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Aceite: estudar não vai te levar a lugar algum.

Queremos ‘dar certo’, queremos orgulhar nossos pais, precisamos prestar contas à sociedade, e não tem nada de errado nisso. Mas chegamos à fase adulta tão perdidos, tão distantes de nós mesmos, tão sem identidade, que mesmo diante de conquistas materiais, olhamo-nos no espelho e não sabemos quem somos.

“Estude para ser alguém na vida, disseram. Estude para ter sucesso na vida, disseram. Estude para dar certo na vida, disseram. Mas era tudo mentira!”, desabafou a moça estudiosa na sua rede social favorita. Fiquei me perguntando por quanto tempo eu também admiti esse pensamento na minha vida de estudante; desde quando ainda nem sabia o que era vestibular, bem naquela época em que a escola começava a nos servir na colher de chá a ideia de que só um caminho era possível – o do sucesso. Um pouco mais adiante, as colheres de chá foram substituídas por colheres de sopa, que foram trocadas por xícaras, e copos, e garrafas, e baldes… até que nos víamos – todos – mergulhados em livros, cadernos, anotações, regras, padrões, provas, exames e cobranças, mas nem sabíamos direito para quê. Ah, sim: o sucesso!

E o que é sucesso para um jovem da classe média brasileira? Ou melhor: o que é possível se admitir como sucesso aqui na nossa bolha dos privilegiados por uma educação de base tão arcaica quanto as celas carcerárias deste novo século?

Sucesso é ter conforto, papai. Sucesso é ter dinheiro o suficiente para viajar ao exterior pelo menos uma vez por ano. Sucesso é poder pagar empregada doméstica, ter portaria 24 horas, manter um carro por membro da família, frequentar restaurantes agradáveis, ter uma câmera bacana para tirar fotos ainda mais bacanas e filtrá-las no Instagram. Sucesso é pagar uma escola boa para os filhos poderem trilhar um caminho bem parecido com o nosso, mas talvez com um pouquinho mais de privilégios, afinal de contas, é por isso que trabalhamos por tantos anos, não é mesmo? Para que meus filhos possam gozar mais do que eu pude.

Daí, nós, que não nascemos em berço de ouro, vemo-nos obrigados a suar em cima de livros para ‘correr atrás do privilégio perdido’. “Você não nasceu rico, tem que estudar!”. Mas… por quê? Para ser alguém na vida? Oi? Sério mesmo que eu não sou alguém ainda? Mesmo, mesmo? Jura, juradinho? Verdade que a luz que brilha dentro do meu coração desde o momento em que fui concebida não é o suficiente para fazer de mim alguém? Então, tenho de ser alguém na vida… estudar para ser alguém na vida… mas, na vida de quem?

Queremos dar certo, queremos orgulhar nossos pais, precisamos prestar contas à sociedade, e não tem nada de errado nisso. O problema é depositar em agentes externos – como o estudo – a solução para objetivos de vida que moram dentro dos nossos corações. Nós crescemos acreditando que o sucesso está lá fora, longe, bem no alto de uma montanha muito difícil de se escalar – e, se você não nasceu rico, tem de se esforçar muito para chegar lá. O problema é sermos adestrados a acreditarmos que ainda não somos alguém e que nunca seremos se não passarmos no vestibular e termos um “bom” emprego. O problema é chegarmos à fase adulta tão perdidos, tão distante de nós mesmos, tão sem identidade, que mesmo diante de conquistas materiais, olhamo-nos no espelho e não sabemos quem somos. Nossa autoestima está abalada, não sabemos o que nos faz brilhar os olhos, não queremos tomar decisões. Estamos dançando descompassadamente entre o acúmulo de troféus e a lembrança de que há milhões de pessoas passando fome por aí. Não sabemos equilibrar nossas forças; encontramos o ‘lá fora’, mas perdemos o ‘aqui dentro’. E, de repente, tudo dói muito: porque tudo ainda precisa ser um passo para chegar ao sucesso, para ser alguém, para dar certo na vida, enfim.

A notícia boa é que você já é alguém na vida, talvez você só tenha perdido o caminho de volta a si mesma(o). Pode ser que você esteja tentando encontrar aquela luz que brilhava na tenra infância, mas há tantos troncos e galhos e entulhos jogados pelo caminho que parece não haver nada do outro lado, do lado de dentro; mas há. Há alguém com o coração cheio de respostas, precisando ser esvaziado um pouco para caber mais amor. Há uma alma dourada pulsando por debaixo do barro seco por meio do qual você permitiu que te moldassem até agora. E se este texto está fazendo sentido, feche os olhos e sinta: a primeira rachadura deste barro acabou de se abrir dentro de você.

A notícia ruim é que a moça estudiosa do início da nossa história tem toda razão. Era tudo mentira: estudar não leva ninguém a lugar nenhum. Estudar não leva ao sucesso, que não leva ao dinheiro, que não leva ao conforto, que não leva a dar certo na vida, que não leva você a ser alguém. Você já é alguém, e é exatamente por isso que estudar não vai te levar a lugar nenhum: o que vai te levar – seja fora, seja dentro, seja em frente – são suas pequenas decisões do dia-a-dia.

Isso não significa que não vale a pena estudar, nem ganhar dinheiro, nem querer conforto e todos esses etecéteras com os quais você já está acostumada(o). Mas é preciso, sim, sabedoria para perceber que o estudo é mais do que a ponte de acesso ao pote de ouro no fim do arco-íris. Estudar é dedicar seu tempo, bem como seus corpos físico e espiritual para aprender algo que vai transformar a sua vida quando você colocar esse algo em prática. Estudar é ler com prazer, é observar-se sem julgamento, é analisar com parcimônia, é modificar com amor. Estudar é despertar neste alguém que já existe aí dentro a força da revolução interna que vai beneficiar todos os seres à sua volta assim que seu coração sentir que está pronto para revolucionar.

