O Dilema das Redes – escancara aspecto manipulador das redes sociais

Como qualquer ferramenta, as redes sociais possuem um lado muito positivo: conectam as pessoas e abrem portas para conteúdos que podem ser interessantes para o usuário. Você, por exemplo, pode ter chegado até aqui porque se interessa por Tecnologia e Inovação, segue o Olhar Digital ou foi sugerido por alguma rede.

Mas existe um lado oculto, que tem a ver com manipulação em massa e a total falta de consideração com o bem estar mental das pessoas. Uma ferramenta não para quem usa, mas para quem a controla – e negocia no mercado uma das “commodities” mais valiosas de todos os tempos: a atenção das pessoas.

O documentário “O Dilema das Redes” (“The Social Dilemma”), que estreou na Netflix no último dia 9, entrevista especialistas em tecnologia do Vale do Silício para mostrar como as redes sociais estão reprogramando a civilização. Ex-funcionários de empresas como Google, Facebook, Twitter, Instagram e Pinterest contam como os executivos dessas companhias não só sabem disso como manipulam os algoritmos para induzir comportamentos nas pessoas.

Dirigido pelo cineasta Jeff Orlowski, o filme trata não só do aspecto viciante das redes, construídas para manter o usuário constantemente “engajado”, como explica o impacto disso nas novas gerações e porque é mais vantajoso para esse sistema nos manter separados de quem pensa diferente de nós. Ainda deu tempo de contextualizar a pandemia da Covid-19 no meio disso tudo.

Algoritmos desenhados para fazer recomendações personalizadas, por outro lado, usam os dados coletados para prever e influenciar comportamentos – e é esse poder que essas empresas oferecem ao mercado, e por isso dominam a publicidade de uma forma que nenhum outro veículo consegue sobreviver sem aderir a essas regras.

Um dos personagens principais do documentário é Tristan Harris, que trabalhou como especialista em Ética de Design no Google e agora é presidente e cofundador do Center for Humane Technology. Ele conta como percebeu esse potencial negativo das redes e tentou mudar o sistema por dentro, sem sucesso.

“As pessoas acham que o Google é só uma ferramenta de busca, e que o Facebook é só onde vejo meus amigos. Mas elas não percebem que eles estão competindo pela sua atenção”, afirma Harris, lembrando a máxima: “se você não está pagando pelo produto, você é o produto” – é o chamado “capitalismo de vigilância”.

https://www.youtube.com/watch?v=5I1mhTr2fcc

Para Jaron Lanier, considerado um dos “pais” da Realidade Virtual, o produto é “a gradativa, leve e imperceptível mudança em nosso comportamento e percepção”. Outro entrevistado, Roger McNamee, um dos primeiros investidores do Facebook, faz uma revelação que pode ser assustadora para quem não acompanha de perto o setor. Quando elementos externos influenciam em outros países, como por exemplo a Rússia nas eleições dos Estados Unidos, eles não “hackeiam” o Facebook, apenas fazem uso das ferramentas da plataforma.

O documentário funciona muito bem tanto como linha do tempo do desenvolvimento das redes sociais como sinal de alerta para o seu mau uso. Alguns elementos da sociedade, como a atual polarização extremada, que certamente teve influência dos algoritmos do Vale do Silício, porém, acabam simplificadas pela narrativa. Mas dificilmente você não vai sair de “O Dilema das Redes” sem querer dar um tempo do seu smartphone.

*Por Reanto Mota

 

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*Fonte: olhardigital

13 atitudes que contribuem para um trânsito mais seguro

Confira boas práticas indicadas pela campanha Trânsito+gentil, da Porto Seguro, para que qualquer pessoa possa contribuir para a transformação das cidades

Não existe trânsito seguro sem que motoristas, motociclistas, ciclistas e pedestres tenham uma mudança de comportamento e passem a considerar pequenas gentilezas como práticas comuns de nosso dia a dia.

É isso o que prega a campanha Trânsito+gentil da Porto Seguro, que aproveita a Semana Nacional do Trânsito, entre os dias 18 e 25 de setembro, para trazer ainda mais destaque sobre a importância deste tema.

Nós da Catraca Livre também nos sentimos parte deste movimento pela gentileza no trânsito e para provar que essa transformação é possível a partir de pequenos gestos, listamos abaixo 13 dicas para você colocar em prática agora mesmo.

