Não há nada mais perigoso do que uma pessoa cruel, convencida de que é uma boa pessoa

O autoconhecimento é uma das coisas mais importantes a que devemos aspirar como seres em desenvolvimento, é o que nos permite saber quais são os nossos pontos fortes e quais são as nossas oportunidades de melhoria, permite-nos adquirir as ferramentas necessárias para interagir adequado ao nosso ambiente e nos dá a oportunidade de trabalhar por uma melhor versão de nós mesmos no curso de nossas vidas.

Muitas vezes acontece que as virtudes ou defeitos são evidentes para o mundo inteiro, menos para aqueles que os carregam. Quando falamos das virtudes, a ignorância não gera nenhum tipo de dano colateral, você só sentirá o benefício da boa ação e, ao longo de sua vida, coletará o fruto daquilo que é semeado através dessas virtudes.

No entanto, quando uma pessoa é especificamente cruel, mas ignora que seja, não se assume como tal ou simplesmente se sente uma boa pessoa em equilíbrio, pode gerar muitos problemas para os que a rodeiam, pois agirá com o seu lado ruim, sem medir as conseqüências e justificando ações, sob o pretexto de benefício e bondade para com os outros.

Pessoas cruéis geralmente manifestam esse modo de ser em relação a pessoas que percebem mais fracas ou desamparadas, geralmente a crueldade é acompanhada por um sentimento de superioridade, mais ou melhor do que as pessoas à sua volta, uma necessidade imperiosa de impor sua vontade.

Aqueles que possuem estas características podem achar que estão fazendo um favor àqueles que cruzam seu caminho, mas podem desmoralizar a vida de muitos, são especialistas em desmotivar, extinguir sonhos, ferir e encher corações de desespero
Crueldade, como qualquer outro vício, não requer nenhum motivo para ser praticado.

As vítimas que são mais afetadas por esse tipo de pessoa, paradoxalmente, são aquelas com quem têm um vínculo emocional mais forte, seja de pais para filhos, como um casal ou de qualquer tipo que exija um relacionamento próximo, embora suas doses de crueldade possam ser deixadas a seu critério e com a plena convicção de que estão fazendo o bem em todos os lugares.

Esses tipos de pessoas podem até ver e, pior ainda, sentir suas vítimas como vitimizadoras, tendo uma capacidade extrema de se livrar da responsabilidade e culpar os outros. É importante, como em qualquer tipo de maus-tratos, preservar a integridade da vítima, tentando marcar a distância e colocando em evidência aqueles que maltratam seu comportamento dessa maneira, a fim de colaborar com o que é para ela em seu campo cego.

 

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*Fonte: pensarcontemporaneo

Beber suco de fruta é realmente saudável?

É difícil resistir a um suco natural, seja no café da manhã, no lanche da tarde ou após exercícios físicos.

Muita gente também acredita que ele ajuda a perder peso ou “desintoxicar” o organismo.

Todas essas suposições movimentam um negócio altamente lucrativo. O mercado global de sucos feitos a partir de frutas, legumes e verduras foi estimado em US$ 154 bilhões em 2016 e deve continuar crescendo.

Mas o suco é realmente tão saudável quanto pensamos?

A princípio, a maioria dos alimentos que contêm frutose – um açúcar natural encontrado em todas as frutas e sucos de frutas – não nos prejudica, desde que, ao consumi-lo, não estejamos excedendo nosso limite de calorias diário. Isso acontece porque a fibra encontrada em frutas inteiras está intacta e esse açúcar pode ser encontrado nas células dela. Nosso sistema digestivo leva um tempo para quebrar essas células e para a frutose entrar na corrente sanguínea.

Para que serve a fibra

“O suco de frutas remove a maior parte da fibra”, diz Emma Elvin, da Diabetes UK. É por isso que, ao contrário da fruta inteira, a frutose nos sucos de frutas conta como ‘açúcares livres’ – que também incluem o mel e os açúcares adicionados aos alimentos. A OMS, a Organização Mundial de Saúde, recomenda que os adultos não consumam mais do que 30g de açúcar adicionado, o equivalente a 150ml de suco de fruta por dia.

O problema é que, após a fibra ser removida, a frutose do suco acaba absorvida mais rapidamente. Picos súbitos de açúcar no sangue fazem com que o pâncreas libere insulina para que ele volte a um nível normal. Com o tempo, esse mecanismo pode se desgastar, aumentando o risco de diabetes tipo 2. Em 2013, pesquisadores analisaram dados de 100 mil pessoas coletados entre 1986 e 2009 e descobriram que o consumo de suco de frutas estava ligado ao aumento do risco de diabetes tipo 2. Eles concluíram que – como os líquidos passam pelo estômago até o intestino mais rápido do que os sólidos – mesmo quando o conteúdo nutricional é semelhante ao das frutas inteiras, o suco de frutas leva a mudanças mais rápidas e maiores nos níveis de glicose e insulina.

