Lagoas de Maré – Uma nova forma de gerar energia limpa

Uma Lagoa de Maré, de forma simplificada, é uma estrutura semelhante à um porto, onde os quebra-mares formam de barragem que circunda e isola uma determinada área. Com isso é possível criar uma diferença de potencial hidráulico (nível d’água da lagoa x nível d’água do mar) e gerar energia por meio do fluxo entre os 2 níveis.

O projeto demonstrado no vídeo deve ser implementado em um local onde há a segunda maior variações de maré no mundo, cerca de 8,5 metros: a Baía de Swansea, no País de Gales. Um empreendimento com um orçamento (atualizado) 850 milhões de libras (aproximadamente R$3,2 bilhões) deverá contar com 26 turbinas com uma potência total instalada de 320 MegaWatts, operando 14 horas por dia. Essa é uma capacidade para atender até 155 mil casas e terá uma vida útil de 120 anos.

As turbinas serão do tipo Kaplan Bulbo – ideal para baixas quedas e alta vazão – e terão 7,35 metros de diâmetro e 18 metros de comprimento. Diferente das convencionais, deverão operar nos dois sentidos de fluxo, ou seja, não importa se a maré está subindo ou descendo, eles continuarão a produzir energia, em 4 estágios diferentes do dia. Permanecerão sempre submersas montadas em casas de força de concreto, que cobrirão uma extensão de 550m da barragem. Essas turbinas terão 3 tipos de regulagem rotacional: por inclinação das pás, por reação do gerador e por controle eletrônico de variação de velocidade. Isso também ajudará a proteger a fauna, uma vez que operará em baixas rotações. Serão fabricadas pela líder mundial do setor, a Andritz Hydro, e os geradores serão da GE Power.

A barragem ou quebra-mar terá uma extensão de 9,5 km, formando uma lagoa com área de 11,5 km2. Será composta por núcleo de areia dragada do próprio local e envolta por tubos de geotêxtil, e enrocamento nos dois paramentos, sendo que o paramento voltado para o mar contará com uma camada de rochas de maior diâmetro para proteção contra as ondas. A estrutura deve suportar tempestades com tempo de recorrência (intensidade, medida em probabilidade de acontecer a cada) de 500 anos. Será possível circular a pé ou de bicicleta pela crista da barragem, ou até mesmo passear de ônibus elétrico. O lago também poderá ser utilizado para esporte e recreação.

O projeto também comtempla ações sócio-ambientais, como fazenda para criação de ostras e outros elementos de fauna e flora locais dentro da própria lagoa, além de programas de ensino de nível fundamental, médio e superior.

Mark Shorrock, presidente da empresa que está liderando o projeto, diz que os custos a princípio não serão tão competitivos com o mercado de energia atual, mas a intenção é criar um novo mercado e que a longo prazo esse custo deve cair. Isso é fundamental para um país que tem apenas 5% de sua matriz energética baseada em fontes renováveis.

O início das obras está previsto para 2016.

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*Fonte: construindoo

 

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