Por isso, o que vai levar você a algum lugar não é o estudo. O que vai te levar a todos os lugares – de todos os mundos – é você.

 

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*Fonte: resilienciamag / Letícia Flores Montalvão

É possível tomar “banho infinito” gastando apenas 10 litros de água – “Showerloop”

O princípio de seu funcionamento é o mesmo de outros chuveiros ecológicos, isto é, o reaproveitamento da água. Mas, com uma diferença, em vez de reaproveitar a água para outros fins, como no uso de descarga do vaso sanitário, por exemplo, o chuveiro Showerloop reaproveita a água para o próprio banho. Achou estranho? Então entenda logo abaixo.

De acordo com seus criadores, graças a essa tecnologia, a pessoa pode tomar banho por quanto tempo ela quiser usando apenas 10 litros de água. O segredo está no reaproveitamento da água, que por sua vez, passa por várias etapas de limpeza antes de ir literalmente para o ralo.

Explicando a ilustração abaixo. Na primeira etapa, uma tela retém os fios de cabelo. Mais adiante a água passa por um filtro de microfibra, depois uma camada de areia, depois uma de carvão ativado, que eliminam as partículas de sabão, e depois desses processos, a água é esterilizada por uma lâmpada de luz ultravioleta, sendo bombeada novamente para o chuveiro.

Um outra e importante vantagem do chuveiro é sua economia de energia elétrica, pois a água é esquentada no momento em que o registro do chuveiro está sendo aberto.

O kit do produto foi lançado na Europa por um preço de 1.500 euros, sem incluir o custo da instalação. Veja o vídeo abaixo – em inglês.

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*Fonte: engenhariae

A desconstrução do mérito: Foucault e a categorização dos indivíduos como um regime de poder

Desde o processo de socialização primária e diariamente em nosso cotidiano, estamos expostos à uma série de influências discursivas que impregnam a nossa maneira de observar os elementos que ao nosso redor se encontram e mesmo os meios pelos quais exercemos a capacidade de disposição do livre-arbítrio. Certamente algum tempo é necessário para que os sujeitos se apercebam de tais limitações instituídas ao pensamento e passem a refletir criticamente acerca do meio no qual se encontram inseridos. Essa “quebra de correntes” pressupõe primeiramente que aquele que está sob o jugo dessas externalidades capte as interações mais elementares que constituem os nossos relacionamentos em sociedade e os converta mentalmente em panoramas que possam ser dignos de questionamentos ou não, bem como tenha os espaços e as oportunidades para constituir um reflexão autônoma.

Logicamente, esse exercício do intelecto não é uma tarefa fácil e para grande parte dos sujeitos sequer aprazível ou mesmo disponível, tendo em vista que as possibilidades de constituição de olhares próprios no que diz respeito à realidade vem sendo cerceada sistemática e historicamente por uma série de razões “convenientes” que passam fundamentalmente pela manutenção do status quo da presente ordem sócio-econômica vigente. Diante disso, os regimes de poder (e aqui me valho de uma categoria foucaultiana) acabam passando desaperbecidos no momento em que estão sendo praticados. O modus operandi de classificação e categorização dos indivíduos, conhecido por todos nós pelo divino nome “meritocracia”, é um deles. Talvez seja essa uma das mais problemáticas formas de exercício do poder em nossa sociedade, a depender do ponto de vista do observador.

A justificativa da meritocracia em si passa pela ideia de que a organização social se dá da melhor maneira possível quando alguns são recompensados pelos seus esforços hercúleos enquanto outros são punidos por sua incompetência. A noção que está por trás desse argumento joga toda a conta do sucesso ou fracasso de um indivíduo apenas na chamada “responsabilidade individual”, algo que deita raízes em parte do pensamento liberal clássico que chegou, em meados do século XIX e por meio de alguns teóricos, a atribuir a pobreza de ampla gama de pessoas a uma mera questão de dedicação ou talento. Uma das incoerências que aí reside tem a ver com a ignorância acerca dos contextos micro e macro onde os sujeitos se fazem presentes, pois os locais nos quais cada um está inserido pode apresentar limitações ou aberturas de ordem gigantesca, que facilitam ou não a aquisição de diversos tipos de capitais.

Outro ponto frágil dessa crença ideológica é a conclusão “lógica” de que a escolha adequada de meios de auferição do conhecimento e de outros tipos de capacidade dos sujeitos resultarão em uma distribuição mais justa dos bens materiais e imateriais em uma dada sociedade. Uma análise superficial é suficiente para constatar que na verdade os mecanismos avaliatórios disponíveis nada mais são do que perpetuadores das desigualdades que vem de berço (para utilizar a expressão popular), já que àqueles aos quais foi concedido um treinamento específico e de razoável ou grande qualidade, algo que exige capital econômico considerável principalmente quando se trata de sociedades que não dispõem de equipamentos públicos de porte, se faz mais realista um horizonte que contenha como resultante a conquista de “prêmios” pelos seus esforços, no fundo uma resultante das condições estabelecidas.

