça e tinham acabamento de poliuretano brilho. Enquanto os primeiros exemplos eram sólidos, como a do George, as guitarras foram finalmente aliviadas para esvaziar as duas metades do corpo.
Mesmo assim não foram produzidas muitas Teles Rosewood e em 1972, tal produção finalmente foi descontinuada. A Fender Japan reeditou a guitarra nos anos oitenta, e a Custom Shop Fender faz algumas produções ocasionais atualmente (para mais informações, leia A Fender Telecaster por AR Duchossoir).

Existem 2 DVDs disponíveis no caso de você gostar de ver e ouvir uma Teles Rosewood em ação. A primeira é em “Let It Be” (o filme), mostrando os Beatles gravando e tocando ao vivo. O segundo é em “Respect Yourself: Stax A História Records”. Respect Yourself inclui imagens de Booker T. and the MGs tocando ao vivo em 1970. Steve Cropper empunha uma bela Rosewood Telecaster.


Teleshow listagem

Mazáh! Olha só o que encontrei sem querer, querendo. Um site que menciona uma lista com 28 guitarristas famosos que usam (ou usavam) uma Telecaster. Diga-se de passagem, este é o meu modelo de guitarra preferido. Veijeim então…

http://www.musicradar.com/news/guitars/28-telecaster-legends-part-1


Obra de arte

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


Propaganda de captadores do Zacarias Selvagem

O bardo guitarrista Zakk Wylde em um engraçado comercial de captadores da marca EMG. Veijeim!!!


Play, Jimi, play…

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


Não repara, é só uma lembrancinha

Sabia que tinha ocorrido um encontro de Jimi Hendrix com Billy Gibbons (o phodástico guitarrista barbudo, do übber-clássico power trio texano – ZZ Top) e agora, um dia desses, encontrei sem querer uma foto deles juntos. Não sei quem são os outros na imagem, mas na real nem interessa mesmo (talvez o do canto, de preto, pudesse ser o Dusty Hill pré-barbudagem, mas sei lá, isso é somente um palpite furado). A foto é antigona, não sei dizer se na época o ZZ TOP já existia ou não, mas em compensação sei de uma pequena história bem lezgau.

Diz a lenda de que ambos, Jimi Hendrix e Billy Gibbons, teriam ficado horas tocando madrugada a dentro em uma jam num buteco e que no final dessa empreitada, ambos já se ajeitando para ir embora, o negão Hendrix chega para Gibbons e lhe dá de presente a sua guitarra Fender Stratocaster, que havia usado naquela noite, tipo reconhecendo a categoria muisical nas seis cordas do rapaz texano pré-barbudão. Segundo consta, Billy Gibbons, em uma entrevista para uma revista especializada, teria contado que tem até hoje essa guitarra em sua casa, mas ninguém, nem ele mesmo, jamais tocarou alguma vez com ela depois daquele dia. Tem essa guitarra guardada como um tesouro, um reconhecimento do “mestre” Hendrix e ponto final.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


Serrano Amps – vídeos

Para dar uma boa sacada nos timbres e na sonzeira dos amps SERRANO.


Amplificadores – Serrano Amps

Taí uma baita dica para os amants dos bons timbre vintage de guitarra. Confira a linha deamplificadores para guitarra e harmonica da marca gaúcha SERRANO AMPS.

*Texto do próprio blog da Serrano Amps:

Os Serrano Amps são fruto direto da criação de André Serrano. Começaram apenas por uma necessidade de se alcançar a sonoridade dos amplificadores vintage dos anos 50, cujos circuitos não existiam similar em amplificadores produzidos na atualidade. Em verdade, os circuitos da década de 50 tendem a ser rudimentares, de fácil distorção e de alta dinâmica no alcance destas distorções, mas eram exatamente estas características que estavam sendo procuradas por vários outros músicos também. Alguns deles amantes dos gêneros dos anos 50 e outros interessados na diferenciada atitude destes amplificadores com circuitos tão vintage que pouco chegaram a ser explorados pela indústria nacional e que foram abandonados pelos grandes fabricantes em detrimento de outros circuitos de maior resultado em potência de saída. A verdade destes amplificadores é que alguns circuitos vintage carregam fortíssima identidade e, de certa maneira, imbatíveis àqueles que por eles buscam seus timbres.

