Morre Aretha Franklin, aos 76 anos

Morreu, nesta quinta-feira, 16, a cantora Aretha Franklin, última estrela viva na era de ouro da música negra nos EUA. Filha de um conhecido reverendo, ela começou a cantar no coro da igreja de seu pai e abalou a cena musical dos anos 60, introduzindo recursos do gospel em música secular, com sucessos lendários como Respect ou (You make me feel) A natural woman.

Franklin, de 76 anos, anunciou sua aposentadoria no início de 2017, com a ideia de limitar a sua agenda a poucas e bem selecionadas apresentações, mas mesmo essas tiveram de ser canceladas este ano por recomendação médica. Por isso não pôde se apresentar em março em Newark, como estava previsto, nem em abril no festival de jazz de Nova Orleans. Ela teve um câncer de pâncreas em 2010.

Seu estrelato começou na década de 1960, a bordo de criações que marcaram a chegada do gospel à música secular. Nascida em 1942 em Memphis, Tennessee, ela cresceu em Detroit, a outrora rica metrópole dos carros e da música. Era de uma das muitas famílias afro-americanas que migraram do sul para o norte dos EUA com o boom industrial. Seu pai, o reverendo Clarence LeVaughn Franklin, era um pregador famoso muito próximo de Martin Luther King, apesar das alegações de maus-tratos a mulheres que pairam sobre a sua figura.

Aqueles anos marcaram a vida de Aretha Franklin, que começou a cantar na igreja e sempre foi uma ativista em favor dos direitos civis, com o presidente Barack Obama como um de seus maiores admiradores. Sua última apresentação aconteceu em novembro passado, em Nova York, no aniversário de 25 anos da Elton John AIDS Foundation. Há 30 anos não se apresenta fora dos Estados Unidos por causa de sua lendária fobia de voar.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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*Fonte: elpais

Como será a alimentação do futuro?

Inovações tecnológicas e mudanças no comportamento do consumidor prometem revolucionar a indústria de alimentos

Você já parou para pensar como será a comida do futuro? Esse exercício permite imaginar inúmeras possibilidades a partir das inovações que já estão revolucionando a produção de alimentos e a maneira como são consumidos. Além disso, leva a refletir sobre o papel da indústria alimentícia nesse contexto de intensas transformações.

São novos tempos em que consumidores cada vez mais conscientes buscam produtos que estejam conectados com seu estilo de vida, seus valores e suas necessidades. Nos próximos anos, a tendência é que esse comportamento se intensifique.

Mas, além de atender às novas demandas de consumo, é preciso buscar soluções para garantir a produção de ingredientes e comida de forma sustentável.

As projeções indicam que até 2050 a população mundial será de 9 bilhões, portanto, a indústria de alimentos se vê diante de um grande desafio: pensar em como alimentar tantas pessoas preservando os recursos naturais e ainda proporcionar experiências completas e diferenciadas.

Os relatórios divulgados anualmente pelas agências de pesquisa de mercado sugerem alguns dos caminhos que a indústria pode trilhar com base no comportamento e preferências dos consumidores. O mesmo vale para as inovações em processos, equipamentos e ingredientes lançados com cada vez mais frequência por empresas e startups.

Confira as principais tendências e tecnologias que devem marcar o futuro do setor de alimentos no mundo.

Mais comida, menos impacto

A carne é um bom exemplo de diversidade de iniciativas que estão mirando o futuro da alimentação. A produção de carne bovina tem como consequências o desmatamento de áreas verdes para formação de pastos, o consumo de grande quantidade de água durante a fabricação, e à emissão de gases de efeito estufa.

A escassez desses recursos, que deixará o alimento cada vez mais caro, e o crescimento contínuo do público vegano já fizeram surgir diversas inovações no mercado na busca por seu substituto. O consumo de insetos como fonte de proteína é uma delas. Existem quase 2 mil espécies comestíveis, que podem ser transformadas em farinha ou carne processada.

Dentro do conceito Plant Based Diet, as proteínas vegetais surgem como outra opção para o futuro da alimentação. A startup californiana Impossible Foods atraiu investidores bilionários, como o Google e o co-fundador da Microsoft Bill Gates, que apostaram US$ 250 milhões na criação de um hambúrguer a base de vegetais como alternativa ao de carne animal.

O Impossible Burger é um hambúrguer que simula com tamanha realidade a experiência de comer um lanche que chega a “sangrar”. O efeito foi alcançado com uma combinação de ingredientes que inclui beterraba, trigo, proteína de batata e óleo de coco.

