Confere só o nível do cara

LeBron abre escola em sua cidade:
“Um dos melhores momentos da minha vida”

Através de sua fundação, astro da NBA criou uma escola em Akron, onde nasceu e viveu durante a infância: “Sei exatamente o que essas crianças passam”

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LeBron James deu mais um passo para aumentar seu legado. Nesta segunda-feira, o astro da NBA inaugurou sua escola pública “I Promise School” (Escola Eu Prometo) em Akron, sua cidade natal, no estado de Ohio, para crianças e jovens carentes. Na manhã desta segunda-feira, o colégio recebeu os primeiros 240 alunos e teve grande festa de abertura, com a presença do astro do Los Angeles Lakers e toda a sua família. O instituição é a principal ação nos mais de 10 anos da James’s Family Foundation (Fundação da Família LeBron James), e foi concretizada com apoio de órgãos públicos de Akron e empresas privadas parceiras.

– Como criança em Akron, eu me lembro de andar exatamente por essas ruas aqui perto. Ir para a escola de bicicleta. Quando as pessoas me pergunto o porque de estarmos fazendo isso, minha resposta é: eu sei exatamente o que essas crianças passam. Sei dos problemas, os desafios, os altos e baixos, os sonhos e os pesadelos. Porque eu também passei por isso – disse LeBron durante seu discurso de abertura do colégio.

King James fez questão de falar de improviso no evento. Segundo o astro, não ter um discurso escrito facilita para falar com o coração. O jogador dos Lakers destacou a importância do convívio saudável entre crianças e jovens no ambiente escolar e disse esperar que os efeitos da iniciativa ultrapassem e muito os limites da cidade de Akron.

– Essas crianças precisam saber que alguém se importa com elas, que nós nos importamos com seus sonhos, suas aspirações… Escola é sobre aprender, fortalecer sua mentalidade e também sobre as relações de amizade que você forma dia a dia. Um caráter que vai durar para sempre… Quero que essas crianças tenham as mesmas oportunidades que todas as outras. Nossa responsabilidade, como adultos, é não deixar essas crianças caírem. Sermos professores, mentores, inspiração. Porque elas são o nosso futuro e têm sonhos grandes, que vão além dos limites de Akron, do estado de Ohio e dos Estados Unidos.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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*Fonte: sportv

Brasil dá vexame em pesquisa sobre mobilidade social no mundo

Desigualdade brasileira não tem paralelo em outros países, conforme revelam relatórios da Oxfam

Está cada vez mais difícil algúem nascer na pobreza e conseguir melhorar de vida, atingindo um padrão médio – chegar ao topo então, onde confraternizam-se os ricos, nem pensar. Foi o que constatou a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que reúne 35 nações desenvolvidas e algumas outras convidadas, ao estudar a mobilidade social no mundo desde a década de 1990. Segundo reportagem da revista Carta Capital, a OCDE constatou que a distância entre ricos e pobres vem aumentando preocupantemente, principalmente a partir da crise financeira de 2008. No Brasil, a situação consegue ser um pouco pior: penúltimo lugar na lista de 30 países, exibe uma desigualdade social e econômica gritante.

De cada 10 filhos de famílias brasileiras miseráveis, 3,5 morrerão e somente um tem chance de chegar ao topo.

A reportagem revela ainda como os que estão no grupo do 1% mais rico do Brasil não se enxergam como tal, muitas vezes se considerando ‘apenas’ como classe média, e traz reflexões sobre como investimentos em saúde e educação, e uma boa reforma no sistema tributário brasileiro, que taxa mais o consumo do que a renda e propriedade, podem ajudar a reduzir drasticamente as desigualdades no país.

A gritante desigualdade brasileira tem sido tema constante do trabalho da Oxfam Brasil, porque a consideramos como um dos principais entraves ao pleno desenvolvimento do país e razão das muitas injustiças que atingem principalmente jovens e mulheres negras. Parte de nosso trabalho tem sido lançar relatórios, estudos e pesquisas que jogam luz sobre o problema e apresentam algumas soluções. Queremos com isso contribuir para o debate público sobre as desigualdades e a pobreza, e ficamos felizes em vez que três de nossos relatórios foram usados como fontes nessa reportagem da revista Carta Capital: A Distância Que Nos Une, sobre a desigualdade no Brasil, lançado em setembro do ano passado; Recompensem o Trabalho, Não a Riqueza, lançado em janeiro deste ano às vésperas da reunião do Fórum Econômico Mundial, em Davos; , e Hora de Mudar, lançado no último dia 21 de junho, sobre desigualdade e sofrimento humano na cadeia de fornecimento dos supermercados.

Trecho da reportagem:

Em janeiro, às vésperas de outro convescote da elite global em Davos, nos Alpes suíços, a Oxfam, uma rede 20 organizações atuante em 90 países, divulgou mais um relatório sobre concentração de renda no mundo. Com base em estudos do bancão Credit Suisse e de dados compilados pela revista Forbes, a Oxfam informou que havia 2.043 bilionários no mundo no ano passado, dos quais 43 eram brasileiros (12 a mais do que em 2016).

As fortunas nacionais tinham no pelotão de frente o empresário Jorge Paulo Leman, dono de 27 bilhões de dólares, e seus sócios de AmBev Marcel Telles e Carlos Alberto Sicupira, o banqueiro Joseph Safra, o jovem Eduardo Saverin, do Facebook, a família Moreira Salles, do Itaú Unibanco, os irmãos Marinho, Roberto Irineu, João Roberto e José Roberto, trio das Organizações Globo.

Juntos, os cinco primeiros do ranking (Leman, Safra, Telles, Sicupira e Saverin) controlavam o mesmo que a metade mais pobre do País, 100 milhões de pessoas. Até 2016, eram seis, como Boulos disse à Jovem Pan.

Outro estudo da Oxfam sobre o Brasil, “A Distância Que nos Une”, de setembro de 2017, mostrava um exemplo um pouco mais concreto de concentração de riqueza no País. Na cidade de São Paulo, 25% de todos os imóveis registrados estão nas mãos de 1% dos proprietários, um total de 22,4 mil pessoas.

Quando se vê a mesma situação a partir do valor dos imóveis, a concentração é ainda maior. O 1% controla 45%, cada indivíduo do 1% possui, em média, 34 milhões de reais em imóveis. Um novo documento, divulgado na quinta-feira 21, trouxe mais uma ilustração. Esse documento mostra como os supermercados têm esmagado os pequenos produtores rurais fornecedores de comida vendida nas gôndolas.

Hoje em dia, de cada quatro copos de suco de laranja consumidos no mundo, um sai do Brasil. O preço desse produto encareceu mais de 50% nos supermercados norte-americanos e europeus desde a década de 1990, mas o valor recebido pelos camponeses brasileiros equivale a apenas 4% do preço final.

>> Leia reportagem da revista Carta Capital na íntegra [ AQUI ]

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*Fonte: oxfam