Só por um instante de paz apenas … e algumas cervejas

Para quem lê com uma certa frequência esse blog, sabe que recentemente faleceu um amigo querido, muito gente boa, pessoa de muita luz, parceiro de assuntos de moto e também de música. E isto desde o domingo me deixou triste, pensativo e com vários questionamentos sobre a vida. Muito sobre esse breve sopro da vida e os seus tantos porquês que nos cercam. Vemos pessoas partirem ao nosso redor, saírem de nosso restrito círculo de amizades e parece que nem paramos mais para pensar sobre o sentido disso, ou fingimos que não é conosco e nem damos a devida atenção.

O ano de 2019, que aliás, ainda nem acabou mas com toda certeza é um dos em que mais pessoas amigas partiram em toda a minha vida. E olha que já não sou mais tão novo assim. Faleceu pai e também a mãe de amigos muito próximos, um primo, um outro grande amigo chamado João Pedro e agora o Fernando (é claro que vários outros conhecidos também), mas esses em especial pela proximidade.

Fico pensando no valor que damos a nossa própria vida e a maneira de como a conduzimos. Cada um de nós. Por que tudo passa rápido demais. Ontem mesmo eu queria ser um garotinho maior para poder ficar acordado até mais tarde com meu irmão e assistir filmes de TV na madrugada. Depois queria ter a idade que me possibilitasse participar de um time de futebol, um clube de judô, aulas de música, etc. Queria logo me tornar um adolescente para poder sair à noite e ir à festas com os amigos. Queria depois passar no vestibular, sair de casa, ganhar asas, viajar. Queria uma namorada, ter idade mínima logo para poder ter a carta de motorista. Tive pressa em me formar. Queria também formar uma banda de rock, me esforcei bastante para isso. Queria um bom emprego. Talvez outro melhor. Enfim, queria tanta coisa. Sempre esperando o tempo passar como uma espécie de condição para realizar isso ou aquilo.

Agora me parece que o que eu menos tenho, é pressa nessa vida! Sinceramente não espero mais muita coisa. Sigo o curso da vida, desfrutando do que ela me proporciona ao longo do caminho, coisas boas e coisas ruins acontecem e há de se esperar por isso sempre. Mas sigo em frente, sei que aproveitei bem o tempo. Aproveitei sim. Muitas histórias. Mas me vem o sentimento de perguntar pra que ou por que tudo isso!? Para onde vamos. Qual o sentido? Não é tanto por um aspecto religioso aqui, é mais por questionar o real sentido disso tudo. Quando pessoas legais ontem estavam aqui com a gente e agora… puf! Assim, de uma hora para outra… Puf! – Somem para sempre. Pode ser o Fernando, o João, meu primo Múcio, ou seja lá quem for.

Será que tudo se resume a acordar, ir trabalhar e pagar boletos? Torcer bastante por algum time, gostar de tal tipo de comida, namorar e assistir ao seu seriado favorito no Netflix? Nah! Não pode ser só isso. Tem de haver algo mais. Não me entendam mal, não estou me sentindo pequeno, vazio ou sem objetivos. Estou me sentindo sem entender qual a grande razão disso tudo. Não faz muito sentido. Ainda mais quando me aprece que daqui prá frente a vida só vai cada vez mais azedar. Não é negativismo ou falta de alguma busca espiritual (isso creio que já tenho muito bem resolvido, no meu caso), mas é a falta de conseguir entender o “valor da vida”.

Entendo que todos nós precisamos valorizar mais a tal da vida. Curtir mais e melhor o tempo com nossos pais, familiares, seu grande amor, aqueles nossos grandes amigos, colegas, vizinhos, etc. Por que depois passa…. daí já Elvis. Já eras.
Já foi….. e é tarde!

Estou sim bastante encucado com isso, com o “tempo e a vida”, em como melhor aproveitar o que ainda me resta e com quem ao meu redor? Quem vale o risco do olho no olho, do afago, de compartilhar histórias e sorrisos, do abraço de chegada e de partidas, de ato de sentir saudades, da caminhada ao lado,  enfim, daqueles a quem merece me ter por perto ou não? Afinal, nunca sabemos o quanto ainda nos resta e sim, o valor da vida é alto, muito alto. E que antes do grande … Puf! Tenhamos certeza de estivemos ao menos, bem acompanhados, rodeado de pessoas legais e realmente interessantes.

Vem cá…

– Sua vida valeu a pena até aqui?

– E todo aquele seu esforço de intermináveis horas escola, estudos, cursos e o caralho a quatro, te ajudaram realmente a ser uma pessoa melhor ou só a colecionar diplomas para sua parede e receber um salário maior?

– Você faz “realmente” a diferença ou é especial para a vida de outras pessoas?

– Você se arrepende de alguma coisa que tenha dito ou feito na sua vida?

– Será que ainda dá tempo de mudar, alterar ou corrigir algo (alguma coisa) que você tenha dito ou feito que causou mal a outra pessoa?

– Você vive a sua viva ou a dos outros?

– E se por um acaso maluco do destino você tivesse apenas mais um dia inteiro de vida. O que você faria? Com quem e o que iria querer conversar ou então,  compartilhar seus últimos preciosos momentos?

– Qual é o melhor álbum do The Black Crowes?

– Se você morresse agora, como acha que as pessoas lembrariam de você? Como uma pessoa realmente boa e que vai deixar saudades? Ou só – hummm… bacana? Ou ainda, algo no estilo – Já vai tarde?

– Você vive a sua vida no “seu tempo”, ou no tempo dos outros?

– Beatles ou Rolling Stones?

– Você é realmente feliz coma vida que leva?

Nessa vibe de filosofada barata, vou dar um tempo aqui no blog. Acho que é necessário parar para pensar em alguns aspectos. Talvez seja somente por um dia, dois, não sei. Pode ser que eu descubra que manter essa porra de blog ainda seja importante para mim…. ou não! E assim você ficará livre por um tempo dessa chalaça aqui, sem vídeo, foto de motos, mulher pelada, curiosidades toscas e um pouco de rock.

Falou, valeu!
ATÉ MAIS…

*Escrevi isso aqui na corrida, nem vou corrigir ou sequer reler. Phoda-se!
A vida é um eterno risco mesmo e somente aqueles que se propõem a assumir a tais riscos sem ranço, é que realmente vivem.

**(Depois que postei, um amigo chamou a atenção sobre algumas frases que escrevi. Então resolvi alterar e cortar algumas coisas. Bem, o texto ainda está meio capenga, sinapses esquisitas aqui e ali, sei disso, mas deixa assim).

Ah! Vou postar ainda ao menos essas duas músicas do grande Fito Paez, que eu gosto e fazem muito sentido nessa hora.

 

 

 

 

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