Outra pesquisa revelou uma associação direta entre o suco de frutas e o diabetes tipo 2 após acompanhar as dietas e o status de diabetes de mais de 70 mil enfermeiras ao longo de 18 anos. Os pesquisadores explicam que a possível razão para isso pode ter sido, em parte, a falta dos outros componentes encontrados em frutas inteiras, como a fibra.

Sucos contendo legumes e verduras podem fornecer mais nutrientes e menos açúcar do que aqueles feitos apenas de frutas – mas, ainda assim, não têm fibras valiosas. Dietas ricas em fibras têm sido associadas a um menor risco de desenvolvimento de doenças cardíacas, derrame, pressão alta e diabetes. Recomenda-se que adultos consumam 30g de fibras por dia.

Excesso de calorias

Além da ligação com a diabetes tipo 2, muitos estudos mostram que o suco de frutas é prejudicial se contribui para o excesso de ingestão de calorias diárias.

A partir de uma análise de 155 estudos, John Sievenpiper, professor associado do Departamento de Ciências Nutricionais da Universidade de Toronto, no Canadá, investigou se as associações entre refrigerantes com adição de açúcar e saúde – incluindo o risco de diabetes e doenças cardiovasculares – eram aplicáveis aos alimentos e bebidas que consumimos como parte de uma dieta saudável. Ele comparou pesquisas que examinaram os efeitos dos açúcares contendo frutose (incluindo sacarose, xarope de milho com alto teor de frutose, mel e xaropes) com dietas controladas livres ou com redução desses açúcares. Seu objetivo? Isolar os efeitos do consumo de muitas calorias dos efeitos de alimentos contendo diferentes açúcares.

A descoberta de Sievenpiper foi surpreendente. Ele encontrou efeitos negativos nos níveis de açúcar no sangue e insulina em jejum quando os alimentos forneceram calorias em excesso a partir de açúcares, incluindo suco de frutas. No entanto, quando não implicava em exceder o limite diário de calorias, consumir frutas inteiras – e até mesmo suco de frutas – era vantajoso. Sievenpiper chegou à conclusão de que a ingestão recomendada é de um copo de suco de fruta por dia (ou 150 ml).

Segundo a pesquisa realizada por Sievenpiper, os alimentos que contêm frutose podem ter alguns pequenos benefícios para o controle de açúcar no sangue a longo prazo, quando não levam ao consumo excessivo de calorias. Mas quando sua ingestão excede nosso nível de calorias diário, costumam aumentar os níveis de açúcar no sangue e insulina. Isso pode ocorrer porque a frutose tem um IG relativamente baixo, diz Sievenpiper, enquanto as dietas de alto IG estão associadas à resistência à insulina.

“Comer uma fruta inteira é melhor do que tomar um suco de fruta, mas se você usar o suco como um complemento, tudo bem. Não se você estiver tomando o suco para hidratar-se ou bebendo em grandes quantidades”, explica Sievenpiper.

Portanto, embora saibamos que o suco de frutas pode causar diabetes, se ele fizer parte de uma dieta com maior ingestão de calorias, fica menos claro como esse alimento afeta a saúde a longo prazo daqueles que não estão acima do peso.

“Ainda há muita coisa que não entendemos sobre como aumentar o açúcar na dieta sem aumentar o risco de mudança de peso”, diz Heather Ferris, professora-assistente de medicina na Universidade da Virgínia, nos Estados Unidos. “Por quanto tempo e quão bem o pâncreas pode lidar com o açúcar se deve parte à genética.”

No entanto, temos um risco maior de consumir mais do que o número diário recomendado de calorias (cerca de 2 mil para mulheres e 2,5 mil para homens) nos dias em que tomamos suco, de acordo com a mesma pesquisa. Vários estudos mostraram que beber suco de frutas não nos faz consumir menos alimentos durante o dia.

“Também é fácil consumir grandes quantidades de suco de fruta rapidamente, o que significa calorias extras. E quando as calorias aumentam, isso pode contribuir para o ganho de peso”, diz Elvin.

Otimismo

Mas um estudo publicado no ano passado deu uma espécie de “salvo-conduto” ao suco de fruta. Os pesquisadores usaram um liquidificador ‘extrator de nutrientes’ que, diferente dos tradicionais, extrai toda a fruta, incluindo sementes e pele. Eles mediram os efeitos de um mix de frutas e da manga descascada – ambas com alto índice glicêmico e, portanto, causadoras de um pico de açúcar no sangue – espremido em um extrator de nutrientes, comparado com outro grupo que ingeriu a mesma fruta inteira.

