Encontro sobre quadrinhos / HQs – (Sábado) Na Feira do Livro 2017 de Venâncio Aires/RS

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Inteligência artificial está escrevendo o fim de Game of Thrones

Ser fã de Game of Thrones não é uma tarefa fácil. Apesar dos corvos na última temporada parecerem supersônicos, fora de Westeros as coisas demoram para acontecer. Ainda mais agora, que a data de estreia da oitava temporada ainda não foi anunciada – parece que só voltaremos a ver Jon Snow, Tyrion e Daenerys em 2019.

Para os fãs dos livros, então, a espera é ainda mais difícil. George R.R. Martin começou a escrever a saga em 1996, anunciou que seriam sete livros e por enquanto só lançou cinco. O título do próximo capítulo já sabemos, é The Winds of Winter – e o escritor já falou que acha que irá lançá-lo em 2018. Assim, sem muitas certezas, até porque essa mesma promessa já havia sido feita em 2016 e 2017 (o que nos faz pensar se ele vai ser publicado algum dia). A solução para nossos problemas, então, foi exatamente a mesma que tomamos sempre que aparece alguma coisa que os humanos não estão conseguindo fazer: construímos uma máquina que está escrevendo o final de Game of Thrones. Pode voltar a fazer nada, George.

A ideia é do americano Zack Thoutt. Engenheiro de softwares, ele se aproveitou de uma tecnologia que acabou se tornando a queridinha dos programadores nos últimos anos: as redes neurais. Resumindo bastante o conceito da ferramenta, essas redes conseguem analisar um montante gigantesco de dados e aprender com eles para criar produtos novos. Entre as possibilidades estão ações que até então eram tidas como exclusivas para a raça humana, como escrever. “A rede neural compara o material que ela produz com os dados que você usou para alimentá-la. Assim, ela se atualiza e aprende a imitar melhor seus objetivos”, explica Thoutt à Motherboard. Para transformar teoria em prática, ele alimentou uma rede neural com todas as 5.376 páginas que Martin publicou em seus primeiros cinco livros, e pediu para o robozinho escrever. Assim ele o fez.

O algoritmo já é autor de cinco capítulos – e eles confirmam várias teorias dos fãs. Segundo a máquina [spoiler: se você não quer saber das teorias, melhor pular para o próximo parágrafo], Jon vai montar um dragão, Varys vai envenenar Daenerys e, sim, Jaime mata Cersei. A confirmação das teorias não teve nenhum tipo de direcionamento programado – ninguém incluiu comentários retirados de fóruns de discussão ou matérias especulativas. A única ação de Thoutt foi determinar a quantidade de palavras que um capítulo teria e escolher uma só, que serviria de base para o computador trabalhar. Seguindo o conceito de que sempre um personagem seria a figura principal de cada trecho, Thoutt elegeu como palavra-chave o nome de alguma figura de Westeros (o que acabou virando o nome dos capítulos). “Acho que isso valida que qualquer coisa pode acontecer em Game of Thrones. Eu não alimentei ela com nada vindo de fãs, apenas com os livros”, diz Thoutt.

O computador conseguiu ir além das teorias já populares na internet. Ele criou novos plot twists, até então inéditos. Um deles é que Sansa Stark, na verdade, é uma Baratheon. “Foi, literalmente, a primeira frase que o algoritmo escreveu. Eu achei muito engraçado”, conta Thoutt. A máquina ainda criou um novo personagem, uma espécie de pirata chamado Greenbeard [Barbaverde, se imaginarmos a tradução para português]. E Hodor (que ainda está vivo nos livros) falou algo que não é, bem, seu próprio nome: “Hodor olhou para eles, gritando ‘qual caminho você deveria estar em casa’”.

A frase de Hodor não faz muito sentido, assim como diversos acontecimentos. Ned Stark, por exemplo, reaparece no texto como se nunca tivesse morrido. A falta de coerência tem duas principais razões: 1) o fato de Martin ter escrito muito, mas não o bastante. As Crônicas de Gelo e Fogo possuem 32 mil palavras; para alimentar uma rede neural de forma satisfatória, seria necessário um número 100 vezes maior. 2) A inventividade dos livros. Apesar de não ser um texto grande o suficiente, Martin é extremamente descritivo, e adjetivos acabam confundindo redes neurais. Isso, somado a locais fictícios e títulos que não existem (como Meistre e Sor) atrapalham ainda mais o algoritmo.

Os problemas, no entanto, estão longe de ser uma preocupação. Tudo não passa de um grande experimento sem pretensões de substituir os livros do verdadeiro autor. “Obviamente não é perfeito. Não está construindo uma história a longo-termo e a gramática não é perfeita. Mas o sistema é capaz de aprender o básico da língua inglesa e a própria estrutura do estilo de George R. R. Martin”, afirma Thoutt. Deve bastar – pelo menos até a próxima temporada.

 

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*Fonte: superinteressante

É simples descobrir se alguém sente atração por você

Todo mundo já conhece alguns sinais visuais de que uma outra pessoa está se sentindo atraída por nós. O olhar, movimentação das mãos e até a direção dos pés denunciam o que a pessoa está pensando ou até mesmo o que nem ela se deu conta que está sentindo. Mas tem um outro sinal de que está rolando uma química: o tom de voz.

