Após 28 anos, Steve Morse anuncia saída definitiva do Deep Purple

Guitarrista deixará a banda para cuidar de sua esposa Janine, que enfrenta câncer

A banda Deep Purple anunciou em suas redes sociais que o guitarrista Steve Morse, presente no grupo desde 1994, não vai continuar com o tradicional grupo inglês.

Depois de ter anunciado afastamento temporário para cuidar de sua esposa Janine, com câncer, o músico decidiu sair de forma definitiva.

“As circunstâncias pessoais de Steve tornaram impossível para ele se comprometer com a agenda da banda ao longo de 2022 e além.

Há alguns meses, Steve compartilhou abertamente com os fãs da banda o triste fato de sua esposa, Janine, estar lutando contra um câncer e, em suas próprias palavras, ele ‘simplesmente deve estar lá com ela’.

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Steve fará muita falta para a banda, equipe, empresários, gravadora e todos aqueles que tiveram o prazer de trabalhar com ele ao longo dos anos. Steve sempre foi extremamente grato pelo apoio e amor dos fãs do Deep Purple em todo o mundo. Um verdadeiro mestre”, disse o Deep Purple.

Steve Morse e Deep Purple
Ao longo de sua trajetória no Deep Purple, Steve Morse gravou oito álbuns de estúdio: ‘Purpendicular’, ‘Abandon’, ‘Bananas’, ‘Rapture of the Deep’, ‘Now What?!’, ‘Infinite’ ‘Whoosh!’ e ‘Turning to Crime’.

Gostaria de agradecer aos ouvintes que apoiaram tão fortemente a música ao vivo e transformaram cada show de um ensaio geral em uma experiência estrondosa e emocionante.

À medida que Janine se ajusta às suas limitações, ela é capaz de fazer muitas coisas sozinha, então tentaremos fazer algumas turnês mais curtas com amigos para, esperamos, tirar nós dois de casa!”, concluiu Steve Morse.

*Por Gustavo Maiato
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*Fonte: guitarload

Europa vive onda de calor sem precedentes

Reino Unido bate recorde de temperatura; Espanha e Portugal chegam a mil mortes.

Dois aeroportos em Londres, na Inglaterra, fecharam na última segunda-feira (18) após as altas temperaturas danificarem a pista de pouso. O ocorrido é parte de uma série de acontecimentos em decorrência da forte onda de calor que atinge a Europa.

Órgãos de saúde da Espanha e Portugal apontam o calor como responsável por ao menos mil mortes. Os dois países, mais a França, estão enfrentando incêndios florestais de grandes proporções. Em algumas regiões da França, moradores e turistas tiveram que ser evacuados às pressas de residências e acampamentos.

De acordo com o presidente francês, Emmanuel Macron, o ano de 2022 já contabiliza três vezes mais área de floresta queimada em comparação com 2020.

Na Espanha, os termômetros chegaram a bater 45,7ºC. Com dados do Instituto de Saúde Carlos III, a agência de notícias Reuters informa que a onda de calor causou pelo menos 360 mortes.

Já na cidade de Lousã, em Portugal, alcançou 46,3°C na última quarta-feira (13). O Ministério da Saúde português afirma que 659 pessoas, a maioria idosas, morreram devido ao calor.

Calor no Reino Unido
De todos as regiões que mais sofrem neste momento, o Reino Unido é o que mais vem chamando atenção. O recorde de temperatura britânico era de 38,7°C – registrado em 2019 – porém, nesta terça-feira (19), os termômetros nos arredores do Aeroporto de Heathrow, em Londres, marcaram 40,2°C. É a maior temperatura da história.

Pela primeira vez na história, o serviço de meteorologia britânico (UK Met Office, em inglês) emitiu um alerta vermelho para calor excepcional. Isso significa que há um risco potencial de vida. Também pudera, a estimativa dos cientistas britânicos era de que só em 2050 o país chegaria a 40ºC no verão.

No comunicado, publicado na segunda-feira (18), o órgão britânico e a Organização Meteorológica Mundial (OMM) deixam claro que o calor extremo é consequência das mudanças climáticas. O texto explica que eventos como este até podem acontecer dentro de uma variação natural climática, por causa das transformações em padrões globais de temperatura, no entanto, o aumento, frequência, duração e intensidade desses eventos, em décadas recentes, estão claramente associados ao aquecimento do planeta e à atividade humana.

A situação que teve início há uma semana está se estendendo e possivelmente atingirá novos recordes. A previsão era de que as temperaturas em Paris, capital da França, também ultrapassassem os 40ºC nesta terça-feira – o que ainda não foi confirmado.

Em mensagem gravada, o secretário-geral da ONU, António Guterres, disse que metade da humanidade já está sofrendo com inundações, secas, tempestades e incêndios florestais oriundos das condições extremas. Porém, ainda assim, “as nações continuam jogando o jogo da culpa em vez de assumir a responsabilidade por nosso futuro coletivo”, declarou.

Segundo a ONU, a área de alta pressão atualmente sobre o Reino Unido deve se mover para o centro-norte da Europa e alcançar os Bálcãs até meados da próxima semana, elevando as temperaturas também nestas regiões.

*por Marcia Sousa
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*Fonte: ciclovivo