Simpathy for the drummer!

Hoje morre um pedacinho de mim. Pego de surpresa nessa tarde com o fato do falecimento de Charlie Watts, mais um dos GRANDES do rock que se vai. Esse tipo de notícia tem sido cada vez mais comum e constante, basta você fazer a contabilidade só dos últimos tempos. E nessa toada me sinto triste sim, perdi um amigo. Cada ídolo de nossas vidas que parte, leva junto um pouco do brilho e da magia aqui do planetinha azul. Claro, suas músicas, sua arte e todo o vasto legado permanecem para sempre aqui conosco, o que é o lado bom da coisa, mas tem ainda toda essa questão da perda. E será que agora os Rolling Stones irão continuar ou não! Uma questão difícil de resolver, visto que tem ali décadas de parceria, amizade, trabalho, sangue, suor e lágrimas.

Espero que sigam em frente, afinal nem se trata mais do fato de ganhar mais dinheiro, são todos milionários, mas de curtirem a vida e fazer a roda girar, uma vez adrenados pela energia do palco e do contato com os fans, esses caras provavelmente não vão conseguir parar de fato “nunca”, ou ao menos, até que algo assim como a morte ou a saúde debilitada os impeçam.

Lembro de ser fan dos Rolling Stones desde sempre. Outra banda que me foi apresentada pelo meu irmão (foram tantas – já contei aqui inúmeras vezes, ele era Dj numa época em que o rock era “a vibe”), o som dos Stones me cativaram de cara, de primeira. Não teve erro. Aliás, essa banda errou pouco em sua trajetória. Mas o fato aqui é o seu baterista, um cara que faz parte de uma das mais selvagens e icônicas bandas da história mas que se comporta como um gentleman, um verdadeiro lord inglês. E cara, isso SEMPRE me chamou muita atenção. Eu curtia essa vibe do Watts. Em meio ao caos e toda aquela função do furacão Rolling Stones e ele lá… de boas! Era um lobo, andava entre lobos mas mesmo assim tinha a sua personalidade e conduta diferenciada.

Me ocorreu agora aquela sua famosa história, que eu gosto muito:
“Onde está meu baterista?”, questionou o vocalista (numa ligação de telefone – a Watts), que, revoltado com o acontecimento, trocou de roupa, fez a barba e foi até Jagger para respondê-lo. Assim que Jagger abriu a porta do quarto do hotel, Watts deu um soco em seu rosto e pediu que nunca mais o chamasse de “seu baterista”.

Tive a oportunidade de viajar com alguns amigos para a Argentina num já bem distante ano de 1996 para assistir um show dos Rolling Stones, na tour do álbum “Voodoo Lounge”. Claro, foi fantástico, inesquecível. Pude curtir de perto meus ídolos e toda essa incrível sensação.

Outra coisa, nossos ídolos mesmo sem terem a menor noção disso, são nossos amigos! Nos dão conselhos, inúmeras dicas, nos apoiam, inspiram, emocionam, tudo através de sua arte, sua música, ou o que seja. Assim Watts, um Stones de carteirinha, também se tornou próximo de mim, de você, de nós! Eu vivo sempre com música em meu dia a dia, não tem como ser diferente e junto com os Beatles os Rolling Stones são “os-pica-da-galáxia”, quando se fala em rock’n roll. Só que não podemos nos esquecer de que o tempo e a idade vem cobrar os seus tributos. Assim então agora só nos resta o seu imenso legado na história do rock, especialmente pelas belas levadas de bateria – descanse em paz mestre Charlie Watts. Grato pela tantas horas e horas me fazendo companhia com sua música.

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