A diferença biológica entre a voz de homens e mulheres é muito clara. Mulheres têm um tom mais agudo e homens têm um tom mais grave. Essas diferenças foram acontecendo através dos milênios para ajudar na reprodução da espécie. Ao deixar a voz mais grave, homens podem mostrar sua dominância física para seus competidores e parecer um candidato à parceiro sexual mais interessante para as mulheres.

Como resultado, mulheres tentem a achar vozes mais graves mais atraentes. É o oposto para homens, que sentem mais atração por vozes mais agudas, que são percebidas como mais femininas.

Em pesquisas, essas preferências são observadas ao pedir que os voluntários classifiquem vozes de pessoas que nunca viram como atraentes ou não-atraentes.

Usando este método, um estudo da Universidade Estadual de Nova York realizado em 2004 mostrou que pessoas que relatam maior experiência e atividade sexual tendem a ser classificadas como donas de vozes mais atraentes por desconhecidos. Isso quer dizer que o comportamento sexual da pessoa era percebido pelo tom de voz por estranhos.

Além disso, outros estudos da mesma universidade observaram que as pessoas conseguem mudar o tom de voz dependendo de situações internas ou externas a ela. As mulheres mudam o tom da voz dependendo das diferentes fases do ciclo menstrual, apresentando uma voz mais atraente no período fértil, enquanto os homens ficam com uma voz mais grave quando são confrontados por competidores em potencial em cenários de namoro.

Mudamos nossa voz se passamos muito tempo com alguém

Outro fenômeno que também pode causar diferenças na forma que falamos é chamada de “convergência fonética”. Pessoas que passam muito tempo conversando com alguém tendem a falar de forma semelhante sem nem perceber.

Essas diferenças incluem velocidade, tom de voz ou padrões de entonação, e até a forma como produzimos palavras específicas ou sons. Essa adaptação ocorre através dos meses ou anos, mas também já foi observada em estudos de poucas horas realizados em laboratório.

Um estudo da Universidade Estadual Montclair em conjunto com a Weill Cornell Medical College e Columbia College (EUA)
comparou cinco pares de companheiros de dormitório que haviam acabado de se conhecer no início do ano letivo. No início e fim do primeiro semestre, os pesquisadores gravaram a fala de cada pessoa e pediram para elas dizerem o que pensavam sobre os companheiros. A conclusão foi que aqueles que classificaram os outros alunos como legais acabaram sofrendo convergência fonética, e passaram a falar de forma semelhante.

Isso também pode acontecer com aquela pessoa que você gosta. Em um esforço inconsciente para ser mais parecido com ele ou com ela, você pode mudar a sua forma de falar.

O oposto também pode acontecer. Ao interagir com alguém que não gostamos, tendemos a falar de forma diferente dessa pessoa para nos distanciarmos dela. Isso se chama divergência fonética.

Outro estudo interessante envolveu mapas e uma dupla de pessoas tentando entender uma rota. Uma das pessoas tinha um mapa com um percurso desenhado, enquanto a outra não tinha essa marcação. A primeira tinha que passar instruções para que a segunda desenhasse o mesmo percurso, mas não poderia apontar ou usar gestos. Na tentativa desesperada de fazer a comunicação verbal ser eficaz, as pessoas passavam a ter convergência na fala, utilizando termos e palavras e até ritmo do parceiro para se fazer entender. Tudo isso acontece de forma automática e inconsciente. [MedicalXpress]

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*Fonte: hypescience

“Eu detesto a América”, antigo texto de Alan Turing é encontrado

A pasta estava escondida na parte de trás de um antigo armário de arquivo, com 148 documentos nunca antes vistos. Entre eles, se encontra uma carta do serviço de inteligência do Reino Unido, e outra na qual Turing observa: “Eu detesto a América”.

A descoberta

Alan Turing foi um dos pioneiros da ciência da computação moderna. Uma máquina que ele construiu durante a Segunda Guerra Mundial permitiu que o código Enigma da Alemanha fosse decifrado, eventualmente encurtando a guerra.
Em 1949, ele se tornou vice-diretor do laboratório de informática da Universidade de Manchester.

Este ano, uma equipe da universidade acidentalmente se deparou com um monte de correspondência de Turing enquanto limpava uma sala de armazenamento.

“Fiquei surpreso, uma coisa que permaneceu escondida por tanto tempo. Ninguém que agora trabalha aqui sequer sabia que [os documentos] existiam”, disse o engenheiro de computação Jim Miles, da Escola de Ciências da Computação da Universidade de Manchester.

 

Coisas de trabalho

Os arquivistas da universidade trabalharam para classificar esses documentos e armazená-los para a posteridade, e agora publicaram todo o arquivo online.
O acervo contém correspondência e outros materiais que datam do início de 1949 até a morte prematura de Turing, em junho de 1954.

Se tratam principalmente de “coisas de trabalho”, documentos que você esperaria que um acadêmico ocupado acumulasse em sua mesa.

Não há muito sobre seu trabalho durante a guerra, uma vez que esses esforços eram confidenciais no momento, embora haja uma carta do então diretor da GCHQ, uma antiga organização de serviço secreto da Grã-Bretanha.