É evidente que exceções a esse quadro podem vir à tona, mas ao invés de fatos corriqueiros de escape ao poder, elas devem ser pensadas muito mais como pautas fetichistas para a imprensa, que trata de expô-las em matérias que celebram esforços muitas vezes anormais e que nada mais são do que o retrato de uma pirâmide social repleta de abismos e mazelas. Não se trata aqui de enxergar como ideal um mundo no qual há a desvalorização da qualidade de trabalhos bem-feitos ou o desestímulo para que os sujeitos exerçam aquilo para o qual estão melhor vocacionados, até mesmo porque ir nessa direção seria de um simplismo aterrador.

O ponto do qual não se pode escapar é a necessidade de desvelar todas as contradições de um discurso que move paixões em nossa sociedade, enxergando o mérito não como um “dom” concedido divinamente ou uma simples questão de esforço mas como um atributo construído gradualmente e observando atentamente para a meritocracia (regime de exponencialização do mérito) enquanto maneira de eternizar a distribuição dispare dos recursos existentes. Esse regime de poder em exercício, assim como outros, é uma ficção reguladora a ser enfrentada, pois não possui necessariamente um criador ou dono identificável e intencionado, já que o poder, como o próprio Foucault menciona na sua obra, não emana de alguma fonte. Dando alguns passos para pensar nesse sentido, quem sabe novas formas de concessão, mais niveladoras, não possam ser construídas, ainda que no plano das ideias.

Referências bibliográficas:

Michel Foucault, 1926 – 1984. Microfísica do Poder/Michel Foucault; organização, introdução e revisão técnica de Roberto Machad. – 4. ed. – Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2016.

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*Fonte/texto: genialmentelouco

A madrugada pertence aos apaixonados, aos sonhadores e aos leitores:

Na madrugada nossos pensamentos voam como telegramas em busca de destinatários. Nessa linha mágica entre a noite e o dia onde habitam os leitores inveterados, os sonhadores melancólicos, as mentes criativas e esses amantes que, entre carícias e confidências, se despem das suas roupas e das suas emoções…

A madrugada, como podemos ver, não é apenas o território daqueles que tem insônia ou dos sonâmbulos. Na verdade, é um cenário especialmente evocador para o cérebro. É quando nos sentimos livres de estímulos exteriores para nos conectarmos com espaços muito mais íntimos, livres e criativos. De fato, até a bioquímica cerebral se vê encorajada por outros mecanismos muito diferentes dos que nos regem ao longo do dia.

“Os capítulos da madrugada derivam do seu rascunho ao nascer do dia.” -Gonzalo Santoja-

Sabemos que o ser humano rege seus ciclos biológicos através do ritmo circadiano. Somos sincronizados por essa pequena e fascinante estrutura chamada glândula pineal que, ao ser estimulada pela luz ou inibida pela escuridão, propicia a produção de melatonina para orquestrar nossos ciclos de sono e de vigília. A sua participação na entrada e a permanência nestes estados é bastante conhecida; contudo, também abre a porta a outros processos igualmente interessantes, mas menos conhecidos que o de vigília-sono.

Muitas são as pessoas que chegam na cama cansadas, mas em vez de dormir, em vez de se renderem ao prazeroso refúgio do travesseiro, sentem que suas mentes se ativam e se sintonizam. Como radares esperando captar sinais das estrelas. É um momento onde a leitura cai bem, porque se torna mais vívida, porque entre esse mar de letras e a mente existe uma artéria invisível que bombeia com mais força. A mesma coisa acontece com a criatividade ou mesmo com o amor.

Porque nessas horas em que a cidade se apaga, as emoções se acendem com mais intensidade.

Os horários atuais: inibidores da criatividade e da felicidade

As pessoas são criaturas cativas da afiada agulha do ponteiro. Vivemos constantemente atentos aos relógios que regem nossos tempos de trabalho, alimentação e ócio. Mas esses horários aceitos em nossa sociedade nem sempre atendem às nossas necessidades. Os turnos de trabalho rotativos ou as longas jornadas profissionais que impossibilitam a conciliação familiar são inimigos assumidos que impedem parte da nossa felicidade.

“A noite é a metade da vida, e a melhor metade.”-Goethe-

Neurocientistas como Paul Kelly, pesquisador do Instituto do Sono e Neurociência Circadiana da Universidade de Oxford, explicam que tanto o mundo profissional quanto o educacional pouco consideram os ritmos circadianos. Segundo ele, todos estes efeitos estão fazendo com que nos transformemos em “uma sociedade cansada”. Entrar cedo no trabalho ou na escola e nos submetermos a extensas jornadas profissionais saindo de madrugada e chegando em casa de noite é uma coisa desanimadora em todos os sentidos.

Vivemos uma modernidade onde se valoriza mais “estar presente” do que a eficácia. Estar fisicamente no posto de trabalho ou na carteira de escola não significa que a pessoa possa dar naquele momento o melhor de si mesma. O cansaço acumulado e o estresse destes horários pouco justos cerceiam por completo o potencial dos nossos próprios cérebros. Pouco a pouco ficamos abstraídos em uma utopia emocional até cair em uma triste letargia de infelicidade.

 

A madrugada, o lar dos sonhadores

Dizem que a madrugada é o lar dos sonhadores, esse momento em que as estrelas cochicham entre si e onde alguns têm o dom de poder ouvi-las. Incrustados como estamos nesses horários titânicos e pouco conciliadores que acabamos de descrever, mal temos tempo para esses momentos. Contudo, é comum que chegado o final de semana o cérebro nos demande um canto próprio, algumas horas a mais para se libertar.

O processo através do qual consegue fazer isto é simplesmente fascinante.

 

De noite o cérebro funciona em outro ritmo

O córtex cerebral é a área onde se concentram uma série de zonas responsáveis por tarefas como a atenção, planejamento, a memória de trabalho ou as recompensas.

