Um pouco de neblina

Anúncios

Veranópolis

ais um

O dia oficial do rolê de moto chegou, o tão esperado sábado veio e melhor, sem a tal chuva anunciada a semana toda. Mais uma vez a previsão do clima deu na trave mas não o nosso rolê de moto. Que a cada final de semana tem ficado melhor. Acabamos saindo apenas eu e o Pretto, teve quem precisou trabalhar nesse sábado e outros que por não se ativaram ainda na sexta de noite, perderam a maré.

Saímos mais cedo do que o normal das outras vezes, ainda no horário da manhã e então assim o dia fica maior e melhor aproveitado em duas rodas. Por falar nisso, estamos pensando em entrar com um ofício solicitando que o dia do sábado tenha 36hs de duração e não apenas as habituais 24h. Mas por enquanto é só um estudo de proposta…

A ideia era viajar novamente subindo a serra gaúcha indo até Veranópolis. Nessa direção fomos somente até Bento Gonçalves, nas outras vezes. Nada como um dia após o outro.

Então vamos lá com essa conversa fiada. Saímos em direção de Lajeado, cidade que curto cada vez mais e também porque cheia de mulheres bonitas (ah…e como tem). Agora estamos desenvolvendo uma nova chinfra, passamos por dentro da cidade e não à margem pela parte da 386. Porque? Não sei, mas é mais legal. *Tá! Na real é porque solicitei esse procedimento há um tempo atrás para a diretoria de rolê, avaliaram o caso e me deram carta verde. De um tempo prá cá passamos a fazer isso meio que no automático quando estamos em menor número de motos no grupo.

Feito essa cruzada, logo estávamos de volta na 386 rumo ao trevo de Estrela – RS, para depois tomarmos a Rota do Sol (curto esse trajeto de pista dupla). Aliás, esse sábado foi o dia em que fizemos nosso rolê com uma média mais alta de “velocidade de cruzeiro”. Eita! Bom! Muito bom! Hoje estávamos somente entre duas motos e também porque ando junto com o Pretto há anos, parece aquela coisa de dupla de zaga entrosada. Nos entendemos bem nessa função de moto na estrada sem mesmo nos falarmos enquanto pilotamos.

Já no trajeto da Rota do Sol (que também eu curto e é muito bom), percebo que nossas motos já quase andam sozinhas até Garibaldi. Depois a coisa fica um pouco mais intensa no movimento, mas só até o trevo para Caxias do Sul (RS) – aliás – QUE TREVO MAIS CAGADO! Depois desse trecho a coisa melhorou bastante. Passamos por Bento Gonçalves – RS (quero um dia ainda morar lá ou então ali perto na serra) e seguimos em frente. Estão ajeitando o asfalto em alguns pedaços do caminho. Muitas curvas sinuosas (booom!), subidas e descidas show. Andar de moto em lugares assim… báh!

Hoje tivemos novamente o imbecil do sabadão. Mas dessa vez a coisa foi mais inusitada ainda. Hey!!! Não esqueçam de que na semana passada tivemos o “casalzinho da CG endiabrada”, agora foi o “Cavalinho Red do Calorão”. Explico ou até desenho se você quiser!?

Um gringo pilotando o cavalinho de cor vermelha e sem a carreta (e como todo mundo sabe – gringos amam caminhão), não deve ter curtido que tenhamos passado por ele facilmente e imagino que ele seja algo como um “king of the road local”, sei lá! Só sei que o Pretto nessa hora estava na minha frente e depois de um tempo o meu retrovisor ficou totalmente vermelho. Era a Scania do Gringo maluco (tem foto do caminhão na ponte – veja aqui abaixo) se aproximando cada vez mais (vou repetir – cada vez mais, mais e mais) e aqui leia com bastante ênfase esse “mais”, como sendo mais demais em termos de distanciamento no trânsito entre um veículo e outro. Claro que aceleramos, mas era uma descida sem fim, com vários carros a nossa frente em um trecho de faixa dupla e com muitas curvas. No começo até me pareceu engraçado, lógico que lembrei do casal da CG da semana passada e dei risadas dentro do universo do meu capacete. Ultrapassamos alguns carros, nos distanciamos a um ponto em que não víamos mais o “cavalinho” atrás. Ok. Seguimos em frente, só que uns minutos mais tarde lá estava novamente o caminhão vermelho outra vez na nossa cola e agora vem o pior, metendo de lado já com a intenção de me ultrapassar e aqui estamos falando de estar num entrevero sem saída ou escape no acostamento a mais de 100km/h, na tal estrada de colina, com paredão de rocha de um lado, perau do outro e cheia de curvas uma após a outra. PQP! E o gringo recalcado do pau pequeno ali, se criando o momento que nem aquele filme “O ENCURRALADO” (Steven Spielberg). Tá, mas dessa vez a coisa não foi bem assim. Metemos uma acelerada legal (já mencionei de que o Pretto nessa horas consegue ler a minha mente ou então, talvez olhe pelo seu retrovisor…rsrsrsr), entendeu a jogada e puxou ainda mais o nosso trote. Cara, esse caminhão deu trabalho. Tava sempre ali, em cima do lance e “andando”, andando forte colado na gente. Uma hora metemos uma ultrapassagem de uma tocada só numa fila de carros (foi manobra perigosa sim) e então ficaram esses vários carros entre nós e ele. Mas dava para perceber o cavalinho vermelho vindo bufando e na medida do possível e de sua loucura particular, ultrapassando um por um esses carros. Quando chegamos perto da ponte de Veranópolis, que era um de nosso objetivo do rolê, estavam arrumando os asfalto e rolou aquela parada de bandeira vermelha, fila única daqui prá lá e de lá prá cá. Parei ao lado do Pretto e já começamos a rir dessa função mas tínhamos de dar um jeito. E o vermelinho apenas há uns 5 carros atrás da gente nessa hora, parado ali na fila. Descobrimos que estávamos a menos de 1km do nosso ponto objetivo, que era o restaurante a beira da ponte. Saimos pelo acostamento e rodamos devagarinho até lá. Estacionamos na beira da estrada e ficamos ali esperando o gringo de Red Label passar, ele ficou nos encarando o tempo todo, até mesmo depois quando já se afastava ponte adiante. Mais um que não tolera ser ultrapassado por motociclista com Harley Davidson? Esse puto deve ser uma bixinha com gana do Jax do seriado S.O.A., só pode.