A correspondência também não revela muito sobre a vida privada de Turing, incluindo sua prisão amplamente divulgada em 1952 por indecência, devido a seu relacionamento com outro homem.

“Eu detesto a América”

De acordo com os arquivistas, os documentos oferecem um relato extremamente interessante e informações sobre as práticas de trabalho de Turing e sua vida acadêmica enquanto ele estava na Universidade de Manchester.

Há cartas de colegas acadêmicos e estudantes comentando o trabalho de Turing, discutindo problemas de computação e matemática, e até mesmo solicitando conselhos. Há também inúmeros convites para conferências e palestras.

Programa de computador passa no Teste de Turing e se torna primeiro a convencer pessoas de que é humano

Para um convite do físico Donald Mackay, do King’s College London, que perguntou se Turing participaria de uma conferência sobre cibernética em 1953 nos EUA, Turing simplesmente respondeu que o evento o interessava, mas ele não queria viajar para lá. “Eu não gostaria da jornada, eu detesto a América”, escreveu ele.

No geral, os historiadores estão entusiasmados por ter desenterrado esta coleção única, inteiramente por acidente. Apesar de sua contribuição enorme para os campos da matemática e computação, há pouco material de arquivo sobre a vida de Turing, especialmente nos últimos anos.

Você pode navegar neste tesouro clicando aqui. [ScienceAlert]

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*Fonte: hypescience

 

 

 

 

Burnout: você pode estar sofrendo da síndrome da exaustão

Gabriela* se levantou, com muito esforço, e preparou um café da manhã dos campeões: suco misturado com vodca. Nem ela acreditou na cena, mas foi a única saída que encontrou para encarar o peso de mais um dia inteiro no escritório. A assistente de marketing promocional não suportava a rotina profissional havia meses. Trabalhava 14 horas, das 8h às 22h, e eventualmente passava sábados e domingos em eventos promovidos pela empresa. Acordava trabalho, respirava trabalho e dormia trabalho. Aos 33 anos, tinha crises de labirintite e não passava um dia sem cair no choro.

Quando terminou de tomar o suco batizado com álcool, enviou uma mensagem para seu psiquiatra. Foi a gota d’água: “Gabriela, você precisa parar agora. Venha para o consultório que vou prescrever uma licença de um mês. Chega”, respondeu o médico.

Em outro canto do país, no começo de 2015, Helloá Regina ouviu o despertador e se preparou para começar mais um dia de trabalho. Juntou todas as forças para levantar da cama, mas não conseguiu. O corpo não respondia. Aprovada em um concurso da prefeitura de uma capital, a jovem de 23 anos passava nove horas diárias trabalhando. Em seguida, emendava outro turno na faculdade para concluir o curso de Administração Pública. Mas nem lá parava de pensar nos abacaxis que precisava descascar no trabalho: nos prazos a serem cumpridos, nas constantes ameaças de ser exonerada, na culpa por não dar conta dos pepinos. Sentia dor de cabeça, perdia o sono, mal conseguia assistir às aulas. Até que o corpo tomou por ela a decisão: era hora de se afastar do trabalho.

Helloá e Gabriela sucumbiram ao cansaço e à pressão do ambiente de trabalho. Viraram parte das estatísticas: 30% dos mais de 100 milhões de trabalhadores brasileiros sofrem com a síndrome de burnout (ou síndrome do esgotamento profissional), segundo estimativa da International Stress Management Association (Isma). A proporção é semelhante à do Reino Unido, onde um a cada três habitantes (mais de 20 milhões de pessoas) enfrenta o problema. Mesmo na Alemanha, conhecida por ter carga horária reduzida entre os países desenvolvidos, 2,7 milhões de pessoas — 8% da força de trabalho — apresentam sinais de burnout. É um problema mundial, que, segundo especialistas, aumenta a cada ano e causa danos à saúde e à economia. No Brasil, a falta de produtividade causada pela exaustão gera prejuízo de 3,5% do nosso PIB (Produto Interno Bruto), conforme cálculos feitos pela Isma em 2010.

Esses milhões de pessoas não conseguem relaxar. Não há feriado ou férias que consigam repor todas as energias sugadas pelo expediente. “É o nível mais devastador do estresse, é uma exaustão que não passa nunca, e a pessoa não consegue se adaptar a uma situação nova”, explica a psicóloga Ana Maria Rossi, presidente da Isma no Brasil. “Não é um cansaço comum. É uma doença mesmo, como um fogo descontrolado”, completa ela.

Imagine seu pior dia no trabalho: às 19h seu chefe exigiu um relatório extenso e complexo para a manhã do dia seguinte. Com o tempo apertado, o trabalho não saiu tão bom assim. E ele, claro, não gostou do resultado. Você está cansado e sente que seu empenho não valeu a pena. Bate aquela insegurança e você se pergunta quanto tempo levará até que o RH o chame para conversar sobre a sua demissão. Seu corpo entra em alerta, um estágio inicial e natural de estresse — aquela reação biológica que prepara o organismo para correr ou lutar. A maioria das pessoas supera a crítica, sai para reclamar com os amigos e esquece o dia ruim. Ou parte em busca de outro emprego.

