Propriedades e benefícios do vinho

O vinho é uma bebida proveniente da fermentação da uva, que há muito tempo, desde épocas mais antigas, demonstra em suas propriedades os benefícios que podem ser oferecidos à saúde. Pode parecer estranho ouvir que uma bebida alcoólica possa auxiliar a saúde, mas trabalhos científicos provaram que substâncias químicas oriundas da uva podem ser, sim, benéficas.

Do que é feito o vinho e quais são seus benefícios?

Considerada um alimento funcional, a uva possui compostos bioativos, como os polifenóis e compostos fenólicos, que são indicados em pesquisas como substâncias com função antioxidante, ou seja, previnem o envelhecimento das células, participam da prevenção de doenças, possuem propriedades anti-inflamatórias e ajudam na diminuição do colesterol LDL. Os principais polifenóis encontrados no vinho são a quercitina, a catequina e o resveratrol.

O resveratrol é o principal polifenol não flavonoide encontrado na bebida e tem ação antioxidante (diminuindo os radicais livres), anti-inflamatória, cardioprotetora, antidiabetes, anticancerígena, quimiopreventiva, neuroprotetora e protetora renal. Enfatizando seu poder cardioprotetor, o resveratrol diminui os níveis de lipídeos no sangue e a junção de plaquetas que poderiam bloquear as artérias.

Para compreender o que está ingerindo, há uma rápida comparação entre o vinho tinto e o vinho branco. O vinho tinto é feito com a casca e o suco da uva, e é na casca onde há maior concentração de flavonoides; no vinho branco, como é utilizada somente a polpa da fruta, a quantidade de flavonoides, ou seja, de resveratrol, é menor.

O vinho possui também:

Minerais: sódio, potássio (grande quantidade), cálcio, fósforo, magnésio, silício, ferro, manganês, zinco e cobre;
Vitaminas: quantidades bem pequenas de B1, B2, B5, B6 e B12;
Tanino: polifenol que age no sabor do vinho, na adstringência e na secura.

O vinho pode ajudar na prevenção de artrite (por ter poder anti-inflamatório), câncer (por ter ação antioxidante), diabetes (melhora a resposta insulínica nas células), dislipidemias e doenças coronárias (por conta do resveratrol e de outros polifenóis), doenças neurológicas (devido à alta quantidade de polifenóis encontrados no vinho tinto) e doenças resultantes de envelhecimento (problemas de visão e doenças nos ossos).

Qual a quantidade diária ser ingerida?

De acordo com a Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (SOCESP), com base na Organização Mundial da Saúde, o consumo moderado diário de vinho tinto é de 90 ml para mulheres e 180ml para homens. Já no caso do vinho branco, 125 ml para mulheres e 250 ml para homens.

Como alerta, vale ressaltar que para usufruir dos bons efeitos do vinho, é necessário ter uma vida saudável (alimentação correta, exercícios físicos…). Todo tipo de bebida alcoólica deve ser consumida com moderação, de modo individualizado e com orientação médica. Quem têm alguma contraindicação ao álcool não deve ingerir essa bebida. Em momento algum incentivo o consumo de bebidas alcoólicas.

*Por Marcela Andrade

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*Fonte: megacurioso

A solidão das mulheres inteligentes

A inteligência de uma mulher atrai os homens? Provavelmente uma grande parte dos homens diria que sim, claro. Entretanto, se perguntássemos às mulheres, muitas responderiam justamente o contrário. E curiosamente os dois teriam razão, segundo um artigo publicado em 2015 na revista Personality and Social Psychology Bulletin.

Lora Park, psicóloga social da Universidade de Buffalo (Estado de Nova York), e seus colegas Ariana Young e Paul Eastwick realizaram diversas pesquisas para comprovar o que acontece com os homens quando estão com uma mulher que parece ser mais inteligente que eles. Num primeiro experimento, pediram que avaliassem uma garota hipoteticamente mais preparada e habilidosa em matemática e em inglês. Todos eles qualificaram a moça como um par romântico desejável em longo prazo. Até aqui tudo bem, essa era a teoria. Mas e na prática? Para responder, os pesquisadores criaram diversas situações em que as pessoas competiam entre elas. Quando uma garota demonstrava ser mais inteligente que os rapazes, “num passe de mágica” ela deixava de ser tão atrativa aos olhos deles. E, inclusive, os garotos chegavam a reconhecer que se sentiam inseguros na frente dela.

A conclusão do estudo acima, portanto, poderia ser resumida em uma ideia: teoricamente a inteligência da mulher atrai os homens, mas na prática e em distâncias curtas lhes causa insegurança (obviamente, sempre há exceções). Pesquisas acadêmicas à parte, é provável que você conheça mulheres que considerem que a inteligência foi uma barreira na hora de encontrar parceiro e manter uma relação bem sucedida. Também é possível que você conheça homens que apoiam as carreiras profissionais das suas parceiras e se sintam muito orgulhosos da sua inteligência. De acordo, qualquer generalização é incorreta. Mas, dito tudo isto, ainda hoje persiste uma parcela de homens que ficam inseguros ou que sentem sua masculinidade questionada quando estão diante de uma mulher brilhante. Talvez esse resultado dependa da autoestima e da maturidade de cada um, mas vale a pena levá-lo conta para saber como agir e administrar as solidões e as possíveis frustrações.

Necessitamo-nos mutuamente. Tanto é que uma das chaves para o sucesso profissional de uma mulher (e de um homem) é ter um bom cônjuge, segundo Sheryl Sandberg, diretora financeira do Facebook. De fato, das 28 mulheres que já foram diretoras-gerais de alguma empresa da lista Fortune 500, 26 são casadas, uma divorciada, e uma é solteira. Mas as mudanças da sociedade são tão profundas que também estão afetando as dinâmicas entre o homem e a mulher, o que nos obriga a administrar novos medos, disfarçados de outro modo. E para poder combatê-los bem é necessário melhorar o autoconhecimento a fim de ganhar confiança e segurança em si mesmo(a), e não pelo que o outro faça ou diga. Também é importante educar em inteligência emocional desde a infância, de forma que tanto os homens como as mulheres possam se preparar para os novos papéis sociais que irão viver. E, obviamente, precisamos abrir novos diálogos dentro dos casais para encontrar os pontos de conexão e de colaboração, e não os de competição. Só assim aprenderemos a superar as dificuldades que todos e todas nós enfrentamos.

*Por Pilar Jericó

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*Fonte: elpais