Como a guitarra está sendo redescoberta: a análise de um executivo da Fender

Justin Norvell, que trabalha para a fabricante de instrumentos, aponta que aspecto humano da guitarra e seu uso com timbres limpos em gêneros mais pop fizeram o produto resistir no mercado

Com o avanço da tecnologia e a incorporação de aparatos eletrônicos na música, muitos temeram pelo futuro da guitarra. Porém, a realidade se mostrou menos pessimista.

Ao menos é como Justin Norvell, executivo da Fender, analisa a situação para a revista Guitar World.

“Sinto que estamos testemunhando uma grande redescoberta do aspecto humano. Você pode sentar na frente do computador ou de um sequenciador para criar. Mas a guitarra ainda consegue reproduzir de forma mais fiel o sentimento. Ela se torna uma extensão do ser humano que a empunha.”

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Norvell ainda destaca que os timbres limpos têm se destacado nos últimos tempos, muito porque outros estilos estão passando a incorporar com mais afinco o instrumento que sempre foi sinônimo de rock.

“Ainda há o metal e todos os outros subgêneros, mas o pop também está aderindo à guitarra. Seis ou sete anos atrás, Mac DeMarco surgiu no indie e mudou o jogo com efeitos que eram estranhos ao meio. Também há o movimento neo-soul, revivalistas como Black Pumas e Silk Sonic, além de Tom Mischs no jazz, que eu adoro. A guitarra está sendo acolhida em todas as direções para as quais a música vai. Seja você do hip-hop ou do rock, ela segue sendo o instrumento mais expressivo.”

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Aumento de vendas durante a pandemia
Em entrevista à Rolling Stone em janeiro de 2021, o CEO da Sweetwater, maior varejista online de instrumentos do mundo, ressaltou o crescimento de vendas durante a pandemia. De acordo com Chuck Surack, o aumento das vendas também gerou novos empregos.

“Vendíamos cerca de 800 guitarras em dias bons antes da pandemia. Agora chega a mil por dia. A demanda evaporou em março de 2020, quando tudo começou a fechar, mas normalizou em abril e explodiu de vez em maio. Com isso, aumentamos o número de funcionários de 400 para 700.”

*Por João Renato Alves
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*Fonte: igormiranda

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