Série Pistol, sobre os Sex Pistols, ganha teaser e data de estreia

A minissérie Pistol, sobre a história e obra da banda Sex Pistols, ganhou teaser e data de estreia. A produção de Danny Boyle (Trainspotting, 127 Horas) estreia com todos os episódios em 31 de maio. O clipe mostra momentos da formação da banda, considerada pioneira do punk rock britânico nos anos 1970.

Ao som do clássico Anarchy in the UK, o vídeo mostra a fúria da banda no palco e o desejo de se revoltar contra a opressão da vida moderna.

Liderados por Johnny Rotten, os Sex Pistols fizeram história com o único disco, Never Mind the Bollocks, lançado em 1977. A banda é tida como influência dos principais nomes do punk nos anos seguintes, como o Green Day e o The Clash.

Série sobre a vida de Silvio Santos e mais: as novas produções brasileiras do Star Plus
O elenco tem Maisie Williams (Game of Thrones), Louis Partridge e Emma Appleton. No Brasil, a exibição será no streaming Star+, ainda sem data de estreia.

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*Fonte: jovemnerd

Dieta mista pode ser caminho para sustentabilidade e segurança alimentar

Pesquisa da USP mostra que simples substituições na alimentação já poderiam contribuir para mitigação das mudanças climáticas.

Se o consumo de carne vermelha no Brasil fosse substituído por uma alimentação diversa, composta de proteínas animal e vegetal, 809 milhões de hectares (Mha) poderiam ser poupados, 1 bilhão de toneladas de carbono equivalente deixaria de ser emitido e 720 trilhões de litros de água poderiam ser economizados. Esses são alguns dos resultados do mestrado de Ana Chamma, realizado na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP.

Sob orientação de Gerd Sparovek, professor da Esalq e coordenador do Geolab, Ana, que é engenheira sanitarista e ambiental, desenvolveu seu trabalho com o objetivo de apresentar uma nova abordagem para garantir a segurança alimentar da população brasileira e, ao mesmo tempo, a sustentabilidade do País.

Outro dado interessante foi que a dieta da região Centro-Oeste, baseada em carne bovina, causa os maiores impactos, tanto no uso da terra como no uso da água. Além disso, emite mais gases de efeito estufa no ambiente.

Já a baseada em peixes e frutos do mar, consumida em regiões nordestinas, é a que gera os menores danos.

O consumo alimentar tende a crescer nas próximas décadas, especialmente os de origem animal, ao mesmo tempo em que as áreas disponíveis ficarão cada vez mais escassas. Ana disse ao Jornal da USP que as soluções existentes para enfrentar esse problema geralmente estão focadas na expansão de novas áreas para produção ou no aumento do rendimento de terras agricultáveis, sem considerar a real demanda por alimentos. “Quando se pensa em mudanças climáticas, geralmente se olha para o transporte, para a energia, mas a alimentação também é um ponto que merece a nossa atenção.”

“A inversão de lógica veio da Ana. Ela entendeu que, com a inversão, os resultados seriam mais facilmente comunicados e entendidos por não especialistas no assunto. E deu certo, foi uma grande ideia”, comemora Sparovek.

Pensando nisso, a pesquisadora propôs uma nova metodologia, denominada “da mesa ao campo”. Ao invés de se pensar na expansão de ofertas de alimentos, Ana focou em reduzir o impacto ambiental por meio da demanda alimentar.

Na primeira parte, testou-se a possibilidade de expandir as áreas para a produção agrícola a partir de uma dieta urbana brasileira, definida pelos dados contidos na Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) de 2008/2009.

O uso da terra, as pegadas de carbono (medida que calcula a emissão de carbono equivalente na atmosfera por uma pessoa, atividade, evento, empresa, organização ou governo) e hídrica (indicador do volume de água doce gasto na produção de bens e serviços) foram analisados em oito cenários, que consideram diferentes tipos de níveis de produtividade e de perda de alimento.

Para o cenário que representa o sistema atual, estimou-se que 292 Mha devem ser utilizados no Brasil somente para atender às necessidades da população. Dados do MapBiomas mostram que, atualmente, a agropecuária ocupa cerca de 30% do território nacional (algo em torno de 225 Mha), sendo 167 Mha compostos de áreas de pastagem, 64 Mha de áreas agrícolas e 24 Mha de áreas de uso não definido (uma espécie de mosaico de pastagem e agricultura).

Se considerarmos a projeção de crescimento do número de habitantes para o ano de 2050, e caso nada se altere, o uso requerido pela dieta urbana seria de 321 Mha.

Já em situações em que as medidas de redução de perda de alimentos e ganho de produtividade foram adotadas, 53 Mt de carbono equivalente e 43 trilhões de litros de água poderiam ser preservados no Brasil anualmente.

Em uma outra etapa, a engenheira investigou de que forma as diferentes dietas brasileiras provocam danos ao planeta e se uma mudança de hábitos alimentares trazem algum efeito positivo.

“Acreditamos que mudanças simples, como consumir diferentes tipos de proteínas em uma semana, poderiam minimizar esses danos”, afirma Ana. “Integrar medidas de intensificação na produtividade agropecuária e redução na perda de alimentos, aliados à modificação de hábitos alimentares, é uma alternativa para mitigação de mudanças climáticas”.

Confira a matéria na íntegra no Jornal da USP.

*Por Fabiana Mariz | Jornal da USP
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*Fonte: ciclovivo