Como os desenhos clássicos criaram uma geração de pessoas com conhecimento cultural

[Texto traduzido e adaptação de publicação de Anne Holmquist em Intelectual TakeOut]

Desenhos clássicos como Tom e Jerry fizeram parte da vida de mutias pessoas. Contando uma história a respeito de uma vez em que seu pai reconheceu trechos da história de um livro de Mark Twain, a editora do site Intelectual TakeOut fala sobre como desenhos animados foram responsáveis por introduzir informações a respeito de clássicos da literatura e da música através de seus episódios.

A reflexão é muito interessante e, por isso, resolvemos traduzir o texto para português. Confira:

Estes desenhos introduziram às crianças histórias como Dr. Jekyll e Mr. Hyde de Robert Louis Stevenson, por exemplo, através do Pernalonga. Citações chave e cenas do trabalho de William Shakespeare foram o tema de desenhos da Looney Tunes. Em um curta da Disney chamado “Little Hiawatha”, estava presente o poema épico “The song of Hiawatha” de Henry Wadsworth Longfellow.

Talvez estes desenhos tenham tornado ainda mais famosas do que as referências literárias as músicas clássicas, introduzindo tanto seleções instrumentais e de ópera às crianças. Um exemplo famoso é “O Barbeiro de Sevilha” performado por Pernalonga em um salão de cabeleireiro. O crítico de cinema americano Leonard Maltin descreve bem esta situação:

“Muito de minha educação musical veio pelas mãos do compositor da Warner Bros. Carl Stalling, eu só não percebia isso, eu não estava atento, isso simplesmente ficou guardado no meu cérebro durante todos os anos em que assisti os desenhos da Warner diariamente. Eu ouvia a Segunda Rapsódia Húngara de Liszt por causa dos desenhos da Warner Bros., eles a usavam tão frequentemente”.

Mas Maltin não foi o único que aprendeu com esses clássicos. Na verdade, como conta o famoso pianista Lang Lang, foi a versão de Tom e Jerry de música de Liszt que o inspirou a começar a tocar piano, aos dois anos de idade.

Estes exemplos somente pincelam a superfície da instrução cultural que estes desenhos antigos ensinaram a nossos pais e avós. Mesmo que eles não aprendessem estes elementos na escola, eles ao menos tinham algumas referências a partir das quais eles poderiam construir seu entendimento dos livros e músicas e mesmo das ideias que impactaram a cultura e o mundo no qual vivemos hoje.

Mas será que podemos dizer o mesmo da geração atual? Pra ser honesta, não conheço bem o que o mundo dos desenhos tem oferecido hoje, mas uma busca rápida de desenhos populares parece sugerir que a resposta é “não”. Na maior parte do tempo eles parecem se focam no aqui e agora.

Resumidamente, nem escolas nem os desenhos de sábado de manhã parecem estar passando adiante a tocha do conhecimento cultural e literário. Será que este cenário poderia ser uma das razões pelas quais vemos uma cada vez maior apatia e falta de interesse na geração atual?

[Link do texto original, em inglês, AQUI]

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*Fonte: notaterapia

Escute a sua intuição. Ela é tão real quanto a sua visão!

Dia desses vi uma mãe insistindo com uma criança para que ela desse um abraço em sua tia-avó. A criança esperneava e a mãe ficou envergonhada.

Ora bolas! Não seria mais fácil e menos embaraçoso deixar a criança ser educada, dizendo seu tímido oi, de longe?

Todos nós temos um sexto sentido, uma intuição que nos guia em direção às energias que são compatíveis com as nossas, aquelas que nos fazem bem e, do mesmo modo, repelem as que não estão em sintonia com nossas crenças e valores. Acontece que, para as crianças que ainda não estão moldadas às regras sociais, isto é muito mais natural e espontâneo!
Se ouvíssemos com mais frequência essa nossa “voz ” interior, nós nos livraríamos de situações que nos trazem muito mais dificuldades do que leveza na vida.

Essa escuta atenta aos nossos instintos mais primitivos possui diferentes nomes e significações. Na psicologia é explicado que nosso cérebro capta muito mais das pessoas e das situações do que conscientemente lembramos e, a partir disso, nós nos sentimos mais dispostos a aceitar alguns convites, temos afinidades com algumas pessoas e certo receio, ou mesmo bloqueio, com outras, nada de sobrenatural, somente nosso cérebro afinado com tudo que viu e ouviu e que não nos lembramos conscientemente.

Para as religiões cristãs, a explicação é que temos anjos da guarda e que eles falam conosco através de sentimentos, alertando-nos para as situações.

Já para o misticismo, a intuição é nossa capacidade de nos conectarmos com o Ser Supremo, a Divindade que rege o Universo e que pode nos ajudar a seguir os caminhos certos para nossa elevação espiritual. E, na etimologia, a palavra intuição é derivada do latim “intueor”, que significa ver, reconhecer.

Portanto, independente da explicação, teoria ou nome que damos, essa “voz” interior existe, é sábia e todos nós podemos ouvi-la!
Escute-a! Confie! Dê-se uma chance… o que ela está tentando lhe mostrar hoje?

*Por Simone Barreiros Rosa

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*Fonte: osegredo