O ignorante, infelizmente, sempre acha que já sabe tudo!

O ignorante, infelizmente, sempre acha que já sabe tudo!

Quando não sabemos ou não temos conhecimento sobre um assunto, devemos perguntar a quem sabe, pior seria falar o que não sabe, fingindo que sabe, não acha?

O IGNORANTE NÃO ACEITA QUE NÃO SABE, ELE ACREDITA QUE SABE! ELE TEM RESPOSTAS PRONTAS PARA TUDO, E ELAS SÃO CARREGADAS DE PRÉ-CONCEITOS.

Muitas pessoas evitam de fazer perguntas porque acreditam que o que vão perguntar vai ser recebido pelo outro, que já sabe, como uma besteira, uma banalidade, e que poderá ser julgado de qualquer forma, como ignorante ou burro.

Essa vergonha de perguntar o que não sabe faz muita gente passar uma vergonha ainda maior quando concordam com coisas totalmente fora de propósito apenas porque não sabem nada sobre o assunto e por isso, acabam se deixando manipular, ou quando discordam de algo totalmente fundamentado pela ciência, e tenta impor argumentos fracos e com pouco conteúdo embasado.

PERGUNTAR NÃO AGRIDE E NÃO OFENDE, MAS AFIRMAR BOBAGENS SIM.

Portanto, sempre que não souber algo ou não tiver argumentos suficientes para defender uma tese, não se acanhe, pergunte, essa foi uma das melhores lições que aprendi durante os anos que cursei jornalismo.

Aprender a fazer perguntas e as direcionar às pessoas certas, que realmente podem trazer respostas sábias, é assumir um poder imensurável.

Perceba que eu disse “pessoas certas”, porque não adiantará em nada você perguntar algo sobre psicologia para um oficial do exército, é óbvio que se esse oficial tiver alguma formação na área, ou tiver feito terapia a vida toda, ele terá algo produtivo a te dizer, esse foi só um exemplo, o que eu quis dizer é que você deve se direcionar as pessoas que possuem experiência na área que você quer conhecer.

Como jornalista, se eu preciso saber quais são as novas descobertas da ciência em relação a mente humana eu procuro um especialista em neurociência, se eu quero saber sobre política, eu procuro um especialista em ciências políticas, e assim por diante. Não adiantará nada eu perguntar para o meu “tio”, “amigo”, “vizinho” o que eles acham do governo atual, porque eles trarão divagações e distorções que são em sua maioria, “achismos”.

O que quero dizer é que devemos perguntar sim, tudo o que não sabemos, mas para as pessoas que possuem condições de nos trazer respostas e não para aquelas que nos colocarão mais dúvidas.

Uma boa pergunta é capaz de dissolver a ignorância. Tem o poder de te tirar da ilusão e te trazer para a realidade dos fatos.

O ignorante não faz perguntas, ele tira as próprias conclusões e acaba se tornando arrogante, pois passa a defender linhas de pensamento um tanto quanto fantasiosas.

Não podemos tirar nossas conclusões sem que antes se esgotem as perguntas. E só poderemos dizer que formamos uma opinião sólida a respeito de qualquer assunto para que possamos falar sobre ele com propriedade e credibilidade, quando as respostas que recebemos forem realmente pautadas na verdade e embasadas em estudos consistentes.

Caso contrário serão apenas distorções da verdade, criadas pelo ego inflado ou pelo ego ferido que quer a todo custo estar certo.

Não seja essa pessoa ignorante que tira conclusões precipitadas, culpa e julga os outros sem ter argumentos comprovatórios, e ainda se sente no direito de ser arrogante com as pessoas que possuem opiniões contrárias.

Perguntar o que não sabe, não é besteira, é sinal de humildade, de interesse, de vontade em aprender, em evoluir, em ser melhor.

Portanto, não se acanhe, pergunte sempre que você tiver alguma dúvida, mas pergunte para as pessoas certas, ok? Não se deixe envenenar ou enganar.

Mas se você não consegue fazer perguntas, se você tem vergonha, o melhor é fazer pesquisas online em sites verificados, e não, nunca, jamais, em sites que sejam tendenciosos para um lado ou para o outro. Outra coisa que o jornalismo me ensinou é que devemos sempre buscar a verdade e que a verdade nunca tem apenas um lados, sempre existem pelo menos dois pontos de vistas para um única questão ou fato. Por isso, precisamos sempre ouvir os dois lados.

Para ouvir os dois lados precisamos desenvolver algo extremamente difícil para o ego, a humildade. Mas como desenvolver a humildade em um mundo tomado pelo egoísmo?

Direi a você:

1 – Aceitando suas limitações – Admita que você não é o melhor em tudo – nem em nada. Não importa o quão talentoso você seja, quase sempre há alguém que pode fazer algo melhor do que você. Isso não é um exercício de comparação, ok? É apenas uma constatação e uma motivação para buscar melhorar todos os dias e para não tentar se sobrepor aos outros.

2 – Admira os seus erros – Uma pessoa humilde nunca culpa os outros, sempre assume as responsabilidades diante dos acontecimentos da sua vida. Ela sabe que não é fácil admitir pra si mesmo, mas também sabe que jogar a culpa no outro vai a impedir se tornar uma pessoa melhor.

3 – Não fique na defensiva – a pessoa que está sempre na defensiva, morre de medo de ser responsabilizado por algo, ou de assumir a sua culpa, ou de ser descoberto, ela quer ser vista como perfeita e está sempre se gabando por aí. Não seja essa pessoa! Se você tiver feito algo, assuma a responsabilidade, só assim você poderá aprender e se tornar melhor, caso contrário, você se tornará a cada dia, um pouco pior.

4 – Não queira o reconhecimento só para si – Ninguém faz nada sozinho, por mais que você tenha feito mais ou tido a ideia, aprenda a reconhecer que você precisa dos outros, e que sem eles não seria possível chegar onde você chegou.

5 – Seja grato pelo que você tem e por tudo o que você aprendeu – A vida é uma caixinha de surpresas e quanto mais somos gratos, mais surpresas boas que nos darão motivos para agradecer se apresentam em nossa vida!


Busque sempre a verdade e lembre-se:

PERGUNTAR NÃO OFENDE, NÃO AGRIDE, E NÃO É MOTIVO DE VERGONHA, MAS AFIRMAR O QUE NÃO SABE SIM, É VERGONHOSO E DEMONSTRA IGNORÂNCIA E ARROGÂNCIA!

Por tanto, pergunte com humildade, e pergunte para quem tem conhecimento para te responder, não para quem vai divagar e discursar embasado apenas nos seus próprios interesses e controlado pelo ego.

Não se contente com um olhar ignorante diante da vida, busque experimentar algumas doses de sabedoria.

*Por Iara Fonseca
…………………………………………………………………………………………..
*Fonte: resilienciamag

Exercícios isométricos: em forma sem mover um músculo

Gerar uma grande tensão muscular ativa fibras que o treinamento dinâmico habitual não estimula

Treinar os músculos é pura aritmética de forças opostas. Se o exercício é dinâmico, uma força ganhará de sua contrária: o haltere se eleva porque você faz uma força maior que seu peso, corre porque sua força é maior do que a que te retém contra o solo, salta porque utiliza uma força maior do que a da gravidade e cai após um salto com vara porque a gravidade acaba ganhando a partida. Mas também existe a possibilidade de que as duas forças sejam idênticas e contrárias. Empurre uma parede e mantenha um livro com o braço flexionado em um ângulo de 90 graus. Você se cansa? É porque está fazendo um exercício conhecido como isométrico, não está movendo nada, mas os músculos estão tensionados. “É um tipo de treinamento em que um estímulo ativa as placas motoras (fibras nervosas associadas ao tecido muscular) e há uma contração muscular, mas as articulações não se movem”, diz Antonio López, personal trainer.

Bons exemplos de exercício isométrico são a prancha abdominal e o agachamento estático, nos quais a força para nos manter rente ao chão se equilibra com a da gravidade. A soma de ambas as forças é zero e não há deslocamento possível, mas sim uma ampla utilização de energia. “De acordo com a intensidade da força contrária, o requerimento de força muscular pode ser muito alto para manter os segmentos (as diferentes partes do corpo) em uma posição estática”. Para executar bem o primeiro exercício é preciso “manter as curvas anatômicas das costas e a tensão abdominal e lombar, mas também respeitando a tensão na área das escápulas e dos ombros, é necessário descolar o peito do corpo sem “elevar” as escápulas (fazer com que subam). “No caso dos agachamentos, é preciso apoiar as costas na parede e sentar-se no ar, como se estivesse em uma cadeira imaginária. Para aumentar a tensão pode fazê-los nas pontas dos pés, e apoiar-se em uma só perna. O objetivo é trabalhar os glúteos e quadríceps.

Outros exercícios isométricos são empurrar uma parede —fique diante dela, estenda uma perna e flexione-a, como para fazer um lunge. Estenda os braços, apoie as palmas das mãos na parede na altura do peito e empurre. Trabalhará o peito. Se dobrar os braços, ativará a musculatura do ombro—, a flexão estática. “Em vez de subir e descer, elevamos os braços e mantemos a postura. Depois dobramos os braços e voltamos a mantê-la. Ativaremos o tríceps em diferentes níveis de movimento”. Evidentemente, o abdômen precisa ficar como uma pedra para manter a pélvis elevada (e a barra estática) se pendure na barra, com os braços dobrados em ângulo de 90º e segure. Trabalhará trapézio, peitorais e deltoides, entre outros.

Sete vantagens de fazer isométricos e três precauções
Tendemos a pensar que, por não ocorrer deslocamento corporal, o exercício é menos lesivo, mas não é verdade. “Um alinhamento errado dos segmentos corporais, uma posição errada ao segurar um haltere estaticamente e tentar levantar mais peso do que podemos sustentar também pode provocar estiramentos e rompimentos”. Outro erro comum é o de segurar a respiração (um processo que está relacionado à memória). “Não é preciso fazê-lo. Inspirar e expirar normalmente não interfere na execução do exercício e assegura o envio de oxigênio aos músculos”. E, esteticamente, um rosto congestionado enquanto se executa uma prancha não dá uma boa imagem de si mesmo.

Uma precaução importante. A Fundação Espanhola do Coração não aconselha praticar exercícios isométricos se a pessoa for hipertensa. “O esforço isométrico eleva a pressão arterial pela compressão exercida pela tensão dos músculos sobre sua própria circulação. Ela aumenta em função do grau de tensão e, quando a intensidade do esforço está acima de 70% da força máxima voluntária, a circulação no músculo ativo é praticamente nula. Pelo efeito da compressão, aumentam o retorno venoso, a frequência cardíaca e a força de contração do coração. Tudo isso causa um aumento da pressão arterial”.

Sobre os motivos para se apostar nos exercícios isométricos, esses são os que devemos prestar atenção.


