Os dois lados da Muralha

A China possui atualmente uma das economias que mais crescem no mundo, embora tenha apresentado uma desaceleração nos últimos anos, a média de crescimento econômico deste país é de quase 7,5% nos últimos anos.

A China possui uma taxa superior à das maiores economias mundiais, representando atualmente cerca de 15% da economia mundial, onde o Produto Interno Bruto (PIB) atingiu, em valores correntes, US$ 10,46 trilhões ou 72,2 trilhões de iuanes em 2016 (com crescimento de 6,7%), fazendo deste país a segunda maior economia do mundo (fica apenas atrás dos Estados Unidos).

Por outro lado, a China vem enfrentando dificuldades neste caminho, dentre elas grande parte da população ainda vive em situação de pobreza, principalmente no campo, e a utilização em larga escala de combustíveis fósseis tem gerado um grande nível de poluição do ar e seus rios vêm apresentando altos índices de poluição.

Mesmo assim, o crescimento chinês apresenta um ritmo alucinante, podendo transformar este país, nas próximas décadas, na maior economia do mundo. Porém, o que este crescimento “poderá” representar de impactos para o mundo caso algumas das hipóteses abaixo se torne realidade?

Somente nas últimas três décadas, um terço dos recursos naturais da terra foi consumido e pelas previsões da Organização das Nações Unidas, a população mundial vai crescer 53% e chegará a 11,2 bilhões em 2100. Isso chega a ser assustador! Temos recursos para tantos? Seremos capazes de criar novos modelos que deem a sustentabilidade necessária para acomodarmos tantos seres humanos?

De acordo com Worldwatch Institute e a Universidade Livre da Mata Atlântica, trago alguns números sobre os possíveis impactos globais somente com o crescimento Chinês. Vamos ver?

Com quase 1,3 bilhões de pessoas, a China está distendendo a história, demonstrando o que acontece quando um grande número de pessoas pobres se torna repentinamente mais abastada.

À medida que a renda cresceu na China, também o consumo aumentou. Eles já alcançaram os americanos no consumo per capita de carne suína e agora concentram suas energias em aumentar a produção da carne bovina.

Para suprir esta nova demanda de consumo per capita da carne bovina aos níveis do americano médio serão necessários 49 milhões de toneladas adicionais de produção.

Se tudo isto fosse produzido com gado confinado, no estilo americano, seriam necessárias 343 milhões de toneladas anuais de grãos, um volume igual a toda a colheita dos Estados Unidos.

Hipoteticamente, caso a China, com uma população muitas vezes superior à do Japão, siga o mesmo caminho de buscar sua proteína animal pelo pescado, precisará de 100 milhões de toneladas de produtos do mar, ou seja, todo o pescado mundial para suprir esta demanda.

Em 1994, o governo chinês decidiu que o país desenvolveria um sistema de transportes centrado no automóvel e que a indústria automotiva seria um dos impulsionadores do futuro crescimento econômico.

Imaginem se isso se concretizasse e cada chinês possuísse um ou dois carros em cada garagem e consumisse petróleo no ritmo dos Estados Unidos! A China necessitaria de mais de 80 milhões de barris de petróleo ao dia, ligeiramente superior aos 74 milhões de barris diários que o mundo produz atualmente.

Em consequência, a fim de oferecer as vias e estacionamentos necessários, precisaria também pavimentar cerca de 16 milhões de hectares de terra, uma área equivalente à metade dos 31 milhões de hectares de terra atualmente, produzindo a safra anual de 132 milhões de toneladas de arroz, seu alimento básico.

Caso o consumo anual de papel na China, de 35 quilos per capita, aumentasse para o nível dos Estados Unidos, de 342 quilos, a China necessitaria de mais papel do que o mundo produz atualmente.

Estamos aprendendo que o modelo de desenvolvimento industrial do ocidente não é viável para a China, simplesmente porque não há recursos suficientes para tal.

