Grêmio ROCK! Dessa vez uma camiseta com o 20 em referência aos vinte anos da banda Pearl Jam. Na foto o guitarrista Mike McCready com o manto tricolor.
*Fonte: Whiplash
Fica difícil de escrever aqui sobre o show de ontem do Pearl Jam em Porto Alegre, ainda mais quando parece que aquela adrena e euforia toda ainda não passou. Na verdade eu fiquei mesmo é embasbacado. Como uma banda com 20 anos de estrada, já até um tanto longe daquela fase de grande sucesso dos 90′s, ali naquele bolo de bandas de Seattle que costumam chamar de “grunge”, ainda mantém um pique tão phoda? Confiram abaixo o setlist, foram mais de 30 músicas, entre hits, músicas lado B e alguns covers. É isso mesmo, foi um dos, senão, o maior show que já assisti. E que show!!! Puerra mermão, quase 3 horas de som, uma aula de rock e vá lenha!
Eddie Vedder é quem faz toda uma presença de palco, o resto da banda fica mais na sua, tocando (e bem), o que me parece normal. Aliás, se eu me atrevesse a fazer a metade das paradas de palco que o Eddie Vedder faz, bem, com certeza precisaria de alguém para chamar o SAMU, porque a coisa seria feia. Correria de palco, saltos, várias conversas em português de gringo, declaração de amor pelo público brasileiro (o melhor do mundo, segundo ele), cigarros & vinho no gargalo, música especial para a esposa que estava de aniversário ontem, dedicatória de som para Joey Ramone (com quem veio pela primeira vez ao Brasil, há 10 anos atrás) e por fim uma “promessa” enstusiasmada de voltar em breve. Deusuláivi! Tudo isso num show em que se percebe em que a banda que está tocando, também está curtindo bastante estar ali naquele momento. Cara, vou te dizer, já fui numa penca de shows em que a banda não tava nem aí, foi apenas profissional, deu o recado e saiu fora no mesmo passo. O Pearl Jam de modo algum me passou esse sentimento. Os caras estavam ali 100%. Nah, era 110% de envolvimento com o show.
O som tava legal, me lembrei do show do Eric Clapton esses dias, quando o som do P.A. foi uma bosta bem grande. Ontem o público tava bem legal para um Zequinha Stadium que me pareceu uma boa pedida para shows desse porte. Não tinha assistido a nenhum show lá ainda. Pena que o telão funcionou em P&B a maior parte do show, só nas últimas músicas é que a cor deu o ar da sua graça na telona. Muita troca de instrumentos durante o show, várias guitas e amps vintage, gostei de timbres bem sacados aqui e ali, legal ver o Jeff Ament detonando no baixo (sei, ele não é nenhum desses baixistas abobalhados virtuoses de milhões de notas, slaps e two-hands – ufa! graças a Deus, mas manda-bala MUITO bem – fretless ou não, tudo cai bem no som, em suas mãos). A banda tava legal, segurando a onda na maratona de rock noite a dentro, em alguns também houveram alguns pequenos improvisos mas sempre firme e forte na sonzeira. Posso também agora dizer que já assisti ao menos a 25% do Soundgarden, uma de minhas bandas preferidas, porque o batera Matt Cameron tava lá na cozinha. E os guitarristas são legais, Mike McCready, que é por definição de encargo o Sr. vibe solo da banda, enquanto Stone Gossard mais nos climas e dedilhados, sem deixar de mencionar que o próprio Eddie Vedder toca guitarra em várias músicas. A banda contou em certos momentos com o apoio do tecladista Oswaldo Montenegro – ôps!, brincadeira – o cara se chama Boom Gaspar (está com a banda desde 2002). Num setlist tão grande, é óbvio que os hits vão aparecer, mas minha curiosidade estava nas músicas diferenciadas da banda. Vários sons eu não conhecia ou me lembrava, sabe como é, o neguinho baixa toda a discografia da banda mas acba escutando mais aqueles trabalhos mais pop ou conhecidos sempre, tanto que tocaram a música “Present Tense” que achei ducaramba e que não me lembrava de ter escutado ela antes. Interessante o momento do cover do Neil Young, Rock in a Free World, putz!, gosto bastante desse som e ver os caras tocando ao vivo ali – báh! – público e banda uma coisa só, muito bacana isso, aliás, em vários momentos rolou forte essa interação. Acho que era isso que eu tinha para comentar, se é que interessa a alguém.
Baita show, tanto em duração como em sentimento e emoção. Que voltem mesmo outra vez, depois do espetáculo de ontem, acredito que nos encontraremos novamente.