Pelo jeito está aberta a temporada de pessoas que não toleram serem ultrapassadas pela gente!

Mas tudo beleza, não arregamos para esse tipo de gente e digo mais, se tivesse dito alguma coisa ou feito algum sinal qualquer, teria tomado uma bela de pedrada no caminhão. quando passou por nós ali na beira ficou bem quietinho. Cadê o machão agora???

Era hora de almoçarmos o tal famoso sanduíche de “copa” ou “salame italiano” com pão de colônia, que o Pretto havia lido em uma dica em matéria da ZH. A ponte bonitona ficavia bem ali a nossa frente no armazém do gringo. Fomos muito bem atendidos, só o garçom não sabia nada a respeito dessa matéria e errou um dos pedidos que nos trouxe, mas tudo bem,faz parte e cria um pouco mais de diversão. Ah! O turbo sanduíche era muito bom mesmo. Valeu ZH pela dica.

Mas se você acha que a chalaça terminou? Nã-na-ni-na-não! Enquanto almoçávamos numa sacada do restaurante de fronte para o rio e a ponte, apareceu um cara num jet ski e fez um mini show prá galera lá embaixo. Enquanto isso aqui em cima,  dois abilolados cruzaram a ponto por cima, nos arcos de concreto da ponte. Que caralha é essa? Pô, saca só as imgs abaixo a altura da ponte em relação ao rio e dpois os arcos da mesma, daí imagina esses dois caminhando nos arcos de concreto, acima da ponte. E cruzaram de lado a lado. Não fiz foto disso, até poderia mas me recusei. Os queriam era mesmo era justamente chamar a atenção de todo mundo ali com essa imbecilidade. Então vou apenas comentar isso aqui e pronto, já foi…

Depois do almoço seguimos em frente até Veranópolis. antes paramos num outro restaurante com um incrível mirante na beira do morro. Ver fotos. Conversamos com outros motocilcistas que lá estavam, queriam saber das nossas motos (chupa!). Mais uma vez seguimos em frente e agora até o famosos restaurante da torre giratória. Foi 5 piletas para poder entrar e subir até o topo da torre. O restaurante é outra coisa, dentro da própria torre. Fotinhos e tal e na descidas entramos então no restaurante giratório. Perguntamos ao garçom (enquanto tomávamos um café muito bom) e no caso, a sua mesa deve levar em média 2hs para dar uma volta completa no eixo. Legal. No futuro dá para passar ali novamente , daí talvez com os outros caras junto.

Depois disso o clima começou a fechar, parecia que iria chover e tínhamos ainda pela frente todo o caminho de volta. Não nos enrolamos muito, abastecemos e pegamos a estrada. a volta foi tudo ok pelo que me lembro, cara, aconteceu tanta coisa interessante hoje, que nem sei. Tenho certeza de que vou deixar de fora algum fato ou coisa inusitada/diferente. Mas but, a vida segue. Me lembrei agora que conversamos com um cara chamado Paulo César, de Caxias do Sul, que estava numa HD e vei conversar conosco num posto de gasolina. Foi uma conversa interessante sobre motos e tal. Não tem muito o que comentar disso. O que importa é que esse rolê de hoje foi sensacional, tô cansado mas quero sair para beber. Vou selecionar na corrida agora algumas fotos que vi e pimba!

Um mais um sábado e tanto. Muito bom! Cara cada vez mais agradeço por poder andar de moto por aí. Thanks JC.

Gracias!
Então combinado. Se você curte andar de moto e ainda não foi até Veranópolis, fica a dica, não sabe o que tá perdendo. Ah! e se encontrarem o gringo maluco do cavalinho vermelho, mande mais uma vez ele se fudê! Ok!?

abraz

*Fotos da trip de hoje.