Os 11 livros mais polêmicos da história

PRODÍGIO DA POLÊMICA
Livro: Sarah (1999)
Autor: Jeremiah “Terminator” LeRoy

É um romance supostamente baseado na infância do autor, representado por um garoto de 12 anos, chamado Cherry Vanilla, que deseja virar uma mulher famosa. Com forte carga de prostituição e abuso sexual infantil, a história caiu no gosto até de celebridades. Em 2006, o autor foi desmascarado e revelou-se que a pessoa que se passava por LeRoy era uma modelo contratada. A real autora era uma ex-operadora de telessexo. A farsa contribuiu ainda mais para seu sucesso

BLASFÊMIA LUCRATIVA
Livro: Deus, um Delírio (2006)
Autor: Richard Dawkins

O biólogo britânico expõe argumentos para provar a inexistência de Deus, faz apologia ao ateísmo e aponta a religião, de modo geral, como principal causa dos males modernos: guerras, ignorância, intolerância etc. Sucesso de vendas, a obra inflamou a discussão entre religiosos e ateus no meio acadêmico e gerou dezenas de artigos e até livros contrários a suas ideias. Dawkins virou ícone do ateísmo

SENTENÇA DE MORTE
Livro:Versos Satânicos (1989)
Autor: Salman Rushdie

A obra conta a aventura de dois muçulmanos que sobrevivem a um atentado a bomba em um avião. Depois da queda, um deles desenvolve chifres, cascos e um rabo. O outro cria uma auréola. Recheado de ironias e críticas ao Alcorão e ao islamismo, o livro culminou na busca pela cabeça do autor – líderes religiosos ofereceram US$ 6 milhões como recompensa pelo seu assassinato. Rushdie teve que se manter no anonimato durante muitos anos

AMOR NÃO TEM IDADE
Livro: Lolita (1955)
Autor: Vladimir Nabokov

Rejeitado por várias editoras, que o taxaram de pornografia pura, Lolita é um romance escrito em primeira pessoa que conta a história de Humbert Humbert, professor de poesia francesa quarentão que se apaixona por sua enteada de 12 anos e vive com ela uma relação amorosa e erótica. Humbert se define como um pervertido e atribui seus atos a um romance malsucedido da juventude. Inspirou dois filmes, também controversos

MALDIZENDO A MADAME
Livro: Madame Bovary (1857)
Autor: Gustave Flaubert

Avançada para os padrões da época, a fictícia madame Bovary comete adultério e se entrega ao consumismo desenfreado (e às dívidas que vêm junto) para dar sentido à sua vida carente de aventuras. Acaba tendo um final trágico e meio moralista. Por fazer críticas ao clero e à burguesia, o romance causou furor na época, com o autor sendo levado a julgamento por ofender a moral e a religião. Absolvido, Flaubert declarou no tribunal: “Emma Bovary sou eu”

O SONHO ACABOU?
Livro: A Interpretação dos Sonhos (1900)
Autor: Sigmund Freud

Obra em que o pai da psicanálise relaciona os sonhos às projeções do inconsciente. Para o médico austríaco, qualquer sonho pode ser explicado, diferentemente do que alguns estudiosos acreditavam. Mal recebido, o livro causou polêmica por contrariar as teorias da época, que diziam que os sonhos não eram inteligíveis. As interpretações sexuais foram um dos motivos de maior escândalo

MIL E UMA PERVERSÕES
Livro: Os 120 Dias de Sodoma (1785)
Autor: Marquês de Sade

Não é à toa que o nome do autor deu origem à palavra “sadismo”: o livro tem escatologia (uma cena narra um banquete com pratos com fezes), incesto, tortura (inclusive de crianças), orgias e assassinato. Uma leitura mais atenta aponta que a violência foi o recurso do escritor para afrontar as instituições da Igreja, da família e do Estado. Preso diversas vezes e perseguido ao longo da vida pelo comportamento libertino, Sade morreu em um hospício

AO ALTO E ALÉM
Livro: Acerca do Infinito, do Universo e dos Mundos (1584)
Autor: Giordano Bruno

Precursor da filosofia moderna, o livro se baseia na teoria do astrônomo e matemático Copérnico, que afirmava que a Terra não era o centro do Universo. Para o autor, o Universo seria infinito e com um número infinito de mundos, todos em sistemas heliocêntricos (ou seja, que têm um Sol como centro), com seres inteligentes. O autor acabou executado como herege pela Inquisição

TÁ DE MACAQUICE?
Livro: A Origem das Espécies (1859)
Autor: Charles Darwin

Um dos livros mais importantes da história da ciência, apresenta a Teoria da Evolução, cujos preceitos se tornaram a base da biologia moderna. Na obra, Darwin analisa a luta pela sobrevivência e a seleção natural entre as espécies. Mas foram as teorias de que o homem veio do macaco que geraram comoção, principalmente porque contradizem totalmente o livro do Gênesis, na Bíblia, que trata da suposta criação do mundo por Deus

MANIFESTO DO MAL
Livro: Minha Luta (1925/1926)
Autor: Adolf Hitler

A “cartilha do nazismo” expressava as ideias antissemitas e racistas do ditador, que escreveu o primeiro dos dois volumes na prisão. Foi meio que uma sementinha da 2a Guerra Mundial e do Holocausto, já que, em suas páginas, Hitler persuadia os alemães a combater os judeus, que, segundo ele, pretendiam dominar o país. O livro caiu em domínio público em 2016, provocando polêmica no mundo todo

A OBRA DA DISCÓRDIA
Livro: Bíblia (ano indeterminado)
Autor: vários (mais de 40)

Fiéis, cientistas, ateus e diversos outros grupos levantam dúvidas sobre autoria, idiomas e datas. Além disso, seu conteúdo sempre gerou incertezas e muitas análises, principalmente as partes sobre o pecado original, o Apocalipse e a criação divina. Trechos sobre penas de morte, sacrifícios, violência contra crianças, bebedeiras e sexo sempre são trazidos à tona por seus detratores. A Bíblia também é muito analisada por seguidores de outras crenças além da cristã, o que contribui para que gere polêmicas

 

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*Fonte: mundoestranho /

 

 

Não precisamos de mais tempo. Precisamos de um tempo que seja nosso. – Mia Couto

Mia Couto, escritor moçambicano notável por sua prosa poética, cuja força das palavras faz ressurgir em nós o ímpeto de sonhar, nasceu e foi escolarizado na Beira, cidade capital da província de Sofala, em Moçambique – África.

Autor de uma obra literária extensa e diversificada, incluindo poesia, contos, romance e crônicas, Mia tem sido bastante festejado nos últimos anos, tanto no Brasil quanto mundo, tendo sido o ganhador, em 2013, do prêmio Camões, o mais importante da literatura em língua portuguesa.

Além de escritor, Mia é biólogo e ativista político, tendo participado da luta pela independência do seu país na década de setenta.

No vídeo abaixo Mia pondera sobre a velocidade característica do mundo contemporâneo, “uma espécie de corrida infrutífera para não ficarmos desatualizados”, que torna tudo efêmero, vazio. “Como é que isso aconteceu?”, se questiona para em seguida responder: “eu acho que foi uma coisa que se chama Mercado”. Confira na íntegra:

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*Fonte: pensarcomtemporaneo