Mas nem todo mundo consegue agir assim. “Pessoas que estão de saco cheio do trabalho ficam loucas pelo fim do expediente. Aí saem com os amigos, vão ao cinema. Mas alguns, por mais que odeiem o trabalho, não conseguem se desligar dele, só pensam nisso. Chegam em casa mortos e não fazem mais nada”, explica o psiquiatra Emmanuel Kanter. É como se, para essas pessoas, todos os dias, inclusive os fins de semana, fossem repletos de medo e de uma sensação de incompetência e impotência. O corpo nunca desliga o sinal de alerta. E, uma hora ou outra, mostra os sinais de exaustão, que, se agravados, podem ser até fatais.

“Morrer de tanto trabalhar” não existe só no sentido figurado. Em japonês, karoshi significa literalmente isso. O termo surgiu na segunda metade do século passado, mas ainda hoje o problema está longe de ser superado. Um caso recente é o de Matsuri Takahashi, uma trainee da Dentsu, maior agência de publicidade do Japão, que cometeu suicídio em dezembro de 2015, aos 24 anos. Após investigação, as autoridades concluíram que o excesso de trabalho a levou a se atirar do dormitório da empresa. Pressionada pela cultura corporativa de não negar tarefas, Takahashi costumava fazer mais de cem horas extras por mês. “São 4 da manhã. Meu corpo está tremendo”, tuitou ela meses antes de tirar a própria vida. “Vou morrer. Estou tão cansada!”

Um ano após sua morte, em dezembro de 2016, o presidente da empresa pediu demissão. “O modo de trabalho aprovado em nossa companhia é inaceitável para todas as partes interessadas, entre as quais as autoridades”, justificou.

HUMANOS MODERNOS

Essa tal síndrome de burnout tem uma história ainda recente. Estudada e batizada pelo psicólogo germano-americano Herbert Freudenberger em 1974, a doença já aparece registrada no CID-10 (Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde), um dos manuais de diagnósticos da medicina. Ela envolve três sintomas: exaustão emocional (falta de energia e esgotamento emocional); cinismo e ceticismo (falta de empatia pelos colegas de trabalho e descrença na existência da própria crise pessoal); e baixa realização profissional (sentimento de culpa por conta da baixa produtividade). Mas ainda nem chegou a entrar para o Manual Diagnóstico e Estatístico (DSM, na sigla em inglês), uma espécie de bíblia da psiquiatria.

Quem tem espaço especial nesse manual há tempos é outra doença bem mais popular: a depressão. E a similaridade entre as duas, por vezes, confunde os psiquiatras — Gabriela e Helloá, por exemplo, apresentaram sintomas físicos típicos da depressão, mas a raiz do problema era uma só: o trabalho. “É comum diagnosticar pacientes com depressão quando, na verdade, sofrem de burnout, que tem a ver com a pressão do trabalho”, conta Rossi. Ou seja, aqueles 30% talvez sejam só a ponta do iceberg. “Além disso, adolescentes e crianças sentem um cansaço extremo pelo excesso de atividades e pela pressão emocional, mas isso não se classifica como burnout, que é relacionado apenas à população economicamente ativa”, completa Rossi.

 

2 MIL ANOS DE EXAUSTÃO

Os relatos sobre exaustão aparecem há séculos na literatura médica, assim como a depressão. Na Roma Antiga, o médico Aelius Galenus já descrevia a falta de energia como um desequilíbrio do organismo. “Nos últimos 2 mil anos, a exaustão já foi explicada como um produto do desequilíbrio bioquímico, como doença psicológica ou somática, causada por vírus ou por uma disfunção do sistema imunológico, como um problema espiritual ou resultado dos movimentos planetários”, escreve a britânica Anna Katharina Schaffner, pesquisadora da história da psiquiatria que, após sofrer de exaustão, decidiu se debruçar sobre o tema. Seu estudo resultou no livro Exhaustion: A History (Exaustão: Uma História), lançado no ano passado (Columbia University Press, 288 págs., R$ 144, ainda sem versão no Brasil).

A mais recente explicação culpa a sociedade moderna. Com a chegada da industrialização, o mundo mudou bastante. É aquela conhecida história: a vida seguia um ritmo muito mais calmo, acompanhando as idas e vindas do Sol, e se dependia quase que exclusivamente das condições climáticas para trabalhar. Aí vieram as fábricas. Cada hora trabalhada garantia uma grana a mais no bolso. E a vida passou a girar em torno do expediente.

Mas em 1914, Henry Ford, fundador da fabricante de carros Ford, realizou uma pesquisa com seus empregados e descobriu que, após oito horas de labuta, o nível de eficiência caía — e os funcionários corriam mais riscos de cometer erros bobos e caros. Surgiram, então, leis para limitar a carga horária de trabalho. Na década de 1920, diversos países passaram a proibir que o expediente tivesse mais de 48 horas na semana. No Brasil, em 1943, Getulio Vargas criou as primeiras leis trabalhistas — desde então, os contratos são de oito horas por dia, com pagamento de horas extras.

