E não é que “os caras” vieram à POA

Tem coisas boas na vida que acontecem de uma forma inesperada e assistir ao vivo a um show da banda The Who para mim, está entre elas. Na minha listinha de bandas que curto muito e que ainda “quero assistir”, nem de longe constava o nome The Who. Mas tem uma explicação lógica ou seja, como Roger Daltrey e Pete Thownshend que são os membros originais e já estão com uma idade avançada (mais de setenta anos) e nunca vieram antes ao Brasil, pensei que  essa escrita seria mantida e que jamais viriam, por imaginar que esse grupo icônico do rock já se encontrasse em vias de aposentadoria (diga-se, mais do que merecida – por tudo que fizeram). Mas não é que os caras resolvem aparecer no Brasil justo agora, depois de mais de 50 anos de banda!

Sou de alguma forma portanto muito grato ao Rock In Rio deste ano, que provavelmente tenha sido daí o estopim para essas lendas virem aportar aqui no país para uma tour. “Gracias”. E assim que era totalmente inesperado aconteceu, pude assistir a um show de uma de minhas bandas preferidas de todos os tempos.

E o The Who provavelmente não seja a banda mais conhecida por aqui, imagino que dos grandes nomes do rock inglês dos 70’s – prá mim a época de ouro do rock –  Led Zeppelin, Black Sabbath e Deep Purple (essas duas últimas já estiveram por aqui – E eu assisti!), sejam mais cultuadas. Mas eu sempre vi o the Who como a banda de rock mais íntegra de TODAS, até porque não se venderam aos modismos em meio à todas as ondas do rock como muitas bandas o fizeram (o punk e a disco music nos 70’s / hard rock nos 80’s / grunge nos 90’s…) e seguiram sempre em frente mesmo aos percalços com a morte dos importantíssimos membros da banda, Keith Moon (com certeza o rocker mais maluco do planeta) e John Entwistle (um dos melhores baixista do rock), sem lançarem nos álbuns nos últimos anos e meio que passarem incólumes pela época da MTV. Os caras mantiveram o rumo mesmo sem novos álbuns, mas simplesmente fazendo o que gostavam, shows e mais shows ao vivo ao longo dos anos sem um desgaste com turnês enormes mundo afora. Talvez aí resida na verdade o segredo da banda, de que mesmo com uma idade já generosamente avançada se comportem como uns garotos quando tocando no palco! Passam a nítida ideia de uma banda que mesmo depois de tantos anos, ainda se divertem ao tocarem ao vivo. E isso não é para qualquer um.

Serei eternamente grato pela oportunidade de assistir a essa incrível banda que sem dúvida escreveu muitas das regras e histórias mais fantásticas do rock. Ao mesmo tempo também compreendo um certo descaso das novas gerações para com a banda, muito em função de sua longevidade em relação as constantes mudanças de mentalidade no transcorrer da vida no tempo.

Sobre o show o que posso dizer é que eu e os primos Kern saímos de V.Aires na tardinha, uma viagem tranquila e sem pressa de chegarmos no estádio Beira Rio até porque nem estávamos empolgados em assistir ao show de abertura da banda Def Leppard (que no final nem assistimos e diga-se, não fez a menor falta). Fomos sem ingresso algum no bolso, só na cara e na coragem. Depois conseguimos com cambistas os ingressos de pista por um bom preço.

Ainda rolou de encontrar com o jornalista Roger Lerina, de quem sempre me tiram onda dizendo que sou bem parecido. Não acho isso, mas enfim. Claro que não perdi então a oportunidade e assim comentei isso com ele, que gentilmente se dispôs a fazer foto junto comigo. Taí um cara gente fina prá caramba!

No palco a banda super afiada com os velhinhos detonando, Daltrey com os giros de microfone, Townshend com seu braço erguido na sua palhetada furiosa de guitarra, Zak Starkey (filho do Ringo), sem dúvida um grande baterista e tudo ainda com ótimo som de PA. Curti bastante também as imagens e as artes que apareciam nos telões, incrível.  Apresentaram um repertório parecido com o que trocaram no R.I.R. mas numa ordem diferente, que aliás me pareceu muito melhor. Claro que delirei com tudo isso e vai ficar para sempre na memória esse momento mágico do The Who, ainda mais quando tocaram “Who Are You”, “My Generation”, “Wizard Pinball”, “Babba O’Riley” e a mais phodástica de todos os tempos… “Won’t Get Fooled Again”.

PQP. Que show!

 

Set list do show do The Who em Porto Alegre:

I Can’t Explain
The Seeker
Who Are You
The Kids Are Alright
I Can See for Miles
My Generation
(With “Cry If You Want” Snippet)
Bargain
Behind Blue Eyes
Join Together
You Better You Bet
I’m One
The Rock
Love, Reign O’er Me
Eminence Front
Amazing Journey
Sparks
Pinball Wizard
See Me, Feel Me
Baba O’Riley
Won’t Get Fooled Again

Encore:
5:15
Substitute

*Abaixo algumas imagens do show do The Who em Porto Alegre.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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