Após um histórico de possuir e utilizar vários amplificadores de marcas famosas, o primeiro amplificador que Serrano fez era um valvulado “single-ended Classe A” destinado a uso próprio para a harmônica blues.
A idéia de utilizar componentes de primeira linha foi a base do pensamento deste novo amplificador, e o sucesso do mesmo desencadeou toda a pesquisa que determinou a criação da Serrano Amps, e que continua sendo a principal característica da empresa.

Entre alguns méritos da Serrano Amps está o lançamento do primeiro modelo de amplificador (de linha) de harmônica da América do Sul. Hoje em dia a Serrano Amps atende o mercado com 7 modelos de amplificadores valvulados para harmônica, atendendo diferentes necessidades de sonoridade e/ou portabilidade.
Outro ineditismo da Serrano Amps é de não ficar preso aos “circuítos ícones” que se tornaram clássicos, mas também pela inovação ao conjugar características de diferentes amplificadores em novos e exclusivos modelos (Supreme, Dodge, Classman, Lord 12, Emperor).

Os atuais modelos de amplificadores Serrano Amps abrangem não apenas os anos 50, mas várias identificadas eras da história do timbre da guitarra e harmônica. Modelos que atendem a todo tipo de gênero musical com a premissa de serem sempre robustos, de alto desempenho, belíssimo acabamento, com design esmerado e de magnânima sonoridade.

*Site:  https://sites.google.com/site/serranoamps

**Blog: http://serranoamps.blogspot.com


O Buddy é o cara

Quando vejo algum foto do músico Buddy Guy sempre me passa uma idéia de um cara alegre, de bem com a vida apesar das agruras e tal, aquele tipo de sujeito que tu saca só de olhar que poderia ser um baita amigo seu, justamente pelo seu estilo e o jeitão descompromissado. Óbvio que não é bem assim esse papo, o cara ralou muito mesmo na vida e não é a toa que seja um ícone, um dos legítimos mestres na história da guitarra elétrica no blues americano ainda vivo, sem esquecer do BB King também, é claro. Assim vejo o Buddy Guy, aliás, não vejo, porque esses tempos ele esteve fazendo um show em Porto Alegre e eu não fui assití-lo. Sei, baita mancada! Me arrependo até hoje (meu amigo Montini tem até foto junto com o Buddy Guy desse show).

Bem, o cara já tocou com todos os outros “grandes” da guitarra blues & rock, como Eric Clapton, Stevie Ray Vaughan, Muddy Waters, BB King, Santana, Rolling Stones, Aerosmith, John Mayer, enfim, uma penca de artistas também phodásticos, o que só confirma a sua tremenda habilidade e capacidade nas seis cordas. E vem cá, me diz ae quem poderia usar uma guitarra de bolinhas e ainda ser o masterfucker!? Sim, só pode ser ele mesmo. Então fica aqui a dica, se você se interessa por ouvir um bom blues, tocado com pegada e toda aquele “mojo”, que tal dar uma atenção ao velho Buddy Guy, hein!? Manda vê, dá só uma espiada na discografia do rapaz e depois som na caixa.