É uma área muito ativa durante o dia graças a uma contribuição regular de dopamina. Contudo, quando a escuridão acaricia a glândula pineal, essa contribuição diminui e convida ao recolhimento.
O córtex cerebral, por dizer assim, se desliga ou entra em estado de “stand by” porque já não há tantos estímulos externos para processar, para administrar ou enfrentar.

A noite, assim como a madrugada, são momentos de sutil satisfação para um cérebro que deseja focar em outras áreas. É então que se abrem os limiares desses cantos fascinantes como é o caso da imaginação, da emoção, da introspecção ou da reflexão.

É o momento de outro tipo de energia

Com certeza você já experimentou isto mais de uma vez. Ir para a cama com algum problema, falta de ideias ou preocupado e, de repente, acordar ao amanhecer com a mente clara como a superfície de um espelho.

As respostas começam a chegar. A inspiração floresce, as emoções se afinam, nossa própria capacidade de sentir, conectar ideias ou visualizar imagens enquanto estamos abstraídos na leitura se intensifica ainda mais.
Não é magia ou alguma capacidade sobrenatural. É o motor da neuroquímica que vê na noite o instante perfeito para focar toda a sua energia e recursos no próprio cérebro.

A mente se esvazia e os pensamentos fluem em outro ritmo, existe uma maior conexão e a pessoa sente mais prazer com certas atividades que, durante o dia, nem sempre são possíveis.

Contudo, fica evidente que por causa dos nossos horários nem sempre podemos desfrutar desses instantes que muitas vezes nos tiram o sono. Contudo, nunca é demais se deleitar com esse recolhimento sutil e favorecedor que as noites e as madrugadas nos oferecem, momentos onde apenas a Lua ou o tímido Sol – ao amanhecer – são testemunhas dos nossos humildes prazeres: sonhar, ler, amar…

Texto Por Valeria Amado

 

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*Fonte: osegredo

Uma nova teoria física para a origem da vida

Primeiramente, por que a vida existe?

Hipóteses populares creditam uma sopa pré-biótica, uma imensa quantidade de raios e um tremendo golpe de sorte. Mas, se uma nova teoria estiver correta, a sorte pode ter exercido um papel mínimo. Em vez disso, de acordo com o físico que propõe a ideia, a origem e a subsequente evolução da vida seguem um padrão das leis fundamentais da natureza e “deve ser tão natural quanto pedras rolando por uma ladeira”.

No ponto de vista da Física, há uma diferença essencial entre seres vivos e aglomerados inanimados de átomos de carbono: o primeiro tende a ser bem melhor em absorver a energia do seu ambiente e dissipar ela em forma de calor. Jeremy England, 31, professor no MIT (Massachusetts Institute of Technology), tem desenvolvido uma fórmula matemática que ele acredita que possa explicar essa capacidade. A fórmula, baseada em uma física já conhecida, indica que, quando um grupo de átomos é guiado por uma fonte externa de energia (tal como o Sol ou combustíveis químicos) e cercada por um meio que mantenha o calor (como o oceano ou a atmosfera), ele provavelmente irá se reestruturar gradualmente, de forma a dissipar cada vez mais energia. Isso poderia significar que, em determinadas condições, a matéria pode inevitavelmente adquirir o atributo físico associado à vida.

“Você começa com um aglomerado aleatório de átomos, e, se você deixá-lo exposto à luz por um determinado tempo, não seria surpreendente se você conseguisse uma planta”, diz England.

A teoria de England está destinada a fundamentar e sustentar, ao invés de substituir, a teoria da evolução de Darwin, que pode prover uma poderosa descrição da vida. “Eu certamente não estou dizendo que as ideias darwinianas estão erradas”, ele explica. “Muito pelo contrário. Eu só estou dizendo que, de acordo com a perspectiva da Física, você pode chamar a evolução darwiniana de um caso específico de um fenômeno generalizado”

Sua ideia, detalhada em um paper e mais bem elaborada em palestras das quais ele está dando para universidades ao redor do mundo, gerou uma polêmica entre seus colegas, que veem isso como um tênue ou um potencial avanço.

England avançou “um bravo e importante passo”, diz Alexander Grosberg, professor de Física na Universidade de Nova Iorque, que tem seguido os trabalhos de England desde os primeiros estágios. A “grande esperança” é como ele tem identificado o princípio da física subjacente que vem conduzindo a origem e a evolução da vida.

“Jeremy é apenas o mais brilhante jovem cientista do qual eu já ouvi falar”, diz Atilla Szabo, um biofísico do Laboratório de Físico-Química do NIH (National Institutes of Helth), que apoiou England e sua teoria depois de conhecê-lo em uma conferência. “Eu fiquei surpreso com a originalidade das ideias”.

Outros, tal como Eugene Shakhnovich, um professor de Química, Bioquímica e Biofísica na Universidade de Havard, não estão convencidos. “As ideias de Jeremy são interessantes e potencialmente promissoras, mas, neste ponto, ele é bastante especulativo, especialmente quando está se referindo ao fenômeno da vida”, diz Shakhnovich.

Os resultados teóricos de England são considerados válidos. É, em sua interpretação, o que os torna improváveis. Mas já há ideias de como testar essa interpretação no laboratório.

