O palco do Pepsi Stage me Porto Alegre tremeu nesta semana e garanto que não foi por nenhum abalo sísmico, foi apenas o show do DOWN. Tá e daí? Cara, a casa tremeu, o público não era dos maiores, mas foi sem dúvida alguma phodástico! Desde já o melhor show que assisti em 2012, fiquei empolgado. Foi aquela coisa, um show simples, sem telão, papel picado nem explosões, apenas o bom e velho rock macheza com um recado estampado:
- Hey! Entendam. É assim que se faz rock pesado de verdade e sem frescura!
O DOWN não é o Pantera, mas ficou no ar aquela sensação do que deveria ser um show deles quando esses caras estavam com time reunido naquela época. Báh! OK, não vou dar uma de viúva do Pantera agora, era um show do DOWN e pronto, ainda consigo ler cartazes e fui lá justamente por isso – o DOWN é uma puta banda e uma outra história. Pronto! Phil Anselmo ruleia, prá variar tem uma baita presença de palco e um estilão bem particular. Fica aquela impressão de que se tu não estiver curtindo o show, ele mesmo pode descer do palco a qualquer momento para te pegar e te jogar lá para fora, saca? Huahuahauha. O cara é foda. Eu também tinha o interesse de ver de perto o Pepper Keenan em ação, ele é vocalista e guitarrista de uma outra banda da qual gosto bastante, o Corrosion of Conformity. Valeu Keenan, legal ver um guitarrista de banda pesada com uma Gibson semi-acústica. O resto da banda pasa meio que desapercebida mas manda bala-bala no recado. Gostei do som, sei, tava um pouco embolado mas ainda assim na medida para um show desse estilo.
Ah! Já estava me esquecendo, teve na abertura a banda do ex-Guns & Roses, Dff McKagan – LOADED, mas na boa, no way, sonzinho frouxo que foi de nada a lugar nenhum, não me chamou a atenção em momento algum. O Duff parece ser um cara presa, gente boa, esforçado, bom músico, mas essa banda não dá pedal. Com o Velvet Revolver deve ser outra vibe, mas aqui neste caso, a coisa somente rendeu quando tocaram um cover do próprio G&R. Previsível.
Outro ponto bom da noite foi encontrar uma penca de velhos amigos músicos de POA, a tigrada entende de um bom show. Legal rever o Gustavo, os Galgos: Renê e Ossadah, bater um papo com o meu chapa Álcio e com o Pedro Porto. Rock, cerveja gelada (sim, tava gelada) e um excelente show. Quem foi, sabe do que estou falando. Quem não foi… chora!