Aqueles que beberam o mix de frutas extraídas com nutrientes tiveram um aumento menor de açúcar no sangue em comparação com o grupo de frutas mistas. Por outro lado, não houve diferenças entre aqueles que beberam o suco de manga e o mix de manga inteira, com casca.

No entanto, esse foi um estudo pequeno, e os pesquisadores não compararam suas descobertas com o suco feito por qualquer outro método, como espremer o suco descartando a pele e as sementes.
Pode ser melhor misturar

Gail Rees, palestrante sênior em nutrição humana na Universidade de Plymouth, no Reino Unido, e uma das responsáveis pelo estudo, diz que os resultados foram provavelmente influenciados pelas sementes de frutas contidas nos sucos. Segundo ela, é difícil chegar a uma recomendação clara a partir das conclusões do estudo.

“Certamente concordaria com a recomendação atual de 150 ml de suco de frutas por dia, mas se você usar um extrator de nutrientes em casa, pode manter os níveis de açúcar no sangue relativamente estáveis”, explica Rees.

Mas, enquanto manter as sementes no suco pode fazer alguma diferença durante a digestão, Ferris argumenta que isso não muda necessariamente o quão incompleto o suco é.

“Quando o suco contém alguma fibra, ele vai diminuir a absorção, mas você ainda tem uma ingestão excessiva de calorias porque é fácil consumi-lo. No entanto, é melhor do que o suco de fruta tradicional”, diz ela.

Outras maneiras de melhorar os efeitos do suco em nossa saúde incluem optar por frutas maduras para reter o máximo de benefícios possíveis, de acordo com Roger Clemens, professor de Ciências Farmacêuticas da Universidade do Sul da Califórnia, no Reino Unido.

Também é importante reconhecer que, dependendo da fruta, métodos diferentes devem ser usados para extrair o suco, acrescenta o especialista. Isso se dá por causa da composição física da fruta. Por exemplo, a maioria dos fitonutrientes das uvas é encontrada na semente, com muito pouco encontrado na polpa. E a maioria dos compostos fenólicos e flavonóides benéficos encontrados nas laranjas estão localizados na casca, que é perdida com o suco tradicional.

Desintoxicação desmascarada

Outra razão para a recente popularidade do suco de frutas é o argumento de que ele pode ajudar a desintoxicar o corpo.

No entanto, o único uso médico reconhecido da palavra ‘desintoxicação’ refere-se à remoção de substâncias nocivas do corpo, incluindo drogas, álcool e veneno.

“Todo o conceito de uma dieta de suco sendo desintoxicante é uma falácia”, diz Clemens. “Consumimos compostos todos os dias que podem ser tóxicos e nossos corpos fazem um trabalho maravilhoso de desintoxicação e eliminação de tudo o que comemos.”

E engana-se quem tome suco apenas com a intenção de absorver mais nutrientes.

“Há muitos nutrientes contidos nas partes das frutas, como nas cascas de maçã, que são descartadas quando você faz o suco de fruta”, diz Ferris. “Você termina com água com açúcar e algumas vitaminas.”

Além do mais, acrescenta ela, beber suco de frutas não é a maneira ideal de ingerir as cinco porções de frutas recomendadas por dia. “As pessoas tentam ingerir cinco porções de frutas, legumes e verduras por dia e não percebem que não se trata apenas de obter vitaminas”, diz ela.

“Trata-se também de reduzir a quantidade de carboidratos, de grãos, proteínas e gorduras em nossa dieta e aumentar a de fibras”, acrescenta.

Dessa forma, ainda que beber suco de fruta seja melhor do que não comer nenhuma fruta, o risco é maior quando consumimos mais de 150ml de açúcares por dia, ou quando acaba contribuindo para uma ingestão de calorias acima da recomendada.

Conclusão: o suco nos proporciona vitaminas – mas tem que ser consumido com bastante moderação.

*Por Jessica Brown

 

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*Fonte: bbc-brasil

Nada de jogar no lixo! Descartáveis feitos de coroas de abacaxi podem ser plantados após o uso para florir jardim

Na mesma linha dos pratos biodegradáveis em formato de folhas que se decompõem em 28 dias, esses novos pratos e talheres propõe um destino muito mais nobre do que a lixeira aos utensílios descartáveis. Feitos a partir de cascas de milho e coroas de abacaxi, os produtos podem ser plantados após seu uso e viram grama, flores e ervas.

Criada pela startup Lifepack e batizada de Papelyco, a linha de pratos e talheres ainda pode ser reciclada, caso o usuário não queira plantá-la. Mas… se a escolha for plantar, o fabricante garante: em poucos dias já é possível ver resultados bacanas no jardim.

Assim como as xícaras que são feitas a partir de pó de café, a proposta do produto é utilizar materiais que seriam jogados fora como matérias-primas para suas mercadorias. A sacada foi do casal de colombianos, Claudia Barona e Andrés Benavides, que arrecadaram US$ 50 mil via financiamento coletivo para criar a empresa e dar vida à tecnologia que idealizavam.