“Ele está tentando algo radicalmente diferente”, diz Mara Prentiss, professora de física da Universidade de Harvard. “Em linhas de organização, eu acho que ele tem uma ideia fabulosa. Certa ou errada, valerá muito a pena a sua investigação”
Simulação gráfica por Jeremy England e seus colegas, onde mostra um sistema de partículas confinadas dentro de um líquido viscoso do qual as partículas destacadas de turquesa são estimuladas por uma força. Depois de um tempo (de cima para baixo), a força provoca a formação de mais ligações entre as partículas.

Na sua monografia O que é vida?, em 1944, o eminente físico quântico Erwin Schrödinger argumentou que isto é o que os seres vivos precisam. Uma planta, por exemplo, absorve extremamente a luz solar, usa ela para produzir açúcares e “ejeta” luz infravermelha. A entropia total do universo aumenta durante a fotossíntese à medida que a luz solar se dissipa.

A vida não viola a Segunda Lei da Termodinâmica, mas até recentemente, físicos eram incapazes de usar a Termodinâmica para explicar porque ela deve surgir em primeiro lugar. Na época de Schrödinger, eles só poderiam resolver as equações da Termodinâmica aplicadas em sistemas fechados em equilíbrio. Na década de 60, o físico belga Ilya Prigogine teve progresso em prever o comportamento de sistemas abertos movidos por fontes de energia internas (o motivo dele ter ganho o Prêmio Nobel de Química em 1977). Mas o comportamento dos sistemas que estavam longe de um equilíbrio, conectados com o ambiente externo e fortemente influenciados por fontes externas de energia, não poderiam ser previstos.

A situação mudou mais tarde. Na década de 90, devido, principalmente, ao trabalho de Chris Jarzynski, agora na Universidade de Maryland, e de Gavin Crooks, agora no Labotarótio Nacional Lawrence Berkeley. Jarzynski e Crooks mostraram que a entropia produzida por um processo termodinâmico, tal como o resfriamento de um copo de café, corresponde a uma simples razão: a probabilidade de que os átomos vão submeter-se a tal processo dividida pela probabilidade deles sofrerem o processo inverso (isto é, a interação espontânea de tal modo que o café aquece). A fórmula, ainda que rigorosa, poderia ser, em princípio, aplicada para qualquer processo termodinâmico, não importando o quão rápido ou longe do equilíbrio. “Nossa compreensão do equilíbrio de Mecânica Estatística melhorou muito”, Grosberg disse. England, que é treinado em Física e Bioquímica, começou seu próprio laboratório no MIT há dois anos e decidiu aplicar o seu conhecimento de Física Estatística em biologia.

Usando a formulação de Jarzynski e Crooks, ele derivou uma generalização da Segunda Lei da Termodinâmica que atribui a certos sistemas de partículas com certas características: os sistemas são fortemente movidos por uma fonte externa de energia tal como uma energia eletromagnética, e eles podem descartar calor em um banho térmico. Essa classe de sistemas inclui todos os seres vivos. England, então, determinou o quanto os sistemas tendem a evoluir ao longo do tempo à medida que a irreversibilidade aumenta. “Nós podemos mostrar, de forma muito simples, a partir da fórmula, que os resultados evolutivos vão ser aqueles que absorvem e dissipam mais energia para o ambiente externo, no caminho para chegarem lá”, ele diz. As descobertas fazem um senso intuitivo: partículas tendem a dissipar mais energia quando elas são estimuladas por uma força motriz.

“Isto significa que os aglomerados de átomos rodeados por um banho de certa temperatura, como a atmosfera ou o oceano, devem tender, ao longo do tempo, a se organizarem para repercutir melhor com as fontes de trabalho mecânicas, eletromagnéticas ou químicas nos seus ambientes”, England explica.

A auto-replicação (ou reprodução, em termos biológicos), é o processo que move a evolução da vida na Terra. É um mecanismo pelo qual um sistema pode dissipar uma ascendente quantidade de energia ao longo do tempo. Como England cita, “uma boa forma de se dissipar é fazendo cópias de si mesmo”. Em um paper para Journal of Chemical Physics, ele informou o mínimo teórico para que a dissipação possa ocorrer durante a auto-replicação das moléculas de RNA e das células bacterianas, e mostrou que é muito perto dos reais valores de dissipação que esses sistemas podem ter enquanto replicam. Ele também mostrou que o RNA, o ácido nucleico, que muitos cientistas acreditam que serviu como precursor do DNA, é particularmente um material simples e “barato”. Uma vez que o RNA surgiu, ele argumenta, a sua “aquisição darwiniana” não foi, talvez, surpreendente. A química da sopa pré-biótica, mutações aleatórias, geografia, eventos catastróficos e outros inúmeros fatores contribuíram para os detalhes da diversidade das fauna e flora do planeta. Mas, de acordo com a teoria de England, o princípio subjacente que conduz todo o processo é resultado da adaptação orientada à dissipação da matéria.

Esse princípio também se aplicaria à matéria inanimada. “É muito tentador especular os fenômenos da natureza, nós podemos, agora, caber nessa grande tenda de organização e adaptação pela dissipação-condução”, England diz. “Muitos exemplos como esse poderiam estar bem debaixo do nosso nariz, mas não os notamos porque não temos estado a observá-los”.

Cientistas já observaram a auto-replicação em sistemas inanimados. De acordo com a nova pesquisa, liderada por Philip Marcus, da Universidade da Californa, Berkley, e divulgada na Physical Review Letters, em Agosto, vórtices em fluidos turbulentos replicam-se espontaneamente através da energia da matéria ao seu redor. Em um outro paper publicado no Proceedings of the National Academy of Sciences, Michael Brenner, um professor de Matemática Aplicada e Física de Harvard e seus colaboradores apresentaram modelos teóricos e simulações de microestruturas que se auto-replicam. Esses aglomerados de microesferas, especialmente revestidas, dissipam energia por estimular esferas próximas a formar aglomerados idênticos. “Isto se liga muito ao que Jeremy está dizendo”, Brenner diz.

