5 tipos de músicos que podem destruir sua banda

Alguém disse que “uma banda é como um casamento”. Seja lá quem foi, essa pessoa tem certa razão. Estar em um grupo é entrar em uma sociedade e isso implica em saber conviver com pessoas diferentes, mas, que possuem o mesmo foco, o mesmo objetivo e farão de tudo pra esse empreendimento dar certo. Quando isso não acontece, parece que entramos em um barco prestes a naufragar se não agirmos rápido para reparar esse “furo”.

É comum bandas terem sérios problemas com músicos que simplesmente pensam e agem radicalmente contra o trabalho e não parecem querer mudar. Nessa ocasião, é preciso ser rápido para identificá-los e buscar resolver esta situação (da maneira mais eficaz possível). Se isso está acontecendo com você, provavelmente alguém na sua banda se encaixa em um desses perfis:

1 – O medroso

Vocês recebem convites para tocar fora de sua cidade em dias úteis. Todos possuem um trabalho convencional, mas, de alguma forma, conseguem driblar essa dificuldade. Todos menos um que fica impedido pelo medo de perder o emprego. Já aconteceu com você? Ou naquela reunião em que a banda está discutindo os investimentos para o próximo ano, um sempre é contra “gastar tanto no trabalho”, afinal esse dinheiro poderia ser dividido entre vocês… Esse é o medroso, uma pessoa boa, colega, ótimo instrumentista, mas, um perfeito amador e pro resto da vida. No campo de batalhas que é o mercado da música, ter uma pessoa com medo é sair para o confronto totalmente vulnerável e pronto pra perder, mesmo tendo tudo pra ganhar.

2 – O extremamente perfeccionista

Nada está bom para essa pessoa, nada mesmo. O perfeccionista é compromissado com resultados, com o melhor rendimento e busca incansavelmente isso sem deixar de reconhecer o progresso. Ele sabe que a banda precisa melhorar, mas, não nega o quanto já melhorou, nem que seja 1%. O extremamente perfeccionista enxerga apenas o lado negativo, destroi expectativas normalmente se referindo a todos na banda, menos ele. Tudo precisa melhorar, ele porém, já está na Estratosfera. Por melhor compositor ou instrumentista que seja, não vale a pena ter alguém assim por perto.

3 – O atrasado

Bom, esse perfil é talvez o mais comum. Marca-se o ensaio, todos chegam e ele aparece 1 hora depois com uma desculpa esfarrapada, toda semana. Na sua GIG, não é raro você se aborrecer com o dono do estabelecimento por começar depois do horário marcado justamente porque precisa aguardar a chegada desse que ainda não chegou. O atrasado é uma pedra nos sapatos de todos os membros de uma banda e pode acabar fechando muitas portas profissionais. Se isso acontece agora, imagine quando o seu trabalho ganhar mais alcance e notoriedade?

4 – O obsessivo

Se por um lado existe o “medroso”, por outro, existe o “obsessivo”. Essa pessoa não tem uma noção muito clara da realidade e pensa que qualquer risco vale a pena. A banda nem possui uma base de fãs e ele já está pensando em largar o emprego convencional pra viver de música e o pior, cria o pior clima possível tentando forçar a adesão dos demais. Alguns pecam por omissão, outros, por excesso.

5 – O instrumentista ruim

Não há nada em oculto que não apareça claramente em uma banda. O grupo pode ter ótimas canções, grandes músicos, mas, se um dos membros não “conversa” com os demais musicalmente, vão existir problemas e grandes. É comum um projeto nascer com amigos, sem pretensões profissionais, mas, com o tempo, as oportunidades aparecem e exigem um grau de competência dos que estão ali envolvidos. Se um dos músicos não corresponde, tenha a certeza de que ele será o freio puxado que não deixará seu trabalho andar. Nessa hora não há conversa que resolva. O melhor a fazer é deixar a amizade de lado e agir profissionalmente, por mais duro que isso possa ser.

E vai ser duro, com certeza.

6 – (BÔNUS) O analógico

Há ainda uma “espécie” de músico comum. Ele não dá a mínima para um trabalho de divulgação sério na internet. Pra ele, a banda precisa é ter a sorte de encontrar alguém influente no mercado para abrir as portas já que ele possui talento. Se existe verba para investir, certamente ele não destinará uma moeda para o digital.

Quando ouve palavras do tipo streaming, redes sociais, big data (essa aqui ele acha que é um tipo de hamburguer), pensa: “Bobeira.” Essa pessoa é a mesma que vê o tempo passar, nada acontecer e por esse motivo espalha seu desânimo pelas redes sociais. Reclama da cena, da televisão, do governo e desconfia de todos que apesar de tantas barreiras, dizem que dá pra fazer música no Brasil. Ele pensa que o mercado se limita ao programa do Faustão, rádios e fecha os olhos para o que a internet está provocando.

Esse é uma pedra de tropeço para qualquer banda. Pode ser “o cara”, o melhor músico, mas se existe, livre-se dele e rápido.

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*Fonte: palcodigital / Vinícius Soares

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