O engenheiro industrial e a advogada ficavam incomodados por não encontrar alternativas aos plásticos e papéis descartáveis que ficam nas estantes dos supermercados. “Nós nos consideramos ecológicos e nos preocupamos com a contaminação causada por produtos descartáveis, especialmente o plástico”, explicam.

A startup fica localizada na Colômbia. Por lá, os talheres e pratos que viram plantas já são comercializados nos supermercados locais. A ideia agora é expandir a iniciativa para os EUA. Para tanto, Claudia e Andrés fizeram as malas e se mudaram para St. Louis, em Missouri.

E o mais bacana: a empresa também se preocupa com a responsabilidade social: 25 mães sustentam seus filhos graças ao emprego que mantém na startup na Colômbia.

 

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*Fonte: thegreenestpost

Preguiça de levantar da cama é sinal de inteligência, diz estudo

Quando o celular desperta você levanta da cama no mesmo momento ou você é do time de adia a hora de levantar por mais cinco, dez, ou até quinze minutos?

Se a segunda opção representa você, fique sabendo que, ao invés de se sentir preguiçoso, você pode se considerar uma pessoa mais inteligente que os demais. Dá para acreditar nisso?

De acordo com um estudo inglês, desenvolvido pelos psicólogos Satoshi Kanazawa e Kaja Perina, quem tem preguiça de levantar da cama pode ser considerada uma pessoa mais inteligente, criativa e feliz.

Isso porque reconhecer a necessidade de dormir mais e, assim apertar o botão de soneca, demonstra sua capacidade de resolução de problemas e sua independência.

Preguiça de levantar da cama x prosperidade

Conforme os estudiosos, aqueles que sentem preguiça de levantar da cama também costumam ser mais bem sucedidos. Durante o estudo, eles analisaram a situação econômica e o padrão de sono de 1.229 pessoas e registraram que aqueles que dormiam depois das 23h e acordavam após as 8h ganhavam mais dinheiro e tinham um estilo de vida mais feliz.

Pode confessar, nesse momento você está lembrando de tudo o que sua mãe já disse a você sobre “Deus ajuda a quem cedo madruga” e coisas do tipo. É ou não é?

Durma com moderação

Mas, como alertam os cientistas, existe um limite para essa indisposição. Enquanto ter preguiça de levantar da cama é sinal de evolução, dormir demais não é nada bom. O estudo revelou ainda que pessoas que dormem mais de 12 horas por noite tendem a morrer mais cedo.

 

 

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*Fonte: fasdapsicanalise

Dados digitais: o que é feito com nossas informações na internet quando morremos?

Fugir de nossas vidas digitais tornou-se praticamente uma missão impossível. Cada vez mais tecnologias disputam os nossos dados – e isso continua mesmo depois de nossa morte. Ninguém gosta de pensar no assunto, mas gerenciar nossas “pegadas digitais” póstumas está virando algo inevitável.

“Aumentaram as discussões em fóruns online sobre a morte e o que as pessoas querem que aconteça ao final de suas vidas”, conta Mark Taubert, diretor clínico e consultor de medicina paliativa do Velindre NHS Trust, um centro hospitalar de Cardiff, no Reino Unido, especializado em tratamentos de câncer em estágio terminal.

Taubert diz que muitos pacientes o questionam sobre a morte e o que acontece com seu legado digital depois dela. Ele se recorda de uma longa conversa que teve com um jovem em estágio terminal – atualmente já falecido -, que decidiu deixar mensagens e “uma dezena de vídeos incríveis” para que seus filhos os vissem quando ele já não estivesse mais vivo.

“Ele deixou instruções para sua mulher. Os filhos ainda não viram os vídeos, mas farão isso no futuro, quando se casarem ou se formarem, porque são mensagens específicas para estes eventos, para que eles saibam que estes dias são importantes.”

Taubert diz que algumas questões são cada vez mais frequentes. O que acontece com todas aquelas fotos compartilhadas no Facebook ou Instagram? O que fazer com a conta do Twitter? Aonda vão parar as mensagens de WhatsApp? E as músicas favoritas armazenadas na nuvem? O que acontece com os dados de uma conta bancária?

Uma caixa de recordações ‘digital’

James Norris, de 36 anos, decidiu se preparar para este momento. Deixou pronta uma mensagem de despedida que será publicada na internet e decidiu o que será feito com suas contas em redes sociais.

Ele diz ter refletido sobre a morte por muitos anos. Um dia, ele assistiu a um comercial em que o comediante inglês Bob Monkhouse se passava por um fantasma sobre seu próprio túmulo e alertava sobre o perigo do câncer de próstata, doença que tiraria sua vida em 2004. O anúncio foi veiculado depois da morte de Monkhouse.