Os recursos globais de terra e água não poderão atender às necessidades crescentes de grãos da China, caso continue seguindo o caminho atual de desenvolvimento econômico.

Como também a economia energética baseada em combustíveis fósseis não irá fornecer a energia necessária, simplesmente porque a produção mundial de petróleo não está projetada a crescer muito acima dos níveis atuais nos anos futuros.

Além da disponibilidade de petróleo, se as emissões per capita de carbono na China alcançarem o nível dos Estados Unidos, só isso duplicará as emissões globais, acelerando o aumento da concentração atmosférica do CO2.

A concepção de uma estratégia de desenvolvimento é um gigantesco desafio para a China em vista da sua densidade populacional e a adoção do modelo econômico ocidental para a China está sendo contestada internamente.

Se a economia do descarte, baseada no combustível fóssil e centrada no automóvel, não funcionar na China, então não funcionará para 01 bilhão de pessoas na Índia ou para outros 02 bilhões de pessoas no mundo em desenvolvimento.

Estamos num impasse global! A China está demonstrando que o mundo não poderá continuar mais seguindo o caminho econômico atual. Está enfatizando a urgência para reestruturar a economia global, construindo uma nova economia, uma economia projetada para o planeta Terra.

*Por Ricardo Cancela

 

 

 

 

……………………………………………………..
*Fonte: storia

7 mitos e verdades sobre o vegetarianismo

De acordo com a Sociedade Vegetariana Brasileira, toda semana 2 mil pessoas se tornam vegetarianas. Seja em busca de um estilo de vida mais saudável ou por questões éticas, mais pessoas estão buscando informações e notícias sobre a vida vegetariana.

Para te ajudar a tirar suas dúvidas e saber como tirar o melhor proveito de frutas, verduras e legumes, a Pede Sabores, delivery de frutas, verdura e legumes de São Paulo, assume o tema Alimentação Saudável no Storia. Toda semana, você vai conferir novos textos com dicas sobre estilo de vida vegetariano, alimentos saudáveis e receitas fáceis e deliciosas. Para começar, uma lista sobre mitos e verdades que envolvem a alimentação de vegetarianos.

1. Vegetariano é só quem não come carne

Parcialmente verdade. De maneira geral, vegetariano é aquele que não come carne nem nenhum alimento derivado de origem animal (incluindo leite e ovos). Mas vale a pena lembrar que existem algumas classificações internas que se referem às variadas dietas que estão enquadradas dentro do vegetarianismo.

O ovolactovegetariano, por exemplo, mantém ovos e leite e derivados na alimentação. No lactovegetarianismo, a pessoa consome alimentos de origem vegetal e leite e seus derivados. No ovovegetarianismo, é o ovo que permanece na alimentação. Já o vegetarianismo restrito mantém apenas alimentos de origem vegetal no cardápio.

Existe também o veganismo que, além de adotar o vegetarianismo restrito, também optam por não utilizar outros produtos de origem animal, como cosméticos que incluam substâncias derivadas ou tenham sido testados em animais, roupas e acessórios, produtos de higiene e limpeza, entre outros.

2. Vegetariano não come a quantidade certa de proteína

Mito. Seja vegetariano ou onívoro, ingerir a quantidade certa de nutrientes como proteínas, vitaminas ou sais minerais tem mais a ver com uma alimentação planejada e equilibrada do que com a fonte do nutriente em si.

É verdade que a proteína de origem animal contém todos aminoácidos necessários para o corpo humano e que verduras e legumes têm quantidades limitadas. Mas isso pode ser resolvido de maneira satisfatória com a combinação de vários grupos alimentares de origem vegetal.

Combinar oleaginosas, leguminosas, cereais e verduras em um cardápio diário, na quantidade certa, já vai suprir suas necessidades diárias de proteína. Para isso, procure um profissional da saúde, como nutricionista ou nutrólogo, para montar o seu cardápio.

