Ocasião malvista: O polêmico dia em que os Beatles conheceram a Rainha Elizabeth II

Rock, estrelato e quatro amigos. Na década de 1960, a banda inglesa The Beatles chegou ao auge e, sem querer, criou um movimento ao redor do mundo: o Beatlemania. Do fã a mídia, todos queriam saber de John Lennon, Paul McCartney, George Harrison e Ringo Starr.

Considerada a banda mais influente de todos os tempos, os ‘garotos de Liverpool’ – como ficaram conhecidos devido à origem dos integrantes – emplacaram como primeiro hit ‘Love me do’, em 1962.

Com tanta repercussão, os Fab Four conquistaram também a joia da Família Real Britânica, a Rainha Elizabeth II. Na época, segunda metade do século 20, a monarca já era responsável por modernizar o estilo de vida da nobreza, com encontros não tão formais e eventos acessíveis.

Foi assim que o grande encontro aconteceu. Conforme repercutido pela Rolling Stone, o então primeiro-ministro Harold Wilson, também representante do subúrbio de Huyton, Liverpool, deu um passo para que tudo finalmente acontecesse.

De acordo com o Express UK, Wilson sugeriu que a premiação Member of the Order of the British Empire (MBE), do ano de 1965, fosse dedicada aos integrantes dos Beatles.

Essa homenagem, em tradução Membro da Ordem do Império Britânico, é concedida diante do impacto positivo que seu trabalho tenha causado no mundo. Em 2017, o sortudo foi o cantor britânico Ed Sheeran.

Então, graças ao ministro, a rainha Elizabeth recebeu o quarteto no Palácio de Buckingham, em outubro de 1965. Além da banda, outras 189 pessoas estavam presentes.

Em entrevista ao Anthology, Paul McCartney contou como havia sido a experiência. “Um guarda oficial da rainha nos levou para um canto e nos mostrou o que tínhamos que fazer. ‘Aproxime-se da Sua Majestade assim e nunca dê as costas. E não fale com ela a não ser que ela fale com você’”, relembrou.

“Todas essas coisas, para quatro rapazes de Liverpool, foi: ‘Uau!’. Foi bem engraçado. Mas ela era doce”, disse o astro.
Os Beatles se preparando para a foto famosa na Abbey Road. Crédito: Linda McCartney

Para ele, outro lado da rainha foi revelado naquele dia. “Eu acho que ela pareceu um pouco maternal para nós, porque éramos jovens garotos e ela era um pouco mais velha”, afirmou.

Nesse tempo, Elizabeth tinha apenas 39 anos. Segundo McCartney, os quatro receberam as honrarias como manda o figurino e, ainda, o baterista Ringo Starr conseguiu fazer a rainha rir.

Contudo, a cerimônia não foi vista da mesma maneira por todos. Se de um lado havia muita comemoração, de outro houve repúdio. O coronel Frederick Wagg não gostou de que os músicos tivessem ganhado uma homenagem desse tipo.

Em forma de ‘protesto’, Wagg devolveu as doze medalhas que ganhou servindo pelo exército britânico, e atuando nas duas guerras mundiais.

Pós-evento

Com exceção do sucesso dos Beatles, muita coisa não permaneceu atemporal. Os títulos recebidos por eles, através da família real, foram contestados – por eles mesmos – enquanto a Guerra do Vietnã e a Guerra Civil da Nigéria aconteciam.

Descontente com o envolvimento do país nos conflitos políticos, John Lennon devolveu seu prêmio, que havia ganhado em 1965. Na ocasião, apenas ele tomou essa atitude.

Após a morte de Lennon, McCartney recebeu outro título e se tornou ‘Sir’ da cavalaria real, em 1997. Já Ringo, conquistou o mesmo posto somente vinte anos depois, em 2018.

*Por Larissa Lopes
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*Fonte: aventurasnahistoria

Computador quântico realiza em segundos um cálculo que levaria 600 milhões de anos

Um novo tipo de computação quântica chamada amostragem de bóson é capaz de cálculos que nenhum computador clássico poderia realizar em uma quantidade razoável de tempo. Esta é a segunda vez que este feito, conhecido como supremacia quântica, foi alcançado por um algoritmo quântico depois que o Google disse em 2019 que seu dispositivo Sycamore havia conseguido isso.

A amostragem de Boson é baseada em uma estranha propriedade quântica dos fótons — partículas de luz — que é exibida quando viajam através de um divisor de feixes, que divide um único feixe de luz em dois feixes que se propagam em direções diferentes. Se dois fótons idênticos atingirem o divisor de raios exatamente ao mesmo tempo, eles não se separam um do outro. Em vez disso, eles ficam juntos e ambos viajam na mesma direção, de acordo com a New Scientist.

Se você fotografar muitos fótons através de uma sequência de divisores de feixe muitas vezes e sequência, padrões que são extraordinariamente difíceis de simular ou prever com computadores clássicos começam a surgir nos caminhos dos fótons. Encontrar possíveis conjuntos de caminhos de fótons nesta configuração é chamado de amostragem de bóson, e um dispositivo de amostragem de bóson é um tipo de computador quântico, embora um com um propósito muito específico.

Uma equipe liderada por Jian-Wei Pan na Universidade de Ciência e Tecnologia da China construiu um dispositivo de amostragem de bóson chamado Jiuzhang usando pulsos lasers enviados para um labirinto de 300 divisores de feixes e 75 espelhos. Um amostrador de bóson perfeito teria uma fidelidade de 1 em muitos ensaios, o que significa que tem ma combinação completa com as previsões teóricas. Jiuzhang tinha uma fidelidade de 0,99.

Os pesquisadores calcularam que seria impossível simular amostragem de bósons com uma fidelidade tão alta em um computador clássico: o supercomputador japonês Fugaku, o computador clássico mais poderoso do mundo, levaria 600 milhões de anos para realizar o que Jiuzhang pode fazer em apenas 200 segundos. O quarto supercomputador mais poderoso, o Sunway TaihuLight, levaria 2,5 bilhões de anos.

“Isso mostra que é viável chegar à supremacia quântica usando amostragem fotônica de bóson, que muitas pessoas duvidavam, e que representa um caminho de hardware completamente diferente dos qubits supercondutores que o Google usou”, diz Scott Aaronson, da Universidade do Texas em Austin.

Embora esta seja uma conquista impressionante, a supremacia quântica significa apenas que este dispositivo é melhor do que computadores clássicos em uma tarefa extremamente específica. “Isso não significa [ser possível] construir um computador quântico escalável, ou um computador quântico universal, ou um computador quântico útil”, diz Aaronson.
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Mudar o mecanismo de amostragem de bóson para permitir que os pesquisadores pausassem o experimento, fizessem medições e redirecionem alguns dos fótons poderia permitir que ele fizesse diferentes tipos de cálculos, mas esse próximo passo será extraordinariamente difícil de alcançar. Até lá, pode haver pouco uso prático para amostragem de bóson.

“Não é óbvio se a amostragem de bóson tem alguma aplicação em si mesma, além de demonstrar a supremacia quântica”, diz Aaronson. No entanto, diz ele, pode ser útil em química quântica ou para gerar números aleatórios para criptografia. [New Scientist]

*Por Marcelo Ribeiro

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*Fonte: hypescience