Vímana – IV

O Lobão em seu show acústico de 2009 (DVD – MTV), tocou a música “O Mistério”, uma composição da banda Vímana que nunca havia sido tocada em algum show ao vivo. Mencionou que depois de tantos anos do fim do grupo, um dia simplesmente lhe veio inteira na memória esta música, ligou para seu ex-comapnheiro de banda, Ritchie, para confirmar a letra e tal. Era uma música pop de 3 minutos, quase um sacrfilégio se consideramos a cartilha na época, para um grupo de rock progressivo com músicas quilométricas, estilo viajandão (vide a banda YES).

Pimba! Tá bonitona lá no DVD e é uma de minhas músicas preferidas do tal DVD. Thanks Lobão. Parece que a tal sequela de anos e anos de festa, chalaças e funções de anos a mil não lhe afetaram. Ainda bem. Valeu!

 

Vímana – III

Uma outra visão sobre os acontecimentos da banda Vímana…
Se você tiver tempo e interesse, vale a pena assistir a esse trecho da entrevista do Luís Paulo Simas, ex-integrante do Vímana. A entrevista é maior, selecionei apenas essa parte relacionada a banda. Fala sobre o racha da banda na época, conta sobre o Lulu Santos, Patrick Moraz, etc.

Vímana

Esta semana assisti a entrevista do Lobão no programa do Jô Soares, foi muito boa e como o esperado, de Lobão pode se esperar qualquer coisa. Há tempos quero comprar o livro da biografia dele (agora vai), e acabei ficando ainda mais ansioso por esse livro. Dizer que sou fan do Lobão nem era necessário, admiro oc ara como letrista, músico e compositor, gosto também de seus comentários ácidos, daquela verborragia maluca mas que faz bastante sentido. Acho que assim como ele, alguns outros tantos expoentes daquela geração do pop rock brasileiro nos anos 80 tinham toneladas a mais de conteúdo em seus trabalhos do que a maioria dessas bandinhas de merda da safra atual. Bem, o rock nacional demorou para surgir com força e quando veio foi um tsunami na ondas do rádio, TV e o escambau. Tava lá o Lobão, um dos meus artistas prediletos dessa excelente safra.
Mas esse papinho furado todo é para dizer que na entrevista com o Lobão, em certo momento ele comentou rapidamente (o Jô prá variar mudou o assunto…), de  sua passagem por uma banda de rock progressivo muita chata, o Vímana, que tinha ainda o Lulu Santos (guitarra), Ritchie (vocal) e Patrick Moraz (ex-Yes, nos teclados). Foi uma banda de rock progressivo, no rio de Janeiro, na década de 70. Os caras eram bons músicos, fizeram um certo sucesso na época mas o grande lence foi que depois do final da banda é que surgiram as carreiras de sucesso mesmo de Lulu Santos, Lobão e Ritchie. Enfim, ontem de noite novamente assistindo TV vi um especial (muito bom, muito legal) sobre a história da “Frenéticas”. Em determinado aparece o Lulu Santos fazendo um comentário sobre o grupo das garotas e de passagem faz uma menção de que naquela época ele estava tocando numa banda chatíssima de rock progressivo, o Vímana…rsrsrrssr
Pimba! Hora de um toque do Vímana por aqui.

Me socorrendo da Wikipédia, até por ser mais fácil e ganhar tempo aqui, segue uma breve história sobre a banda VÍMANA.

Vímana foi uma banda brasileira de rock progressivo da década de 1970 que passou por quatro fases distintas. Contou com Ritchie (vocal e flauta), Lulu Santos (vocal e guitarra), Luiz Paulo Simas (teclados), Lobão (bateria), e Fernando Gama (baixo). No final dos anos 1970, o Vímana chegou a ensaiar com o tecladista suíço Patrick Moraz (ex-Yes). A expulsão de Lulu Santos da banda por Moraz acabou por desfazer o grupo.

Originalmente a banda contava com Luiz Paulo Simas (teclados) e Candinho (bateria), vindos da banda Módulo 1000, Lulu Santos (guitarra e vocais) e Fernando Gama (baixo), ex-membro do Veludo Elétrico . A banda realizava apresentações e os quatro trabalhavam como músicos de estúdio para outros artistas. Com a saída de Candinho, em 1975, Lobão e Ritchie entram para a banda , que tornaram-se a formação mais conhecida do Vimana. Com sucesso, a banda lançou, pela Som Livre, o compacto Zebra, além de ter gravado um LP inédito até hoje, arquivado na época com a alegação de não haver público para o rock no Brasil.

Pouco depois, a banda conheceria depois Patrick Moraz (ex-Yes). O músico suíço pretendia montar um novo grupo, intitulado Patrick Moraz Band e formado pela maioria dos integrantes do Vímana, com exceção de Lulu Santos, a quem o tecladista desprezava. A expulsão de Lulu do Vímana por parte de Moraz ocasionou desentendimentos entre o ex-músico do Yes e os outros integrantes, dissolvendo a banda. Ritchie, Lobão e Lulu Santos se dedicaram a carreiras solo de grande sucesso no rock brasileiro dos anos 80. Patrick Moraz, por sua vez, se encontra em carreira solo, em trabalhos voltados para o piano.

Discografia:

  • 1977 – Zebra
  • 1977 – Vimana (disco inédito)

Primeira formação (1974-1975)
* Lulu Santos (vocal e guitarra)
* Luiz Paulo Simas (teclados)
* Fernando Gama (baixo e vocal)
* Candinho (bateria)

Segunda formação (1975-1977)
* Lulu Santos (guitarra e vocal)
* Luiz Paulo Simas (teclados e vocal)
* Fernando Gama (baixo)
* Ritchie (vocal e flauta)
* Lobão (bateria)

Terceira formação (1977)
* Lulu Santos (guitarra e vocal)
* Luiz Paulo Simas (teclados e vocal)
* Fernando Gama (baixo)
* Ritchie (vocal e flauta)
* Lobão (bateria)
* Patrick Moraz (teclados, ex-Yes)

Quarta formação (1977-1978)
* Patrick Moraz (teclados)
* Luiz Paulo Simas (teclados e vocal)
* Fernando Gama (baixo)
* Ritchie (vocal e flauta)
* Lobão (bateria)