“Pensei: se ele usou a televisão para dizer suas últimas palavras, agora, com a internet, podemos fazer o mesmo”, diz Norris, que teve assim a ideia de criar a DeadSocial em 2012, para administrar “legados digitais”.

Alguns anos mais tarde, em 2015, ele fundou a Associação do Legado Digital, uma organização britânica para dar assistência a profissionais de saúde, pacientes e cuidadores sobre como gerir as redes sociais e outros ativos digitais de pessoas que faleceram ou estão próximas de falecer.

Norris compara sua plataforma a uma caixa de recordações digital em que é possível deixar mensagens a serem enviadas para amigos e entes queridos. Ele diz que, a princípio, houve muito ceticismo quanto à ideia.

“Não havia muito interesse quando lançamos, era algo novo. Mas, agora, as pessoas começaram a falar sobre isso e a planejar o que acontece com sua vida digital. Até governos passaram a tratar dessa questão.”

Mas por que devemos nos preocupar com isso? “É importante porque nossos bens digitais têm um valor financeiro a ser transmitido para nossos beneficiários ou um valor social e sentimental, como é o caso de fotos e vídeos”, diz Gary Rycroft, presidente do Grupo de Trabalho de Ativos Digitais da Law Society da Inglaterra e do País de Gales, associação que representa advogados e juristas no Reino Unido.

Rycroft diz que passamos hoje muito tempo tentando criar nas redes sociais “a melhor versão” de nós mesmos. “Não deveríamos pensar o mesmo, então, em relação ao nosso legado digital?”

O advogado recomenda fazer um testamento digital e decidir ainda em vida quem será o responsável por todos os nossos bens digitais – como dados bancários, reservas de moedas digitais, contas em redes sociais e de email e arquivos pessoais – quando falecemos.

Mas a quem pertecem nossos dados?

No entanto, a questão legal de a quem pertencem nossos dados digitais é mais complexa, porque varia de acordo com o país.

Na Europa, por exemplo, pertencem ao indivíduo, enquanto empresas como Facebook têm a “custódia” destes dados, explica Gabriel Voisin, do departamento de proteção de dados da Bird & Bird, escritório de advocacia que assessoa empresas sobre questões tecnológicas. Mas, nos Estados Unidos, as companhias por trás destes serviços são as donas dos dados.

Voisin dá o seguinte exemplo: “Pense em uma carta enviada pelo correio. A empresa de correios não é dona da carta, só tem sua custódia. A carta é sua. O mesmo ocorre com dados pessoais se você vive na Europa. Por isso, é possível perdir a empresas como Facebook, Google, Amazon ou Apple uma cópia de seus dados e mensagens privadas se desejar ou eliminar toda essa informação”.

Mas não existe na América Latina uma regulamentação semelhante à lei que rege essa questão em toda a Europa. Cada país da região tem suas próprias regras, explica Paula Garralón, advogada do Bird & Bird.

“Isso gera uma falta de homogeneidade normativa que faz com que haja países em que o direito à proteção de dados tenha um amplo reconhecimento enquanto, em outros, é inexistente”, diz ela, que destaca, porém, que muitas legislações na América Latina se inspiram no sistema europeu.

Em termos gerais, os direitos de uma pessoa se “extinguem” quando ela falece, ainda que “a lei tenha levado em conta que familiares, herdeiros ou terceiros possam ter algum direito sobre estes dados, como reconhece a maioria das normas”.

Em países como Argentina e Uruguai, esse direito pertence aos sucessores naturais da pessoa. E em quase todos os países latino-americanos, “a morte supõe a extinção da personalidade”, diz Garralón.

“Mas, no México, o escopo é mais amplo, porque a proteção aos dados pessoais não se extingue, de modo que o direito pode ser exercido por qualquer um que demonstre um interesse legal legítimo.”

E no Brasil?

Renato Opice Blum, professor do curso de proteção de dados e direito digital do Insper, explica que o Brasil segue o modelo europeu, em que a titularidade dos dados é do indivíduo.

Ele diz que a nova lei de proteção de dados digitais do Brasil, que entrará em vigor em agosto de 2020, não trata do assunto. Por isso, questões nesta área continuarão a ser regidas pelo Código Civil e regras de privacidade em geral.

Opice Blum afirma que, de acordo com as leis de sucessões, bens digitais que tenham um valor financeiro são trasmitidos para os herdeiros da pessoa falecida. Já em relação aos bens que não têm valor financeiro, mas pessoal, como mensagens e correspondências, essa transferência pode não ocorrer automaticamente.

“Em alguns casos, os parentes não têm as senhas de quem faleceu e precisam entrar na justiça para que as empresas liberem o acesso ao conteúdo”, afirma Opice Blum.

