Cientistas anunciam peixe-robô que limpará microplásticos dos oceanos

O problema dos microplásticos nos oceanos é algo que vem sendo tratado com urgência por pesquisadores. Então, foi uma boa notícia para o mundo a publicação de um estudo na revista Nano Letters na última quarta-feira (22).

Um grupo de pesquisadores conseguiu desenvolver um peixe-robô que pode resolver um pouco da poluição dos oceanos. Assim, o autômato, que possui 13 milímetros de comprimento e nada com a velocidade de um plâncton, é capaz de absorver microplásticos (que são aquelas partículas de plástico muito pequenas), que flutuam na água. Assim, a invenção limpa o ecossistema aquático desse males.

O robô de peixe foi feito com o uso de nanotecnologia, o que permite que seja feito de um material elástico e macio. Dessa forma, o robô pode ser torcido, suporta até cinco quilos de lixo e também é capaz de auto regeneração, de acordo com o The Guardian.

“Depois que o robô coleta os microplásticos na água, os pesquisadores podem analisar ainda mais a composição e a toxicidade fisiológica dos microplásticos”, explicou Yuyan Wang, um dos líderes do estudo.


A junção da tecnologia com a ecologia

Porém, é importante ressaltar que o autômato projetado para limpar os microplásticos dos oceanos é apenas um protótipo inicial. Sendo assim, ainda é necessário realizar mais pesquisas para que seja possível construir versões mais avançadas, capacitadas, por exemplo, a alcançarem águas mais profundas.

“Acho que a nanotecnologia é uma grande promessa para adsorção de traços, coleta e detecção de poluentes, melhorando a eficiência da intervenção e reduzindo os custos operacionais”, concluiu Wang, ainda segundo o The Guardian.

Microplásticos nos oceanos
Microplásticos são pedaços minúsculos de plásticos que podem ter um tamanho de 5mm. Dessa forma, dentre os problemas envolvidos, temos o impacto ambiental. Isso porque muitos animais aquáticos fazem a ingestão do microplástico, o que pode resultar na asfixia.

Quando não causa asfixia, a ingestão dos plásticos leva a lesões em órgãos internos e ao bloqueio do trato gastrointestinal. Além disso, os microplásticos alteram a composição dos mares e prejudicam o ecossistema.

De acordo com Raquel Neves, bióloga responsável pela pesquisa que aponta a alta quantidade de microplásticos no litoral do Rio, a poluição por plásticos dos oceanos e outros ecossistemas são de enorme preocupação.

“Não só pelos resíduos que causam mal ao organismo, mas também porque esses resíduos vão se degradando e formando micropartículas chamadas de microplásticos”, disse.

Além disso, ela explicou que as partículas não fazem mal apenas aos oceanos e animais marinhos, como também afetam a saúde humana. “Esses microplásticos podem ocasionar diversos prejuízos à saúde dos organismos e também à saúde humana. (…) Nós encontramos microplásticos em diversas praias cariocas. Não só na praia, na água ou na areia, mas também nos organismos, principalmente os consumidos por nós”, completou.

Os culpados
Assim sendo, um levantamento, feito em parceria com a Comlurb, revelou que o lixo encontrado nas praias do Rio não deriva do mar, mas sim das bolsas e isopores de banhistas.

Dessa forma, antes da pandemia, coletava-se entre 80 e 82 mil toneladas de lixo das areias, segundo a companhia de limpeza urbana, na Praia de Copacabana. Já durante o isolamento total, era 20 mil toneladas de lixo. No isolamento parcial, 35 mil toneladas na areia.

“Através de uma parceria realizada com a Comlurb, nós pudemos observar que durante o fechamento total das praias durante a pandemia da COVID-19 houve uma redução de 70% na quantidade total de resíduos sólidos coletados na Praia de Copacabana. Conforme as medidas foram sendo flexibilizadas, foi havendo um aumento na quantidade de resíduos coletados pela Comlurb, o que nos indica que a maior parte dos resíduos sólidos encontrados na praia de Copacabana são deixados pelos frequentadores”, finalizou Raquel ao G1.