Ainda que por aqui o governo considere flexibilizar essas leis, com chances de ampliar a carga horária, em outros lugares do mundo o expediente diminuiu nos últimos 25 anos. Dessa forma, de acordo com as estatísticas, as pessoas trabalham menos do que seus pais. Por que, então, a síndrome de burnout só começa a ganhar destaque agora? E por que assola tanta gente? Bem, de volta à história: as mulheres entraram de vez no mercado de trabalho depois dos anos 1960. E nem todo mundo consegue bancar uma faxineira ou babá. Ou seja, o segundo turno do expediente começa em casa. Tem roupa para lavar, comida para fazer, filhos para cuidar… mais e mais tarefas. E menos tempo para o lazer.

Para piorar, na última década, a internet e as redes sociais trouxeram uma enxurrada de notícias ao alcance do seu bolso. Segundo pesquisa da Universidade da Califórnia em San Diego, em 2008 os norte-americanos produziram 100 mil palavras e 34 GB de dados a cada 12 horas. É muita coisa. E como você acessa essas informações ao longo do dia! Já parou para contar quantas vezes você checa seu Facebook pelo celular? Umas 30, 40 vezes, chutando alto? Nem perto. Pesquisa da consultoria Deloitte concluiu, em 2015, que os brasileiros conferem seus celulares 78 vezes, em média, por dia. A quantidade é maior entre pessoas de 18 a 24 anos, que desbloqueiam seus aparelhos 101 vezes diariamente, enquanto os mais velhos, de 45 a 55 anos, fazem isso 50 vezes. O problema é que assim você perde o foco. Começa a escrever um relatório e escuta o sinal incessante de novas mensagens no WhatsApp. Você, então, para rapidinho só para ver o que é. E aí, para recuperar a concentração, seu cérebro precisa de uma dose extra de energia.

“Em cada interrupção, você precisa de um tempo de 10 a 25 vezes maior do que o tempo de distração para voltar à tarefa anterior”, conta a jornalista norte-americana Brigid Schulte no livro Overwhelmed: How to Work, Love, and Play When No One Has the Time (em tradução livre, Sobrecarregado: Como Trabalhar, Amar e se Divertir Quando Ninguém Tem Tempo — editora Farrar, Straus and Giroux, 369 págs., R$ 55, sem edição no Brasil).

Conclusão: se você parar por 30 segundos para ler a mensagem do Facebook que acaba de saltar na tela do seu computador, levará mais cinco minutos para conseguir focar outra vez no que estava fazendo. Imagine, então, como seu cérebro vai à loucura com quase 80 interrupções do celular por dia. “Multitarefa não funciona. Estudos mostram que não dá para fazer bem duas coisas ao mesmo tempo. E as distrações atrapalham a capacidade do cérebro de filtrar informações irrelevantes”, conclui Schulte.

Só que essa tecnologia toda não trouxe apenas interrupções. Trouxe também disponibilidade 24 horas por dia, sete dias por semana. “Eu não podia sair para beber com os amigos, porque a qualquer momento podia aparecer algum problema para resolver na agência. E eu precisava estar bem para trabalhar”, conta Gabriela. “Mas pelo menos não sofro tanto quanto minha supervisora: ela recebe mensagem dos chefes às 4 da manhã”, afirma.
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NÃO RECLAME, TRABALHE

Porém, não adianta jogar o peso do burnout apenas nos empregadores. Pare e pense: quantas vezes você contou a um amigo que andava trabalhando muito, mesmo quando não era tão verdade assim? Trabalhar, no século 21, virou sinônimo de status e poder. Andar apressado na rua, responder e-mails corporativos durante o almoço… tudo isso só pode ser coisa de um trabalhador exemplar. “A socióloga Marianne Cooper estudou a rotina de homens que trabalham a ponto de quase entrar em colapso, no Vale do Silício, e disse: ‘Existe essa coisa de que ele é o cara de verdade, trabalha 90 horas por semana, ou ele é preguiçoso, passa só 50 horas por semana no escritório’”, conta Schulte. Profissionais de sucesso, premiados, nunca param. E levam uma vida luxuosa: carros, viagens, apartamentos caros — compras e desejos que turbinam o cérebro de dopamina, a substância responsável pela sensação de bem-estar. “Chegar lá”, ao nível deles, depende de você. Quanto do seu tempo livre você está disposto a doar?

Tamanha devoção ao trabalho faz o lazer causar até mal-estar. “Lazer virou coisa vulgar. Algo quase errado”, diz Schulte. “Parece que há uma cultura que diz: ‘O mundo vai acabar se eu não estiver presente’. Meus pacientes trabalham mais do que precisam só para mostrar serviço. E não se dão conta de que vão adoecer, uma hora ou outra”, completa Ana Maria Rossi. E provavelmente sentirão mesmo o peso do excesso de horas trabalhadas: pesquisa do Instituto de Psicologia e Controle do Stress mostrou que o emprego é a terceira maior causa de estresse entre os brasileiros. No topo da lista estão as dificuldades nas relações interpessoais, seguidas de problemas financeiros. Para quem encara esses percalços, aliás, as horas extras nada têm a ver com status. Têm a ver com dinheiro e contas a pagar.

