Eclipse solar ficará parcialmente visível no Brasil neste dia 14; saiba como acompanhar

Mais um fenômeno astronômico incrível poderá aparecer para os brasileiros na próxima segunda-feira, 14 de dezembro. Por quase 3 horas o sol desaparecerá por completo no céu e moradores da região sul do país terão vista privilegiada.

De acordo com astrônomos, o eclipse iniciará 12h23min (horário de Brasília) e chegará ao seu ápice às 13h51min quando, aos poucos, começará a desaparecer até voltar a forma normal às 15h12min.

“O próximo eclipse do Sol visível em Porto Alegre será em 14 de outubro de 2023, bem menos impressionante que o de agora, pois o obscurecimento máximo será de apenas 17.5%.”, escreveu o astrônomo Luiz Augusto L. da Silva para o portal da Rede Omega Centauri.

Quem não estiver na região sul do Brasil, poderá acompanhar o eclipse em tempo real virtualmente através do perfil oficial do Professor André Lau da Costa. Vale ressaltar que, para quem pretende assistir o fenômeno a olho nú, deve observar apenas com óculos de sol e nunca direcionar os olhos para o sol com qualquer instrumento de aumento de visão.

Se o clima permitir, no dia 21 de dezembro, após o pôr do sol, Júpiter e Saturno parecerão planetas duplos aos nossos olhos. Isso acontecerá porque estes dois astros do Sistema Solar se alinharão e poderão ser vistos a olho nu de qualquer canto da Terra.

Segundo o astrônomo Patrick Hartigan, da Rice University, nos Estados Unidos, o fenômeno acontecerá entre os dias 16 e 25 de dezembro e será mais visível próximo à linha do Equador, no entanto, será possível observá-lo de qualquer canto do mundo com o auxílio de binóculos especialmente após o pôr do sol de 21 de dezembro.

“Na noite de maior aproximação, em 21 de dezembro, eles [Júpiter e Saturno] se parecerão com um planeta duplo, separados por apenas um quinto do diâmetro da lua cheia”, disse ele.

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*Fonte: bonsfluidos

A NASA vai utilizar a comunicação a laser sem fio com sondas espaciais

Durante as últimas décadas, a forma como trocamos informação muda constantemente, de forma inacreditavelmente grande. Agora, a NASA testará a comunicação a laser sem fio. Isso facilitará muito na velocidade e capacidade do fluxo de dados entre a Terra e as naves.

O funcionamento é um tanto semelhante à fibra óptica, mas sem um cabo. Em resumo, as ondas de rádio, que já foram muito utilizadas, e possuem algumas aplicações até os dias de hoje, viajam muito longe, mas conseguem carregar pouca informação, entretanto. Por outro lado, ondas que carregam mais informações não conseguem viajar longe tão facilmente.

Isso ocorre por causa de duas características das ondas: o comprimento e a frequência. Quando maior o comprimento de uma onda, menor a frequência, e vice-versa. Quando a frequência é maior, é possível armazenar mais informação. Mas há um grande problema: os obstáculos.

Por exemplo, o seu rádio. Você consegue ouvir rádio dentro de casa, mesmo com as paredes e o telhado barrando as ondas. A luz, por outro lado, não é capaz de atravessar a parede. Isso ocorre porque as ondas de maiores frequências não são muito boas em atravessar o espaço vazio dos átomos. Portanto, obstáculos maiores dificultam completamente essa comunicação.

É por isso que a internet de fibra óptica, por exemplo, é transferida através de cabos. A fibra óptica utiliza lasers. Portanto, ele transfere uma quantidade de informação muito boa – bem maior do que microondas e rádio, por exemplo. Mas um laser não atravessa paredes. Portanto, é ideal que haja uma forma de se conduzir esse sinal. É aí que entra o trabalho do cabo.

O espaço não tem paredes

Como todos sabemos, o espaço é um grande vazio com algumas concentrações de matéria em determinados pontos. Portanto, as ondas de maiores frequências possuem menos limitações do que aqui na Terra. Esse fato permite que os cientistas utilizem comunicação óptica sem a necessidade de um condutor. E isso é bom, considerando o fluxo de informações que todas as sondas espaciais enviam para a Terra a todo momento. Além disso, a tecnologia está constantemente em desenvolvimento, e a cada passo, tem-se uma necessidade maior de transferência de dados.

A NASA quer, portanto, utilizar lasers infravermelhos para se comunicar com as sondas espaciais. O laser infravermelho é o mesmo tipo de sinal que o seu controle remoto utiliza para se comunicar com a televisão, por exemplo. E não, a comunicação a laser sem fio não irá cegar ninguém, fique tranquilo.

Chamada de (LCRD, na sigla em inglês), a base em construção no Havaí tem previsão de entrega já para o ano de 2021. Para haver uma redundância, do outro lado do Oceano Pacífico, há uma segunda base. A OGS-1, localizada no estado da Califórnia, pode entrar em operação caso o mal tempo atrapalhe a estação óptica havaiana.

“O LCRD e suas estações terrestres demonstrarão comunicações ópticas como um relé, o que significa que as missões serão capazes de transmitir dados de pontos em sua órbita sem linha de visão direta das estações terrestres”, diz Dave Israel em um comunicado da NASA.

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*Fonte: ciencianautas