Consumo moderado de álcool já aumenta risco de demências, diz estudo

Pesquisa observou que ingestão acima de 7 unidades de bebida alcoólica por semana é suficiente para aumentar o ferro no cérebro, fenômeno associado ao declínio cognitivo

Costumamos associar apenas o consumo abusivo de álcool a potenciais problemas de saúde, mas mesmo a ingestão moderada de bebida pode causar alterações significativas no nosso corpo.

Uma nova pesquisa da Universidade de Oxford, na Inglaterra, concluiu que consumir sete ou mais unidades de álcool por semana pode aumentar os níveis de ferro no cérebro, condição associada a problemas como Alzheimer e Parkinson.

O estudo, publicado no periódico PLOS Medicine nesta quinta-feira (14), acompanhou 20.965 participantes. Eles relataram seu próprio consumo de álcool e depois tiveram o cérebro escaneado por ressonância magnética. Do total de voluntários, 7 mil também fizeram ressonância do fígado para avaliar os níveis de ferro no órgão.

A média de idade dos participantes foi de 55 anos e 48,6% eram do sexo feminino. A ingestão média no grupo amostral foi de cerca de 18 unidades de álcool por semana, o que se traduz em 7 1⁄2 latas de cerveja ou 6 taças grandes de vinho.

A equipe de pesquisa descobriu que o consumo de álcool acima de sete unidades por semana estava associado a marcadores de ferro mais altos em um grupo de estruturas cerebrais chamadas gânglios da base. Eles são responsáveis, entre outras coisas, pelo controle dos movimentos motores, aprendizado, cognição e emoção.

“O ferro cerebral mais alto está associado a um desempenho cognitivo mais baixo. O acúmulo de ferro pode estar implícito no declínio cognitivo relacionado ao consumo de álcool”, alerta Anya Topiwala, do departamento de Psiquiatria da Universidade de Oxford, em comunicado.

Esse é o maior estudo até hoje sobre consumo moderado de álcool e acúmulo de ferro. Mesmo assim os cientistas reconhecem que há uma limitação no trabalho: as medidas da ressonância magnética são representações indiretas do ferro cerebral, podendo ser confundidas com outras alterações causadas pela ingestão acoólica.

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*Fonte: galileu

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