É perfeito para complementar o trabalho dinâmico

O trabalho dinâmico bem feito estimula igualmente todos os momentos do movimento. Em um dia comum na academia, a não ser que você seja um especialista, algumas partes são mais trabalhadas do que outras porque tendemos a acelerar, soltar e oscilar nas posições mais complicadas. “Compatibilizar os isométricos com dinâmicos em certos níveis de movimento permite trabalhar ao máximo esse músculo. Um claro exemplo é o curl de bíceps (é o trabalho mais conhecido com esse músculo: o haltere (ou a barra) é pego com o braço estendido, o braço é dobrado pelo cotovelo até chegar ao ombro e volta a ser baixado. É feito com as costas retas, olhando para a frente e com as pernas ligeiramente flexionadas, enquanto os braços sobem ao mesmo tempo (ou alternadamente). Normalmente, o momento de extensão máxima passa rápido. Isso significa que toda a ativação desejada não ocorrerá. Se alternarmos com um curl isométrico, entretanto, garantiremos a plena ativação nesse nível de máxima extensão”. Segure o haltere com um braço e execute o exercício habitual de estender e subir. Com o outro, segure outro haltere, estenda o braço em um ângulo de 90° graus e mantenha-o em tensão enquanto executa a série com o braço contrário.

Estimula fibras musculares mais profundas
Para executar corretamente um exercício é preciso comprimir bem os músculos. Tudo o que for possível nessa postura. Até mesmo esses que normalmente passam desapercebidos. “As contrações dinâmicas habituais trabalham muito bem as estruturas musculares grandes, como bíceps e peitorais. Com os isométricos podemos controlar a ativação de musculaturas mais profundas, que outros exercícios não estimulam o suficiente”.

Controla a ativação muscular
Com exceção dos especialistas, o mortal comum tende a usar a inércia para completar os movimentos de cada exercício. Acontece quando se faz muito esforço para levantar um peso. No começo se faz conscientemente e lento, mas, à medida que se ganha velocidade, termina como pode. Se depois é preciso baixar, não é incomum ver na academia alguém jogando o peso. “Nos exercícios dinâmicos acontece com frequência que a pessoa não controla bem a força exercida nos diferentes níveis do movimento (as diversas posições adotadas pelo corpo durante o exercício). Em isometria, por outro lado, a tensão nesse determinado segmento é constante e mais consciente. Na prancha, por exemplo, podemos sentir quais músculos estamos ativando”.

Há uma grande variedade para escolher
É possível aplicar modificações em um mesmo exercício simplesmente mudando a posição dos membros. Por exemplo, pegar o haltere com o braço em diferentes angulações para fazer o curl de bíceps. “A mesma coisa com a prancha abdominal. Há poucos anos se tornou moda o ‘desafio do plank’: fazer a prancha e aguentar o máximo que puder. É absurdo. Muito mais produtivo é mantê-la bem e com a postura correta durante 30 segundos, descansar e mudar de postura. Faça uma prancha lateral, a prancha levantando uma perna, levantando o joelho para a frente e para trás enquanto suporta a tensão abdominal, alternando o apoio sobre as duas mãos, incorporando um fundo entre pranchas… A questão é evoluir o estímulo. Assim evitamos a fadiga e ampliamos as fibras musculares que entram em ação. Quando há fadiga já não se trabalha o músculo desejado”.

Ativa a musculatura estabilizadora
Nem todos os músculos têm por função implementar o movimento. Alguns estabilizam um determinado setor corporal para que possamos manter a postura adequada. “Por exemplo, em um isométrico de ombro se ativa a cintura escapular. Trabalhamos o músculo angular da omoplata e o serrátil que farão com que a escápula se mantenha firme em seu lugar”.

Melhora a força, e prepara para aumentar volume
Ao exercer tensão no músculo, acabamos por fortalecê-lo. “Não são exercícios ideais se o que se pretende é a hipertrofia, mas criam uma base para poder realizar os exercícios específicos para hipertrofiar com menos risco de lesão, já que o músculo estará pronto para suportar cargas altas e executar o movimento em diferentes níveis com garantias”.

Traz uma maior tolerância à dor
A dor costuma ser uma companheira de viagem inevitável com o passar dos anos. Há estudos que demonstram que os exercícios isométricos elevam o limite da dor em pessoas acima dos 60 anos, e com uma população cada vez mais envelhecida parece necessário que tenham cada vez mais atenção.

*Por Salome Garcia
……………………………………………………………………………………………………
*Fonte: brasil-elpais

WhatsApp clonado: o que fazer, como resolver e aumentar a segurança

O WhatsApp se tornou um prato cheio para tentativas de golpes virtuais. Só em 2020, o Brasil registrou mais de 5 milhões de contas clonadas do app. Em posse dos perfis, os golpistas pedem dinheiro para os contatos se fingindo passar pela vítima da clonagem.

Como saber se aconteceu com você? E como agir se você for vítima? Confira a seguir algumas dicas reunidas por Tilt para evitar se tornar cair em armadilhas e aumentar a segurança no aplicativo.

Como saber se minha conta no WhatsApp foi clonada?
O WhatsApp tem algumas configurações para aumentar a segurança (como colocar senha e desbloqueio com biometria), mas a plataforma não está isenta de tentativas de fraude.

Caso alguém consiga entrar na sua conta por outro aparelho, você perderá o acesso no seu dispositivo. Isso já é um sinal de alerta de possível clonagem.

Se algo assim ocorrer, você receberá a seguinte mensagem ao abrir o aplicativo: “Não foi possível verificar este telefone. Provavelmente, porque você registrou seu número de telefone no WhatsApp em outro aparelho.”

Se você continua com acesso ao seu perfil e acredita que alguém está utilizando sua conta na versão do WhatsApp para computador (web ou desktop), existe um jeito também para verificar quais equipamentos estão conectados.

No Android:

Abra o app e clique nos três pontinhos no canto superior da tela;
Selecione a opção “WhatsApp Web”;
Veja os itens que estão conectados e, caso não reconheça algum, desconecte-o.

No iOS:
Clique em “Configurações” na sua conta no WhatsApp;
Vá no item “Aparelhos conectados” e confira se existem conexões que você não reconhece;
Clique em cima de cada item e selecione “Desconectar” se achar necessário.

Meu WhatsApp foi clonado: o que fazer?
Tente imediatamente cadastrar de novo a sua conta do WhatsApp em um celular (no seu ou em um aparelho que possa pedir emprestado e que seja de alguém de confiança) — siga o passo a passo detalhado na resposta da pergunta abaixo

Avise seus conhecidos o mais rápido possível que você perdeu acesso ao seu número — muita gente costuma fazer isso pelas redes sociais. Assim, você ajuda a evitar a sequência do golpe, que é, por exemplo, pedir dinheiro usando seu nome.

Como recuperar o WhatsApp clonado?
Insira o número de telefone associado ao seu perfil do WhatsApp em um aparelho e aguarde o recebimento do código de seis dígitos que o app enviará por SMS para o seu celular. Ele é código de autenticação que serve para liberar o acesso da conta apenas a quem possuí-lo

Assim que você digitar essa combinação, a conexão do golpista será desconectada. Nunca compartilhe esse código de registro do WhatsApp com outras pessoas.

Se a confirmação em duas etapas estiver habilitada na sua conta, será necessário informar ainda PIN, uma senha numérica com seis dígitos. Se você não se lembrar ou não souber, vai ser preciso aguardar sete dias para usar o serviço novamente, mas o criminoso já estará sem acesso à sua conta.

Fiz tudo isso, mas não consegui recuperar a minha conta. E agora?
Se não for possível reconectar o número ao aplicativo após a clonagem, entre em contato com o suporte do WhatsApp pelo site oficial explicando o que aconteceu.

Forneça as informações necessárias solicitadas na tela e selecione em qual dispositivo você usa o WhatsApp. Insira sua mensagem no campo destinado e clique em “enviar pergunta”.

Você também deve enviar um email para support@whatsapp.com com a seguinte frase no assunto e no corpo do texto: “Perdido/Roubado: Por favor, desative minha conta”. Inclua também o seu telefone no formato internacional: +55 (código do Brasil), o DDD de sua área e o número do celular.

Esse processo pode demorar alguns dias. Sua conta será desativada e você terá 30 dias para reativá-la.

WhatsApp foi clonado e agora pede um PIN para reconectar: como resolver?
Isso acontece quando a autenticação de duas etapas está ativada. O criminoso pode ter feito isso após a clonagem, e por isso o PIN é solicitado.

Será necessário entrar em contato com o suporte do WhatsApp para tentar recuperar o seu perfil (siga o passo a passo acima).

Conversas antigas poderão ser acessadas?
O serviço do WhatsApp é protegido com criptografia de ponta a ponta e as mensagens são armazenadas no próprio celular. Se a conta for acessada de outro dispositivo que não o seu, conversas antigas não poderão ser lidas.

Da mesma forma, não será possível saber se o golpista conversou com alguém enquanto usou sua conta.

Como deixar o WhatsApp mais seguro?
Ativar a confirmação de duas etapas com a criação de uma senha extra é uma das maneiras. O PIN é uma combinação composta por seis dígitos e será exigido quando o login for feito em um novo aparelho.

Mesmo que o criminoso tenha acesso ao código de autenticação do WhatsApp) enviado via SMS), ele não conseguirá acessar o seu perfil se não souber essa nova senha.

Além disso, o WhatsApp pode pedir ocasionalmente que você digite o número do PIN enquanto estiver usando o serviço para confirmar que você é você mesmo.

No Android:

Clique nos três pontinhos no canto superior da tela;
Selecione a opção “Configurações”;
Clique em “Conta”;
Aperte “Confirmação em duas etapas”;
Cadastre uma senha numérica com seis dígitos.

No iOS:

Clique em “Configurações”;
Vá até o menu “Conta”;
Selecione a opção “Confirmação em duas etapas”;
Cadastre uma senha numérica com seis dígitos.
Um endereço de email pode ser cadastro para a recuperação do código PIN, caso você o esqueça.

Como evitar a clonagem?
Além de habilitar a confirmação em duas etapas, sempre desconfie de mensagens estranhas e telefonemas com pedidos para enviar um código de seis dígitos recebido por SMS.

Os golpistas costumam ter alto poder de persuasão e usam as mais variadas desculpas como: “você ganhou um prêmio”, “estou fazendo uma pesquisa para o Ministério da Saúde sobre covid-19” e “temos promoções em nossa loja”.

Ao usar o serviço no PC, cuidado com páginas falsas, que vão usar um QR Code falso para acessar sua conta.

Como bloquear uma suspeita de clonagem?
Ao receber uma mensagem suspeita, você pode bloquear o remetente diretamente no WhatsApp. É só clicar no nome do perfil para ver os dados, rolar até o final da tela e acionar “bloquear contato”.

O número pode ainda ser denunciado ao WhatsApp, clicando em “denunciar contato”. Assim, as últimas mensagens serão encaminhadas para o serviço, que poderá desativar a conta suspeita.

Recebi uma mensagem de um número clonado. Como agir?
Se você suspeita que a mensagem veio de um número clonado, tente ligar e falar com a pessoa. Outra opção é fazer contato pelas redes sociais.