Além da auto-replicação, a organização estrutural é outro meio pelo qual os sistemas são fortemente impulsionados para dissipar energia. Uma planta, por exemplo, é melhor em capturar e rotear a energia solar através de si que um aglomerado de átomos de Carbono não estruturados. Assim, England argumenta que, sob certas condições, a matéria irá espontaneamente se auto-organizar. Essa tendência poderia explicar a ordem interna dos seres-vivos e de muitas estruturas inanimadas. “Flocos de neve, dunas de areia e vórtices turbulentos, todos têm em comum que são estruturas definitivamente moldadas que surgem em muitos sistemas de partículas conduzidos por um processo dissipativo”, ele diz. Condensação, vento e resistência do ar são relevantes processos nesses casos particulares.

“Ele está me fazendo pensar que a distinção entre seres-vivos e inanimados é apagada”, diz Carl Franck, um Físico Biológico da Universidade de Cornell, em um e-mail. “Estou particularmente impressionado por essa noção de quando um considera sistemas tão pequenos quanto circuitos químicos envolvendo algumas biomoléculas.

A ideia ousada de England, muito provavelmente, irá sofrer um exame bastante detalhado nos anos seguintes. Ele está, por enquanto, trabalhando apenas com simulações gráficas feita em computador para testar a sua teoria de que os sistemas de partículas adaptam suas estruturas para facilitar a dissipação de energia. O próximo passo será fazer experimentos em sistemas reais.

Prentiss, que dirige um laboratório de Biofísica Experimental em Havard, diz que a teoria de England pode ser testada a partir da comparação de células com diferentes mutações e procurando a correlação entre a quantidade de energia que as células dissipam com as suas taxas de replicação. “É preciso ter cuidado porque uma mutação poderia ter resultados diferentes”, ela diz. “Mas se alguém continuar fazendo muitos desses experimentos em diferentes sistemas e se são de fatos correlacionados, isto quer dizer que ele é o princípio de organização correto”.
Se a teoria estiver correta, a mesma física que se identifica como responsável pela origem dos seres-vivos poderia explicar a formação de mais outras estruturas padronizadas na natureza. Flocos de neve, dunas de areia e vórtices auto-replicativos em um disco protoplanetário podem ser exemplos de uma adaptação à dissipação. Imagem por: Wilson Bentley
Se a teoria estiver correta, a mesma física poderia explicar a formação de mais outras estruturas padronizadas na natureza. Flocos de neve, dunas de areia e vórtices auto-replicativos em um disco protoplanetário podem ser exemplos de uma adaptação à dissipação. Imagem por: Wilson Bentley

Brenner diz que ele espera conectar a teoria de England com as suas próprias construções de microesferas e determinar se a teoria prediz corretamente que os procedimentos de auto-replicação e auto-montagem possam ocorrer – “uma questão fundamental na ciência”, ele diz.

Ter um princípio fundamental da vida evolução daria a pesquisadores uma perspectiva mais ampla sobre o surgimento da estrutura e a sua função nos seres-vivos, muitos dos pesquisadores dizem. “A seleção natural não explica certas características”, diz Ard Louis, um biofísico da Universidade de Oxford, em um e-mail. Essas características incluem uma mudança hereditária para a expressão genética chamada “metilação”, o aumento da complexidade na ausência da seleção natural, e certas mudanças moleculares que ele recentemente estudou.

Se a abordagem de England continuar sendo testada, ela poderá liberar mais ainda os biólogos e fazer com que eles busquem mais a explicação darwinista para todas as adaptações e permitir com que eles pensem mais de modo geral, em termos da organização orientada pela dissipação. Eles podem achar, por exemplo, que “a razão que um organismo mostra certa característica X ao invés de Y talvez não seja porque X é mais capaz que Y, mas sim porque as restrições físicas tornaram mais fácil evoluir para X do que para Y”, Louis diz.

“As pessoas muitas vezes ficam presas pensando sobre seus problemas individuais”, Prentiss diz. Querendo ou não, as ideias de England virão a ser exatamente certas, ela diz, “pensar de forma mais ampla fará com que muitas descobertas científicas sejam feitas”.

Artigo por Natalie Wolchover, publicado no site da Simons Foundation, em 22 de Janeiro de 2014, com título A New Physics Theory of Life e no site da Scientific American, em 28 de Janeiro de 2014, com o mesmo título.

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*Fonte: universoracionalista

Um rolê até Triunfo

Outro sábado incrível para um belo rolê de motos com os amigos. Dessa vez eu, o Rafa e Luís Carlos, saindo no começo da tarde  para uma empreitada que fiz esses tempos com outros amigos e agora procuramos repetir a dose, só que eles ainda não conheciam esse roteiro. Fomos até Triunfo com o intuito de atravessar o rio Jacuí com as nossas motos pela balsa. Taí uma boa dica para você também pegar a estrada e fazer essa função. Vale a pena para quem curte uma aventura de leve, pode ser de carro mesmo, não precisa ser como nós, que fomos de moto. Quem gosta de pegar a estrada, descobrir novos lugares, ver novas paisagens, deveria conferir essa.