Site: http://www.buddyguy.net/

Discografia:
* 1965 Hoodoo Man Blues – Delmark (w/ Junior Wells band)
* 1966 Chicago/The Blues/Today! vol. 1 – Vanguard (w/ Junior Wells band)
* 1967 I Left My Blues in San Francisco – Chess
* 1968 A Man and the Blues – Vanguard
* 1968This Is Buddy Guy (live) – Vanguard
* 1970 Buddy and the Juniors – MCA (w/ Junior Mance & Junior Wells)
* 1972 Play The Blues – Rhino
* 1974 I Was Walking Through the Woods – Chess (rec. 1960–64)
* 1977 Live at Montreaux – Evidence (w/ Junior Wells)
* 1979 Live at the Checkerboard Lounge, Chicago-1979 – JSP Records
* 1981 Stone Crazy – Alligator
* 1982 Drinkin’ TNT ‘n’ Smokin’ Dynamite (live) – Blind Pig (rec. 1974 Montreax Jazz Fest.)
* 1983 Buddy Guy – Chess
* 1990 Royal Albert Hall – Buddy Guy & Eric Clapton
* 1991 Alone & Acoustic – Alligator (rec. 1981 w/ Junior Wells)
* 1991 Damn Right, I’ve Got the Blues – Silvertone/BMG
* 1991 Buddy’s Baddest: The Best of Buddy Guy – Silvertone
* 1992 The Very Best of Buddy Guy – Rhino/WEA
* 1992 The Complete Chess Studio Recordings – Chess (2 CD, 1960–67)
* 1993 Feels Like Rain – Silvertone
* 1994 Slippin’ In – Silvertone
* 1996 Live: The Real Deal – Silvertone
* 1997 Buddy’s Blues – Chess “Chess Masters”
* 1998 As Good As It Gets – Vanguard
* 1998 Heavy Love – Silvertone
* 1998 Last Time Around – Live at Legends – Jive
* 2001 Sweet Tea – Silvertone
* 2003 Blues Singer – Silvertone
* 2003 Chicago Blues Festival 1964 (live) – Stardust
* 2005 Bring ‘Em In (Buddy Guy álbum) – Jive
* 2006 Can’t Quit The Blues:Box Set – Silvertone/Legacy Recordings
* 2008 Skin Deep
* 2010 Living Proof – Silverston Records


A Les Paul do Duane Allman

Veijeim só que matéria supimpa encontrei no site Whiplash sobre a restauração da famosa guitarra Les Paul do Duane Allman (RIP). Curti tanto que resolvi colocar aqui no blog também para (quem sabe?) mais pessoas tenha acesso a esta interessante notícia.
Gostei muito também do conceito de usabilidade da “relíquia” do proprietário atual, Scot LaMar. É melhor essa guitarra ser utilizada (produzindo) de vez em quando nas maõs de outros grandes guitarristas, do que apenas elegantemente guardada em algum museu.
Sensacional essa atitude, ó grande LaMar, meus parabéns bro!

A Gibson Les Paul Goldtop 1957 de Duane Allman está passando por um verdadeiro renascimento. Depois de ter mudado de mãos por várias vezes durante os meados dos anos 70, a guitarra foi adquirida em 1979 (por $475 dólares) por um colecionador que queria compartilhá-la com o mundo, e não mantê-la escondida num lugar inacessível ao público.

“Eu quero que as pessoas a vejam e a ouçam”, disse o proprietário Scot LaMar à Guitar World no começo do ano. “Não é minha guitarra, é do Duane. Eu estou apenas tomando conta”.
A Goldtop de Allman, além de estar disponível para ser vista no Allman Brothers Band Museum, na “Big House” em Macon, Georgia (casa onde os ALLMAN BROTHERS viviam e tocavam juntos no início dos anos 70), também teve um novo começo com a recente gravação, em 2010, do álbum “Guitar Magic” pela banda de tributo THE SKYDOG WOODY PROJECT.

Os fãs de Allman podem ver a guitarra (número de série 73312) como uma celebração da era de ouro da fabricação das guitarras, mas também como uma forma de ligação com um homem brilhante cuja luz intensa se apagou prematuramente. Ele tinha somente 24 anos quando morreu em 1971 num acidente de motocicleta, mas, 40 anos depois, seu legado continua nas guitarras que deixou.


Allman foi, possivelmente, mais conhecido pela Les Paul Cherry Sunburst que tocou nos seus últimos dois anos, mas ele praticamente só tocava a Goldtop durante seus primeiros 18 meses com a ALLMAN BROTHERS BAND – quando gravou os ábuns “The Allman Brothers Band” e “Idlewild South”. Sua Goldtop também definiu o som da guitarra de quase todas as faixas dos DEREK AND THE DOMINOS no álbum “Layla and Other Assorted Love Songs”. Todavia, depois que Allman a negociou em 1970 com um guitarrista em sua terra natal, Daytona, Florida, a Goldtop sumiu dos olhos do público por 30 anos.


