Estudo revela quanto se exercitar para compensar as horas sentado

Muitos empregos exigem horas a fio de trabalho sentado em frente ao computador. Com a pandemia e o aumento do home office, muitos trabalhadores passaram a ficar ainda mais tempo em casa: da cadeira do escritório para o sofá, do sofá para a cama. Um ciclo sedentário altamente prejudicial à saúde. Mas, o que é possível fazer para amenizar esta questão? Um novo estudo revela que é possível “neutralizar” o tempo sentado com exercícios físicos.

Publicado no jornal acadêmico British Journal of Sports Medicine, que cobre ciência e medicina esportiva, o estudo aponta especificamente que é preciso de 30 a 40 minutos de atividade física moderada a vigorosa. Incluir essa mudança na rotina pode prolongar a expectativa de vida.

A pesquisa buscou examinar a associação entre atividade física, tempo sedentário e mortalidade. Para isso, realizou uma meta-análise de nove estudos anteriores de quatro países. Foram acompanhados 44.370 homens e mulheres, de quatro a 14 anos, sendo que 3.451 participantes morreram ao longo deste tempo.

Todos os indivíduos registraram suas atividades em rastreadores de condicionamento físico, eliminando parte do risco de parcialidade ou erros por meio de autorrelato. Em todos os dados, a atividade moderada a vigorosa foi inversamente correlacionada com o risco de morte para aqueles que levaram uma vida mais sedentária. Ou seja, este é mais um estudo que confirma que pessoas que se exercitam menos correm mais risco de morte.

“Maior tempo de sedentarismo está associado a maior mortalidade em indivíduos menos ativos. Cerca de 30 a 40 minutos por dia atenuam a associação entre o tempo sedentário e o risco de morte, que é menor do que as estimativas anteriores”, conclui o estudo.


Mais tempo em casa = mais sedentarismo

O home office eliminou uma parte importante do trabalho no escritório: levantar para tomar um café, uma água e até bater papo com o colega. Entretanto, tem contribuído para trabalhadores se manterem seguros em casa, em meio à pandemia, sem perderem suas fontes de renda. De forma que a melhor alternativa é buscar o equilíbrio. Fazer paradas ao longo do trabalho para se movimentar é importante assim como encaixar na rotina um tempo para se exercitar fora de casa, seja andando de bicicleta, corrida ou mesmo uma simples caminhada. Dentro de casa, as tarefas domésticas de limpeza e o cuidado com a horta também contam como atividades. Além da saúde do corpo, a atividade física é essencial para a saúde mental.

Segundo a OMS, até 5 milhões de mortes por ano poderiam ser evitadas se a população em todo o mundo fosse mais ativa. “A atividade física regular é fundamental para prevenir e controlar doenças cardíacas, diabetes tipo 2 e câncer, bem como para reduzir os sintomas de depressão e ansiedade, reduzir o declínio cognitivo, melhorar a memória e exercitar a saúde do cérebro”, afirma o órgão da ONU.

Atenta aos efeitos da população passar mais tempo em casa, a OMS lançou em 2020 novas diretrizes sobre atividade física. A recomendação é de pelo menos 150 a 300 minutos de atividade aeróbica moderada a vigorosa por semana para todos os adultos e uma média de 60 minutos por dia para crianças e adolescentes.

*Por Marcia Sousa
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*Fonte: ciclovivo

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