Em último caso, peça para a pessoa confirmar algo que só vocês sabem se é verdade ou não, eliminando dúvidas sobre quem está do lado de lá da linha.

*Por Vinícius de Oliveira (Colaboração para Tilt)
………………………………………………………………………………………………..
*Fonte: uoltilt

Quem vive evidenciando os defeitos alheios, está tentando esconder os próprios!

Quem vive evidenciando os defeitos alheios, está tentando esconder os próprios!

Toda vez que eu viro a lanterna em outra direção, eu me coloco na sombra.

E é assim que muita gente gosta de viver, nas sombras; à margem de si mesmo, camuflando sua verdadeira face do mundo.

Como se ao apontar os defeitos alheios tivessem os próprios defeitos amenizados.

Eu falo do outro para não dar brecha para falarem de mim; eu aponto para o outro, para desviar a atenção de mim.
Pois eu corro muito de gente assim.

De “santos” e gente “perfeita” o inferno está cheio.

Fica a reflexão.

Mas uma coisa é certa:

NÃO ESPERE MAIS CONDESCENDÊNCIAS DE UMA MULHER QUE APRENDEU A SE CURAR SOZINHA QUANDO LHE VIRARAM AS COSTAS E A CRITICARAM DE TODAS AS MANEIRAS POSSÍVEIS.

Muitas vezes, apelam para o nosso bom senso, para o nosso lado mais humano e gentil, porque nós mulheres temos essa característica forte de agregar, de cuidar de todos, de colocarmos todo mundo embaixo das asas.

Mas não podemos deixar que usem nossos nobres sentimentos para nos aprisionar, para nos escravizar.

Tudo precisa ter um limite. A condescendência também.

Quando uma mulher descobre a força que tem e que é plenamente capaz de viver bem sozinha, de segurar a onda, de dar conta da própria vida, ela encontra um caminho sem volta para quem a feriu, para quem a deixou quando mais precisava.

E principalmente, quem a criticou e evidenciou seus defeitos para se sentir superior escondendo seus próprios defeitos.

Não permita que essas pessoas te usem para esconder a verdade sobre elas mesmas.

Fuja de gente assim!

Aprender a ficar sozinho é um processo transformador.

Fácil não é, mas é totalmente possível aprender a ficar sozinho e se tornar seu melhor amigo.

Se faltam pessoas que te elogiam, não aceite ficar com as que te criticam.

*Por Bruna Stamato
……………………………………………………………………………………
*Fonter: seuamigoguru

4 dicas saborosas para fazer pizzas vegetarianas

O chef Henrique Campos ensina como alcançar sabores intensos nas pizzas sem carne.

Atualmente estima-se que 30 milhões de brasileiros são vegetarianos, ou seja, não comem nenhum tipo de carne ou ingrediente de origem animal. Esse é, portanto, um mercado em expansão para os chefs de cozinha, que inovam para criar pratos saborosos extraindo o melhor de frutas, legumes, verduras e oleaginosas.

O chef Henrique Campos é especialista em gastronomia italiana e notou a necessidade de incluir pratos vegetarianos e veganos no cardápio do seu restaurante, o Figurate Italian Food, principalmente nos sabores das pizzas. “Cada vez mais os pedidos sem carne crescem e é preciso estar atento à demanda. O grande segredo de uma pizza vegetariana ou vegana gostosa de verdade é testar ingredientes e combinações até extrair o máximo de sabor das combinações”, afirma.

Com pizzas vegetarianas e veganas em seu cardápio, a operação gastronômica que atende por delivery em Curitiba, o chef Henrique Campos elenca dicas para quem deseja fazer uma deliciosa pizza sem carne. Anote:

1. Explore queijos diferentes
Existem centenas de receitas de queijos feitos com ingredientes de origem vegetal disponíveis na internet, todas muito, mas muito saborosas. Para quem acha que o gosto é diferente, não se engane, fica muito similar, inclusive com a textura parecida. Os mais comuns são com oleaginosas, como amêndoas e castanhas, mas existem receitas até com grão de bico e mandioca.

“A dica é testar, eu gosto muito dos queijos com castanha, ficam semelhantes a um queijo feito de leite, combina muito com pizza e são mais fáceis de encontrar”, diz o chef.


2. Capriche no molho de tomate

A receita tradicional do molho de tomate é vegana, já parou para pensar nisso? É cebola, alho, tomate e temperos à gosto, fácil e rápido.

“O molho de tomate faz toda a diferença na pizza, por isso aconselho caprichar nessa etapa, escolhendo bem os tomates e temperando com atenção. Isso vai fazer toda a diferença”, ressalta.


3. Aposte na abobrinha

A abobrinha é um ingrediente versátil, rápido de fazer e que a maioria das pessoas aprova. Seja em lasanhas, salgados, empadões, a abobrinha harmoniza fácil com outros ingredientes. Uma pizza com queijo e abobrinha temperada pode ser um bom início para quem está começando a preparar ou consumir pizzas vegetarianas e veganas.

4. Cogumelos sempre
Os cogumelos são um clássico da culinária internacional e o funghi é, inclusive, um dos ingredientes mais queridos da gastronomia italiana. Está presente em massas, risotos, sopas e, claro, pizzas. Que tal experimentar em sua próxima

“Cogumelos são saborosos e trazem uma textura interessante para a pizza, além do valor protéico. Vale a pena investir”, finaliza o chef.

…………………………………………………………………………………………
*Fonte: ciclovivo

Epifenomenalismo: uma das idéias mais perturbadoras da filosofia

E se você não importa? E se todos os seus pensamentos, sentimentos preciosos, grandes sonhos e medos terríveis forem completamente, totalmente, espetacularmente irrelevantes? Será que toda a sua vida mental é apenas um espectador inútil, olhando enquanto seu corpo faz as coisas importantes para mantê-lo vivo e correndo? Qual é realmente o objetivo de um pensamento?

Essa é a visão do “epifenomenalismo” e pode ser apenas uma das idéias mais perturbadoras de toda a filosofia.


O toque inútil do relógio

Em qualquer dia, tomaremos milhares de decisões e realizaremos inúmeras ações. Movemos nossas pernas para andar, abrimos nossas bocas para comer, sorrimos para nossos amigos, beijamos nossos entes queridos e assim por diante. Hoje, sabemos o suficiente sobre neurociência e fisiologia para dar um relato completo e completo de como isso acontece. Podemos apontar as partes do cérebro que são ativadas, a rota que os sinais nervosos percorrerão para cima e para baixo no corpo, a forma como os músculos se contraem e como o corpo reagirá. Podemos, em resumo, dar um relato físico completo de tudo o que fazemos.

A questão, então, é: qual é o objetivo de nossa consciência? Se pudermos explicar todo o nosso comportamento de maneira bastante feliz (ou “suficientemente”, como os filósofos gostam de dizer) com causas físicas, o que resta para nossos pensamentos fazerem?

O antropólogo Thomas Huxley argumentou que nossos pensamentos são um pouco como o carrilhão de um relógio a cada hora. Faz um som, mas não faz nenhuma diferença na hora. Da mesma forma, nossos pensamentos e sentimentos subjetivos podem ser muito agradáveis ​​e parecer muito especiais para nós, mas são completamente alheios.

O problema do dualismo mente-corpo
Tudo isso se origina de um problema fundamental do dualismo, que é a ideia filosófica de que a mente e o corpo são coisas diferentes. Há algo intuitivo nessa ideia. Quando imagino um dragão voador com hálito de fogo e asas coriáceas, isso é totalmente diferente do mundo físico dos lagartos, velas e morcegos. Ou, dito de outra forma, você não pode tocar com o dedo ou cortar com uma faca o que acontece na sua cabeça. Mas não gostamos de acreditar que nossos pensamentos não existem. Então, quais são eles?

O problema no dualismo é entender como algo mental, não físico e subjetivo pode afetar o mundo físico e especialmente meu corpo físico. No entanto, isso acontece claramente. Por exemplo, se eu quiser um cupcake, movo minha mão em sua direção.

Então, como o imaterial pode afetar o material? Este “problema de interação causal” não é facilmente resolvido, e por isso alguns filósofos preferem a resposta epifenomenalista: “Talvez nossas mentes não façam nada.” Se quisermos manter a ideia de que nossas mentes existem, mas de uma maneira completamente diferente do mundo físico, então seria mais palatável descartar a ideia de que elas fazem qualquer coisa.

Teoria da informação integrada
Então, qual é o objetivo da consciência? Existem alguns, como o neurocientista Daniel De Haan e os filósofos Giulio Tononi e Peter Godfrey-Smith, que argumentam que a consciência pode ser melhor explicada pela “teoria da informação integrada”.

Nessa teoria, consciência é algo que emerge da soma de nossos processos cognitivos – ou, mais especificamente, da “capacidade de um sistema de integrar informações”, como escreve Tononi . Em outras palavras, a consciência é um produto líquido de todas as outras coisas que nossa mente está fazendo, como sincronizar entradas sensoriais, concentrar-se em objetos específicos, acessar vários tipos de memória e assim por diante. A mente é um supervisor no centro de uma enorme teia e é o resultado ou subproduto de todas as coisas incrivelmente complexas que precisa fazer.

Mas esse tipo de teoria “emergentista” (uma vez que a mente “emerge” de suas operações) nos deixa com algumas questões epifenomenais. Parece sugerir que a mente existe, mas pode ser totalmente explicada e explicada por outros processos físicos. Por exemplo, se supomos que nossa consciência é o produto de nossas entradas sensoriais complexas e variadas, como Godfrey-Smith oferece, então o que o pensamento consciente realmente adiciona à equação de que nossa visão, cheiro, interocepção e assim por diante já não estão fazendo ? Por analogia, se “engarrafamento” é apenas o termo para uma coleção de carros e caminhões parados, o que o conceito de “engarrafamento” acrescenta que todos esses veículos ainda não oferecem? Um engarrafamento não tem um papel causal a desempenhar.

Isso não quer dizer que a consciência seja um erro ou não tenha valor. Afinal, sem ele, eu não seria eu e você não seria você. O prazer não existiria. Não haveria mundo algum. Não podemos nem imaginar uma vida sem consciência. E o epifenomenalismo acredita que eventos físicos, como nossas faíscas sinápticas e interações neuronais, causam nossos eventos mentais.

Mas se o epifenomenalismo estiver correto, isso significa que nossos pensamentos não acrescentam nada ao mundo físico que ainda não esteja em andamento. Isso significa que estamos trancados em nossas cabeças. Todos os pensamentos e sentimentos são, em última análise, sem sentido ou sem sentido. Somos como crianças fingindo que dirige um carro – pode ser muito divertido, mas realmente não estamos no comando.

