Saiba o que acontece com seu corpo quando você salta de paraquedas

A história do paraquedismo tem início próximo de 1306, quando foram feitos registros de acrobatas chineses que saltavam de muralhas e torres com um item semelhante a um enorme guarda-chuva. Sua função era amortecer a queda e chegada ao solo. Mesmo com tudo isso, o paraquedas só seria patenteado em 1783, por Sebatian Lenormand, que começou a realizar diversos saltos.

O auge do paraquedismo foi alcançado em 2012, quando o austríaco, Feliz Baumgartner, realizou o maior salto de paraquedas de todos os tempos, a uma altura de 39 mil metros, direto da estratosfera. Para isso, é claro que é preciso ser uma paraquedista com muitas e muitas horas de salto. Mas será que tantas aterrissagens não causam algum problema ou impacto no corpo? O Webventure conversou com o fisioterapeuta Claudio Cotter para entender mais sobre o tema.

“Tem diversas lesões características, principalmente do pouso, fraturas de tornozelo com certeza é a mais comum, durante a queda livre dificilmente acontece alguma lesão, em pessoas que já tenham tendência pode ocorrer luxação de ombro”, explica o fisioterapeuta. O base jump normalmente é mais perigoso, pois o vento pode jogar contra a encosta, caso o salto seja em montanha ou ponte perto da encosta, neste caso os tipos de lesões são variados.

Claudio conta que já atendeu um paciente que bateu na encosta de uma montanha fraturando ombro, costelas, fêmur e tornozelo, todos do mesmo lado do corpo, mas a única sequela neste caso foi uma lesão de cartilagem no pé, ele estava tão bem depois que consolidaram as fraturas que mesmo durante tratamento do tornozelo continuou saltando, mas caia na água para não atrapalhar a evolução do tratamento.

“O principal problema na minha opinião é o excesso de adrenalina. Quando pratica por muito tempo é difícil parar e muitos começam a tentar atividades mais radicais em busca de mais adrenalina, que é o caso do wingsuit que gera mais risco de colisões pela velocidade em deslocamento horizontal”, conta.

Um estudo chamado “Prevalência de lesões músculo-esquelética em militares paraquedistas” feito por fisioterapeutas da Universidade Católica de Goiás mostra a prevalência de lesões musculares e entorses em paraquedistas do exército . As três partes do corpo mais afetadas são: os joelhos, tornozelos e coluna. “A maior parte na aterrissagem, é interessante entender que antigamente com os paraquedas redondos ocorriam mais lesões nas aterrissagens, pois a velocidade era muito maior e era necessário rolar para aterrissar, com este tipo de paraquedas que se usa hoje retangular é possível desacelerar muito mais ao puxar as alças diminuindo muito o risco de lesões”, explica o fisioterapeuta.

No exército na época deste estudo ainda se usava o paraquedas redondo. Mas os praticantes do esporte hoje em dia praticamente só usam o retangular que dá mais precisão no pouso.

 

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*Fonte: webadventure 

 

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