Show de Robert Plant em Porto Alegre

Sinceramente creio que a maioria das pessoas que foram ao incrível show de ontem de Robert Plant o fizeram mais em função de seu passado com o Led Zeppelin do que por causa de sua carreira solo atual com “The Sensational Space Shifters”. O próprio sabe disso, o que não tira o mérito algum de suas músicas novas, um trabalho bem interessante misturando sons cheios de climas viajantes e aquela coisa “étnica” com a qual a música de Plant gosta de flertar já há muito tempo.  Mas convenhamos, a coisa pega fogo mesmo é quando revisita (com suas releituras – e gosto disso!) alguns clássicos de sua ex-banda e é óbvio, a platéia vai ao delírio. Eu mesmo fiquei emocionado em determinados momentos, incrível como dá para sentir a enorme força dessas músicas e fico imaginando a loucura que deveria ser um daqueles shows do Led Zeppelin nos 70’s. Uma usina de força. Mas fui preparado para assistir a um show do Robert Plant e não do Led Zeppelin, portanto já tinha lido algumas resenhas de sua tour por aqui e sabia o que estava por vir, procurei conter meu ânimos sobre toneladas de riffs de guitarra, levadas de baixo incríveis e uma poderosa bateria, sabia que Plant não quer e nem procura recriar sua ex-banda, tanto que nem teve muitos solos de guitarra em seu show e nem muito menos alguém de sua banda tenta ser John Paul Jones, Jimmy Page ou Bonham. Melhor assim. Deixa quieto o legado e vamos em frente. Já foi super gratificante poder assistir ao vivo a essa lenda, um de meus heróis do rockn roll e apesar de seus 63 anos, bem atuante e produtivo e com um nítido sentimento de satisfação estampado em seu rosto, naquele palco do Gigantinho.
Leio aqui agora nas notícias de que mais ou menos umas 10 mil pessoas se fizeram presentes ontem ao show no Gigantinho, em Porto Alegre. Com certeza 10 mil pessoas muito felizes nessa terça-feira, final de outubro de 2012. Um sonho realizado para milhares de pessoas. Minha preferiada da noite – “Ramble On” – simplesmente devastadora!