*Por Jonny Thomson  (ensina filosofia em Oxford. Ele administra uma conta popular no Instagram chamada Mini Philosophy (@ philosophia ).
………………………………………………………………………………………………………
*Fonte: pensarcontemporaneo

Rolling Stones: A importância do blues na obra da banda

É setembro de 1965. o baterista Charlie Watts se aproxima do microfone vestido com um paletó elegante e apresenta “um dos nossos números preferidos” à plateia de um teatro lotado em Dublin, na Irlanda. O músico, na época com 24 anos, volta para seu instrumento modesto e os Rolling Stones mandam ver com “Little Red Rooster”, blues escrito por Willie Dixon e gravado em 1961 por Howlin’ Wolf.

O riff de Keith Richards briga com os acordes tenazes da slide guitar de Brian Jones. Os mil adolescentes presentes recebem a interpretação dos Stones com berros agudos e altíssimos, mostrando como a música era fabulosa. Mais tarde, o público causaria uma confusão de verdade, invadindo o palco – algo que não passava de um acontecimento normal em qualquer turnê da banda.

Dez meses antes, os Stones tinham conseguido colocar sua versão crua do blues de Chicago em 12 compassos no topo da parada de singles do Reino Unido (apesar de as rádios dos Estados Unidos se recusarem a tocar a canção, desconfiadas de que o galo atrevido da letra – rooster, em inglês – não era, na realidade, um pássaro). “Little Red Rooster” parece continuar sendo o único blues tradicional na história ao chegar ao primeiro lugar na Grã- Bretanha.

“É uma loucura”, diz Mick Jagger cinco décadas depois, em um dia do fim de outubro em Manhattan, Nova York, refletindo sobre o feito, lembrando a gritaria das fãs quando tocavam a canção. Ele dá risada. “Sabe, é louco. Quer dizer, era uma coisa esquisita, porque a gente podia ter feito qualquer coisa naquela época e teria chegado ao número 1. Essa era a questão.”

Jagger usa uma camisa social branca com estampa azul bem sutil e calça preta superjusta, provavelmente do mesmo tamanho da calça xadrez que ele usou no palco há 51 anos. Parece ter a idade que tem, ao mesmo tempo que não parece coisa nenhuma.

Assim como em todas as primeiras gravações de blues dos Stones, Jagger diz que “Little Red Rooster” foi feita “por amor”. “Nós éramos garotos, e estávamos como que fazendo uma pregação. Os Beatles, em certa medida, faziam a mesma coisa – falavam da música que adoravam, que era sempre, tipo, soul.”

A música dos Stones estava enraizada com mais firmeza nas influências deles, mas a banda foi além em sua homenagem. Em maio de 1965, eles praticamente forçaram os produtores do Shindig!, programa de TV norte-americano da rede ABC dedicado ao rock, a apresentar Howlin’ Wolf em pessoa. Os Stones permaneceram sentados aos pés do homem de 1,90 metro, 125 quilos e 55 anos enquanto ele vociferava “How Many More Years”, pulando sem sair do lugar e ganhando alguns improváveis berros de adolescentes.

“Quando aqueles álbuns de blues saíram”, Jagger conta, “eram, de alguma maneira, para o público deles, música pop. Tocavam como tocariam Kendrick Lamar. Para mim, coloque de lado os gêneros e é só música pop.”

Agora os Stones retornam ao blues com Blue & Lonesome, uma coleção (quase) toda gravada ao vivo em estúdio com 12 músicas originalmente interpretadas por gente como Little Walter, Jimmy Reed e, mais uma vez, Howlin’ Wolf. É o primeiro álbum dos Stones que não tem nenhuma faixa assinada por Jagger-Richards; até The Rolling Stones (1964), o álbum de estreia, tinha um par de tentativas de composição.

Gravar Blue & Lonesome foi fácil – demorou três dias inteiros. “Ele se fez sozinho”, diz Richards. Mas, como Ronnie Wood observa, foi também produto “da pesquisa de uma vida inteira, na verdade”.

Encontrar o momento e a forma certa de lançá-lo foi mais difícil. Jagger conta: “Eu perguntei para a gravadora se podia fazer com que aquilo fosse música pop, se dava para vender”. O álbum nasceu de sessões de gravação que supostamente seriam para um LP de faixas originais dos Stones, ainda em sua fase embrionária. O vocalista ficou se perguntando se deveriam esperar até terminar o álbum de inéditas, quem sabe lançar os dois juntos.

A última vez que os Stones conseguiram finalizar um trabalho de estúdio com faixas novas foi em 2005, com A Bigger Bang. “A gravadora deve ter dito agora: ‘Bom, o álbum seguinte nunca vai sair. É melhor lançar este logo’”, Jagger diz, retorcendo aqueles indefectíveis lábios em um sorriso descomunal. “Eu não os culpo. Eu provavelmente teria feito o mesmo. ‘Agora que temos alguma coisa, melhor lançar logo’.”

O jeito como Mick Jagger e Keith Richards concordam a respeito de Blue & Lonesome é o que há de mais curioso na concepção do álbum. Os dois, no momento, passam pelo quarto ano de pacificação depois que alguns comentários cáusticos de Richards sobre Jagger em Vida, autobiografia do guitarrista, quase minaram a reunião de 50 anos da banda.

Eles estão animados de verdade em reviver as raízes dos Stones. De fora, o projeto pode parecer mais coisa de Richards, o tipo de jogada retrô que seria mais do gosto dele, enquanto o Jagger da imaginação dos fãs estaria ocupado em forçar os Stones a trabalhar, por exemplo, com artistas como o Chainsmokers. O vocalista diz que o estereótipo sobre ele não está totalmente errado, mas que, neste caso, “todos estávamos igualmente a fim. Eu estava tão dentro do projeto quanto todos os outros”.

“Este é o melhor álbum que Mick já fez”, afirma Richards, sempre fã da gaita emotiva que Jagger toca e que floresce no novo trabalho. “Foi maravilhoso ver o cara fazendo com prazer o que realmente consegue fazer melhor do que qualquer outra pessoa.” Ele faz uma pausa. “Além do mais, a banda [os Stones] até que não é assim tão ruim.”

Depois que se estabeleceram com um repertório autoral e a onda inicial de covers arrefeceu, os Rolling Stones não deixaram de tocar velhos blues no palco e, principalmente, em ensaios.

As cerca de 200 horas de sessões de gravação de Exile on Main St. (1972), por exemplo, foram pontuadas por tentativas recorrentes de resgatar coisas antigas, com a intenção de espairecer no meio do trabalho de parto das músicas novas. Duas delas – “Shake Your Hips”, de Slim Harpo, e “Stop Breakin’ Down”, de Robert Johnson – entraram em Exile… “É igual a gengibre em restaurante de sushi”, compara Don Was, coprodutor de Blue & Lonesome. “Você usa para limpar o paladar.”

No ano de 1968, Jagger declarou à Rolling Stone que a banda sempre teve a intenção de ir além do blues. “De que adianta escutar a gente tocando ‘I’m a King Bee’ se você pode escutar o original com Slim Harpo?”, disse. Em sua melhor forma, os Stones não simplesmente imitavam quem os inspirava. Não eram puristas, talvez com a exceção de Brian Jones; os fãs de blues olhavam feio para eles por tocarem criações de Chuck Berry nos primeiros shows. Entre os hipsters do R&B na Londres do início da década de 1960, “esse tipo de psicologia reversa sempre se aplicava”, afirma Richards. “Qualquer um que tivesse um LP de sucesso era considerado uma porcaria.”

 

 

“Você era meio forçado a ser purista porque os clubes não queriam uma banda de rock”, Jagger lembra. “Então, fingíamos ser puristas do blues para sermos contratados. A verdade é que tocávamos qualquer coisa nos ensaios – de Ritchie Valens a Buddy Holly.”

Essa irreverência formou a visão deles na questão do blues. A versão frenética para “I Just Want to Make Love to You”, de Muddy Waters, em 1964, devia muito de sua abordagem a Bo Diddley, uma mistura cheia de frescor que ajudou a dar origem ao rock de garagem.

Os Stones também não acertaram o riff original de “Little Red Rooster”. Tocaram mais como se fosse “Mannish Boy”, de Muddy Waters. Beberam ainda da versão de Sam Cooke de 1963, com uma pegada leve e soul. Mais tarde, Eric Clapton lembrou-se de como Howlin’ Wolf se deu ao trabalho de ensinar a ele a versão original quando gravaram para The London Howlin’ Wolf Sessions, em 1971, com o senhor de idade lhe dizendo: “Não é nada do jeito como você acha que é”.

E, em 2016, Jagger finalmente está pronto para admitir que os Rolling Stones têm algo a adicionar a esse tipo de música. “O negócio do blues é que muda em incrementos muito pequenos”, ele explica. “As pessoas reinterpretam aquilo que conhecem – Elmore James reinterpretou licks de Robert Johnson, e Muddy Waters também. Então, não estou dizendo que estamos dando os mesmos saltos que eles, mas não conseguimos deixar de reinterpretar essas músicas.”

Em dezembro do ano passado, os Rolling Stones se reuniram no estúdio British Grove, do guitarrista Mark Knopfler, em Londres, para começar a trabalhar em uma fornada de canções originais. Mick Jagger faz questão de ser vago em relação à natureza das faixas. “Espero que seja um álbum muito eclético”, ele desconversa. “Espero que uma parte seja reconhecível como Stones, e outra parte Stones como você nunca ouviu, talvez.”

O estúdio de Knopfler é equipado com uma mistura ideal de equipamento vintage e moderno, com pé-direito alto e piso brilhante de madeira clara. Também era um ambiente totalmente desconhecido para os Stones. “Eu conheço os Rolling Stones”, diz Richards. “Eu sei que, se forem gravar música nova em um lugar ao qual não estão acostumados, às vezes demora semanas até começarem a se sentir à vontade lá.”

Então, Richards disse a Ronnie Wood que aprendesse a tocar “Blue and Lonesome”, de Little Walter, um lado B melancólico de 1965 para ser usado possivelmente para quebrar o gelo. Wood se lembra de haver recebido a sugestão por fax bem antes do início das sessões de gravação.

No segundo dia no British Grove, Richards sentiu sua previsão se tornar realidade. “O estúdio está lutando contra mim”, ele se lembra de ter pensado. “Está lutando contra a banda.

O som não está saindo.” Ele sugeriu “Blue and Lonesome”. Jagger mandou ver na gaita no tom certo e a banda fez duas passagens rápidas. “De repente”, Richards conta, “o estúdio começou a obedecer e algo passou a acontecer – um som surgiu, e foi muito bom”.

Uma dessas duas passagens acabou no álbum, e é extraordinária, com Wood tocando a guitarra principal de forma frenética; Richards o segue em acordes grandiosos e sombrios; Watts acerta na bateria contida da faixa original; Jagger vai fundo em sua gaita e entrega o vocal menos cheio de maneirismos da carreira. “Baby, please, come back to me” (“querida, por favor volte para mim”), ele suplica.

Depois, Jagger – que diz que já estava pensando em um álbum de blues dos Stones – surpreendeu a todos ao pedir mais covers. Naquela noite, ele examinou a coleção de MP3 dele e voltou no dia seguinte com outras ideias para músicas.

