Como era suposto e esperado, sim, fui no Legend Bar com alguns amigos e colegas de trabalho assistir o show do Wander em Santa Cruz do South, terra de mulheres bonitas, cerveja gelada e rock’n roll. Tá, não consegui tomar a cerveja Coruja, mas segundo consta e como o próprio Wander anunciou durante a apresentação, os caras tem mais de 35 tipos diferentes de beer lá, portanto, deve haver grandes chance de eu encontrar uma cerveja dessas.
Indo direto ao assunto, foi um dos melhores shows do Wander Wildner que já assisti, desta vez de Les Paul branca em punho meteu mais distorção do que o habitual em seus guitarraços, assim como o som grave do baixo estava tri alto e pulsante como manda a cartilha do rock’n roll, este atual baterista é o melhor de todas as suas formações e quanto ao Jimi Joe, bem, é o Jimi Joe de sempre, um guitarrista peculiar e diferenciado, não faz o óbvio e isso prá mim já diz tudo. Achei que desta vez o Wander (não sei se propositalmente ou não), tava soando com mais punch, imagino que nesses últimos anos todos, em sua carreira solo, ele tentou sair um pouco da mística do punk rock. Sempre percebi sua guitarra soando limpa sem o acesso fácil que seria o do pedal drive atochado, talvez para assim se distanciar do apelo punk e chamar mais atenção as suas canções inseperadas. Sábado em Santa Cruz não, o tal drive tá la´e mais atuante do que nunca, não era o peso do metal nem nada – ainda bem (é claro), mas tava lá sim aquele ronco mais forte. O repertório foi legal, não faltaram seus clássicos mas foi mais focado no seu úlitmo CD e teve até um certo momento reggae night, em uma música em que até o Wander mencionou isso com uma risadinha. Muito bom, normal como se deve esperar de um show dele, ou seja, direto e sem frescura, assim como o rock TEM QUE SER. Ao final do show conversamos rapidamente mas nada que valha ser mencionado por aqui nessas mal traçadas linhas digitais. O engraçado foi que na hora de ir embora, ao chegar perto do carro escuto uma voz me chamando de longe, era o próprio Wander, que é meu primo (já tinha mencionado isso?), ao lado da van da banda, se preparando para zarpar de volta a capital gaúcha. Então pudemos conversar novamente, conversas de família, discos, músicas, shows, guitarras e a pedido dele mesmo, queria fazer uma foto junto comigo. Ok, vamos lá! Aproveitei e depois eu é que pedi para fazer uma com a banda também. Queria ter uma foto com o Jimi Joe e também com o Milton Sting, que foi baixista de uma de minhas bandas preferidas do rock gaúcho no final dos 80′s, a “Barata Oriental”. O próprio Wander toca de vez em quando algumas músicas deles em seus shows (sábado tocou Mares de Cerveja). Se puder, procure pelas músicas dos caras, é legal (lançaram somente 1 disco).
Enfim, mais um dia rockn roll.