Pedestres

Mesmo sendo um dos mais vulneráveis, o pedestre tem papel importante na segurança do trânsito e na transformação dele em um ambiente mais gentil. Algumas mudanças de postura que podem contribuir para que isso aconteça incluem:

1 – Fazer contato visual com o motorista mesmo quando for atravessar na faixa de segurança. É de extrema importância que você tenha certeza que ele está te vendo;

2- Andar com atenção nas calçadas de postos de gasolina. Nesses lugares existe uma intensa movimentação de veículos e motocicletas e é comum que pequenos acidentes, facilmente evitáveis, aconteçam;

3 – Respeitar a ciclovia. Afinal, ela foi feita para os ciclistas pedalarem com segurança e não para você caminhar;

O volume de ciclistas tem aumentado de maneira exponencial nas grandes cidades. Essa tendência seguirá forte no pós-isolamento, como comprova uma recente pesquisa sobre o crescimento de 50% na venda de bicicletas no Brasil, entre os meses de maio e junho.

Com todo esse volume de novos ciclistas surge a necessidade de que atitudes de gentileza sejam tão importantes quanto achar uma ciclovia perto de você. Algumas práticas que podem ser tranquilamente adicionadas durante as pedaladas incluem:

4 – Ficar atento no que acontece à sua frente e evitar ao máximo olhar para trás. Isso pode te ajudar a se livrar de algo que possa vir a dar errado no seu caminho;

5 – Sinalizar com antecedência caso você precise entrar em alguma rua ou sair da sua faixa. Os outros veículos precisam diminuir a velocidade e isso contribui para evitar sustos desnecessários;

6 – Nada de competir com as motos. Você não tem um motor e ainda por cima não possui quase nenhum tipo de proteção;

Motociclistas
Catraca Livre dá dicas de gentileza para tornar o trânsito mais seguroCrédito: Banco de Imagens/BigstockMotociclistas devem ter atenção para evitar os pontos cegos dos carros, ônibus e caminhões

Uma das maiores frotas no trânsito das cidades, as motos fazem parte deste intenso microcosmo urbano que tem na intensa relação dos motociclistas com outros veículos, uma de suas principais características.

É por conta disso que se faz mais do que necessário cuidado redobrado na hora de circular nas vias. Entre as dicas para tornar mais gentil o dia a dia do motociclista, podemos destacar:

7 – O uso do farol aceso de noite e de dia. Pode parecer exagero, mas não é. Motoristas te veem muito melhor com o farol ligado;

8 – A atenção para evitar os pontos cegos dos carros, ônibus e caminhões. Quanto maior o veículo, maior esses pontos;

9 – Respeitar as ciclovias e ciclofaixas como lugares exclusivos para os ciclistas. Evitando acidentes desta forma;

Motoristas
Catraca Livre dá dicas de gentileza para tornar o trânsito mais seguroCrédito: Banco de Imagens/BigstockQuando um motorista te der passagem, sorria e agradeça

E pra fechar essa lista não poderia faltar, é claro, dicas para os motoristas. São as pessoas atrás dos volantes que tornam a segurança no trânsito possível e se você se atentar para estas quatro dicas, vai perceber o quanto é fácil promover essa mudança:

10 – Quando um motorista te der passagem, sorria e agradeça. O mesmo pode acontecer com você quando for a sua vez de retribuir essa gentileza;

11 – Dar passagem aos ciclistas não custa nada. Eles são ágeis e passam rapidinho! Isso não vai te atrasar;

12 – Sempre que possível, deixe espaço entre o seu e outros carros, para que os motociclistas possam mudar de faixa com mais agilidade;

13 – Não se esqueça das setas. Elas servem de sinal às pessoas que estão atravessando uma via sem semáforo para pedestres;

Agora que você já conhece algumas destas gentilezas, chegou a sua hora de colocá-las em prática. E se quiser conhecer muitas outras acesse o site www.transitomaisgentil.com.br.

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*Fonte: catracalivre

Vida que segue

Em tempos de pandemia por covid, distanciamento social e empatia para com o próximo, não tenho usado aqui o blog como uma ferramenta de divulgação ou incentivo para atitudes que venham a ser longe do ideal em termos de cuidados de saúde. Então tenho andado bem menos de moto do que andava antes e também não tenho feito fotos e nem divulgado por aqui os roteiros e lugares por onde andei. Mas como ficar trancado em casa também não é a melhor ou única solução, até mesmo para a saúde mental e espiritual – pegar a estrada de moto também é uma remédio e tanto. Faz um bem danado!
Hoje dei uma viajada por aí, fiz algumas fotos e vou postar abaixo. Nada de mais, apenas para dizer que a vida continua apesar dos pesares, dos cuidados da saúde e da adaptação aos novos tempos.