E, para dar ainda mais força aos bons augúrios da empreitada, um convidado especial deu as caras. No primeiro dia, Eric Clapton estava, por acaso, mixando um álbum dele no British Grove quando foi dar uma olhada no estúdio em que estavam os Stones. O guitarrista, que quando ainda era adolescente havia visto os Stones tocando blues, ficou estupefato.

“Eric entrou e teve a mesma reação que qualquer fã teria”, diz Don Was. “Ele não estava acreditando que podia estar tão perto de algo tão emblemático e poderoso. Estava com uma expressão incrível.”

Pediram a Clapton que participasse de duas faixas e ele acabou pegando uma das guitarras de Richards, uma Gibson semiacústica, em vez de usar o modelo Stratocaster que toca quase exclusivamente há décadas. Isso o ajudou a retomar o tom denso do tempo com os Bluesbreakers de John Mayall na década de 1960: dá para ouvir a banda batendo palmas para ele no fim de “I Can’t Quit You Baby”.

 

 

Tudo aconteceu tão rápido e com tanta naturalidade que a banda nem chegou a conversar sobre o que estava fazendo, nem mesmo reconheceu que tudo aquilo poderia resultar em um álbum. “Eu nem tive tempo de trocar de guitarra”, diz Wood. “Tudo correu de forma muito intensa e rápida. Foi tipo: ‘Certo, vamos fazer isto – esta aqui e mais esta’. Alguns dos riffs mais difíceis faziam meus dedos sangrarem, e Mick dizia: ‘Pronto, vamos fazer de novo, então!’ E a gente falava: ‘Espera! Olha os meus dedos!’ Foi um trabalho duro de verdade, mas eu adorei.”

Para Jagger, foi uma oportunidade de se esbaldar como gaitista de blues. Um assunto que desperta um entusiasmo nerd que mal combina com ele. “Se eu soubesse que ia ter que fazer isso, teria passado alguns dias ensaiando”, ele diz. “Porque às vezes eu faço isso, fico em casa tocando. Na verdade, é bem fácil; quer dizer, é só colocar qualquer coisa para tocar, um monte de álbuns do Muddy Waters.” Muddy “Mississippi” Waters – Live, um LP de 1979 com participação de Johnny Winter, é um dos preferidos de Jagger por esse motivo.

O vocal de Jagger também impressiona pela autoridade. O tom camp que ele adicionou ao gênero no passado se foi, substituído por algo mais sinistro e profundo, talvez refletindo o peso de perdas na vida real. “Você pode se colocar dentro das músicas como um homem de 70 anos, de um jeito que não era possível quando você tinha 21, porque não tinha passado por aquelas coisas”, afirma Was.

“Em algumas das faixas, eu pareço bem velho, e em outras não”, Jagger faz o contra-ponto. “Uma parte soa como se eu estivesse com meus 20 anos fazendo estas coisas. Na verdade, eu não tive intenção de soar assim. Eu deveria ser mais maduro!”

Enquanto Muddy Waters esteve na Inglaterra em 1966, um jornalista perguntou ao bluesman, na época com 53 anos, o que ele achava de Jagger e dos Stones. “Ele pegou minha música, mas me deu um nome”, Waters teria respondido. Tecnicamente, é claro, foi Waters que deu aos Stones o nome deles, por meio do single de 1950 “Rollin’ Stone”. Mas ele estava falando metaforicamente: para começo de conversa, Waters provavelmente não estaria fazendo um grande show em Londres se não fosse pelos Stones.

Os Stones nunca questionaram o direito que tinham de cantar e tocar blues. Aquilo que hoje é considerado por alguns como apropriação cultural não é nem um pouco pecado na cabeça deles, nem no passado, nem agora. “Não acho que tenhamos pensado nisso”, declara Jagger antes de se lançar em uma tirada sobre os primórdios do jazz, quando músicos brancos como o cornetista e pianista Bix Beiderbecke foram rapidamente assimilados pelo gênero, mas “as reclamações na verdade eram por causa do fato de que os brancos ganhavam mais dinheiro”.

Richards tem sua própria resposta à questão. “Sou tão negro quanto a porra do ás de espadas, cara”, ele diz na lata. “Pode perguntar a qualquer um dos meus irmãos.” Ele prossegue: “Quando eu era criança, não sabia qual era a cor das pessoas. Não penso no blues como sendo de uma cor específica, de jeito nenhum. Obviamente, tem a história. Mas também existiram escravos brancos. Existem montes de músicas de trabalho que remontam há um tempão. Veja o Egito. Na verdade, é bem judeu. Sabe, as pessoas fazem isso desde o começo da história”.

No fim, Jagger faz uma pergunta retórica: “Por acaso prejudicou a música, este influxo de estrangeiros e de pessoas de fora que entraram na tradição do blues, ou isso ajudou a música? Os artistas com quem conversei, Muddy Waters, Howlin’ Wolf, quando estavam vivos, achavam que tinha ajudado. Existe um intercâmbio”.

Buddy Guy, parceiro de jam ocasional dos Stones e porta-estandarte do blues de Chicago, concorda. “Eles fizeram muito pelo pessoal do blues, principalmente pelos negros”, Guy pontua. “Colocaram a música aonde a gente nunca tinha colocado antes, e simplesmente permitiram que o mundo soubesse quem éramos. Não chegaram lá e simplesmente disseram: ‘Bom, isto aqui é novidade’.”

Mesmo antes dos Stones, os bluesmen de Chicago davam apoio aos músicos brancos – Muddy Waters foi mentor do gaitista Paul Butterfield na década de 1950, por exemplo. E os Stones se aproximaram do pessoal da Chess Records, a começar por sua peregrinação ao QG da gravadora em 1964, quando fizeram amizade com Waters. Há muito tempo Richards afirma que o bluesman estava pintando o teto quando eles chegaram, fato que Marshall Chess negou – mas o guitarrista continua afirmando que isso aconteceu: “Por que eu iria me dar ao trabalho de inventar isso?”

“Muddy fez a gente se sentir como se realmente fizesse parte daquilo”, relembra Richards. “Ele meio que levava você lá para dentro. E Howlin’ Wolf era bem parecido. Não tinha nada de: ‘Bom, eu não sabia que brancos eram capazes de tocar assim’. Nós fizemos uma conexão, e eles não se impressionavam com a cor que você por acaso tinha ou qualquer outra coisa. Claro que Muddy e o resto do pessoal reconheceram que, por algum motivo, os Stones tinham levado a música de volta aos Estados Unidos e feito com que voltasse a fazer sucesso. Ou não tanto fazer sucesso, mas a trouxeram ao foco da atenção mais uma vez. Tenho orgulho disso, e essa é provavelmente a única coisa que vai me fazer ir para o céu.” Ele solta uma longa gargalhada.

Ao contrário de muitos guitarristas de blues, Richards nunca teve muito interesse em ser um virtuoso da guitarra solo. Ele tinha mais fascínio por guitarristas de apoio como os irmãos David e Louis Myers, que tocavam com Little Walter. “A ideia era fazer a porra da banda mandar ver junta”, ele diz. “Um solo rápido e pungente aqui, bum, maravilha. Para mim, o fascínio sempre foi o fato de quatro ou cinco caras serem capazes de criar um som que soa muito maior do que o número real de sujeitos que na verdade estão envolvidos.”

Richards está convencido de que o rock perdeu seu gingado, a parte do “roll”,distanciando-se de suas influências afro-americanas com o advento do baixo elétrico há cerca de 60 anos. “Em meados da década de 1960, o pior guitarrista da banda passa a tocar baixo”, ele analisa. “Então, ele faz plunk-plunk-plunk, e isso é uma coisa muito europeia.”

Já que está falando do assunto, compartilha mais uma opinião: “Jimi Hendrix, por exemplo. Amo o cara do fundo do coração. Incrível. Mas acabou com [o som] da guitarra com aquela coisa de serra assobiando. É o que dizem sobre o John Coltrane com o saxofone. Músico fantástico. Infelizmente, ele destruiu o instrumento, porque depois daquilo todo mundo só passou a fazer rosnado.”

Em outubro, quando os Rolling Stones pisaram no palco do festival Desert Trip em Indio, na Califórnia, alguns pensamentos passaram pela cabeça de Mick Jagger. “O palco tinha 30 metros de largura a mais do que o nosso palco normal, que, aliás, já é bem grande, e eu costumo correr por ele”, conta.

“E ouvi dizer que ninguém mais ia até a ponta, tirando eu. Então, por que porra construíram aquele palco? Era só para mim? Fiquei pensando: ‘Por quanto tempo eu vou conseguir fazer isso, porra? Por quanto tempo eu vou conseguir correr em um palco de 100 metros?’ Não sei dar essa resposta. Quer dizer, até quando eu puder. E daí eu devo parar de fazer show quando não puder correr o palco de 100 metros, é isso? Significa que eu vou ter que parar? Ninguém mais está usando o palco de 100 metros!”

Já em 1986, Richards sugeria que Jagger simplesmente ficasse parado na frente do microfone e cantasse, uma ideia que faz os olhos de Jagger dispararem para o alto. “Esse é um bom conselho, Keith”, ele diz, com sarcasmo cáustico. “Valeu demais. É muito útil. Ele deveria parar de tocar guitarra. Quer dizer, fala sério! Existe alguma outra opção além de: ‘Vai correr os 100 metros ou vai ficar sentado?’ Ainda dá para se mexer um pouco no meio!”

Apesar de Jagger culpar o campo empoeirado de Indio por um ataque recente de laringite – e de a princípio ter questionado a ideia de um festival de “gente velha, com mais de 70 anos, branca, tocando as mesmas músicas de sempre” –, a banda se divertiu no Desert Trip, tratando o evento como um reencontro do pessoal do rock que se consagrou nos anos 1960.

Estavam todos especialmente felizes por ver Bob Dylan, que acabava de ser nomeado para o prêmio Nobel e trouxe roupinhas de presente para as gêmeas de 6 meses de Wood. Ele e Watts perguntaram a Dylan como ele estava se sentindo com a honra. “Ele respondeu: ‘Não sei. Como eu deveria me sentir? Será que é bom?’ Eu disse: ‘Está de brincadeira. A gente achou fantástico de verdade e você merece’. E Dylan questionou: ‘Mereço?’”, conta Wood.

Richards está no escritório de seu empresário no Soho, em Nova York, jogado majestosamente em um sofá marrom embaixo de um pôster antigo de turnê dos Stones. Nos pés dele estão os mesmos tênis Nike de um vermelho bem forte em que Dylan reparou quando eles se encontraram no Desert Trip: “Belos tênis”, Dylan disse a ele, ao que Richards respondeu: “Achei que você nem ia reparar”.

 

 

O guitarrista usa um sobretudo cinza, jeans justo e uma camiseta em que se lê “Do not x-ray” (“não tire raio X”). A testa dele está coberta por uma faixa em estilo rasta e ele segura um Marlboro aceso. Pela primeira vez na vida adulta, Richards perdeu a feição esquelética. Está com o rosto mais cheio. Parece quase… saudável. O ferimento na cabeça em 2006 significou “adeus à cocaína”, ele explica. “Eu na verdade estava de saco cheio daquela coisa. Tinha se tornado um vício.” Segundo Richards, largar a droga faz “você compensar todas as refeições perdidas e todo o sono perdido”.

