Grêmio – 3 vezes CAMPEÃO da AMÉRICA

Ontem foi dia de jogo decisivo da copa Libertadores da América de 2017, onde o time do Grêmio sagrou-se campeão diante do argentino do Lanús, pelo placar de 2×1. Já havia vencido na rodada anterior em casa por 1×0.

O time do eterno ídolo tricolor Renato Gaúcho jogava então apenas por um empate para ser campeão, mas o título veio de forma natural, com um time dominante, de forte pegada e marcação já no campo adversário, mesmo jogando fora de casa e em um estádio menor, portanto um ambiente mais arredio para uma final. O Lanús sentiu o golpe já no início da partida, quando não conseguiu se projetar ao ataque com tanta eloquência como em jogos anteriores, quando jogando em casa reverteu largos placares diante de seus adversários. Dessa vez não!

Com um gol Fernandinho depois de uma bela arranca de mais de meio campo, o Grêmio abriu o placar. Isso já serviu para aclamar um tanto os ânimos dos torcedores diante da pressão de um jogo de final fora de casa. Pouco tempo depois e ainda no primeiro tempo do jogo, o craque Luan numa jogada de muita inteligência, calma e sutileza, encobre em um simples toque o goleiro adversário. Goooool.

Com 2×0 no placar no intervalo da partida, mais o placar agregado da primeira partida da final, delineava uma situação favorável para o time já se imaginar com uma das mãos na taça. Mas calma, era apenas o intervalo e ainda restavam mais 45min de bola rolando. No final do primeiro tempo o meio campista Arthur se lesiona, volta no começo do segundo tempo mas não dá mais.  A partir daí confesso que nem assisti mais direito ao jogo, só queria que o meu time chutasse prá longe e prá frente o mais distante possível, afinal – “final de campeonato, bola pro mato”.

Tomamos um gol de pênalti ainda, é verdade, mas isso nem importa, a própria história vai esquecer esse pequeno detalhe e o que ficará com certeza desse dia maravilhoso é o toque sensacional do Luan encobrindo o goleiro adversário tipo em câmera lenta, saca? Uma pintura. O segundo tempo passou e foi um jogo feio sim, até tivemos uma nova chance com o Luan de marcar mais outro gol, mas OK, já estava bom e justo assim o placar. Deixa o tempo correr e esperar pelo apito final do juiz para assim soltar o grito de – é campeão!

E assim foi.

Valeu Grêmio! Serei eternamente grato por mais essa alegria, afinal o futebol é feito desse eterno ciclo de altos e baixo na história. Agora estamos bem, campeões e tal, mas amanhã ninguém sabe. então simbora aproveitar essa fase e alegria que ainda teima em ficar no ar desde a noite mágica dessa inesquecível quarta-feira – (29 de novembro de 2017). que venha o mundial, mas sei lá, nem me preocupo com isso, queria mesmo era ser Campeão da América! Sério.

Também sou grato pelas inúmeras felicitações de amigos torcedores do rival Internacional. Até porque o que seria do Grêmio sem o Inter? Essa dualidade de forças aqui no sul é que movimenta toda uma longa e histórica paixão local pelo futebol. Uma rivalidade interessante (desde que sem brigas é claro). Um forçando o outro a ser sempre melhor, se superar, a eterna roda – onde um está bem e o outro está mal. Faz parte da vida e do esporte. Gracias amigos!

Com esse título o Grêmio soma agora 3 Libertadores da América (1983 /1995 e 2017). Gracias Renato (#7) – campeão como jogador e agora como técnico do mesmo time. Valeu presidente Romildo Bolzan, meta alcançada e com louvor.

É CAMPEÃO! É CAMPEÃO! É CAMPEÃO!!!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Seja inadequado, porque não se adequar a uma sociedade doente é uma virtude

A vida contemporânea cheia de regras e adestramento fez com que houvesse uma padronização completa das pessoas, de tal maneira que todos se comportam do mesmo modo, falam das mesmas coisas, se vestem mais ou menos do mesmo jeito, possuem as mesmas ambições, compartilham dos mesmos sonhos, etc. Ou seja, as particularidades, as idiossincrasias, aquilo que os indivíduos possuem de único, inexistem diante de um mundo tão pragmático e controlado.

Vivemos engaiolados, tendo sempre que seguir o padrão, que se encaixar em normas pré-determinadas, como se fôssemos todos iguais. Sendo assim, a vida acaba se transformando em uma grande linha de produção, em que todos têm que fazer as mesmas coisas, ao mesmo tempo e no mesmo ritmo, de modo a tornar todos iguais, sem qualquer peculiaridade que possa definir um indivíduo de outro e, por conseguinte, torná-lo especial em relação aos demais.

Somos enjaulados em vidas superficiais e nos tornamos seres superficiais, totalmente desinteressantes, inclusive, para nós mesmos. Sempre conversamos sobre as mesmas coisas com quem quer que seja, ouvindo respostas programadas pelo padrão, o qual nos torna seres adequados à vida em sociedade.

Entretanto, para que serve uma adequação que transforma todos em um exército de pessoas completamente iguais e chatas, que procuram sucesso econômico, enquanto suas vidas mergulham em depressões?

Qual o sentido de adequar-se a uma sociedade que mata sonhos, porque eles simplesmente não se encaixam no padrão? Uma sociedade que prefere teatralizar a felicidade a permitir que cada um encontre as suas próprias felicidades. Uma sociedade que possui a obrigação de sorrir o tempo inteiro, porque não se pode jamais demonstrar fraqueza. Uma sociedade que retira a inteligência das perguntas, para que nos contentemos com respostas rasas. Então, por que se adequar?

Os nossos cobertores já estão ensopados com os nossos choros durante a madrugada. O choro silencioso para que ninguém saiba o quanto estamos sofrendo. Para manter a farsa de que estamos felizes. Para fazer com que mentiras soem como verdade, enquanto, na verdade, não temos sequer vontade de levantar das nossas camas.

O pior de tudo isso é que preferimos vidas de silencioso desespero a romper com as amarras que nos aprisionam e nos distanciam daquilo que grita dentro de nós, esperando aflitamente que o escutemos, a fim de que sejamos nós mesmos pelo menos uma vez na vida sem a preocupação de agradar aos outros.

Somos uma geração com medo de assumir as rédeas das próprias vidas. E, assim, temos permitido que outros sejam protagonistas destas. É preciso coragem para retomá-las e viver segundo aquilo que arde dentro de nós, mesmo que sejamos vistos como loucos, pois só assim conseguiremos sair das depressões que nos encontramos.

É preciso sacudir as gaiolas, já que, como diz Alain de Botton: “As pessoas só ficam realmente interessantes quando começam a sacudir as grades de suas gaiolas”. E, sobretudo, é preciso ser inadequado, porque não se adequar a uma sociedade doente é uma virtude.

*Autor: Erick Morais

 

 

 

 

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*Fonte: fasdapsicanálise