As conexões de 5G no mundo devem atingir a marca de 1 bilhão até o fim deste ano, dobrando o número registrado em 2021. A estimativa é que até 2025 as conexões atinjam 1,8 bilhões, índice que corresponde a um quinto das necessárias para cobrir o planeta com a tecnologia.
A estimativa foi feita no Mobile World Congress (MWC), que acontece em Barcelona, com cobertura exclusiva do Olhar Digital.
Alta de 40% no tráfego móvel
O estudo contou com uma investigação em 70 mercados e 176 operadoras com ofertas 5G, o que corresponde a 20% das companhias mundiais. “Tivemos uma alta de 40% no tráfego móvel só no ano passado”, disse Mats Granryd, diretor-geral da GSMA, na palestra de abertura do MWC
A previsão é que a alta da quinta geração de telefonia móvel permaneça até 2025 –ano em que a projeção acaba. “Tivemos uma alta de 40% no tráfego móvel só no ano passado”, disse Mats Granryd, diretor-geral da GSMA, em palestra no MWC.
5G possibilitará avanços na iOT
Com o 5G, as conexões de smartphones terão velocidades até cem vezes mais rápidas que as atuais do 4G, e com latência (tempo de resposta no tráfego de uma informação) menor.
As antenas dessa geração comportam um número maior de dispositivos simultâneos, o que torna possível aplicações de internet das coisas (iOT).
No entanto, o 4G deve crescer mais devendo chegar ao topo de 60% até 2023. De acordo com o estudo, cerca de 55% das conexões móveis hoje passam por essa tecnologia. O número deve ir para 57% em 2025, com o avanço da versão mais nova.
4G já atingiu pico em vários países
O 4G tem uma tendência de redução pelo fato de vários mercados já terem atingido o pico, países que já são líderes no 5G, como China, Coréia do Sul e Estados Unidos.
Inclusive, a pandemia chegou a ajudar na expansão do 5G. Isso porque as operadoras agilizaram os lançamentos de olho nesse novo mercado que tem tudo para ser promissor.
Custo do 5G ainda é motivo de preocupação
Um dos empecilhos para o crescimento do 5G é o custo operacional, com uma expectativa que custe cerca de R$ 250 por mês no Brasil, em redes próprias até 2023.
Na América Latina, a previsão é que o número de pessoas conectadas continue em ritmo acelerado, chegando a 485 milhões até 2025, o que corresponde a 73% da população.
*Por Mauro Lam
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*Fonte: olhardigital