A empreitada começa daqui seguindo para Passo do Sobrado, logo depois vem Vale Verde (RS 244), daí seguindo adiante até General Câmara, onde fizemos uma parada estratégica para uma água, um café e banheiro. Depois seguimos adiante onde tem a ponte do Rio Jacuí. Dessa vez ao invés de cruzarmos direto a ponte rumo à São Jerônimo, resolvemos dar uma brecada no roteiro. Descemos até as margens do rio Jacuí, logo embaixo da ponte numa prainha que tem por lá. Uma parada rápida, algumas fotos, conversa fiada e retomamos o roteiro inicial novamente. Em frente e avante até São Jerônimo (RS), onde entramos na cidade e depois pegamos uma breve trecho de estrada de chão até o ancoradouro da balsa de veículos, para então atravessarmos o rio e assim chegar em Triunfo (RS), na outra margem.

Travessia tranquila, sem nenhum perrengue, aliás, nem precisamos esperar muito na fila pela chegada da balsa e ser a nossa vez. Ah! Só por curiosidade, o custo para cada moto é de R$2,55 e a travessia em si leva apenas alguns minutos (sei lá, calculo a grosso modo algo em torno de uns 10 min). Outra informação pertinente é a de que esses serviço de travessia para veículos funciona 24hs por dia e a cada meia hora tem saída de balsa.

Chegando na outra margem, já em Triunfo (cidade histórica do Rio Grande do Sul – por causa da Revolução Farroupilha –  terra onde nasceu Bento Gonçalves), demos uma passada na praça da Igreja Bom Jesus (erguida em 1754), outra parada, uma curtida no local e depois seguimos em frente.

Agora vem outra coisa interessante para deixar de recado aqui… Cara! Como eu curto esse trajeto da RS 470 que liga Triunfo até até a 287 (pertinho do trevo que bifurca o caminho para Montenegro ou Porto Alegre). Um asfalto bom com uma pista muito legal e uma  paisagem de campo bonita, inclusive com vários trechos de árvores ao redor da pista. Sério, é muito legal. É bom andar de moto ali, dá aquela sensação clichê de “liberdade” de comercial de moto que os comerciais de TV tentam te empurrar guela abaixo – sentir o vento e tal…. rsrsrsrsrssrs
Ah! ali tem isso…kkkkk. Tudo bem que eu também curto bastante os caminhos da serra, aliás, os “mais” bonitos aqui do sul com certeza, mas esse meu chapa, tem uma vibe muito legal também. Mas só sabe quem por ali passa. Pronto, falei!

Daí com a turma já na tradicional 286, que é o caminho master POA/ V.Aires e já rodamos tantas vezes por ali, demos uma parada na Casa do Mel (outra boa dica para viajantes – anote aí, tem um ótimo pastel). Não, isso aqui não é jabá de blog. é dica mesmo!

De resto era então voltarmos para casa. Só que agora teríamos de enfrentar uma situação ruim, diga-se, é que nesse horário de final de tarde o sentido da viagem que teríamos pela frente é todo com o sol batendo direto no rosto/olho. e quando digo direto, é direto mesmo. Putz, não tem como. É assim e foda-se. Mas tudo OK, faz parte.

Tudo tranquilo, mais um rolê que durou a tarde toda e fomos de boa, sem pressa nem correria. mais um sábado MUITO bem aproveitado, acredite-me. Thanks.

Ah! Ia já me esquecendo. Sim, teve aquele momento engraçado-motocicletêichãn-imbecil-da-vez novamente, foi quando na ida estávamos ainda antes de General Câmara e dois motoqueiros de CG nos ultrapassam completamente deitados – retinhos, tipo o Ultraman voando), só de bermuda e chinelos…..kkkkkkk. Cara, pelo jeito ainda vai ter o dia em que vou ver um belo tombo de um desses garotos abilolados cairem (e não é praga minha! Sério!). A coisa é muito louca, eles deveriam estar a mais de 100km/h naquela pose. E claro que isso é um fenômeno psicológico que merece ser estudado ainda –  o garoto vês alguns motociclistas passarem em grupo por eles, daí automaticamente deve ocorrer um start qualquer no seu cérebro que liga alguma enzima maluca que o faz ter prazer de se submeter a um exercício extremo de “enrolação-de-cabo-plus” em sua CG e nos ultrapassar de qualquer modo, cusrte o que custar, para provar alguma coisa – que eu realmente não sei o que é…kkkk Talvez isso seja um ritual xamãnico-on-the-road qualquer que eu desconheça. Mas acontece, ah… acontece. e seguido!

*Abaixo algumas imagens da empreitada de hoje.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

YESOMAR – “Gigantes do Rock Gaúcho vol 2” FULL ALBUM

É com prazer que tornamos público mais um grande sonho de nossas vidas. Está no ar o “Gigantes do Rock Gaúcho Vol. 2”, o segundo episódio desta jornada que visa somar, unir e fortalecer a cena musical brasileira. (Junior Sebastiany – Yesomar)

*Lançado em primeira mão no YouTube, em agosto será disponibilizado em CD e estará nas principais plataformas de streaming.

.Produzido entre março e julho deste ano no Estúdio Toca, o disco com 10 faixas conta com os ilustres convidados: Claudio Heinz (Os Replicantes), Paulo Dionisio (Produto Nacional), Bebeto Alves (Los 3 Plantados), Julio Reny (Cowboys Espirituais), King Jim (Garotos da Rua), Nei Van Soria (TNT, Os Cascavelletes), Fredi Chernobyl (Comunidade Nin-Jitsu), Felipe Messa (Pupilas Dilatadas), Nenung (A Barata Oriental, Os The Darma Lóvers e Nenung & Projeto Dragão), Eduardo Branca (M16 e Santíssima Trindade), Lucio Dorfman, Alemão Ribeiro (Cabala), Rafael Farina Casarin, Ricardo Leitão Duarte, Fabiane Fyah Rocha, Madamme Gaby e Simone Schuster.

