Black Label Society – “Room of Nightmares” (novo vídeo da banda)

Confira abaixo a capa e tracklist do álbum Grimmest Hits do Black Label Society

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Tracklisting:

“Trampled Down Below”
“Seasons Of Falter”
“The Betrayal”
“All That Once Shined”
“The Only Words”
“Room Of Nightmares”
“A Love Unreal”
“Disbelief”
“The Day That Heaven Had Gone Away”
“Illusions Of Peace”
“Bury Your Sorrow”
“Nothing Left To Say”

 

 

Toda a obra musical de Bob Dylan em ordem cronológica e gratuita

Cantor, compositor, pintor, ator e escritor. Poucas pessoas públicas têm tantas facetas quanto Bob Dylan, e desenvolve cada uma delas tão bem — não é à toa que ele foi eleito o segundo melhor artista de todos os tempos pela revista Rolling Stone. Até mesmo quando observamos apenas o seu legado musical, a pluralidade impressiona. Ao longo da carreira, Dylan incorporou diferentes estilos e maneiras de cantar.

A playlist “Bob Dylan [chronological catalogue and discography]”, de Samuel Huxley Cohen, demonstra com facilidade essa evolução do músico, já que reúne nada menos do que 55 horas de canções de Dylan. Organizada em ordem cronológica, a lista possui todas as músicas lançadas por ele ao longo de mais de cinco décadas: desde “You’re No Good” (1962) a “Fallen Angels” (2016).

Filho de imigrantes judeus russos, Bob Dylan, começou a escrever os primeiros poemas ainda na adolescência. Um verdadeiro autodidata, ele aprendeu a tocar guitarra e piano sozinho. A partir de então, bastou apenas um pulo para ele mergulhar de vez no mundo da música. O cantor iniciou a carreira cantando em grupos de rock ainda na adolescência, mas começou a se dedicar à música folk quando entrou na universidade, em 1959, aos 18 anos. Estilo que lhe rendeu destaque profissionalmente.

A playlist está disponível no Spotify. Para acessá-la é necessário ter uma conta registrada e realizar o login. O serviço possui uma opção de assinatura gratuita.

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Toda a obra musical de Bob Dylan em ordem cronológica e gratuita.

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*Fonte: revistabula

Sobre a responsabilidade de manter a lucidez em mundo dominado por c(EGOS)

Há um ditado que diz que a arte imita a vida. Entretanto, por vezes acontece o contrário: a vida imita a arte. Um dos exemplos que confirmam isso é o livro “Ensaio Sobre Cegueira”, obra do gênio português José Saramago, já que – assim como no livro – estamos cada vez mais mergulhados em uma cegueira que torna insustentável (ou impraticável) o mínimo de humanidade que nos constitui ou deveria nos constituir.

A “cegueira branca” ou a “dura pele” a que chamamos egoísmo, infelizmente, não é uma realidade apenas “saramanguiana”. Ela está em cada um de nós, pelo menos em potencial, de modo a tornar-se evidente e quantitativamente grande em um piscar de olhos, com o perdão do trocadilho. Dessa forma, basta que alimentemos o lado escuro do coração, para que os olhos passem a não enxergar além do próprio ego ou do próprio umbigo.

A questão que se coloca, diante disso, é se o mundo no qual vivemos oferece condições suficientes para que a lucidez seja mantida. Na estória do português, as condições não são das mais favoráveis, tanto que apenas uma pessoa – a mulher do médico – permanece lúcida, sem cegar, ou melhor: “Com a responsabilidade de ter olhos quando os outros os perderam”. Na nossa sociedade, parece que as condições não são tão diferentes, afinal o egoísmo e o individualismo são consagrados ininterruptamente como valores supremos e absolutos, de tal maneira que ser cego é a regra, enquanto a lucidez é uma rara exceção.

Apesar da realidade sombria e dificultosa, é possível se manter lúcido. Mais que isso: é condição imprescindível para que o que ainda resta de humanidade entre nós não escoe pelo ralo. Evidentemente, não é fácil. Se fosse, “Ensaio sobre a Cegueira” sequer existiria ou, no mínimo, teríamos mais do que apenas “a mulher do médico” como ser que consegue enxergar. No entanto, é necessário entender que cada um possui responsabilidade pela parte que lhe cabe no mundo, inclusive, para que a sua própria existência possa ser garantida.

Sendo assim, é uma enorme falta de racionalidade, ou deturpação desta, acreditar que um mundo construído em cima de fundamentos tão desumanizadores, como o egoísmo, possa ter qualquer tipo de sustentação. Mais hora, menos hora, ele vem abaixo. Rachaduras enormes e aos montes já são perceptíveis, pelo menos, para quem ainda consegue ou quer enxergar.

Na realidade do livro, de repente as pessoas voltam a enxergar, como se nunca tivessem cegado, como se fossem cegos que vendo, não veem. Penso que é exatamente assim que estamos: acreditando enxergar, quando já estamos cegos, presos em armadilhas que diariamente ajudamos a construir. Resta saber, quantos ainda permanecem enxergando, contrapondo-se à ordem destrutiva do mundo e assumindo a responsabilidade de manter a lucidez em mundo dominado por c(egos).

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*Fonte/Texto: genialmentelouco / Erick Morais