A vida fica mais cara a cada ano que passa — e os salários nem sempre acompanham esse aumento. A saída, então, é trabalhar duro para deixar as contas em dia. Fora isso, com a taxa de desemprego beirando os 14%, as pessoas têm medo de perder o cargo e não encontrar outra vaga. Aí vale tudo para manter o emprego — mesmo se isso custar horas de sono e lazer.

Não à toa, o brasileiro é um dos povos mais insatisfeitos com o tempo de descanso. Em pesquisa realizada pela consultoria GfK, com 27 mil pessoas de 22 países, somente os japoneses e os russos reclamaram menos do que nós sobre a questão: 28% dos brasileiros disseram que não estão felizes com o tempo de lazer disponível.
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RESPIRE FUNDO

Tirar uns dias de folga faz toda a diferença. Em um estudo feito na Nova Zelândia, os pesquisadores comprovaram que a produtividade de funcionários que acabam de voltar de férias melhora até 25% — e eles ainda entram em menos atritos com os colegas. Outra pesquisa, essa da Universidade de Pittsburgh, nos Estados Unidos, realizada ao longo de oito anos, mostrou que tirar férias diminui o risco de infarto. Os benefícios não envolvem apenas os funcionários, mas também as empresas.

Se na época de Henry Ford, quando os trabalhos eram mais mecânicos, o desempenho dos funcionários caía depois de oito horas, esse tempo de alta performance é ainda menor hoje em dia. Isso porque muitas funções exigem esforço mental, e não físico como antes. De acordo com estudos, os trabalhadores conseguem desempenhar bem suas atividades por apenas seis horas — depois disso, a produtividade despenca.

E o cansaço se reflete nos cofres das empresas. Além do risco de cometer erros, esses profissionais se sentem menos conectados à companhia. Segundo o Gallup, serviço de pesquisa de opinião, esses funcionários tendem a faltar mais e até a roubar dinheiro — só nos EUA, empregados desmotivados dão prejuízo de US$ 550 bilhões por ano.

Ainda assim, não dá para esperar seu chefe ler esta matéria, se convencer desses benefícios e reduzir sua jornada diária — ou aumentar seu salário para você contratar um ajudante para as tarefas domésticas. Mas dá para se preocupar e se distrair menos. Com o celular desligado e as notificações de redes sociais desativadas do computador, você provavelmente vai conseguir terminar mais rapidamente os afazeres — sem a necessidade de ficar até mais tarde no trabalho. Sobre a sua casa, as dicas de Brigid Schulte são simples: divida as tarefas e deixe de se preocupar tanto. Vale mesmo a pena se importar tanto com aquela sujeirinha no fogão? Só há um porém: para pessoas já tragadas pela síndrome de burnout, essa é uma missão quase impossível. Não há folga que resolva o problema delas.

Gabriela chorava todos os dias antes de ir trabalhar, Helloá perdia o sono ao se lembrar da rotina massacrante e do dia que viria. Ambas odiavam o trabalho. E, ainda assim, não era capazes de se desligar dele. Só conseguiriam encontrar uma solução com acompanhamento psiquiátrico. “Foi um alívio quando descobri que eu não era o problema, e sim que eu sofria de burnout”, conta Helloá, que lançou no Facebook a página Vencendo o Burnout.

As duas tiraram licenças extensas do trabalho e tomaram antidepressivos receitados por seus médicos. “Não existe um remédio só para tratar o burnout, mas há medicamentos que tratam alguns sintomas desse esgotamento. Se estiver com insônia, a gente dá um remédio para melhorar isso”, exemplifica o psiquiatra Emmanuel Kanter. “Aí vem a ajuda psicoterápica, que tenta fazer a pessoa parar de olhar apenas para a árvore e ver a floresta toda. Ou seja, há saídas, dá para mudar de trabalho, por exemplo”, conta.

Helloá trocou mesmo de emprego, depois de ficar um ano afastada — tempo suficiente para terminar a faculdade, descansar e voltar a sair com os amigos. Gabriela segue na mesma agência, mas aposta em um antigo hobby para relaxar: bordado. As duas aprenderam a lidar com a pressão do trabalho — e a respeitar o limite do corpo e as horas de lazer.

*O nome foi trocado para não identificar a entrevistada

Consequências do burnout

49% das pessoas com a síndrome desenvolvem depressão
92% dos afetados se sentem incapazes de trabalhar

O que sente quem tem burnout

97% relatam ter exaustão, sem condições físicas e emocionais para fazer qualquer coisa
91% sofrem com desesperança, solidão, raiva, impaciência

 

QUASE PRIMAS

Conheça os aspectos que diferenciam depressão e burnout

Burnout
É diagnosticado apenas quando o alto grau de estresse envolve o ambiente de trabalho. Pacientes com a síndrome se sentem exaustos, mas não conseguem descansar. Só pensam no trabalho, ainda que se sintam irritados com as suas funções e com os colegas.

Depressão
Não há explicação para a tristeza e o desânimo — podem vir de qualquer área da vida. Pessoas deprimidas, em geral, não têm força para fazer nada (nem trabalhar) e, por isso, tendem a se sentir culpadas.

