ESQUEUMORFOS: O que são e por que estão em toda parte?

Você já ouviu falar ou tem alguma ideia do que significa a palavra “esqueumorfo”? Talvez isso soe confuso para você agora, mas eu te garanto que no fim do texto você verá que sempre esteve familiarizado com esse tema. Por mais que esse não seja um termo que usamos no dia a dia, os esqueumorfos estão presentes na nossa vida em todos os momentos.

Portanto, vamos juntos nos aprofundar sobre o significado dessa palavra, qual é a sua origem e quais são os principais exemplos de esqueumorfos à nossa volta. Não se preocupe, a partir de agora você conseguirá identificar o que é um esqueumorfo sem grandes dificuldades.


Etimologia da palavra

A palavra “esqueumorfo” tem origem do grego skeuos, que significa “ferramenta” ou “recipiente”, e também de morphé, que pode ser traduzido para “forma”. Por mais que, em um primeiro momento, isso não diga nada, esse termo é usado há muito tempo, sobretudo por historiadores e arqueólogos.

Conforme trazido em reportagem da BBC, o especialista em Idade Média Serafín Moralejo Álvarez explica em seu livro Eloquent Forms que a palavra “esqueumorfo” se refere à “presença em um objeto de características formais que carecem de motivação em relação às suas funções ou condições de sua produção e que só podem ser explicadas como atavismos em relação a um modelo diversificado em seu uso ou em condições técnicas”.

Em outras palavras, os esqueumorfos nada mais são do que objetos dentro de uma linha de produção que continuarão a ser produzidos apenas para que as pessoas continuem familiarizadas com sua forma original e continuem a fazer associações dentro do cérebro. Se ainda não está claro, nós listamos alguns exemplos.


Esqueumorfos no dia a dia

Por exemplo, você sabe para que serve aquelas estranhas peças de metal que ficam próximas ao bolso da sua calça jeans? Os rebites, como são chamados, são uma herança estética da época em que os jeans eram muito grossos para serem unidos apenas com o uso de linha e precisavam de outra ferramenta para a finalização.

Embora não sejam mais necessários nas linhas de produção atuais, eles continuam aparecendo nos modelos atuais de calças. E por que isso? É porque esse é um claro exemplo de um esqueumorfo no seu cotidiano. Logicamente, isso não para por aqui.

Os aros sempre foram ferramentas essenciais para manter as rodas dos carros antigos e das bicicletas funcionando corretamente. Porém, os modelos mais modernos de veículos não precisam de um aro para cumprir a sua função. Então, qual é o nome que nós podemos dar para os aros? Exatamente, um esqueumorfo.

E como chamar o lustre de uma igreja que substituiu as velas de verdade por elétricas? Por que não simplesmente mudar para uma lâmpada? É porque um esqueumorfo ajuda as pessoas a continuarem familiarizadas com um ambiente ou objeto da forma que ele construiu sua imagem historicamente.


Era digital

Engana-se quem pensa que os esqueumorfos só estão presentes em objetos físicos. Olhe bem para a Área de Trabalho do seu computador e tente identificar um esqueumorfo. Conseguiu? Se você teve alguma dificuldade, pode ficar tranquilo que nós vamos te ajudar.

Ao excluímos um arquivo digital, nós automaticamente enviamos ele para a “Lixeira” — que literalmente tem o ícone de uma lata de lixo. Porém, quando os computadores foram inventados, os criadores poderiam ter dado qualquer nome para esse espaço. Afinal, tudo era muito novo e nenhum desses conceitos havia sido introduzido antes.

Sendo assim, as “lixeiras digitais” nada mais são do que mais um esqueumorfo para compreendermos sua função e nos acostumarmos com mais facilidade. Agora que você já sabe o que esse termo significa, é bem provável que encontre vários desses exemplos no seu cotidiano!

*Por Pedro Freitas
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*Fonte: megacurioso

51 anos sem Jimi Hendrix nos palcos: Confira registros de seus dois últimos shows

Os últimos dias de vida de Jimi Hendrix foram marcados por pontas soltas. Uma delas diz respeito a sua própria morte; oficialmente divulgada em 18 de setembro de 1970, o óbito teve como causa mais precisa a asfixia em seu próprio vômito, decorrente da mistura entre álcool e soníferos. Entretanto, até hoje não se sabe ao certo se o episódio foi um infeliz acidente, um assassinato ou um suicídio. Há alguns anos, inclusive, detalhamos aqui no site algumas das principais teorias acerca da morte de um dos maiores – senão o maior – guitarrista de todos os tempos. A outra ponta solta é sobre o último show de Hendrix, mas a questão é menos um mistério e mais uma ambiguidade.

Seu derradeiro show solo aconteceu há exatos 51 anos, em 6 de setembro de 1970. Jimi foi uma das atrações do Peace and Love, festival que rolou na ilha de Fehmarn, na Alemanha. A apresentação, infelizmente, não aconteceu no melhor clima. O evento foi marcado pelo frio, um vendaval que forçou o adiamento do show de Hendrix pro dia seguinte, além de vaias quando ele finalmente subiu ao palco. Quando ele conseguiu acalmar os protestos, foi a vez de uma chuvarada começar a cair fazendo até mesmo com que ele levasse pequenos choques ao se aproximar do microfone. Ao sair do palco depois de tocar “Voodoo Child”, faixa de Electric Ladyland (1968), motoqueiros membros da famosa e temida gangue Hells Angels, que estavam na plateia, subiram no palco e iniciaram uma quebradeira. Um roteiro bem distante do paz e amor que inspirava o nome do festival. No YouTube, há alguns registros do evento, e, em alguns trechos, é possível ver Jimi Hendrix. Ano passado, quando tanto esse show quanto a morte de Hendrix completaram 5 décadas, uma homenagem a ele foi inaugurada no local onde o Peace and Love aconteceu. Na parte das entrevistas, só quem entende alemão vai se dar bem.

Trecho Hendrix a partir de 2:27.

Já a última pisada em um palco aconteceu ainda mais próximo da data de seu falecimento: no dia 16 de setembro. A ocasião foi a participação de Jimi no show do War, que na época era a recente nova banda de Eric Burdon pós-The Animals. Burdon o convidou para aparecer nas duas noites em que o War tocaria no Jazz Club, em Londres, mas Hendrix teria faltado a primeira data por ter usado muitas drogas. Porém, na noite do dia 16, a que o astro do rock compareceu, sua presença foi motivo para uma onda de aplausos, conforme relatou Burdon em sua autobiografia Don’t Let Me Be Misunderstood (2001). A apresentação completa da emblemática noite foi gravada por Bill Baker e pode ser escutada abaixo.


*Por Brenda Vidal

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*Fonte: noize