Wood está sóbrio desde 2010 e chegou até a parar de fumar pelo nascimento das filhas, mas Richards não foi assim tão longe. “Eu gosto de uma bebida de vez em quando”, ele diz. “E eu gosto de um bom pedaço de haxixe. Ou de maconha. Ouvi dizer que a maconha foi legalizada!”

Ele e Jagger parecem ter encontrado um pouco de paz verdadeira. “Eu amo aquele cara”, afirma Richards. “Isso não significa que não vou ficar puto da vida de vez em quando, e não tenho dúvidas de que é a mesma coisa pelo lado dele. Mas a gente tem que perdoar e esquecer. E eu também diria que em 89% do tempo nós concordamos totalmente. Mas as pessoas só ficam sabendo dos 11%, sabe, quando pega fogo. O que seriam os Stones sem isso? Se a máquina fosse perfeita e todo mundo concordasse, provavelmente seria bem sem graça… É fantástico estarmos os dois vivos. Eu comemoro a vida de Mick. Ele é sempre cinco meses mais velho do que eu!”

Em Vida, Richards reclamou que não entrava no camarim de Jagger havia décadas. Isso não mudou, mas o guitarrista não se incomoda. “O fato é que Mick e eu na verdade não temos vontade de ficar juntos antes de subirmos no palco”, ele dispara. “Ele tem uma rotina de como se preparar para o palco. Já eu faço festa.”

Os Stones estão conversando sobre a possibilidade de mais shows em 2017, e realmente têm a intenção de trabalhar naquele álbum de faixas originais. “Tem umas 10 ou 12 músicas em que Mick está mexendo”, revela Wood. “E Keith também tem uma ou outra.” Richards sugere que pelo menos algumas das músicas possam ser composições inacabadas que remontam há 15 anos ou mais.

Todos estiveram em Nova York em novembro para a abertura da exposição Exhibitionism, um museu pop-up detalhado e imersivo dos Stones que inclui uma réplica do apartamento desleixado que Jagger, Richards e Brian Jones dividiam por volta de 1963 e peças de colecionador como o gravador de fita cassete que Richards usou para fazer a demo de “(I Can’t Get No) Satisfaction”.

Richards estava tentando convencer os outros a gravar um pouco enquanto estivessem na cidade, mas talvez fosse exagero. Jagger tem certeza de que eles vão terminar o álbum de inéditas, mas pondera: “Não sei quando, porque a gente quer que seja bom de verdade e tudo o mais”.

Todos compartilham de uma curiosidade quase científica a respeito do futuro como banda de rock que mergulha em sua sexta década de existência. Mais uma vez, quanto tempo mais isso pode durar? “Acho que estamos tão interessados em descobrir quanto qualquer outra pessoa”, declara Richards. “Mas, cara, acabei de sair do palco há uma semana e estávamos tocando ‘Brown Sugar’, e eu me virei para Charlie Watts e disse: ‘Desta vez a gente acertou’.”

Aos 75 anos, Watts é o mais velho da banda, e também por acaso tem o trabalho mais fisicamente pesado. É compreensível ele ter problemas como dor nas costas, de acordo com Wood. Não está claro o que os Rolling Stones fariam sem ele, e essa é uma perspectiva que Richards se recusa a contemplar. “Charlie Watts nunca vai morrer nem se aposentar”, Richards brinca. “Eu proíbo.”

Jagger não parece ansioso para contemplar sua própria mortalidade, pelo menos em entrevistas. Mas, se você lembrar que ele convenceu todo mundo de que vai viver para sempre, ele dispara sem fazer pausa: “Não vou”.

Richards sabe exatamente como gostaria de partir, e tem certeza de que os médicos vão querer “dar uma boa olhada no fígado” quando ele se for. “Eu gostaria de bater as botas de um jeito magnífico”, ele fala, saboreando a perspectiva. “No palco.”

 

Blues com Urgência
Em Blue & Lonesome, os Stones aplicam às canções a experiência de uma vida

Quando os Stones começaram, em 1962, Mick Jagger ainda se apresentava na banda do pioneiro Alexis Corner e cantava coisas urgentes como “Ride ’Em on Down”, single de 1955 de Eddie Taylor, guitarrista de Jimmy Reed. Em Blue & Lonesome (Universal), Jagger ataca a canção de Taylor com vontade, acompanhado pelas guitarras penetrantes de Keith Richards e Ron Wood e pela bateria retumbante de Charlie Watts.

O álbum mostra a maior banda de blues do mundo sendo natural em uma dúzia de covers, a maioria delas associadas à antiga cena de Chicago. Os Stones ouviram estas canções originalmente interpretadas por homens endurecidos pela vida. Elas agora soam melhor com os músicos ingleses. As guitarras têm pegada, e os uivos de Jagger ecoam o som da gaita que toca. A banda já era grande quando Howlin’ Wolf gravou em 1966 a raridade “Commit a Crime”, tratada aqui com um ardor cru. Quando jovens, os Stones não teriam a carga emocional para lidar com “Little Rain”, lamento de 1957 de Jimmy Reed. Ela aparece aqui como uma tempestade que avança devagar – um reflexo da sabedoria que vem com o tempo.

Influências Decisivas
Do blues acústico ao R&B elétrico, os Rolling Stones beberam de diversas fontes
Mick Jagger, Keith Richards e Brian Jones eram fanáticos por The King of Delta Blues, álbum póstumo do misterioso Robert Johnson (os Stones gravaram “Love in Vain” e “Stop Breakin’ Down” do bluesman). Muddy Waters, é claro, foi o homem que involuntariamente batizou os Rolling Stones, e seu blues elétrico e amplificado se infiltrou no DNA da banda de forma indelével.

O baixista e compositor Willie Dixon foi uma eminência parda do blues de Chicago e era outro favorito dos Stones. Já Howlin’ Wolf exalava uma aura de ameaça sobrenatural e essa malevolência chegou às composições dos Stones do final dos anos 1960. Jimmy Reed tinha um som que era ao mesmo tempo cru e acessível; Jagger e Richards aprenderam muito com ele para começar a criar canções próprias. O repertório de Slim Harpo foi revisitado na discografia dos Stones, incluindo “I’m a King Bee” e “Shake Your Hips”. De Bo Diddley a banda emulou o ritmo, e de Chuck Berry vieram os infalíveis riffs de guitarra, que até hoje são reciclados por Richards.

Viagem à casa do Blues

 

Em 1964, os Rolling Stones gravaram na Chess Records, em Chicago, e boa parte do material ainda não saiu oficialmente.

Tecnicamente, Blue & Lonesome é o primeiro álbum da carreira dos Rolling Stones contendo exclusivamente covers de blues. Mas isso já deveria ter acontecido há um bom tempo. Em 1964, a banda foi para os estúdios da Chess Records em Chicago, local onde gravaram os ídolos Chuck Berry, Willie Dixon, Muddy Waters e muitos outros.

Foram duas sessões, uma em junho e outra em novembro. Inspirado pelo local, quinteto se ocupou de gravar covers de blues e rhythm and blues. A intenção da banda e do empresário Andrew Loog Oldham era lançar, em meados de 1965, um álbum exclusivamente com o material da Chess. Mas os executivos da Decca exigiram que as gravações fossem lançadas imediatamente.

Assim, elas foram pulverizadas sem critério em singles, EPs e em álbuns como 12×5, dedicado ao mercado norteamericano. Apenas uma parte das faixas saiu oficialmente – “Little Red Rooster” e “It’s All Over Now”, por exemplo, foram bem nas paradas de singles.

Mas preciosidades como “Fanny Mae”, “Key to the Highway”, “Hi-Heel Sneakers”, “Down in the Bottom” e “Tell Me Baby (How Many Times)”, dentre outras, ainda não estão nos arquivos da discografia oficial. O bootleg The Chess Sessions compila tudo o que os Stones gravaram em Chicago, incluindo uma sessão de 1965 na qual registraram material autoral.

*Por: Brian Hyatt (Rolling Stone EUA) / Texto por Paulo Cavalcanti
Essa matéria foi publicada originalmente em dezembro de 2017, na edição 124 da Rolling Stone Brasil. O título original era “De Volta ao Blues”, e celebrava o lançamento do disco Blues & Lonesome.
………………………………………………………………………………
*Fonte: rollingstone

A sociedade líquido-moderna sob a ótica de Zygmunt Bauman

Zygmunt Bauman, sociólogo e filósofo polonês, defendia que vivemos em uma sociedade líquido-moderna, caracterizada por mudanças rápidas, incertezas constantes e vínculos frágeis. A modernidade líquida apresenta como traço marcante o incentivo ao consumismo desenfreado. Fundamenta-se a partir de moldes capitalistas e, de acordo com a lógica econômica vigente, os objetos consumidos perdem a sua utilidade em um período curto de tempo e são apressadamente substituídos por outros mais novos.

Deste modo, o ser humano nutre a expectativa íntima de satisfazer permanentemente os seus desejos com a nova aquisição material, contudo se decepciona ao perceber que o seu objetivo nunca é alcançado, tendo em vista a renovação constante pela qual se processa a sua vontade interior. O modo de agir que, inicialmente, visa o suprimento de uma necessidade instantânea acaba por se transformar em uma compulsão ou um vício de caráter.

O dinamismo econômico presenciado na sociedade atual está provocando, inclusive, impactos negativos nas interrelações humanas. Bauman referia que a fluidez está presente nos relacionamentos de hoje devido a falta de consistência dos vínculos formados e as bases de amorosidade pouco sólidas. Nota-se que a união afetiva, para alguns, assemelha-se a um dado objeto que pode ser trocado facilmente e a qualquer instante.

O comportamento contínuo de substituir um objeto por outro evidencia, na realidade, o excesso de medo que o indivíduo carrega consigo de modo inconsciente. A insegurança enfrentada na resolução de problemas no século atual, as decepções e frustrações experienciadas no decorrer da trajetória e as dúvidas referentes ao próprio valor são fatores que motivam algumas pessoas a desejarem ter um maior controle sobre a sua vida. Com o objetivo de preencherem esta lacuna, muitos recorrem ao consumismo graças à falsa sensação de poder e de aparente segurança experimentada. Contudo, decorrido algum tempo, percebe-se que não traz a verdadeira fonte de felicidade e paz de espírito.

Conclui-se, portanto, que a serenidade e o convívio harmônico consigo mesmo não será encontrado fora do ser humano, no entanto, o estado pacífico que busca será descoberto dentro de si. O sentimento de paz, amor e bem-estar nunca estiveram distantes do homem, contudo sempre andaram junto com ele, lado a lado, guardado no seu coração. É necessário não se perder de vista quem nós somos, afinal, como nos exorta o filósofo Friedrich Nietzsche:

“Nunca é alto o preço a pagar pelo privilégio de pertencer a si mesmo.”