Setlist:
Why Go
Do The Evolution
Severed Hand
Corduroy
Got Some
Low Light
Given To Fly
Elderly Woman Behind The Counter In A Small Town
Even Flow
Unthought Known
Present Tense
Daughter / Blitzkrieg Bop / It’s Ok
1/2 Full
Wishlist
Rats
State Of Love And Trust
Black
Encore 1
Just Breathe
Oceans
Comatose
Light Years
I Believe In Miracles
The Fixer
Rearviewmirror
Encore 2
Last Kiss
Better Man / Save it for Later
Crazy Mary
Jeremy
Alive
Rockin’ In The Free World
Indifference
Yellow Ledbetter / Little Wing
Então tá. Feito! Vamos la ver o que a tal Geléia de Pérolas tem a nos oferecer em termos de rock’n roll, depois de 20 anos de estrada na capanga. Eu particularmente acredito que eles TEM muita coisa boa para me apresentar. Curto bastante o Pearl Jam, há anos, mas ratiei feio naquela outra vez em que estiveram por aqui, em Porto Alegre. Tudo bem, passou e já superei.
Mas daquela função toda de Seattle dos 90′s, que muitos gostam de chamar “grunge” e tinha o Nirvana no topo dourado do Olimpo sagrado do ROCK, para mim, em primeiro vinha disparado o Soundgarden, depois o Peral Jam e daí o resto dessa galera. Peraí, temos de contabilizar junto e com a devida atenção o Temple of the Dog, uma junçãozinha básica da rapeize do PJ com o Soundgarden numa espécie de tributo ao amigo falecido, Andrew Wood. Aliás, este foi um dos projetos musicais mais bacanas de todos os tempos (cartas para a redação). Quanto ao PJ, suas músicas sempre renderam um bom caldo e também os ótimos vídeos, ali no tempo de ouro da MTV no Brasil, sem contar a interessante trajetória da banda (o engajamento em causas políticas, humanitárias e sociais) e a sua homérica bronca com a Ticketmaster. Como o tempo está passando rápido…PUTZ!
Tá! Mas enfim, o principal mesmo é a música, o som, o petardo na “oreia” e vamos combinar que o tal rockn roll eles tem e de sobra. Simbora. Quero muito ver tocar ao vivo o baixista Jeff Ament um ótimo bassman), nem me importo se vai ter esse ou aquele hit consagrado, não é isso que me importa, mas desde já espero por algum tempero especial no show, tipo um cover “supimpa” (eles curtem tocar um cover diferenciado). Então tá. Hey! Eddie, me espera que já estou indo.
*Por falar em cover, segue uma deles aqui no Brasil tocando The Who. Mazáh!
Viu, eu te disse, eu te disse.
Pearl Jam tocando “Mother” do Pink Floyd no programa de TV de JimmyFallon.
Na festa (show) de comemoração de 20 anos do Pearl Jam (PJ20 Destination Weekend), uma grata surpresa foi a presença de Chris Cornell no palco para reviverem algumas músicas do projeto “Temple of The Dog“. Este trabalho está com certeza na minha lista de os 10 melhores álbuns de minha vida. Tive este petardo em vinyl na época de seu lançamento mas acabei pagando uma dívida de bar com ele, depois ganhei de um amigo a versão em CD. Até hoje volta e meia o escuto e recarrego minhas baterias em função da paixão pelo rock em tempos difícieis de boa música. Confira abaixo os vídeos da recente apresentação da rapaziada que inclui membros de duas bandas muuuuito phoda: Pearl Jam e Soundgarden.
*Fonte: Whiplash
O Pearl Jam publicou em seu site o “trailer” do documentário “Pearl Jam Twenty”, que conta sobre os 20 anos de banda, desde o seu começo até os dias atuais. O documentário é dirigido por Cameron Crowe (Vanilla Sky, Quase Famosos, Jerry Maguire, etc.), que teve acesso a mais de 1200 horas de material inédito da banda.
*Fonte: Univers0 do Rock
O Pearl Jam lançou um pequeno clipe retirado de seu documentário “Pearl Jam Twenty”, que retratará os 20 anos de existência da banda com entrevistas, performances ao vivo e mais. O documentário será lançado em setembro.
*Fonte: blog Van do Halen
O Pearl Jam, que constantemente está envolvida em causas humanitárias ou ecológicas, dessa vez transmite sob demanda o belo vídeo de “Amongst The Waves”, último single do “Backspacer”, no www.pearljam.com/oceans . O clipe apresenta informações sobre várias organizações ambientais relacionadas ao derrame de óleo nos Estados Unidos e Golfo do México.
There is only one Ocean for everyone and everything.
It is a finite, precious resource under tremendous economic and environmental pressure.
Look after it.
Oceans…
- Cover 70% of the earth’s surface
- Provide up to 80% of the oxygen we breathe
- Are the protein source for 1 in 4 people worldwide
- Are home to 50% of all known species on earth