A carne natural desenvolvida em laboratório também será uma realidade em breve. Empresas do Vale do Silício têm apostado desde 2013 em pesquisas no conceito Clean Meat (carne limpa e feita em laboratório).

A marca holandesa MosaMeat, que desenvolve a engenharia de tecido animal a partir de células tronco, diz que no futuro será possível criar filés, lombos e até asas de frango em laboratório.

Em entrevista para o programa Globo Rural, o professor de fisiologia da Universidade de Maastrich (Holanda) e fundador da empresa, Mark Post, disse que o hambúrguer sintético estará no mercado até 2021.

Em outra frente, a gigante do ramo de trabalho colaborativo WeWork anunciou aos seus 6 mil funcionários em todo o mundo, em julho deste ano, que retirou a carne do seu cardápio. A startup comunicou que não irá mais custear refeições que contenham qualquer tipo de carne vermelha, de ave ou de porco nos eventos da WeWork. No e-mail comunicado, o cofundador da empresa, Miguel McKelvey argumentou que “as novas pesquisas indicam que evitar carne é uma das melhores coisas que um indivíduo pode fazer para reduzir seu impacto pessoal no meio ambiente”.

 

Nova experiência de compra

A indústria 4.0 é um movimento que começa a revolucionar as fábricas, comércios e restaurantes por meio da automação. Muitas iniciativas já estão em funcionamento e trabalham pelo futuro da alimentação.

A Amazon inaugurou em 2018 seu primeiro teste de loja inteligente, em Seatle, nos Estados Unidos. Na Amazon Go não há caixas nem atendentes. Para fazer as compras, basta instalar o app da marca, que identifica o produto por meio de um sistema de QR Codes e depois manda a conta direto para o cartão de crédito do cliente.

No lado oriental do planeta, a gigante do e-commerce chinês Alibaba está investindo bilhões de dólares em lojas físicas para ampliar a sua influência fora da internet. A empresa aposta em soluções tecnológicas para oferecer novas experiências aos consumidores.

Um exemplo é parceria entre a Alibaba e a Guess, que criaram o Fashion Al, um novo sistema que integra inteligência artificial para fazer recomendações de produtos, ajudando os clientes em decisões de compra.

A startup Creator, também dos Estados Unidos, é mais um exemplo: inaugurou neste ano um restaurante onde a produção do hambúrguer é totalmente automatizada, rápida e barata. Os clientes fazem o pedido em um tablet, o equipamento então mói e frita a carne, enquanto outra parte da máquina seleciona os ingredientes em um processo que leva cinco minutos. São quatro opções de lanches que custam, em média, US$ 6,00.

Essas são apenas algumas iniciativas que mostram como a automatização de processos irá influenciar no futuro da alimentação, e a indústria de alimentos pode tirar proveito disso oferecendo produtos pensados especificamente para esses espaços.

Sustentabilidade marcada pelo propósito

O descarte indevido e a poluição gerada por produtos como o plástico têm gerado debates importantes sobre como diminuir o impacto desse material na natureza. Em países da Europa foram implantadas políticas para banir totalmente seu uso até a próxima década.

Recentemente, a Starbucks anunciou que irá eliminar os canudos plásticos de seus restaurantes e, nessa mesma linha, o McDonalds parou de entregar os canudos aos clientes a não ser que eles peçam.

A busca por soluções mais sustentáveis se reflete diretamente nas embalagens de alimentos e pode ser uma oportunidade para o desenvolvimento de ideias inovadoras. Embalagens comestíveis, embalagens capazes de preservar alimentos por quase um mês ou feitas com menos materiais poluentes são algumas das alternativas que se apresentam para o futuro.

Hortas urbanas

In.farm Como será a alimentação do futuro | Flavors & Botanicals

No futuro, as mudanças climáticas devem afetar a distribuição da população ao redor do globo, concentrando ainda mais as estruturas urbanas. Outra consequência é a diminuição de áreas de plantio de alimentos. Para solucionar esse problema, existem projetos como as fazendas urbanas: galpões e edifícios onde plantas são cultivadas com auxílio de tecnologias que controlam fatores como irrigação e iluminação.

Um exemplo que já saiu do papel é a startup alemã Infarm, que desenvolve estufas para hortas dentro de um galpão utilizando produtos regionais e depois as revende a restaurantes e mercados.

Saudabilidade

Os consumidores estão cada vez mais preocupados e seletivos com o que comem. Eles não só buscam opções de produtos feitos com ingredientes saudáveis como exigem transparência sobre os métodos de produção e componentes presentes nas formulações.

Isso tem levado marcas consagradas como a Coca-Cola a pensar em alternativas para suas bebidas. Nos últimos anos, a companhia refez as receitas de 60 produtos, 42 deles com menos teor de açúcar.