*Por Saulo de Oliveira
…………………………………………………………………………………………..
*Fonte: vidaemequilibrio

Por que Jimi Hendrix está se tornando “culturalmente irrelevante”, segundo Rick Beato

Famoso youtuber comparou números no Spotify e apresentou receita para reverter quadro de queda de ouvintes do guitarrista

Jimi Hendrix é considerado por muitos um dos maiores e mais influentes guitarristas de todos os tempos. Segundo análise do músico e youtuber Rick Beato, entretanto, o artista está se tornando “culturalmente irrelevante” nos dias de hoje.

Em vídeo do seu canal que conta com 2,5 milhões de inscritos, Beato comparou o número de ouvintes mensais de diversos artistas clássicos e contemporâneos. Sua conclusão é que músicos como Hendrix estão “sendo esquecidos” pelas gerações que estão surgindo.

“O Jimi Hendrix tem apenas 8,4 milhões de ouvintes mensais no Spotify. Por que tão poucos em comparação com Led Zeppelin, por exemplo, que tem 15 milhões?”, pergunta o youtuber. A solução para aumentar a popularidade de Hendrix, segundo Rick, passa por expandir a presença do guitarrista em outras plataformas.

“A banda Queen tem 37 milhões de ouvintes no Spotify. Isso é o mesmo que artistas contemporâneos como Cardie B e Taylor Swift. Esse bom número se explica, talvez, pelo fato de que você pode ouvir o Queen também no YouTube. Para ajudar o Jimi Hendrix, eu recomendaria que façam vídeos dele e coloquem lá. Faça com que sua música seja tocada no YouTube”, explica.

A importância de Jimi Hendrix
Em outro ponto, Rick Beato disse que a banda Eagles, com 15 milhões de ouvintes mensais, sofre do mesmo problema de Jimi Hendrix. “Esses artistas estão se tornando irrelevantes. Se continuarem com números baixos no Spotify, onde será que estarão daqui dez anos? Eu não sei”, afirma.

Ao longo do vídeo, Rick apresenta outras curiosidades relacionadas ao Spotify. O youtuber constatou que o Led Zeppelin tem 10 milhões de ouvintes mensais a menos do que os Beatles. Já o Nirvana, com 19,5 milhões, tem o dobro de ouvintes do que Hendrix.

*Por Gustavo Maiato
………………………………………………………………………………………………….
*Fonte: guitarload 

Qual é a sua Inteligência? Você pode ter mais de uma, diz psicólogo de Harvard

Nós não somos todos naturalmente hábeis nas mesmas coisas. Alguns são mais atléticos e têm melhor coordenação. Alguns aprendem a linguagem e as palavras mais rápido em uma idade jovem, enquanto outros são bons com números e padrões de visualização.

Mas a maioria das pessoas não entende completamente sua gama de habilidades e, como resultado, pode acabar nas carreiras erradas. Ou podem gostar de seu trabalho, mas se esforçam para identificar técnicas eficazes de aprendizado que os ajudem a se destacar ainda mais.

A teoria das inteligências múltiplas
Para ter uma noção melhor de suas habilidades e capacidades, geralmente recomendo começar com a teoria das inteligências múltiplas. Apresentado pela primeira vez em seu livro “Frames of Mind”, de 1983, Howard Gardner, psicólogo e professor da Universidade de Harvard , afirma que existem oito tipos de inteligência humana – cada um representando diferentes maneiras de como uma pessoa processa melhor as informações.
Abaixo estão os oito tipos de inteligência identificados por Gardner. Conforme você passa por cada um, avalie-se em uma escala de um (não vem naturalmente) a cinco (vem muito naturalmente).

1. Inteligência espacial
A inteligência espacial pode ser definida como a capacidade de entender o mundo de forma tridimensional, física e mental. Essa inteligência se relaciona com a capacidade que a pessoa tem para lidar com aspectos como cor, linha, forma, figura, espaço e a relação que existe entre eles. Opções de carreira em potencial: Piloto, Designer de moda, Arquiteto, Cirurgião, Artista, Engenheiro.

2. Inteligência cenestésica corporal
A capacidade de usar seu corpo de uma forma que demonstra destreza física e atlética. Se você tem essa habilidade, pode ser um atleta correndo sem esforço por um campo e passando uma bola, ou um dançarino executando perfeitamente uma rotina complicada. Opções de carreira em potencial: Dançarino, Fisioterapeuta, Atleta, Mecânico, Construtor, Ator.

3. Inteligência musical
Sensibilidade ao ritmo, altura, metro, tom, melodia e timbre. Isso pode envolver a habilidade de cantar e / ou tocar instrumentos musicais . Pessoas famosas com inteligência musical incluem Beethoven, Jimi Hendrix e Aretha Franklin. Opções de carreira em potencial: Cantor, Maestro musical, DJ, Professor de música, Compositor, Compor.

4. Inteligência linguística
Às vezes chamado de “inteligência da linguagem”, isso envolve sensibilidade ao significado das palavras, a ordem entre as palavras e o som, ritmos, inflexões e métrica das palavras. Aqueles que têm pontuação alta nesta categoria são normalmente bons em escrever histórias, memorizar informações e ler. Opções de carreira em potencial: Poeta, Romancista, Jornalista editor, Advogado, Professor de letras.

5. Inteligência lógico-matemática
A capacidade de analisar problemas de forma lógica, realizar operações matemáticas e investigar questões cientificamente. Pessoas com essa inteligência, como Albert Einstein e Bill Gates , são hábeis no desenvolvimento de equações e provas e na solução de problemas abstratos. Opções de carreira em potencial: Programador de computador, Matemático, Economista, Contador, Cientista, Engenheiro.

6. Inteligência interpessoal
A capacidade de interagir efetivamente com outras pessoas. Sensibilidade ao humor, sentimentos, temperamentos e motivações das outras pessoas. Essencialmente, é ser capaz de entender e se relacionar com as pessoas ao seu redor. Opções de carreira em potencial: Líder de equipe, Negociador, Político, Publicitário, Vendedor, Psicólogo.

7. Inteligência intrapessoal
Sensibilidade aos próprios sentimentos, objetivos e ansiedades e capacidade de planejar e agir à luz de suas próprias características. A inteligência intrapessoal não é particular para carreiras específicas; em vez disso, é uma meta para cada indivíduo em uma sociedade moderna complexa, onde cada um deve tomar decisões importantes por si mesmo. Opções de carreira em potencial: Terapeuta, Conselheiro, Psicólogo, Empreendedor, Filósofo, Teórico.

8. Inteligência naturalista
A capacidade de compreender as nuances da natureza, incluindo a distinção entre plantas, animais e outros elementos da natureza e da vida. Indivíduos notáveis ​​com inteligência naturalista incluem Charles Darwin e Jane Goodall. Opções de carreira em potencial: Geólogo, Agricultor, Botânico, Biólogo, Conservacionista, Florista.

Entenda e desenvolva seus pontos fortes
Se você teve dificuldade para se avaliar, peça às pessoas mais próximas que façam suas observações. Ou considere as coisas pelas quais você gravitou durante sua juventude. (Normalmente é quando somos crianças que aprendemos atividades intimamente ligadas às nossas habilidades inatas.)

Lembre-se de que este é apenas um exercício rápido e simples para lhe fornecer uma noção mais clara de seus pontos fortes. Suas principais habilidades e interesses se alinham à sua vida e carreira? Se não, como você pode usá-los para chegar onde deseja? Quando adquirimos uma compreensão mais profunda de nossos talentos naturais, temos mais chance de descobrir como atingir metas em nossa vida pessoal e profissional.


*Da redação de Portal Raízes. As informações contidas neste artigo são apenas para fins educacionais e informativos e não têm como objetivo aconselhamento profissional Sempre consulte um especialista qualificado a respeito de qualquer dúvida que possa ter. Se você gostou do texto, curta, compartilhe com os amigos, e não se esqueça de comentar. Pois isto contribui para que continuemos trazendo conteúdos incríveis para você. Siga o Portal Raízes também no Facebook, Youtube e Instagram.

…………………………………………………………………………………………….
*Fonte: portalraizes

Vacina contra câncer criada em Harvard é eficaz em 100% dos testes

Pesquisadores do Harvard’s Wyss Institute, da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, desenvolveram e estão testando uma vacina personalizada e revolucionária contra o câncer agressivo.

Chamada de vacina “implantável”, do tamanho de uma aspirina, ela é colocada perto do local do tumor e evita a quimioterapia no corpo todo. E uma vez aplicada, ela faz uma reprogramação do sistema imunológico para atacar as células cancerosas, não só naquele local, mas no corpo inteiro.

A nova vacina é baseada em biomaterial e combina quimioterapia e imunoterapia para tratar tumores resistentes. Ela foi testada em ratos e “100% deles sobreviveram”, informou nesta quarta, 11, o site da Universidade de Harvard. A pesquisa foi publicada na Nature Communications.

“100% dos camundongos que receberam a vacina em gel sobreviveram sem metástase, enquanto todos os camundongos não tratados morreram”, afirma a reportagem da universidade.

“A capacidade desta vacina de induzir respostas imunes potentes sem exigir a identificação de antígenos específicos do paciente é uma grande vantagem, assim como a capacidade da administração de quimioterapia local de contornar os graves efeitos colaterais da quimioterapia sistêmica, o único tratamento atualmente disponível para o doença ”, disse Robert P. Pinkas, um dos autores e líder da plataforma de Immuno-Materials no Wyss Institute.

“Esta vacina não apenas ativa as células dendríticas com TAAs específicos do tumor in situ, mas também remodela o microambiente do tumor para permitir ao sistema imunológico um maior acesso ao tumor e cria uma memória imunológica que evita novas recorrências.”

“O câncer de mama triplo-negativo não estimula respostas fortes do sistema imunológico e as imunoterapias existentes não conseguiram tratá-lo. No nosso sistema, a imunoterapia atrai várias células imunológicas para o tumor, enquanto a quimioterapia produz um grande número de fragmentos de células cancerosas mortas que as células imunológicas podem pegar e usar para gerar uma resposta específica do tumor eficaz “, explicou o co-primeiro autor Hua Wang, ex-pós-doutorado em Harvard e atual professor assistente no Departamento de Ciência e Engenharia de Materiais da Universidade de Illinois, Urbana-Champaign.

Vacina personalizada

Desenvolvida pela primeira vez em 2009, a vacina injetável contra o câncer tem se mostrado uma grande promessa no tratamento de vários tipos de câncer em camundongos e tem sido explorada em ensaios clínicos para o tratamento de melanoma no Dana Farber Cancer Institute.

“O implante de drogas quimioterápicas dentro da estrutura da vacina cria uma explosão de morte de células cancerosas que libera TAAs diretamente do tumor para as células dendríticas, evitando o longo e caro processo de desenvolvimento de antígenos”, disse o co-primeiro autor Alex Najibi, um estudante de graduação da SEAS no laboratório de David Mooney.

