Kryptos, a escultura misteriosa

Olá pessoal. Tem tempo que não escrevo nada, porque estou (invariavelmente como sempre) trabalhando feito um desgraçado. Mas no post de hoje vou abordar um mistério curioso que se traduz em nada mais nada menos que uma escultura.

Kryptos é o nome da tal escultura, que pode ser vista por qualquer um que passe em frente da sede da CIA na Virgínia, EUA.

Ela consiste em quatro painéis de cobre, cada um dos quais, está coberto com um bizarro código. Parece algo simples, mas o fato é que até hoje ninguém decifrou tudo.

Cada um dos quatro painéis ali foi criptografado de maneira diferente. Desde a sua instalação em 1990, três dos quatro painéis foram decodificados. Mas a última parte permanece sem solução após esses 20 anos, apesar dos esforços dos próprios funcionários da CIA e milhares de criptoanalistas.

Hoje é fato que o quarto e último painel do Kryptos se tornou um dos mais famosos códigos não resolvidos do mundo.

A origem da escultura misteriosa

A escultura é uma peça avaliada em US $ 250.000 criada por Jim Sanborn.

Em frente à entrada da CIA, ele colocou muitos outros painéis de cobre menores, mas semelhantes, com mensagens em código morse gravado em suas superfícies; mas para o Kryptos, outro nível era necessário. Assim, uma mensagem foi criada, dividida em quatro painéis e depois codificada com a ajuda do chefe do Centro Criptográfico da CIA. Assim, em cada painel foi usada uma combinação mais complexa de códigos, numa escala crescente de dificuldade.

O quarto painel permaneceu sem solução por este motivo. É muito mais complexo do que os outros, e para resolvê-lo, é necessário encontrar as chaves para ele, quais estariam cifradas em meio à solução dos três painéis anteriores. Sem as três primeiras respostas perfeitas, a quarta permanece impossível.

Mas não é só isso! Há uma segunda “camada de complexidade” na escultura, pois se o quarto painel for decifrado, a transcrição produz um novo “enigma dentro do enigma”. Esse enigma é o último passo, resolva isso e fique famoso.
O fato é que estamos gradualmente chegando no ponto em que a coisa será solucionada, já que os três primeiros painéis foram resolvidos por três equipes antes do ano 2000, e graças a um funcionário da CIA usando técnicas de caneta e papel em seus intervalos para almoço, um cientista da computação californiano e um grupo da Agência Nacional de Segurança.

Enquanto esses três têm uma quantidade considerável de pedaços do “quebra cabeças”, apenas o artista tem o quebra-cabeça completo. Mas há uma exceção: William Webster, o então diretor da CIA, e Ed Scheidt, a pessoa que projetou os códigos. Ambos foram informados sobre o texto decifrado completo, mas eles não sabem a solução final para o enigma. Essa última pista intriga a todos até hoje.

De fato, talvez essa resposta nunca seja descoberta. Pensando nisso, James Sanborn se assegurou que a solução final seja passada para uma pessoa, que pode confirmar ou negar qualquer reivindicações de solução caso ele tenha morrido antes.

Pedaços do mistério

O primeiro painel é uma passagem curta com um erro de ortografia proposital, o segundo painel fala de “algo invisível” e, em seguida, algumas coordenadas muito precisas apontando para um local que está a 200 metros ao sul do Kryptos. Ali também há menção para algo que está enterrado, embora isso não seja confirmado, já que nenhuma escavação foi realizada até hoje.
Em seguida, o painel três tem um relato incorreto e parafraseado da famosa abertura do túmulo de Tutancâmon por Howard Carter.

Desde 2003, um grupo de 2000 pessoas, vários funcionários da CIA e entusiastas solitários trabalharam incansavelmente com pouco progresso. A única pista veio do escultor em novembro de 2010, na ocasião do aniversário de 20 anos da escultura. A pista era que as letras 64-69, NYPVTT, codificavam o texto BERLIN.

Não é muito, mas os investigadores ficaram felizes considerando um avanço relativo para seus grupos, um começo.

Suspeita-se que o maior significado do Kryptos é filosófico, já que ninguém nunca conseguiu resolvê-lo, mas milhares estão tentando. O objetivo não é a resposta em si, mas a busca é parte integrante dessa emoção, como na escalada de uma montanha. Todos tentam chegar ao segredo da escultura, mas independentemente de a resposta ser o sentido da vida, ou 42, buscá-la oferece algum sentido para essas almas perturbadas pelo mistério em aberto.

Há quem sugira que a simples escultura está ali não por acaso, e que se trata de uma peça incrível de “seleção” criada pela central de inteligência norte-americana. Algumas pessoas acreditam que o tal segredo já foi descoberto por várias pessoas que imediatamente foram contratadas pelas agências de inteligência, e que o mistério é somente parte de um engenhoso mecanismo de seleção dos grandes cérebros. Será? Eu não sei, mas seria legal se fosse.

O fato é que se nos basearmos nas entrevistas pregressas de grupos de pesquisadores do mistério feitas com James Sanborn, deduziu-se que a resposta pode ser realmente filosófica, alguma mensagem profunda que ele deseja transmitir, mas qual é essa mensagem ninguém sabe, e talvez passe 100, 200 ou 1000 anos sem que a resposta venha à luz.

*Por Philipe Kling David

 

 

 

 

 

 

 

 

JIm Sanborn

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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*Fonte: mundogump

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