Por que a pasta de dente vem dentro de uma caixa?

A pasta de dente, ou creme dental, é usada diariamente por dois terços da população mundial. Recentemente uma pergunta se espalhou nas redes sociais. Por que a pasta de dente vem embalada em uma caixa? Se o conteúdo fica dentro de um tubo, para que colocá-lo dentro de outra caixa de papelão? E a resposta é: para que fique bonita na prateleira.

Tudo começou após um vídeo de um canal chamado Alan’s Theory ter viralizado na web. Alan questiona a razão de se produzir um invólucro praticamente inútil, que faz o produto ficar mais caro tanto para a indústria, como para o consumidor. A única coisa que acontece com a caixa, após aberta, é ser descartada.

Segundo Alan, são cerca de 900 milhões de caixas por ano somente nos Estados Unidos (considerando 3 tubos por pessoa). No brasil, onde temos o hábito de escovar os dentes de duas a três vezes ao dia, esse número é ainda maior.

Um exemplo de que é possível reverter esse desperdício foi aplicado na Islândia. Lá, as mesmas marcas que estão presentes no mundo inteiro, vendem seus produtos sem caixa. Isso porque o governo e a população fizeram diversas exigências para a indústria com relação às embalagens. Isso significa que a mudança é perfeitamente possível de ser replicada mundialmente.

Esse é um ótimo exemplo de como as pessoas podem começar a questionar todo o excesso de embalagens extras e itens inúteis que consomem nossos recursos naturais, e as redes sociais são grandes aliadas nesse sentido.

“Às vezes parece que vivemos em uma sociedade que está fora de nosso controle, mas a verdade é que grandes mudanças começam com ideias e motivação. Aqui está uma ideia, vamos nos livrar das caixas de pasta de dente. Está dentro?”, disse Alan na página de uma petição que ele criou para pressionar indústria e governos.

O que fazer então para aderir à campanha?

Compre apenas cremes dentais que vêm sem caixa -, já existem alguns no mercado.

Divulgue notícias, mande e-mails para o SAC das empresas, assine petições, fale com vereadores para criação de leis nesse sentido.

Outras alternativas para higiene bucal

Evite cremes dentais que contenham esferas microplásticas. Além de contaminar o meio ambiente, parte desse material acaba sendo ingerido.

Prefira cremes dentais menos agressivos para à saúde e livres de metais pesados e químicos cancerígenos. Já existem diversas opções de marcas naturais, veganas e até mesmo receitas para você produzir seu próprio creme dental.

Experimente pastas de dente sólidas livres de embalagens plásticas, elas já são vendidas no Brasil. Há também cremes dentais em pastilhas (conheça aqui).

E lembre-se de colocar o tubo para a reciclagem. No Brasil, esse material costuma virar uma chapa plástica, mas o fato é que reciclamos apenas 3% de todos nossos resíduos gerados, então, simplesmente eliminá-los é a melhor opção. Já o papelão da caixinha também pode ser reciclado, porém, muitas embalagens possuem diversas aplicações de tintas metalizadas e camadas de plástico, o que dificulta ainda mais sua reciclagem.

 

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*Fonte: ciclovivo

A dopamina que suas músicas favoritas liberam

Sabe aquela sensação boa que você sente ao dar play nas suas músicas favoritas? Aquelas que fazem seu dia melhor e te fazem sorrir. A ciência explica que se trata de aumento dos níveis de dopamina no cérebro.

Um estudo conduzido pela Universidade de Lyon, na França, indica que ouvir as músicas que gostamos estimula a produção de dopamina.

A dopamina é um neurotransmissor que desempenha um papel importante em nossa função cognitiva, emocional e comportamental.

“Na vida cotidiana, os humanos buscam regularmente a participação em experiências altamente complexas e prazerosas, como ouvir música, cantar ou tocar, que não parecem ter nenhuma vantagem específica de sobrevivência. Compreender como o cérebro traduz uma sequência estruturada de sons, como a música, em uma experiência agradável e gratificante é, portanto, uma questão desafiadora e fascinante”, explica autora do estudo Laura Ferreri, professora de psicologia cognitiva na Universidade de Lyon.

No estudo, os pesquisadores manipularam a transmissão de dopamina através de farmacológicos em 27 voluntários enquanto ouviam música.

Os participantes foram divididos em três grupos. Com intervalo de uma semana, cada um recebeu via oral, levedopa (estimulante de dopamina), risperidona (inibidor de dopamina) e placebo (grupo de controle).

Ao avaliar os resultados, os pesquisadores registraram um aumento de produção do hormônio em voluntários que receberam o estimulante, enquanto quem recebeu o inibidor encontrou limitações em apreciar músicas.

“É importante ressaltar que não estávamos procurando por uma pílula mágica capaz de aumentar os sentimentos de prazer enquanto ouvíamos música. Estávamos interessados ​​em encontrar os mecanismos neuroquímicos que sustentam o prazer evocado pela música, e usamos uma abordagem farmacológica para tratar essa questão”, acrescentou Ferreri.

Ou seja, o estudo não indica que dopamina induzida através de farmacológicos pode aumentar seu prazer musical. Mas as músicas que você ama são capazes de produzi-la naturalmente.

Essa é também a explicação porque ouvimos repetidas vezes as músicas que gostamos, e até mesmo um dos benefícios que tocar instrumentos musicais proporcionam.

*Por Raquel Rapini

 

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*Fonte: geekness