Na formulação original da vacina, moléculas encontradas em células cancerosas – chamadas antígenos associados a tumores (TAAs) – foram incorporadas junto com adjuvantes dentro do arcabouço do tamanho de uma aspirina para que as células dendríticas que chegam pudessem reconhecê-las como “estranhas” e montar uma resposta imune direcionada contra o tumor.

Esses TAAs podem ser isolados de tumores colhidos ou identificados por sequenciamento do genoma de células cancerosas e, posteriormente, fabricados, mas ambos os processos para criar vacinas contra o câncer personalizadas podem ser longos, tediosos e caros.

Os testes

Wang, Najibi e seus colegas decidiram aplicar essa nova tática de vacina contra o câncer ao TNBC, uma doença na qual os tumores suprimem agressivamente a atividade imunológica em sua área local, limitando a eficácia da imunoterapia.

A equipe carregou primeiro seu arcabouço de hidrogel de alginato com uma molécula de proteína chamada Fator Estimulante de Colônia de Granulócitos-Macrófagos (GM-CSF).

O GM-CSF estimula o desenvolvimento e a concentração de células dendríticas, que captam antígenos de tumores e outros invasores e os apresentam às células T nos gânglios linfáticos e baço para iniciar uma resposta imune.

Eles também adicionaram a droga quimioterápica doxorrubicina (Dox) ligada a um peptídeo chamado iRGD. iRGD é conhecido por penetrar em tumores e ajuda a direcionar o Dox para tumores após a liberação.

Quando camundongos com tumores TNBC foram injetados com a nova vacina, aqueles que receberam um arcabouço carregado com GM-CSF e o conjugado Dox-iRGD mostraram uma penetração significativamente melhor da droga nos tumores, aumento da morte de células cancerosas e menos tumores metastáticos nos pulmões do que aqueles que receberam géis contendo Dox conjugado a uma molécula de peptídeo embaralhada, Dox não modificada ou não foram tratados.

A análise mostrou que eles haviam acumulado um grande número de células dendríticas, indicando que os componentes da imunoterapia e da quimioterapia da vacina estavam ativos.

Terceiro componente

Encorajada pelos resultados, a equipe experimentou adicionar um terceiro componente à vacina chamado CpG, uma sequência de DNA bacteriano sintético que é conhecido por aumentar as respostas imunológicas.

Os camundongos que receberam vacinas com esta adição exibiram um crescimento tumoral significativamente mais lento e tempos de sobrevivência mais longos do que os camundongos que receberam vacinas sem ela.

Para avaliar a força e a especificidade da resposta imune gerada por esta vacina de três partes, os pesquisadores extraíram e analisaram células de nódulos linfáticos e baços dos animais. Surpreendentemente, 14% das células T retiradas dos gânglios linfáticos reagiram contra as células tumorais, indicando que foram “treinadas” pelas células dendríticas para direcionar o câncer, em comparação com apenas 5,3% dos camundongos que receberam a vacina de duas partes e 2,4% das células T de camundongos não tratados.

Além disso, dar uma dose de “reforço” da vacina 12 dias após a injeção aumentou ainda mais o tempo de sobrevivência.

Ação localizada

Embora esses resultados tenham revelado o efeito da vacina na ativação do sistema imunológico, a equipe também queria entender como ela afetava o microambiente local do tumor.

A análise das vacinas e de seus tumores próximos revelou que as células em tumores tratados com géis contendo GM-CSF, Dox-iRGD e CpG tinham uma quantidade aumentada da proteína calreticulina em suas superfícies, o que é um indicador de morte celular.

Os camundongos que receberam a vacina de três partes também exibiram um maior número de macrófagos pró-inflamatórios: leucócitos que estão associados a uma melhor atividade anticâncer e maior sobrevida.

Os pesquisadores também descobriram que o tratamento causou um aumento na expressão da proteína da superfície celular PD-L1 nas células tumorais, que é usada pelo câncer para evitar a detecção imunológica.

Eles tinham um palpite de que a co-administração de um tratamento com um inibidor de checkpoint anti-PD-1 que bloqueia essa evasão imunológica com a vacina aumentaria sua eficácia.

Eles implantaram a vacina de três partes em camundongos e, em seguida, injetaram o anti-PD-1 separadamente.

Os camundongos tratados com a combinação de vacina em gel e anti-PD-1 mostraram tamanho e número de tumor significativamente reduzidos e sobreviveram por uma média de 40 dias em comparação com 27 dias para camundongos não tratados e 28 dias para camundongos que receberam anti-PD-1 sozinho .

Esta sinergia sugeriu que a vacina pode ser melhor usada em combinação com terapias com inibidores de checkpoint.

Para imitar como a vacina contra o câncer pode ser administrada a pacientes humanos, a equipe testou sua capacidade de prevenir a recorrência do câncer após a remoção de um tumor primário.

Eles excisaram cirurgicamente os tumores TNBC de camundongos, depois injetaram sua vacina de hidrogel de três partes ou uma vacina líquida contendo todos os componentes em uma suspensão perto do local original do tumor.

Ambos os grupos tratados tiveram recorrência tumoral significativamente menor, mas a vacina em gel produziu crescimento tumoral significativamente mais lento e melhorou a sobrevida.

Próximos passos

A equipe continua a explorar a combinação de quimioterapia com vacinas contra o câncer e espera melhorar sua eficácia antitumoral para outros modelos de tumor de difícil tratamento.

E espera fazer estudos futuros para compreender mais e otimizar o sistema para que ele avance pra testes pré-clínicos e, eventualmente, pacientes humanos.

Este trabalho foi apoiado pelo National Institutes of Health, a Wyss Technology Development Fellowship e a National Science Foundation.

……………………………………………………………………………….
*Fonte: revistasabersaude

4 reflexões que vão te introduzir ao pensamento de Nietzsche

Apesar de ter morrido em 1900, os pensamentos do filósofo Friedrich Nietzsche se mostram tão atuais e úteis para compreendermos a humanidade de hoje quanto os memes da internet. Escrever seu nome sem a ajuda do Google e pronunciá-lo da forma correta (que é Níti, com ênfase no pimeiro “i”) pode ser uma aventura.

Mas suas ideias estão tão enraizadas na sociedade que, às vezes, sequer percebemos que estamos filosofando — se você já cantou “what doesn’t kill you makes you stronger” (“o que não te mata te fortalece”), da Kelly Clarkson, você já conhece, pelo menos, uma ideia do filósofo. Conheça um pouco das outras:

O conceito do Super Homem
É tentador relacionar o Super Homem (“übermensch”) de Nietzsche com o Super-Homem da DC. Mas, apesar de Henry Cavill responder a todos os quesitos estéticos da sociedade moderna, ele não tem nada a ver com as ideias nietzschianas. Segundo o filósofo especialista em Nietzsche Oswaldo Giacóia, da USP, o Super Homem (ou Além do Homem) poderia ser representado por aquele que encarara a vida sem as muletas que o homem usou até hoje para poder suportar a existência, como a religião ou a moral, por exemplo. Segundo Nietzsche, essas muletas seriam uma negação da morte. E seria por causa dessa negação que as pessoas acreditariam em falsas promesas como o paraíso. Portanto, o Super Homem seria um ser superior, uma ideia melhorada de nós mesmos: não na força, mas no âmbito psicológico.

Se você achou essa ideia de “ser superior” um pouco nazista, saiba que Hitler também. Durante muito tempo, as ideias do filósofo foram usadas como justificativa para os horrores da Segunda Guerra Mundial. Grande parte por conta da má interpretação de alguns estudiosos — que também contou com uma ajudinha da irmã de Nietzsche, Elizabeth.

O Eterno Retorno
Não é raro levantar cedo para ir ao trabalho, encostar a cabeça no vidro do ônibus e pensar: “Que m#$@% eu estou fazendo com a minha vida?”. E se você tivesse seguido o sonho de abrir um bar na praia em vez de estar sendo sugado por uma empresa que nem paga tão bem assim? Você realmente está aproveitando a existência na Terra ou só está vendo ela passar pela janela do busão?

Na obra A Gaia Ciência, Nietzsche nos presenteia com um exercício mental intrigante: “E se um dia um demônio se esgueirasse em tua mais solitária solidão e te dissesse: ‘Esta vida, assim como tu vives agora e como a viveste, terás de vivê-la ainda uma vez e ainda inúmeras vezes: e não haverá nada de novo, cada dor e cada prazer (…) há de retornar (…). Não te lançarias ao chão e rangerias os dentes e amaldiçoarias o demônio que te falasse assim? Ou viveste alguma vez um instante descomunal, em que que lhe responderias: ‘Tu és um deus e nunca ouvi nada mais divino!’”.

A forma como você reagiria à proposta do demônio diz muito sobre o modo como você leva a vida e faz questionar (muito) sobre o rumo que dá a ela e como toma suas decisões.

Deus está morto
Nietzsche não gostava muito da Igreja Católica. A afirmação que fez na obra O Anticristo, de que “Deus está morto”, apavora os cristãos até hoje. A principal ideia que o filósofo atacava era a da moral cristã. Para ele, os cristãos não são bons (ou tentam ser) porque se preocupam com o próximo. Eles são bons porque têm medo de queimar no inferno. Não é uma bondade genuína. Segundo ele, é nesse medo da punição em que se baseia toda a fé cristã. Por isso, ele propôs uma ideia de ética que dependia simplesmente da própria pessoa — que não deveria acreditar em recompensas além da vida ou em deuses que o tratassem como gado. Ou seja, a pessoa seria boa simplesmente porque assim ela se sentiria bem consigo mesma e não porque uma entidade superior e vingativa puxaria seu pé à noite.

Ele não via sentido em negar o sexo, o corpo e o amor. O filósofo se perguntava: “Que validade tem, afinal de contas, ser cristão se este vive ameaçado pela terrível punição de ser excluído da presença de Deus se não se comportar ‘bem’?”. Isso sem falar na noção de culpa que vem de brinde. Por isso, Nietzsche defendia o fim da moral cristã, atacando sua principal incentivadora: a Igreja. Mas, diferentemente de Marx, por exemplo, ele não achava que seria preciso uma revolução para isso. Mas, sim, um questionamento individual que faria cada um perceber que ser cristão era entregar sua vida a uma ilusão sem sentido.

Niilismo de Nietzsche
(Muito) Basicamente, o niilismo é a descrença total nos valores impostos pela sociedade. Para os niilistas, a vida não deve ser regida por nenhum tipo de padrão que nos foi ensinado pela escola, pelos pais ou assistindo à TV Cultura. Deus? Não acredito. Pecado? Não acredito. Lady Gaga como a nova Madonna? Faça-me o favor…

Não é a toa que Nietzsche era um verdadeiro hater da moral cristã. E o que acontece quando se deixa de acreditar no sentido das coisas? A pessoa cai no vazio absoluto. Restaria apenas esperar pela morte. Mas Niezsche não acreditava nisso como saída, para ele, quando se mata Deus, a pessoa se torna responsável por criar suas próprias regras, usando o conceito de Eterno Retorno como guia.

*Por Nathan Fernandes
……………………………………………………………………………………….
*Fonte: revistagalileu