“Como não há uma lei específica, existe a presunção de que tudo que pertencia à pessoa é transferido aos seus herdeiros, e existe uma tendência nos tribunais de reconhecer a transmissibilidade de dados digitais, mas, em muitos casos, é preciso obter uma ordem judicial.”

Uma forma de evitar ações judiciais, explica o advogado, é que a pessoa escolha ainda em vida nestas plataformas e serviços um curador do seu acervo digital póstumo, para dar acesso a suas contas a alguém quando ela vier a morrer ou não puder mais fazer a gestão dos seus dados por doença ou senilidade.

Uma alternativa usada com cada vez mais frequência é fazer um testamento digital, junto com um testamento de bens físicos ou em separado. “É um documento que vai ser aberto em juízo e mediante certas condições, para dar acesso aos bens digitais ao informar logins e senhas, por exemplo. É a opção que dá menos trabalho para os herdeiros.”

‘Redes sociais levaram a mudança na forma como experimentamos a morte’

No México, acaba de ser lançada “a primeira plataforma digital para informar amigos e familiares de forma mais rápida e simples sobre a perda de um ente querido”.

O InMemori é um serviço gratuito desenvolvido pela empresa de serviços funerários Grupo Gayosso a partir de um sistema criado pela empreendedora francesa Clémentine Piazza em 2016. Trata-se de uma página pela qual é possível compartilhar mensagens de pêsames ou recordações e fotos da pessoa falecida.

Óscar Chávez, diretor de planejamento e novos negócios da companhia, avalia que “as redes sociais levaram a uma mudança importante” na forma como experimentamos a morte.

“O uso de ferramentas digitais deve servir para comunicar de maneira efetiva os pontos importantes da despedida, aproximar as pessoas na hora de dizer adeus a este ente querido e dar a elas a oportunidade de se fazerem presentes neste momento”, diz Chávez.

Ele diz que o testemunho digital é “uma ferramenta de muito valor para a família”.
Direito de imagem Grupo Gayosso
Image caption O InMemori é um serviço gratuito pelo qual é possível compartilhar mensagens de pêsames ou recordações e fotos da pessoa falecida

“Toda pessoa tem o direito de decidir o destino da informação que gerou ao longo da vida”, diz Garralón.

A advogada explica que as leis começam a se adaptar à sociedade em que vivemos, mas que isso ainda não ocorreu em todos os países. “Por isso, é recomedável configurar as opções de privacidade nas redes sociais que o permitam e, sobretudo, deixar claro a pessoas próximas o que queremos que seja feito com nova informação quando nos formos.”

Neste sentido, Norris oferece alguns conselhos sobre o que fazer em cada plataforma. Entre outras coisas, recomenda fazer uma cópia de segurança no Facebook e no Instagram e baixar uma cópia de seus dados para que seu parente mais próximo possa fazer uso deles. Já no Twitter, transferir a conta a um ente querido ou pedir que seja desativada.

Mark Taubert afirma que, além das razões óbvias de segurança, como dados de cartão de crédito, identidade e finanças pessoais, proteger nossos dados após a morte é importante, porque “nosso legado e recordações permanecem com outras pessoas durante um certo tempo, e nossos familiares e amigos podem querer conservar os momentos compartilhados”.

“Eu mesmo já pensei em apagar todas as minhas fotos e vídeo do Facebook no passado, mas depois me perguntei: ‘E se o Facebook continuar a existir em 2119 e meus netos quiserem saber o que eu fiz em 2019?”, diz o médico.

“Teria sido muito interessante poder fazer isso em relação a meus avós. Pode ser uma forma de gerações futuras experimentarem a história. Pode ser revelador, uma aprendizagem.”

*Por Lucia Blasco

 

 

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*Fonte: bbc-brasil

Este exercício pode acabar com a sua insônia em 1 minuto

Para a maioria das pessoas, dormir é uma dádiva, uma alegria, um alívio. Para outras, no entanto, deitar a cabeça no travesseiro é o começo de uma longa luta para pegar no sono. Quem não tem problemas de insônia geralmente acredita que quem não consegue dormir não se cansa ou não sente sono, mas não é bem assim. A verdade é que dormir, ao contrário do que se possa imaginar, não é uma tarefa tão fácil.

O Mother Nature Network abordou essa questão e nos deixou com uma pergunta interessante: será que existe uma cura para a insônia? Até existem alguns truques para quando o sono resolve ir embora, assim como há uma série de alimentos que devemos evitar consumir antes de ir para cama e dicas sobre o que vestir para dormir bem – spoiler: nada!