Veja o que aconteceu: os ALLMAN BROTHERS tocaram em 16 de setembro de 1970 num show em Daytona, com uma banda local chamada THE STONE BALLOON. Apenas algumas semanas antes, Allman havia usado sua Goldtop para gravar “Layla” com ERIC CLAPTON, mas quando ele viu a Les Paul Cherry Sunburst 1959 do guitarrista da STONE BALLOON, Rick Stine, sua lealdade ruiu. A Les Paul de Rick Stine era semelhante àquela que ele tinha visto ERIC CLAPTON utilizar na gravação de “Layla”.

Allman repentinamente se desesperou para ficar com o instrumento de Stine e propôs um negócio, oferecendo 200 dólares, um Marshall 50 Head e sua Goldtop na troca pela Les Paul Cherry Sunburst de Stine – mas com uma condição. Ele queria manter os captadores PAF da Goldtop; Stine aceitou. Allman teria trocado os captadores em um quarto de hotel depois do show e se separou de sua Goldtop. Uma semana depois, ele tocou a Les Paul ‘59 no palco do Fillmore East – uma performance documentada por câmeras de vídeo.
A Goldtop mudou de dono por três vezes antes de chegar às mãos de LaMar em 1977, quando ficou sabendo que estava à venda e a arrematou numa loja de guitarras local chamada “Coastal Music”.


Perguntando-se por que LaMar manteve a guitarra de Allman por 30 anos antes de compartilhá-la com o público? Ele levou quase 20 anos, entre tentativas e erros, para conseguir trazê-la de volta à sua forma perfeita. Nos seis anos que separam a transação da Goldtop feita por Duane Allman e a aquisição da guitarra por LaMar, o instrumento acumulou consideráveis danos. O acabamento dourado tinha sido lixado e o cachorro do proprietário anterior havia roído o headstock da guitarra.

LaMar entregou a dois luthiers a tarefa de recuperar a guitarra, mas não ficou satisfeito com o resultado, até que a levou ao luthier master da Gibson, Tom Murphy, que cuidadosamente trouxe a Goldtop de volta à sua antiga glória. Quando a Goldtop estava finalmente pronta para os holofotes, LaMar se sentiu compelido a deixar que a guitarra fosse ouvida e não apenas vista.

“(A Goldtop) é uma lenda viva e não deveria ser vista apenas por trás de um vidro”, disse LaMar. “É vergonhoso que muitas de nossas grandes guitarras tenham se transformado em artefatos mortos”.

Além de emprestá-la a WARREN HAYNES, DEREK TRUCKS e VINCE GILL para apresentações públicas, ele trabalhou com o guitarrista da Carolina do Norte, Joe Davis, na concepção do SKYDOG WOODY PROJECT. Davis usou a Goldtop de Allman para regravar “Layla” num álbum chamado “Guitar Magic”. O baixo de Allen Woody, Gibson Thunderbird 1976, também foi utilizado no projeto.

A guitarra ficará em exposição na “Big House” até o ano que vem.

“Agora, a guitarra está no local ao qual ela pertence”, disse LaMar. “As pessoas precisam vê-la e apreciá-la”.