(Foto: )

NA MIRA
Com que frequência as pessoas se sentem pressionadas no trabalho?

13% todos os dias
28% uma ou duas vezes por semana
26% uma ou duas vezes por mês
22% menos do que uma vez por mês
12% nunca

AUTOCOMBUSTÃO
Os motivos mais comuns para se sentir sob pressão (por ordem)

1. Volume de trabalho
2. Pressão por resultados
3. Mudança (e piora) na gestão
4. Estilo de gestão do chefe
5. Corte de gastos
6. Reestruturação da empresa
7. Insegurança no trabalho
8. Relação com o chefe
9. Dificuldades ou pressão na vida pessoal
10. Relacionamento com os colegas

 

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*Fonte: Chartered Institute of Personnel and Development (Reino Unido) / revistagalileu

8 regras simples para se comunicar com um manipulador

Os manipuladores têm a capacidade de cultivar em nós o sentimento de culpa, nos chantagear e mentir descaradamente. Acabamos fazendo o que eles querem e mandam, mesmo que para isso seja preciso ultrapassar nossos próprios limites, como se nossa vontade nem sequer existisse. Esse jogo pode durar anos, envenenando a vida quem é manipulado.

Para que você se defenda deste tipo de pessoa, algumas “normas de segurança” que foram criadas pelo expert em comunicação e treinamento Preston Ni:

Lembre-se de seus direitos inalienáveis

Você tem direito a ser respeitado por outras pessoas.

Tem direito a expressar seus sentimentos, opiniões e vontades

Tem direito de estabelecer suas prioridades.

Tem o direito de dizer “não” sem que se sinta culpado.

Tem direito de receber aquilo pelo que pagou.

Tem direito a expressar seus pontos de vista, mesmo que eles sejam diferentes dos demais.

Tem direito de se proteger de ameaças físicas, morais e emocionais.

E você tem direito a construir sua vida de acordo com sua própria noção de felicidade.

Estes são os limites do seu espaço pessoal. Claro que os manipuladores são grandes destruidores dos nossos limites, que não respeitam nem reconhecem nossos direitos. Porém apenas nós mesmos somos os responsáveis por nossas próprias vidas.

Mantenha distância

Durante a comunicação, um manipulador mudará sua máscara o tempo todo: com uma pessoa pode ser extremamente educado, enquanto com outro pode reagir com violência e grosseria. Em uma situação se fará passar por alguém indefeso, enquanto em outra deixará aparecer seu lado agressivo.

Se você já percebeu que a personalidade de alguém tem a tendência de refletir este tipo de extremos, o melhor que você pode fazer é manter uma distância segura dessa pessoa e não se relacionar com ela a menos que seja realmente necessário.

O mais comum é que os motivos que levam a este comportamento sejam complexos e tenham raízes na infância. Corrigir, educar ou salvar um manipulador não é problema seu.

Não leve-o a sério

A tarefa de um manipulador é brincar com suas fraquezas. Não surpreende se, na presença de alguém assim, você passar a sentir sua “incapacidade” e até tentar culpar a si mesmo por não obedecer às ordens daquela pessoa.

Identifique essas emoções e lembre que o problema não está em você. Estão te manipulando para fazer com que você sinta que não é suficientemente bom, e por isso deveria estar disposto a se submeter às vontades de outro alguém, chegando a renunciar aos seus próprios direitos.

Analise sua relação com um manipulador respondendo mentalmente às seguintes perguntas:

Esta pessoa me demonstra verdadeiro respeito?

Suas exigências e solicitações são bem fundamentadas?

É uma relação equilibrada? Talvez você seja um dos que se esforça enquanto o outro só recebe os benefícios?

Esta relação me impede de manter uma boa relação comigo mesmo?

As respostas a estas perguntas ajudarão você a entender de quem é o problema, se ele está em você ou na outra pessoa.

Faça-o perguntas para testar

Os manipuladores sempre tentarão coagir você com suas solicitações ou pedidos, fazendo com que você se esqueça de si mesmo e das suas necessidades. Se o manipulador tenta te ofender ou refutar seus argumentos, mude o foco de atenção: de você mesmo para seu interlocutor.

Faça-o algumas perguntas de teste e ficará mais claro para você se tal pessoa tem ao menos um pouco de autocrítica e/ou vergonha.

“Você acha que é justo o que está me pedindo?”

“Você acha que isso é justo comigo?”

“Posso ter minha própria opinião a respeito disso?”

“Você está perguntando ou afirmando?”

“O que eu recebo em troca?”

“Você acha mesmo que eu… (reformule o pedido do manipulador)…?”

Fazer estas perguntas é como colocar o manipulador em frente a um espelho, onde a pessoa verá o “reflexo”, a verdadeira natureza de seu pedido.

Ainda assim, existe um tipo único de personagem que sequer se dará ao trabalho de ouvir você, e insistirá constantemente em favor próprio. Nesse caso, siga os seguintes conselhos:

Não se apresse!

Outra das estratégias preferidas do manipulador é forçar você a responder ou agir de imediato. Numa situação em que o tempo passa rápido, é mais fácil para ele manipular para conseguir o que deseja (na linguagem de vendas, seria como dizer “fechar logo o negócio”).