O fato é que dormir pouco é um péssimo negócio para a nossa saúde, e isso é visível no dia seguinte a uma noite mal dormida: cansaço, irritação, falta de energia, dificuldades de concentração e por aí vai. Já é comprovado, inclusive, que genes importantes são “desligados” em pessoas que dormem pouco – bizarro, né? E há quem diga que a culpa da insônia é da Lua. E aí você se pergunta: tá, mas tem como resolver o problema? Talvez sim.

A “cura”

Como insônia é um problema extremamente comum, muitos são os esforços dos pesquisadores para um dia, quem sabe, chegarmos a alguma espécie de cura. O Dr. Andrew Weil, que estuda insônia há muito tempo em Harvard, acredita que o que pode fazer a diferença nesse sentido são alguns exercícios de respiração.

Ele sabe que a respiração é ingrediente fundamental em atividades de meditação e yoga, que são duas conhecidas por seu poder de relaxamento corporal e mental. A verdade é que respirar profundamente melhora a oxigenação do nosso corpo, o que é ótimo para diminuir os níveis de estresse e, assim, cair no sono.

O Dr. Jose Colon, que também é expert em insônia, explica que quando enchemos os pulmões de ar, nosso coração bate mais rápido; e quando esvaziamos os pulmões, o ritmo cardíaco desacelera. Ao que tudo indica, explorar esses fatores pode garantir uma noite de algumas horas bem dormidas.

A receita

O exercício de respiração que você vai conhecer agora é chamado também de 4-7-8 ou, ainda, Respiração Relaxante. A promessa é ambiciosa: depois de realizar a série a seguir, é possível que você pegue no sono em mais ou menos um minuto. Preste atenção e boa sorte:

. Deixe a ponta da língua encostada à parte da gengiva que fica logo acima dos seus dentes da frente (no caso, do lado de trás dos dentes, em direção ao céu da boca) e a mantenha lá enquanto realiza o exercício;
. Esvazie seus pulmões completamente, exalando o ar pela boca até sentir que não há mais nada;
. Feche a boca e respire pelo nariz enquanto conta até quatro;
. Segure a respiração e conte até sete;
. Exale o ar completamente pela boca enquanto conta até oito;
. Repita esse ciclo mais três vezes e bons sonhos.

A etapa mais importante do processo é a de segurar a respiração por sete segundos – é esse o tempo necessário para que seu corpo receba mais oxigênio e comece a ficar relaxado o suficiente para deixar você prestes a cair no sono.

De acordo com Dr. Murray Grossman, quando o tempo de expiração é mais longo do que o de inspiração, que é o que acontece no exercício, nosso cérebro recebe a mensagem de que não há ameaças ou fatores estressantes por perto e, adivinha: isso faz nosso corpo querer dormir.

O exercício é bom também por outros motivos além da oxigenação – quando nos mantemos focados e começamos a contar, nossa mente também fica relaxada: nesse momento, só pensamos nos números, e não no aluguel que vai vencer ou na bronca que levamos do chefe.

Grossman recomenda que pessoas hipertensas também realizem esse exercício de respiração, já que o relaxamento corporal também diminui a pressão arterial. Para pessoas muito estressadas, o médico recomenda que o exercício seja feito até 10 vezes por dia – segundo ele, isso vai reduzir a quantidade de hormônios do estresse.

Os médicos que estudam essa técnica de respiração preferem não dizer que ela é uma cura para a insônia, justamente porque talvez ela não funcione para todas as pessoas. Ainda assim, os resultados são bastante positivos, e você pode testar em casa sem grandes dificuldades.

Alguns casos de insônia merecem tratamentos mais rigorosos, pois podem ser apenas um sintoma de algum tipo de distúrbio do sono – por isso, quando nada parece fazer efeito, o ideal é procurar ajuda médica. Se por acaso você resolver testar a regra do 4-7-8-, depois nos conte se deu certo.

*Por Daiana Geremias

 

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*Fonte: megacurioso

Seus hormônios afetam os seus gastos e é melhor você saber como

As altas e baixas de estrógeno e testosterona não só fazem você cair na besteira de ligar pro ex, mas também de torrar dinheiro e pensar “ah, eu mereço”.

É incômodo admitir que mesmo hoje os hormônios ainda afetam nossas decisões. Mas as variações hormonais, como a que ocorre na tensão pré-menstrual (TPM), ainda têm o seu papel em relação ao humor e às escolhas. E as mudanças que não vemos no nosso organismo podem levar a decisões de ruins a péssimas, como comer uma porcaria ou ligar para o ex.

Um estudo envolvendo 164 mulheres pediu para que elas escolhessem entre duas listas de compras, uma que elas consideravam saudável e menos saborosa e uma menos saudável e com itens mais gostosos. As mulheres que estavam em período fértil escolheram os produtos mais saudáveis, enquanto as demais escolheram os mais saborosos.