Para escutar:

Ringo Starr divulga música em parceria com Paul McCartney – “We’re On the Road Again” (áudio)

Nesta quinta-feira (27), Ringo Starr disponibilizou a canção “We’re On The Road Again”, com a participação de Paul McCartney. Esta é mais uma faixa inédita de seu novo álbum “Give More Love”.

Na canção, Paul McCartney foi o responsável pela criação da linha do baixo, sua grande especialidade. Joe Walsh, Steve Lukather e Edgar Winter também participam colaboraram na faixa. McCartney ainda participa de outra canção do disco, “Show Me the Way”, que ainda não foi disponibilizada.

A música já é o segundo single divulgado do novo trabalho do eterno baterista dos Beatles, que também teve a participação de diversos outros artistas renomados, como Joe Walsh, Peter Frampton, Richard Marx, Glen Ballard, Dave Stewart, Don Was, Timothy B. Schmit, Edgar Winter e Steve Lukather. Estes dois últimos fazem parte da formação atual da All-Starr Band, de Ringo.

 

 

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*Fonte: popcultura

Tocar um instrumento musical te deixa mais inteligente?

A mãe de Albert Eistein era uma musicista muito talentosa que fez com que a música permeasse boa parte do crescimento de suas crianças. Albert começou a tocar violino aos 6 anos e aos 13 já tocava as principais sonatas de Mozart. Eistein disse uma vez “a vida sem música é inconcebível para mim. Eu vivo meus sonhos acordados através música. Eu vejo a minha vida na música… grande parte do meu prazer na vida vem da música.”

E você? Teve a sorte de começar a tocar bem novinho? Continua se exercitando na música mesmo depois de velho?

Um novo estudo do Boston Children’s Hospital encontrou uma correlação entre o estudo e pratica da música com uma melhora nas funções executivas do cérebro em crianças e adultos. Vários outros estudos já abordaram o impacto da música nas habilidades cognitivas, mas esse foi o primeiro a buscar os efeitos do estudo da música logo cedo em relação às capacidades executivas.

As funções executivas do cérebro são descritas como os processos cognitivos de alto nível necessários para que uma pessoa processe e retenha informações rapidamente, regule seu comportamento, tome as decisões corretas, resolva problemas, planeje e ajuste de acordo as novas demandas. Outro componente importante é a flexibilidade cognitiva, representada pela adaptabilidade a novas tarefas.

Nadine Gaab, PhD, uma das pesquisadoras do laboratório de Boston diz “como as funções executivas do cérebro são um forte indicativo de sucesso acadêmico, ainda mais forte do que o Q.I., nós achamos que nosso estudo possui altas aplicações educacionais”.
“Enquanto muitas escolas continuam cortando o ensino da música e investindo cada vez mais no treinamento para testes, nossos estudos apontam que o treinamento musical na verdade pode ajudar nossas crianças a terem um futuro acadêmico melhor.”

Três benefícios do estudo da música:

1 – Músicos possuem uma maior habilidade par integrar os sentidos da audição, tato e visão.
2 – Começar a estudar música antes dos sete anos de idade tem mostrado ser o que causa mais impacto. A idade em que a pessoa começa a tocar influencia a anatomia do cérebro dela quando adulta.
3 – As conexões cerebrais responsáveis pela prática do improviso são desenvolvidas pelo treino sistemático, levando uma dependência menos da memória de curto prazo, e incentivando conexões por todo o cérebro.

Os adultos e crianças músicos do estudo do Hospital de Boston mostrou uma performance maior em diversos aspectos da função executiva do cérebro. Foram observadas maiores atividades no córtex prefrontal e nas áreas motoras, assim como em regiões que não são diretamente ligadas a essas funções executivas.

Um outro estudo, de maio de 2014, também mostrou que a prática e estudo da música pode aumentar o fluxo sangüíneo no lado esquerdo do cérebro. Isso sugere que a música e a linguagem podem dividir os mesmos caminhos na mente.

Esses estudos mostram que o treinamento da música pode te ajudar também com suas habilidades linguísticas.

Em suma, o estudo conclui que crianças e adultos que se dedicaram pra valer à pratica da música apresentam funções executivas superiores quando comparados aos não-músicos. Estamos falando de habilidades como flexibilidade cognitiva (adaptabilidade a novas tarefas), memória de curto prazo e velocidade de processamento.

Os pesquisadores ainda fazem a observação de que a correlação não implica causalidade ainda. Ou seja, há a possibilidade de que as crianças e adultos que tocam um instrumento já tenham habilidades que fazem com que elas se sintam atraídas pelo instrumento musical. Novos estudos estão sendo concluídos para que seja possível identificar a causalidade.

O grande esforço dos autores do estudo é enfatizar a importância da música na grade curricular e o fato dela poder ajudar no desenvolvimento académico desses alunos. Substituir a musica por outras atividades, mesmo que sejam voltadas a investir em outras matérias, pode ser um tiro no pé. O desenvolvimento da música, especialmente logo cedo, pode ser fundamental para um futuro acadêmico brilhante.

Fontes:
Behavioral and Neural Correlates of Executive Functioning in Musicians and Non-Musicians – June 2014 journal PLOS ONE
Does Playing a Musical Instrument Make You Smarter? – Psychology Today
Musical Training Optimizes Brain Function – Psychology Today

 

 

 

 

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*Fonte: musicjungle