Outro exemplo é o da PepsiCo, que está apostando na diversificação do portfólio, com a redução do sódio e o açúcar na fórmula de seus produtos, e na repaginação de suas marcas com apelo mais natural, como a dos salgadinhos Eqlibri.

A Mars, a fabricante do chocolate Twix, tem como meta indicar em todas as suas embalagens que o produto deve ser consumido apenas ocasionalmente. Isso deve ser feito até 2021.

Em todos os movimentos das indústrias para navegar com sucesso no gigantesco mar da saudabilidade, o desafio é promover essas mudanças sem prejudicar outro fator decisivo de venda: o sabor.

Umas das estratégias que as gigantes globais têm adotado para atender com maior velocidade as exigências dos consumidores por produtos saudáveis é de aquisições e fusões.

No Brasil, por exemplo, a Unilever comprou, em 2017, a Mãe Terra. De olho no mercado latino-americano, a Nestlé anunciou, em fevereiro de 2018, a aquisição de mais de 50% da Terrafertil, uma empresa equatoriana que vende alimentos naturais e orgânicos.

Em paralelo às movimentações relacionadas às formulações dos produtos, outras frentes de pesquisa e inovação tecnológica têm buscado formas de ajudar o consumidor a saber exatamente quais ingredientes e calorias têm no seu prato de comida.

A empresa canadense TellSpec está trabalhando no projeto de um scanner portátil de alimentos que possa informar sobre ingredientes específicos e macronutrientes, incluindo alérgenos e toxinas. O dispositivo israelense SCiO utiliza tecnologia semelhante, mas foi projetado para identificar o conteúdo molecular de alimentos, medicamentos e até mesmo plantas.

As iniciativas voltadas à saudabilidade na alimentação esboçam soluções, inclusive, que podem vir da nutrigenômica, um campo que combina genética e ciência nutricional, para descobrir o que cada um deve ou não deve comer. Com o sequenciamento do DNA de uma pessoa, que revela informações valiosas sobre as necessidades do seu organismo, um aplicativo inteligente poderia informá-la sobre qual comida deve comer e o que deve evitar, permitindo uma dieta personalizada que a leve ter uma vida longa e saudável.

Não há futuro da alimentação para ser previsto. Existem vários sinais emergentes de futuros possíveis. É fundamental estar atento e preparado para eles. Mas, antes de tudo, é essencial que cada empresa entenda o seu propósito para vislumbrar futuros possíveis e cumprir seu papel na alimentação da população. Só assim é possível sair na frente propondo soluções em novos produtos e serviços que atendam às mais diversas demandas do mercado.

Desafiadas pelas mudanças no comportamento do consumidor e as projeções de crescimento populacional nas próximas décadas, as indústrias de alimentos precisam estar atentas e preparadas para os caminhos que apontam para o futuro. A busca de soluções para garantir a produção de ingredientes e comida de forma sustentável e as inovações tecnológicas prometem revolucionar a indústria de alimentos. Como sua marca está se preparando para o futuro?

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*Fonte: duasrodas

Nissan lança “casa” sobre rodas totalmente elétrica

Ver o pôr do sol entre montanhas ou dormir observando as estrelas. Ser um campista é um estilo de vida que tem atraído jovens de todo o mundo. Aproveitando a era dos “nômades millennials”, a Nissan lançou na Espanha duas versões com camping com base nos modelos NV200 e NV300, sendo uma delas totalmente elétrica.

O veículo de emissão zero é o e-NV200, furgão elétrico já lançado em outros países (mas antes não adaptado para camping). A fabricante japonesa incorporou uma série de modificações interiores e exteriores para suprir as necessidades dos campistas.

Conforto

O interior do veículo pode ser transformado em uma sala para quatro pessoas. Graças ao teto elevado, elas podem até ficar em pé. Há outro espaço transformado em uma autêntica cozinha com geladeira, pia e instalações de água e gás.

Ao anoitecer, o Nissan Camper pode ser convertido numa cama confortável com um colchão de espuma de alta densidade para duas pessoas. A iluminação pode ser controlada por persianas e o frio pelo equipamento de aquecimento embutido no veículo. Além disso, há uma segunda cama de casal no teto, ou seja, dá até para receber visitas.

“A nova gama Nissan Camper permite que os mais aventureiros tenham uma varanda com vista para os lugares mais incríveis do mundo e apreciem a essência de viajar com a família ou amigos”, afirma Francesc Corberó, diretor de comunicação da Nissan Iberia.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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*Fonte: ciclovivo