*Por Maria Luiza Valeriano
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*Fonte: fatosdesconhecidos

Por que a LUZ da MANHÃ é tão importante para a saúde?

Para muitos de nós, acordar cedo não é uma tarefa fácil, especialmente quando temos uma rotina corrida e precisamos trabalhar até tarde, ou quando esquecemos do tempo e decidimos maratonar uma série da Netflix.

No entanto, todo o esforço empregado para levantar com o nascer do sol pode valer muito a pena para sua saúde, tanto física quanto mental.

A luz da manhã e o ritmo circadiano
Antes de tudo, precisamos considerar nossa biologia. Você sabia que somos programados para levantar cedo, mesmo que não pareça quando o despertador toca?

Todos nós temos algo chamado ritmo circadiano: um tipo de relógio interno que indica quando nosso corpo deve estar dormindo para descansar ou acordado em estado de alerta.

Esse nosso relógio biológico é afetado por diversos fatores, um dos mais importantes é a luz solar.

Conforme esclarece o Sleep Foundation, quando está escuro, nossos olhos enviam automaticamente uma mensagem para o nosso cérebro dizendo que é hora de dar atenção ao cansaço e se preparar para dormir. Isso começa a ocorrer cerca de 2 horas após o pôr do sol.

Então, nosso organismo libera uma substância chamada melatonina, um composto químico que nos ajuda a dormir.

Da mesma maneira, quando o dia começa a clarear, nosso ritmo circadiano indica que devemos estar acordados. E é aqui que entra o poder da luz da manhã: ela consegue desencadear verdadeira cascata de neurotransmissores e hormônios que nos faz sentir bem.

Então, quais os benefícios? Apenas para citar alguns deles, temos:

1. Ajuda a melhorar seu sono
A luz natural pela manhã atua na regulação do nosso ritmo circadiano, mostrando ao corpo quando é o momento de aumentar ou diminuir os níveis de melatonina.

Basicamente, quanto mais luz do sol você conseguir, melhor seu corpo produzirá melatonina na hora de ir para a cama.

2. Diminui os níveis de estresse
A melatonina também atua de forma reativa ao estresse. Quando tomamos sol pela manhã, os raios solares ajudam a regular naturalmente esse hormônio, o que pode contribuir para diminuir seu nível de estresse.

Além disso, como costumamos fazer algo ativo enquanto estamos ao ar livre, como caminhar ou andar de bicicleta, essa atividade extra também contribui positivamente na redução do estresse.

3. Protege os ossos
Uma das formas mais simples, fáceis e gratuitas de obter vitamina D é tomar sol. Nosso corpo produz naturalmente essa substância quando exposto por cerca de 15 minutos aos raios solares.

A vitamina D ajuda a manter boas quantidades de cálcio no corpo, o que evita que seus ossos fiquem frágeis, deformados ou finos.

4. Combate a depressão
Não é só coisa da sua cabeça. Existe uma razão científica que explica porque o sol melhora o nosso humor: ele ajuda a aumentar os níveis de serotonina em nosso organismo.

Essa substância química, além de nos fazer sentir bem, também contribui para termos mais calma e foco.

Além disso, muitas pessoas sofrem com uma doença chamada transtorno afetivo sazonal, uma condição depressiva que ocorre no inverno e outono, quando há menos incidência de raios solares. Isso demonstra o quanto o sol é essencial!

5. Garante uma vida mais longa
De acordo com um estudo publicado no JAMA Dermatology, e que envolveu 30 mil mulheres, aquelas que passavam mais tempo ao sol conseguiam viver entre seis meses e dois anos a mais em comparação com aquelas que passavam menos tempo recebendo raios solares.

Mais pesquisas ainda precisam ser feitas nesse sentido, mas é uma informação interessante.

Então, pronto para acordar com nascer do sol?

*Por Denisson Antunes Soares
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*Fonte: megacurioso