3. Vegetarianos possuem mais chance de ter anemia

Mito. O raciocínio é o mesmo das proteínas: é tudo uma questão de planejamento alimentar bem feito e a combinação de vários alimentos ricos em ferro. Existe uma diferença entre o ferro de origem animal e o ferro de origem animal. O de origem animal possui um agrupamento chamado de “heme” que já está pronto para ser absorvido pelo organismo.

Já o ferro de origem vegetal, que não possui esse agrupamento, precisa ser transformado no organismo antes de ser absorvido. Isso pode ser equilibrado com uma ingestão adequada de vitamina C, por exemplo, que aumenta em 3 a 4 vezes a absorção do ferro. Alimentos ricos em fibras, betacaroteno e vitamina A também estimulam a transformação do ferro vegetal no grupamento heme.

4. Todos os vegetarianos precisam fazer suplementação de vitaminas

Parcialmente verdade. Dois fatores devem ser considerados aqui: a fase da vida do vegetariano e o tipo de vegetarianismo adotado. Uma das principais vitaminas que precisam ser suplementadas é a vitamina B12, indispensável para mulheres grávidas, lactantes ou crianças.

Pessoas que não fazem uso regular de ovos, leite e laticínios também podem fazer suplementação de vitamina B12 de maneira preventiva. Mas atenção: não faça suplementação sozinho, só com acompanhamento médico.

Quanto ao cálcio e ao ferro, com um planejamento alimentar bem feito e uma alimentação alimentar adequada, os vegetarianos conseguem suprir suas necessidades diárias desses nutrientes sem precisar de suplementação artificial.

5. Vegetarianos não engordam

Mito. O simples fato de ter uma alimentação baseada em alimentos de origem vegetal não garante uma alimentação saudável. Se a pessoa corta carnes, mas continua consumindo frituras, massas e alimentos ricos em açúcares refinados como refrigerantes e sucos industrializados, ela vai engordar. Sem falar nos riscos para a saúde, como colesterol, pressão alta, entre outros.

Quando a pessoa corta as carnes, tende a compensar com a ingestão maior de carboidratos. É aí que entra o nutricionista para promover um cardápio mais equilibrado, com uma inserção de carboidratos de baixo índice glicêmico, que proporcionam a saciedade, são menos calóricos e possuem mais fibras.

6. Vegetarianos não podem praticar exercícios físicos de alta intensidade

Mito. Existem vários atletas famosos de alto rendimento que seguem uma dieta vegetariana e conseguem resultados acima da média no esporte. O mesmo acontece com fisiculturistas, que precisam de uma alimentação rica em proteínas e carboidratos.

Alguns atletas de renome internacional que são vegetarianos (ou veganos): Serena Williams, a atual número 1 do tênis mundial; Nate Diaz, lutador de MMA no UFC; Fiona Oakes, campeã internacional de maratona e Patrick J. Neshek, um dos jogadores de beisebol mais famosos dos Estados Unidos.

Tudo depende de como o cardápio é planejado e se precisa ou não de suplementação. O acompanhamento de um profissional da nutrição vai garantir uma alimentação balanceada, com a quantidade certa de todos os grupos vegetais, como verduras, legumes, frutas, sementes e oleaginosas.

7. Vegetarianos têm menos chances de desenvolver problemas cardíacos

Parcialmente verdade. Uma alimentação vegetariana pura (sem o consumo excessivo de alimentos ricos em gorduras saturadas, industrializados ou refinados) ajuda a diminuir as chances do desenvolvimento de doenças crônicas como a obesidade, alguns tipos de diabetes e a hipertensão. Manter uma alimentação rica em frutas, verduras e legumes diminui os níveis de colesterol ruim do sangue, diminui o acúmulo de gordura visceral e o entupimento das veias e artérias.

Vale lembrar: mesmo quem não é vegetariano precisa comer uma boa quantidade de frutas, verduras, legumes e outros alimentos naturais para suprir as necessidades diárias certas de nutrientes.

…………………………………………………………………
*Fonte: storia