Para que serve o sexo?

Poucos tópicos levantam tanto interesse e controvérsias quanto o sexo. Isso é bem pouco surpreendente. A continuação da espécie depende dele — se seres humanos parassem de fazer sexo, em pouco tempo não haveriam mais seres humanos. A cultura popular transborda com sexo, do cinema à publicidade até, isso mesmo, a política. E, para muita gente, o sexo representa uma das formas mais íntimas de conexão humana.

Apesar da universalidade, o sexo e seu propósito têm sido compreendidos de formas bastante diferentes por diferentes pensadores. Eu ensino um curso anual sobre sexualidade na Universidade de indiana, e esse trabalho proporcionou oportunidades de observar o sexo de alguns ângulos provocativos, inclusive o corpo, a psique e o espírito.

Sexo e corpo
Alfred Kinsey (1894-1956) foi um biólogo de insetos cuja preocupação com a “ignorância generalizada sobre a estrutura sexual e fisiologia” o levaram a se tornar talvez a primeira grande figura no estudo do sexo. Os Relatórios Kinsey, publicados em 1948 e 1953, apresentaram uma taxonomia altamente estatística de preferências e práticas sexuais. Embora tenha tirado todo erotismo do sexo, os livros chegaram a vender cerca de 750 mil cópias.

O clima intelectual para os estudos de Kinsey sobre o sexo foram fortemente moldados pelos trabalhos de Sigmund Freud (1856-1939). Médico e fundador da psicanálise, Freud criou um modelo da psique humana que colocou a libido ou SEX DRIVE em seu centro. Ele postulou que as vidas sociais e psicológicas são fortemente moldadas por suas tensões com as convenções de comportamentos civilizados. De acordo com Freud, o fracasso ao tentar resolver tais tensões poderia se manifestar em uma variedade de doenças mentais e físicas.

O palco para a psicanálise, por sua vez, foi montado por Charles Darwin (1809-1882). Em “Seleção em Relação ao Sexo” (1871), Darwin argumentou que seres humanos são animais, comparando as diferenças de corpo e comportamento de machos e fêmeas com as observadas em espécies como a dos pavões, e enfatizando a capacidade de escolha das fêmeas e competição direta entre os machos. Do ponto de vista de Darwin, e mais tarde o de Freud, até algumas das armadilhas mais sofisticadas da civilização humana refletem imperativos biológicos básicos. O assunto de atração não heterossexual requer uma análise diferente.

À primeira vista, a reprodução sexual é um quebra-cabeças, dado que cada membro de uma espécie com reprodução assexuada pode produzir seus próprios descendentes genéticos idênticos em um custo biológico mais baixo. No entanto, a reprodução sexual permite uma alternância mais rápida da variedade genética, aumentando a probabilidade de que alguns indivíduos sejam melhor adaptados às mudanças ambientais. Como seres humanos se reproduzem sexualmente, as bases para a seleção sexual são estruturadas, com a competição por parceiros conforme Darwin escreveu em detalhes.

Sexo e a psique
O escritor Leo Tolstoy (1828-1910) apresenta um entendimento mais amplamente humanístico sobre o propósito do sexo. Em “Anna Karenina”, frequentemente considerada uma das maiores novelas de todos os tempos, o sexo é a fundação da família. Personagens que tratam sexo como uma aventura sem relação com a família acabam mal, enquanto aqueles que se dedicaram À felicidade da família terminam bem. Na visão de Tolstoy, as alegrias aparentemente mundanas da vida familiar, possíveis graças ao sexo, constituem as alegrias mais verdadeiras acessíveis aos seres humanos.

*Por Richard Gunderman

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