Amorica – um caso de amor antigo

Na época em que o The Black Crowes (uma de minhas bandas preferidas de todos os tempos), lançou o álbum Amorica (1994), eu já era fanzaço da banda. E diga-se, naquela época não era fácil conseguir álbuns de certas bandas não tão conhecidas ou em começo de carreira. Os dois primeiros álbuns do “Crowes”, por exemplo, eu consegui apenas em fitas K7 naquele tempo, mais tarde é claro dei jeito e arrumei essas versões em CDs oficiais – thanks GOD!

Então quando pintou o AMORICA eu já esperava ansioso, os anteriores eu conheci depois de já terem sido lançados, esse não, eu curtia a banda e era o lançamento da vez, pão quentinho saindo do forno, comprei assim que foi lançado por aqui. E surpresa mesmo foi a arte da capa, um corpo de mulher de biquini com alguns pentelhos aparecendo… UAU! Achei incrível, a cara dos Crowes. Na loja já havia as “duas versões”, essa original libidinosa e uma outra mais comportada (o álbum havia sido censurada lá nos EUA, mas aqui no Brasil lançaram então nas duas opções – nem tudo no Brasil é ruim). Não via a hora de chegar em casa e escutar com calma o CD inteiro, degustando faixa a faixa com grande atenção.

Mas daí veio uma certa decepção, o álbum não era tão invocado como o anterior, achei muito cheio de baladas, um tanto calminho para o que eu imaginava ou esperava.Acontece! Bem, mas nada melhor do que o tempo passar e nos dar uma nova chance de avaliação sobre os fatos. Em resumo, já há um bom tempo, se tornou um de meus álbuns preferidos na discografia da banda, com músicas sensacionais, cheias de sutilezas e pequenos detalhes incríveis. Tem muita guitarra com slide, teclados matadores e toda aquela timbreira vintage cuidadosamente temperada, que a banda sempre foi mestre em produzir. Um disco muito phoda! Um dos poucos álbuns que depois de tantos anos, nunca me cansou de ouvir.

Então pensando nisso, hoje selecionei aqui algumas faixas. Se você for realmente um “rocker’ safo, vai tentar escutar esse álbum inteiro, porque vale a pena. Não é tão cheio de hits ou riffs poderosos como alguns outros da discografia deles, afinal, depois do estrago (no bom e melhor sentido) que o incomensurável The Southern Harmony and Musical Companion” (1992) fez, bem, não fica nada fácil fazer um outro álbum tão phoda, mas assim mesmo é MUITO BOM! talvez seja necessário uma certa maturidade para ouvi-lo bem. Já dizia o fiolósofo – “nem tudo, é para todo mundo”! Já não foi para mim uma vez.

Então… Boa viagem, curta, aumente o som e não se engane, só porque são música slentas não quer dizer que não seja rock até o talo. Faça um favor a si mesmo e deixe de ser cuzão!

*A preferidona do álbum

 

 

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