Se você sente que estão te pressionando, não se apresse a tomar uma decisão. Use o fator tempo a seu favor, retire a chance de ter sua vontade coagida. Você manterá o controle da situação dizendo apenas “eu vou pensar”.

São palavras muito eficientes! Faça uma pausa para analisar prós e contras: determine se você quer continuar discutindo sobre o assunto ou dar um “não” definitivo.

Aprenda a dizer ‘não’

Saber dizer ‘não’ é a parte mais importante na arte da comunicação. Uma negação clara permite que você se mantenha imóvel em sua opinião, criando uma boa relação com seu interlocutor (se as intenções dele forem saudáveis).

Lembre-se de que você tem o direito de estabelecer suas prioridades, tem direito a dizer ‘não’ sem por isso sentir qualquer tipo de culpa. Você tem direito a escolher seu próprio caminho à felicidade.

Fale-o sobre as consequências

Como resposta às intromissões grosseiras no seu espaço pessoal e à dificuldade em aceitar seu ‘não’, fale ao manipulador sobre as consequências de seus atos.

A capacidade de identificar e expor de forma convincente os possíveis resultados é um dos métodos mais eficientes de truncar o jogo do manipular. Você o colocará num beco sem saída, obrigando-o a mudar de atitude com relação a você ou até a revelar qual era seu plano, inviabilizado-o.

Defenda-se de zombarias e ofensas

Às vezes os manipuladores chegam a ofender ou até zombar diretamente, tentando assustar suas vítimas ou causar nelas algum tipo de sofrimento. O mais importante é lembrar que as pessoas assim se apegam ao que acreditam ser uma fraqueza. Enquanto você for passivo e obediente, será um alvo fácil diante de seus olhos.

O curioso sobre isso é que, na maior parte dos casos, este tipo de pessoa é, na realidade, covarde: logo que a vítima começa a demonstrar personalidade e a defender seus direitos, o manipulador se retira. Esta regra funciona em qualquer esfera da sociedade, seja na escola, na família, ou até no trabalho.

Lembre-se que não vale a pena entrar numa briga, basta manter a calma e deixar clara sua opinião.

De acordo com estudos, muitos abusadores foram ou são vítimas de abusos. É óbvio que esta condição não justifica de maneira alguma seu comportamento, mas é importante lembrar para responder a seus atos com sangue frio e sem remorso algum.

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*Fonte: resilienciamag

Eli Tomac é campeão do AMA Motocross 2017 na 450

Eli Tomac, 24 anos, é o campeão do AMA Motocross 2017 na 450 após 12 etapas realizadas. A final aconteceu neste sábado, 26, na pista de Ironman, estado de Indiana, Estados Unidos.

Tomac não precisava de vitórias na rodada final para ficar com o título, então fez corridas preocupado em manter a vantagem ao invés de cruzar a linha de chegada em primeiro.

Mesmo assim, largou na frente na bateria inicial e brigou com o estreante nos EUA, Jeffrey Herlings, que acabou faturando as duas corridas.

Na bateria final, Tomac não largou muito bem e apenas controlou a situação de longe, enquanto Blake Baggett e Marvin Musquin tentavam ganhar a prova e torciam para um problema em Tomac (só assim poderiam ficar com o título).

Com as coisas sob controle, Tomac fez 5-6 nas baterias e garantiu o troféu do ano, o primeiro de sua carreira na 450 do AMA Motocross. Nesta temporada, ganhou 9 das 24 baterias disputadas e subiu no lugar mais alto do pódio 4 vezes em 12 rodadas.

Marvin Musquin, com o mesmo número de vitórias em etapas e 7 vitórias em baterias, acabou com o vice-campeonato, apenas 2 pontos à frente de Blake Baggett.

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*Fonte: brmx

Golpe feito pelo Facebook Messenger já atinge usuários brasileiros

Um novo malware está atingindo usuários do Facebook Messenger na América Latina, incluindo o Brasil. Descoberto pela Kaspersky, o vírus infecta o usuário com adware e se espalha pelo serviço de mensagens do Facebook.

Tudo começa quando um contato é infectado e envia uma mensagem para o usuário com um link. Ao clicar no link, o usuário é direcionado a um documento do Google Docs com uma foto do perfil da vítima, que cria um link para um suposto vídeo. Mas quando a pessoa tenta reproduzir o vídeo, é enviada para diversos sites que roubam informações sobre o computador do usuário, além de algumas informações pessoais.

O malware atua diferente dependendo de qual for o navegador usado pela vítima. No Firefox e no Safari, ele exibe uma mensagem de atualização falsa do Flash. No Chrome, o usuário é direcionado a uma versão falsa do YouTube que pede a instalação de uma extensão para o Chrome.

A Kaspersky diz que a investigação do ataque não sugere que algum trojan ou exploit seja baixado para dispositivos, mas eles lembram que cibercriminosos já devem ganhar dinheiro com o golpe a partir da publicidade exibida em sites falsos e o acesso a diversas contas do Facebook.

Como sempre, a melhor forma de se manter seguro na internet é tomar bastante cuidado com os links que você clica – se for algo suspeito demais, é bom evitar.

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*Fonte: olhardigital