9 Curiosidades sobre o PAU-BRASIL, a ÁRVORE que dá nome ao nosso país

1. Características
O pau-brasil (Paubrasilia echinata) chega a ter entre 10 e 15 metros de altura e era muito abundante na Mata Atlântica na época de nosso descobrimento pelos portugueses. Ele possui um tronco reto e relativamente fino, com uma coloração cinza-escura. A árvore dá flores amarelas e um extrato interior capaz de gerar uma tinta vermelha.

2. Nome antigo e nova nomenclatura
Antigamente, ela se chamava ibirapitanga em tupi-gurani, onde “ybirá” significa “árvore” e “pintanga” representa “vermelho”. Quando os colonizadores descobriram o nosso país, eles se referiram à árvore como “bersil”, que significava “brasa” na época. Aos poucos, ela acabou sendo chamada de pau-brasil, mas também é conhecida como pau-vermelho, pau-de-pernambuco, arabutã, ibirapitã, muirapiranga, orabutã, pau-rosado e pau-de-tinta.

3. Violino
Em 1775, descobriu-se que o pau-brasil era excelente para o feitio de arcos de violino. Foi nesse ano que François Tourte criou, em Paris, o primeiro arco com essa madeira, dando-lhe o nome de Fernambouc, por ter colhido matéria-prima no estado de Pernambuco. Até hoje, são exportadas madeiras de pau-brasil para a Alemanha, a França e os Estados Unidos com a finalidade de virar instrumentos que chegam a custar US$ 10 mil!

4. Data nacional
Por mais de 375, o extrativismo do pau-brasil aconteceu em todo o país, até que a árvore foi declarada patrimônio nacional em 1978, através da Lei nº 6.607, que ainda estipulou o dia 3 de maio como a data oficial da árvore, que é a única protegida por lei em terras tupiniquins. Também se tentou declarar o ipê-amarelo como a flor nacional, mas isso não foi aprovado pela Câmara dos Deputados.

5. Boa para a saúde?
Na Universidade Federal de Pernambuco, um longo estudo sobre as propriedades medicinais do pau-brasil continua em curso. Acredita-se que a árvore possa ser antineoplásica, ou seja, capaz de combater alguns tipos de tumores. Em estudo com ratos, a incidência da doença diminuiu em até 87%.

6. Pena de morte
Cortar uma árvore de pau-brasil podia ser motivo de pena de morte durante o final dos anos 1700. Mesmo assim, muitas pessoas ainda o vendiam ao preço de 240 réis por quintal, principalmente no estado do Espírito Santo. O quintal era uma unidade de peso que seria equivalente a cerca de 60 quilos nos dias de hoje.

7. Nome de vilas
O botânico Francismar Francisco Alves Aguiar realizou uma expedição em 1981 na qual encontrou diversos vilarejos chamados de Pau-Brasil em nosso país. Em um deles, a 100 quilômetros de Vitória (ES), a árvore curiosamente não existe mais, em virtude de sua extração descontrolada.

8. Extinção
Em 1928, acreditava-se que não havia mais nenhuma árvore de pau-brasil crescendo espontaneamente em território nacional. Nesse ano, entretanto, um estudante de Agronomia encontrou uma única árvore florescendo em uma área que acabou se tornando a Estação Ecológica da Tapacurá, administrada pela Universidade Federal Rural de Pernambuco.

9. Economia
O primeiro grande ciclo econômico do Brasil foi às custas de nossa madeira-símbolo: muitos se tornaram ricos com o extrativismo que durou até 1875, exportando o pau-brasil para a fabricação de corantes, a construção naval e a marcenaria de luxo. Em 1605, apenas 105 após o descobrimento do Brasil pelos portugueses, já se falava em medidas de proteção, mas elas nunca surtiram muito efeito.

*Por Diego Denk
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*Fonte: megacurioso

Jim Morrison previu com precisão o futuro da música em 1969; esse vídeo pode provar

Em uma de suas últimas entrevistas para a seminal revista norte-americana Rolling Stone, o cantor Jim Morrison, líder da histórica banda The Doors, apontou com precisão impressionante o futuro da música no país e no mundo, prevendo de forma quase exata a popularização da música eletrônica e até mesmo o surgimento do que hoje é conhecido como EDM. A “profecia” se deu durante uma série de encontros com o jornalista Jerry Hopkins, ocorridos ao longo de uma semana em Los Angeles, no ano de 1969, e um trecho onde comenta o assunto, em uma das entrevistas, resiste em vídeo, disponível no YouTube – e mostra um Morrison afiado, atento, crítico e desperto, em oposição à imagem letárgica e embriagada que se construiu sobre o artista ao longo das décadas.

A aposta na popularização das vertentes eletrônicas da música pop se dá diante de um questionamento a respeito de como o artista via, naquele final de década de 1960, o futuro da música. No vídeo, após localizar as raízes da música dos EUA no blues e no country, e de decretar aquele como um momento de derrocada da novidade que o Rock n’ Roll ainda era, Morrison sugere que algo fortemente baseado em sons e equipamentos eletrônicos e mesmo em fitas surgiria em breve: “Eu posso ver uma pessoa trabalhando com muitas máquinas, fitas, equipamentos eletrônicos, e cantando, ou falando utilizando máquinas”, diz o cantor e compositor, no trecho filmado.

A atenção de Morrison sobre o uso dos equipamentos eletrônicos no rock e no pop de então não se dava à distância, já que o The Doors foi uma das primeiras bandas populares a utilizar um sintetizador Moog em suas gravações, ajudando a popularizar o equipamento e seu som no período. “Eu vejo um artista sozinho, cheio de fitas e eletrônicos, como uma extensão do sintetizador Moog, um teclado com a complexidade e a riqueza de uma orquestra inteira, sabe? Tem alguém agora, trabalhando em um porão, inventando uma nova forma de música”, ele afirma, no trecho mais impressionante de sua previsão.

O Moog foi inventado pelo engenheiro estadunidense Robert Moog em 1964, como o primeiro sintetizador comercializado. A entrevista aconteceu no ano da formação, por exemplo, da banda alemã Kraftwerk – que se tornaria um dos pontos de partida fundamentais da música eletrônica na Europa – e alguns anos antes do surgimento da Disco Music, quando o eletrônico se tornaria especialmente popular no mundo inteiro. “Nós vamos ouvir sobre isso em alguns anos, e seja quem for, eu espero que se torne bastante popular, tocando em grandes concertos, e não somente em gravações”, conclui, sempre com precisão irretocável, na entrevista, que aconteceu dois anos antes da morte do cantor.

Vale lembrar que o uso de sonoridades e equipamentos eletrônicos para composições, gravações e apresentações musicais se dá desde o início do século XX. Nomes como do compositor estadunidense John Cage, do russo Leon Theremin – que inventou o incrível instrumento eletrônico batizado com seu sobrenome, e que se toca aproximando e afastando as mãos de antenas, sem jamais encostar no equipamento – e do alemão Karlheinz Stockhausen realizaram verdadeiras revoluções no campo da música clássica e de vanguarda desde os anos 1920 até os anos 1960. A música eletrônica só se tornaria popular e consumida pelo grande público, no entanto, a partir dos anos 1970, no ponto preciso do entendimento de Jim Morrison sobre o futuro da música, estabelecido até hoje. O cantor e compositor do The Doors, no entanto, não viveria para ver sua previsão acontecer, já que morreu em 3 de julho de 1971, em Paris, por um ataque do coração, aos 27 anos.

*Por Vitor Paiva
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*Fonte: hypeness