*Fonte desse post: WHIPLASH



Telentregation

Então tá, hoje a minha Telecaster se foi, passei nos cobres e agora está em boas mãos. Vendi para o meu chapa Eduardo, sócio da confraria do café do Cadu. Sempre foi um sonho meu ter uma guitarra modelo Telecaster, finalmente consegui uma mas quase não utilizei, engraçado essa mecânica. Desejo, conquista e semi-desprezo. Engraçado essa mecânica. Acredito que certos objetos estão ligados a determinados momentos de nossas vidas, esta guita teve lá a sua vez, mas o momento passou e assim a sua função também. Uma guita nova que ficou guardada muito tempo, pouco uso, pouco mesmo, acho que o Marceleza da Carbura usou-a muito mais do que eu mesmo, não era lá nenhuma Brastemp (avisei ao Eduardo sobre isso), mas dá pro gasto. Espero que agora tenha maior valia num novo momento com uma outra pessoa, que traga muitas alegrias e sucesso nas mãos de seu novo proprietário. É o rock!
Na imagem o momento sublime da passagem da Tele ao novo proprietário, claro, na Locadora do Cadu, onde mais poderia ser!?


A todo volume

Acabei de assistir ao filme “A Todo Volume” (It Might Get Loud), me impressionei. É isso. Fui tomado por conta de uma boa vibe surpreendente e me ocorreu mais uma dessas minhas verdades verdadeiras que pouco importam – a música agrega, reúne, compartilha sentimentos e emoções, e como isso é bom. Só quem toca um instrumento musical qualquer, junto com 2 ou mais pessoas ao mesmo tempo, me entende, não importando aqui se é uma banda de rock, de baile, um grupo de pagode ou uma orquestra sinfônica. Mas voltando ao filme, ele reune nada mais, nada menos do que 3 distintas feras da guitarra: Jimmy Page (Led Zeppelin), The Edge (U2) e Jack White (White Stripes / The Raconteurs). Muito me surpreende a realização de um filme assim e tem mais, essa película foi elaborado para exibição em salas de cinemas. Em tempos de “baixação” desenfreada de filmes e músicas em mp3 na internet – totalmente free, estranho que ainda se pense numa produção desse vulto com um enfoque total na guitarra, na poesia e paixão por esse instrumento de seis cordas. Não vou aqui mencionar a história da guitarra elétrica, bem que poderia, gosto muito desse assunto e entendo até um pouquinho, mas o que me chamou a atenção no filme foi mesmo a questão “afinidade”, a união desses 3 músicos de eras e galáxias completamente distintas, juntos, contando cada qual suas histórias, peripécias, invenções e descobertas, trajetórias, ambições e desejos, mas tudo com um único viés soberano e comum – o amor pela música na guitarra! Uhúúú!!! Se o bocaberta ae não gostou desses três músicos reunidos, pois bem, poderiam ter feito esse mesmo filme reunindo outros guitarristas famosos, por exemplo: Angus Young, Noel Gallagher e Yngwie Malmsteen, daria no mesmo. Ou quem sabe mais 15 ou 30 deles reunidos numa grande sala. A tal paixão estaria lá na mesma proporção, poderia ser até aferida eu creio. Teriam de usar um aparelho tipo “The Big Passion Medidêitor”, que o ponteiro indicaria no vermelho – full. Fica a dica para assistir a esse filme, tirem suas própria conclusões (óbvio), mas eu curti. Uma boa jam entre eles, mais conversa do que música propriamente dito, poderiam até ter sido mais técnicos, mas daí a coisa atravancaria an perspectiva de um filme mais popular, afinal não é uma vídeo-aula para um público de guitarristas, é um filme para amantes do rock, da música em si. Até no final, quando finalmente o três sentados numa sala montada em um grande e escuro estúdio, tocam “The Weight” (The Band), e nitidamente as vozes de The Edge e Jack White (até a mudez de Jimmy “não sei cantar” Page) não chegam nem aos pés de outras versões desse mesmo som, se percebe a energia, a vibe alles positivêichan que surge. MUITO BOM! Ah! Em tempo, Jimmy Page é simplesmente o cara da maior banda de rock da história (desculpem fans de Beatles e Rolling Stones), The Edge é o mestre de “pedalation” e criador de climas e texturas na guitarra (não tem prá ninguém), e finalmente Jack White, o cara do menos é mais, é um puta guyitrrista também. Aliás, se o Jack me ligasse, largava tudo agora mesmo para ser o baixista de mais um de seus projetos/banda malucrazys. É o Rock. Tenho dito.