Bohemian Rhapsody (o filme)

Hoje foi dia de assistir no cinema (tinha de ser), ao filme da biografia da super banda Queen e mais especificamente, do Freddie Mercury – “Bohemian Rhapsody”. E o filme é mesmo du caralho (ôps), mas sem dúvida a banda é muito phoda! Curti bastante o filme, assim como o enfoque abreviado da longa e vitoriosa história da banda ficou adequado para o formato das telas de cinema. As cenas de shows foram bem trabalhadas e também se pode dizer que a trilha sonora escolhida é sensacional, mas vem cá, não tem como errar ou ser mesmo diferente nesse caso.

Outra coisa interessante foi que achei que ficou bem conduzido como abordaram a questão da homossexualidade de Freddie Mercury, que aliás, não vi nada de exagerado ou tão polêmico assim no filme, como se tem comentado por aí. Talvez e até creio, que na realidade Fredão deve ter aprontado bastante, mas foi como era a vida do cara e não tem como deixar isso de fora. Bobagem. O que importa ali é a história da banda, que aliás, entendo que foi muito bem contada. Os filmes sobre bandas ou artistas de rock estão cada vez melhores.

Um bom filme e sem dúvida sou muito grato até hoje por ter sido apresentado ao som da banda pelo meu amigo Tuta, há muitos e muitos anos atrás. Os caras nunca tiveram medo de arriscar ou então, de serem ousados nas suas músicas. Aliás, o Brian May está entre os meus guitarristas preferidos das tais bandas clássicas do rock. O cara é simplesmente fantástico tanto na técnica e criatividade, como e em seu timbre característico de guitarra. Uma das marcas registradas do som da banda.

Fica aqui então a dica, se puder assista ao filme. Se você for rocker de verdade vai curtir com certeza.

*Ah! Só para finalizar, preste atenção logo no começo do filme, naquela hora da abertura, um pentelhésimo antes do filme em que na vinheta aparece o logo clássico da 20th Century Fox e toca a musiquinha, sim! – neste filme a versão da música foi tocada na guitarra pelo Brian May.

Quando não souber o que fazer, não faça nada: a resposta está na quietude mental

Buda e seus discípulos empreenderam uma longa jornada durante a qual atravessariam diferentes cidades. Em certo dia muito quente, eles avistaram um lago e pararam, sitiados pela sede. Buda perguntou ao seu discípulo mais jovem, famoso por sua natureza impaciente.

– Tenho sede. Você pode me trazer um pouco de água daquele lago?

O discípulo foi até o lago, mas quando chegou, viu que, naquele momento, um carro de boi passava por ele. Como resultado, a água ficou muito turva. O discípulo pensou: “Não posso dar ao professor essa água barrenta para beber”.

Então ele voltou e disse a Buda:

– A água no lago é muito lamacenta. Eu não acho que possamos beber”.

Depois de meia hora, Buda pediu ao mesmo discípulo para voltar ao lago e trazer água para beber. O discípulo retornou ao lago.

No entanto, para seu espanto, ele descobriu que a água ainda estava suja. Ele retornou e disse a Buda, desta vez com um tom conclusivo:

– A água daquele lago não pode ser bebida, é melhor caminharmos até a vila para que os aldeões possam nos dar uma bebida.

Buda não respondeu, mas ele também não se mexeu. Depois de um tempo, ele pediu novamente ao discípulo que retornasse ao lago e lhe trouxesse água.

O discípulo foi para o lago porque não queria desafiar seu mestre, mas ficou furioso por tê-lo enviado para o lago, quando ele já sabia que a água barrenta não podia ser bebida.

No entanto, quando chegou, a água era cristalina. Então ele pegou um pouco e levou para Buda.

Buda olhou para a água e então disse ao seu discípulo:

– O que você fez para limpar a água?

O discípulo não entendeu a pergunta, ficou evidente que ele não havia feito nada. Buda explicou a ele:

– Espere e deixe tudo tomar o seu devido lugar. Depois de um tempo, a lama se instala sozinha e você tem água limpa. Sua mente também é assim! Quando estiver preocupado, perturbado, você apenas tem que deixar as coisas acontecerem. Dê-lhe algum tempo. Não seja impaciente e você encontrará o equilíbrio por si só. Você não precisa fazer nenhum esforço para acalmá-la. Tudo vai acontecer se você não se apegar.

Mente de macaco: a mente impaciente cercada por preocupações

Os budistas referem-se à nossa mente com a palavra xinyuan, um termo que pode ser traduzido literalmente como ” mente de macaco ” e que significa “não resolvido, inquieto, caprichoso, inconstante, confuso, indeciso ou incontrolável”.

Para o budismo, nossa mente é como um macaco pulando de galho em galho, sempre inquieto e confuso. Nós saltamos continuamente de um pensamento para outro pensamento, da preocupação para a preocupação, até que estamos em um estado de turbulência, confusão e exaustão.

Quando adicionamos emoções a essa mente imbuída de uma atividade frenética, temos todos os ingredientes para formar uma “tempestade perfeita” que nos levará a tomar decisões erradas. Nesses casos, é melhor esperar.

Quando você não sabe o que fazer, quando está confuso demais para tomar uma decisão, o ideal é que você não faça nada, espere e dê tempo ao tempo. Se você se deixar levar pela impaciência, frustração, opressão ou preocupações, é provável que acabe tomando uma decisão ruim da qual se arrependerá mais tarde.

Aquilo que acalma a mente, para o budismo, é equivalente, no campo da psicologia, a um distanciamento emocional do problema que atormenta sua mente. O objetivo é encontrar a serenidade mental essencial para analisar as múltiplos aspectos do problema.

Na prática, em vez de pressa para a ação, ou da inação preocupada, com o pensamento incessante de que “precisamos fazer algo urgentemente,” devemos fazer exatamente o oposto: serenar as água da nossa mente e esperar o tempo que for necessário para que vejamos a solução.

Por Jennifer Delgado Suárez

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*Fonte: revistapazes