Restrição de calorias pode prolongar a expectativa de vida, sugere estudo

Cortar calorias que você come pode expandir sua expectativa de vida, e agora nós temos uma ideia do porquê. Um estudo em que as pessoas comeram quinze por cento menos calorias do que o habitual descobriu que comer muito menos tem grandes efeitos sobre o que acontece com o corpo durante o sono.

Muitos estudos descobriram que a restrição calórica estende a expectativa de vida de animais como vermes (especialmente no nematelminto Caenorhabditis elegans), moscas, camundongos e até macacos. As descobertas têm incentivado milhares de pessoas a optar por comer cerca de 15 a 18 por cento menos calorias do que o limite diário recomendado, na esperança de que conseguirão viver mais e com vidas mais saudáveis — e há alguma evidência de que essas pessoas têm melhores colesterol e níveis de glicose no sangue.

Para investigar isso ainda mais, Leanne Redman, do Centro de Pesquisa Biomédica Pennington, em Louisiana, e seus colegas aleatoriamente atribuíram dietas normais ou com calorias restritas a 53 adultos. Por dois anos, 34 dessas pessoas comeram quinze por cento menos calorias, enquanto os outros comiam tanto quanto queriam.

A dieta calórica-restritiva parecia causar alguns efeitos interessantes. No segundo ano do estudo, aqueles que comem menos calorias mostraram uma queda dramática em suas taxas metabólicas à noite, e uma queda pequena, mas significativa, em sua temperatura corporal noturna. “O metabolismo medido durante o sono foi reduzido em dez por cento”, disse Redman.

Menos estresse celular

As análises das amostras de sangue dos participantes da pesquisa revelaram que essas pessoas também experimentaram uma queda de vinte por cento no estresse oxidativo — danos às células causadas pelos subprodutos do metabolismo. Pensa-se que os danos ao DNA e às células causados pelo estresse oxidativo são as características chaves do envelhecimento.

Redman acha que uma dieta de baixa caloria pode levar o corpo a ter uma taxa metabólica de repouso menor. Este pode ser um mecanismo evolutivo para economizar energia quando o alimento é escasso, como é visto em animais que hibernam.

“Este estudo é o primeiro a mostrar que os humanos respondem à restrição calórica por uma redução na taxa metabólica de repouso”, diz Luigi Fontana da Universidade de Washington, no Missouri, à New Scientist. Mas ele diz que esta queda no metabolismo não é necessariamente o que causa o aumento da longevidade em animais em dietas restrições calóricas. Ele acha que as mudanças em como as células sentem a disponibilidade de alimentos são susceptíveis de ser mais importante.

No entanto, mesmo que se foi descoberto que funciona bem em pessoas, a restrição calórica não é para todos. No início, isso requer planejamento muito cuidadoso de refeição, e os efeitos colaterais podem incluir uma perda de libido e sensação de frio.

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*Fonte: sociedadecientifica

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