A conclusão foi que, fora do período fértil, “o comportamento de compra feminino volta-se para produtos mais indulgentes na tentativa de neutralizar as emoções negativas”, conta uma das autoras do estudo, a professora e pesquisadora Juliane Ruffatto.

Para neutralizar o efeito de instabilidade emocional, as mulheres buscam substituir as emoções negativas por positivas fazendo compras, muitas vezes compulsivas e desnecessárias

De acordo com Juliana, “sabe-se que na TPM a mulher fica mais emotiva, com tendência de comer doces etc”. O seu estudo, publicado na Revista Brasileira de Marketing, foi inspirado em outro, chamado “Women’s Spending Behaviour is Menstrual-Cycle Sensitive”, que em tradução livre seria “O comportamento de gastos das mulheres é sensível ao ciclo menstrual”.

“Os pesquisadores constataram em sua pesquisa que, no pico hormonal, as mulheres pareciam estar mais satisfeitas, criativas e abertas a se relacionar com outros; e na baixa hormonal demonstravam instabilidade emocional. Para neutralizar este efeito, buscam substituir as emoções negativas por positivas fazendo compras, muitas vezes compulsivas e desnecessárias”, contou a pesquisadora. É algo como: eu estou me sentindo mal e eu mereço fazer (insira aqui algo que você acha que provavelmente não deve fazer) para me sentir melhor.

Elaine Costa, médica supervisora da divisão de endocrinologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), explica o que acontece fisiologicamente: “Os níveis de estrógeno atingem níveis bem altos durante o período ovulatório e pré-ovulatório, e depois caem abruptamente durante a menstruação, então essa variação é que parece que causa alterações emocionais na mulher”.

Já nos homens, a médica explica que a testosterona determina o comportamento típico, “como maior agressividade e objetividade, e mantém a fertilidade”. O hormônio masculino também tem um ciclo, só que com variações bem menores. Ele é produzido de uma maneira circadiana (período de aproximadamente 24h). “Então, o nível de testosterona é mais alto pela manhã, assim que o indivíduo acorda, depois ela cai e são produzidos pequenos picos ao longo do dia”, disse Elaine Costa.

Nos homens as alterações hormonais também influenciam no humor e disposição

Nos homens as alterações hormonais também influenciam no humor e disposição, explicou Fábio Eroli, psicanalista especialista em neurociências. “Por causa do nosso viés de estereotipização, a gente vai dizer que a mulher é sempre levada pela emoção. Mas, de fato os hormônios podem impulsionar decisões independentemente do gênero; homens não são mais ou menos suscetíveis do que mulheres”.

Segundo Eroli, o pico de testosterona pode levar a assumir mais riscos. “Por mais racional que possa ser o perfil de comportamento do homem, se ele está com um nível aumentado de testosterona ele pode se levar mais facilmente, ser mais influenciável, ter uma tendência a se tornar mais confiante, tomar decisões mais baseadas na intuição do que na razão”, disse o especialista. Ele conta ainda que a neuroeconomia tem estudado quais são os hormônios que sensibilizam o organismo a ponto de tomar proveito dessa situação e impulsionar uma venda.

Os hormônios impulsionam, mas não decidem por nós

É por uma demanda de mercado que existem estudos de marketing como os mencionados. Não há controle sobre questões orgânicas, como a produção de hormônios, explica Fábio Eroli: “Se eu estou numa situação de perigo vou liberar adrenalina. Se eu estou irritado é provável que as taxas de cortisol aumentem. Se estou apaixonado, no começo da relação, vou produzir oxitocina. E por aí vai, há uma série de hormônios produzidos para finalidades específicas”. Quando agimos impulsionados pelos hormônios, “a gente tem um padrão de resposta mais primário, podemos até falar infantilizado, no sentido de não usar as funções cognitivas, se baseando apenas no processamento emocional que se dá no sistema límbico, centro de processamento emocional do cérebro”, disse o psicanalista.

Por outro lado, dá pra se afastar da resposta imediata ao apelo emocional. “Os hormônios impulsionam, mas não decidem por nós”, mencionou Fábio Eroli. Ele conta que “é possível racionalizar as emoções para que a gente tenha respostas mais adequadas, usando as nossas funções executivas, a parte do nosso cérebro responsável pela racionalização”.

Para encerrar, o psicanalista indica: “À medida que se percebe que há ‘situações gatilho’, por exemplo, quando a mulher está no período pré-menstrual, é importante que não se tome nenhuma grande decisão de consumo, como trocar de carro, de casa, fazer um processo de mudança muito brusco… Nos homens, ao saber que há decisões impulsionadas pela testosterona, isso também pode ser evitado. O autoconhecimento promove isso: se eu sei que tem dias que estou mais suscetível, eu posso canalizar isso em outras coisas e só depois tomar as decisões importantes para que sejam mais assertivas”.

*Por Mariana Rodrigues

 

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*Fonte: vice