60% das espécies de café correm risco de extinção

Estudo de cientistas do Royal Botanic Gardens destaca que mais da metade das espécies de café selvagem estão em risco de extinção. Isso deve-se ao desmatamento, às mudanças climáticas e à disseminação e ao aumento de pragas e fungos patogênicos.

Foi a primeira vez, que o estudiosos avaliaram detalhadamente as espécies de café incluídas na Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN). E o resultado, de mais de 20 anos de pesquisa, foi de preocupação com o futuro da produção global de café. Lista inclui o Coffea arabica, o café preferido e mais amplamente comercializado no mundo.

Grande parte do trabalho foi realizado em locais selvagens, principalmente nas florestas remotas da África e na ilha de Madagascar. Em 2012, pesquisadores já revelaram uma imagem sombria para o arábica selvagem. Usando modelagem por computador, eles puderam projetar como mudanças climáticas afetariam as espécies na Etiópia, mostrando que o número de locais onde o arábica cresce poderia diminuir em até 85% até 2080. Em 2017, a equipe voltou sua atenção à influência das mudanças climáticas na cafeicultura, mostrando que até 60% da terra usada para a produção de café da Etiópia pode se tornar inadequada para uso até o final do século.

Esta pesquisa mais recente afirma que entre os 60% sob ameaça de extinção estão espécies que podem ser fundamentais para o futuro da produção de café. Atualmente, o comércio global de café depende de apenas duas espécies – Arábica (cerca de 60%) e Robusta (cerca de 40%) -, mas devido às ameaças emergentes e agravantes, outras espécies de café provavelmente serão necessárias.

“Entre as espécies ameaçadas de extinção estão aquelas que têm potencial para serem usadas no desenvolvimento dos cafés do futuro, incluindo aquelas resistentes a doenças e capazes de resistir à piora das condições climáticas. O uso e o desenvolvimento dos recursos do café silvestre podem ser fundamentais para a sustentabilidade a longo prazo do setor cafeeiro”, afirma Dr Aaron Davis, líder de pesquisa de café do Royal Botanic Gardens.

O estudo “Alto risco de extinção de espécies de café silvestre e implicações para a sustentabilidade do setor cafeeiro” pode ser consultado [ AQUI ] .

*Por Marcia Sousa

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*Fonte: ciclovivo

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