7 dicas para garantir que seus livros sejam bem preservados

Segundo especialista do Museu Paulista, é importante manter os volumes livres de poeira, luz solar e umidade, entre outras recomendações

Para os bibliófilos, como são chamados os amantes dos livros, existem duas certezas: a de que a pilha de não lidos nunca diminui e a de que a vida é muito curta para ler tudo. Assim, um dos poucos confortos – além, é claro, de terminar uma ótima leitura – é organizar as prateleiras.

Uns buscam o tradicional e utilitário: ordem alfabética do sobrenome do autor, por gênero. Outros buscam a estética e organizam tudo pela escala de cores das lombadas e tamanho. Há os que lançam mão da metalinguagem para organizar sua coleção, como o delegado Espinosa, personagem do escritor brasileiro Luiz Alfredo Garcia Roza, que mantém em casa uma estante de livros feita só de livros (inclusive as prateleiras). E há, ainda, os caóticos, que armazenam os livros com as lombadas viradas para a parede, deixando apenas os miolos à mostra.

O fato é que ninguém precisa ser o italiano Umberto Eco, que tinha em casa uma biblioteca com 30 mil volumes, para saber que cuidar de livros dá trabalho. Eles acumulam poeira, amarelam com o tempo, sofrem com o sol e a umidade.

Pensando em ajudar os bibliófilos, Flávia Urzua, técnica do setor de papel do serviço de conservação do Museu Paulista, em São Paulo, compilou sete dicas para preservar as publicações em boas condições:

1. Na vertical é melhor
Procure guardá-los sempre na vertical com apoio de bibliocantos, exceto livros muito grandes e pesados, e evite que eles fiquem espremidos, para não danificar o miolo e a lombada.

2. Só um paninho
Para tirar a poeira do dia a dia, dê preferência a uma flanela seca. E, a cada seis meses, utilize uma escova de cerdas macias ou aspirador de pó na potência mínima para varrer a parte superior do livro.

3. Lave as mãos
Nada de manuseá-los com as mãos sujas e engorduradas — tampouco faça refeições enquanto lê.

4. Pegue leve
Nunca force para abrir o livro totalmente para não danificar a encadernação e não apoie muito peso ao manuseá-lo.

5. Atenção ao marca-página
Clipes de metal não devem ser usados como marcadores de páginas, pois podem oxidar e deixar marcas de ferrugem permanentes. Evite também marcadores com muito volume para não deformar o livro.

6. Longe do sol
Mantenha-os longe da luz solarl, pois depois de um tempo a exposição pode desbotar as capas e lombadas;

7. Ar fresco
Guarde-os em um local arejado e nada de encapá-los com sacos plásticos, justamente para que eles possam “respirar”.

*Por Marilia Marasciulo
……………………………………………………….
*Fonte: revistagalileu

Adoro conversar com pessoas inteligentes

Eu adoro conversar com pessoas inteligentes. Elas conseguem debater com elegância e argumentos.

Não se trata de diplomas na parede, mas de saber escutar e falar, de te enxergar, de saber ser.

A inteligência tem mais a ver com a maneira como você se coloca perante o outro do que com a quantidade de livros que você leu. A inteligência é elegante, sensível e, sobretudo, empata.

Digo isso porque, sem se colocar no lugar de outro, a pessoa não consegue adequar sua fala à escuta de quem está ali ao lado.

É preciso perceber as pessoas à sua volta, para que você possa ser ouvido, ouvir e estabelecer interação.

Quem age e fala somente de dentro para fora, sem se importar com ninguém, não será ouvido, não será levado em consideração. No máximo, essa pessoa apenas conseguirá machucar alguns, de maneira egoísta e desrespeitosa.

Pessoas inteligentes não se preocupam em convencer a qualquer preço, porque sabem que trocas são mais eficazes do que imposições.

Quando alguém nos escuta, temos a tendência a ouvi-lo também. Perceba que parecemos criar uma barreira quando o outro vem querer forçar que aceitemos o que ele quer, sem dar espaços a nossas falas.

A inteligência dialoga, interage, cria laços de mão dupla, em que as trocas são a base da relação estabelecida.

Por isso é que não costumo atrelar a inteligência tão somente a escolaridades, diplomas, conhecimento enciclopédico.

Conheço gente super bem informada, estudada, diplomada, que não consegue ouvir ninguém, apenas precisa de ego alimentado enquanto explana sozinha de seu pedestal.

Quem não consegue alcançar o maior número de pessoas e suas variedades não vai alcançar muita coisa. Pessoas inteligentes saem da bolha. E isso é necessário para a oxigenação constante de ideias.

NÃO TEM COMO NÃO GOSTAR DE QUEM NOS OLHA E NOS ENXERGA. DE QUEM NOS ENTENDE E NOS ESCUTA. DE QUEM NOS ACOLHE SEM JULGAMENTOS. DE QUEM PERCEBE NOSSA DOR.

Não tem como não valorizar quem usa seus saberes para ajudar e espalhar amor.

INTELIGÊNCIA É AMOR. SEJA QUEM ACOLHE, NÃO QUEM CONDENA.

O mundo precisa de sabedoria sem arrogância, de sensibilidade, de solidariedade. E isso a gente consegue com o exemplo de pessoas que são realmente inteligentes. Tão necessárias.

*Por Prof Marcel Camargo
……………………………………………………………..
*Fonte: resilienciamag

Copa do Mundo: as maiores teorias da conspiração da história dos mundiais de futebol

A Copa do Mundo de futebol é o evento esportivo mais assistido e celebrado do mundo, com uma audiência tão grande que supera em dobro a dos Jogos Olímpicos. Trata-se, portanto, de uma competição séria, que coloca as maiores seleções do mundo em disputa justa pela taça dourada – ou é isso que a FIFA quer que o público acredite. Pois é claro que um evento dessa grandeza – e que começou no distante ano de 1930 – carrega uma coleção de teorias da conspiração ao longo de seus quase 100 anos de história.

Justamente por se tratar do esporte mais popular do mundo, o futebol e a Copa movem paixões e forças culturais, econômicas e mesmo políticas imensas. É dessa importância que nascem as teorias, alimentando especulações e explicações – ou delírios – dos conspiratórios de plantão. Ainda que algumas teses tenham sido comprovadas ou explicadas com o passar dos anos, a maioria das especulações parece mero escape para a imponderável dor da derrota – ou serão elas a mais pura (e secreta) verdade?

Selecionamos algumas das mais célebres e debatidas teorias por trás de momentos misteriosos dos Mundiais. Com a aproximação da Copa do Qatar de 2022, é certo que a lista abaixo crescerá, e novos capítulos serão adicionados a essa longa história de paixão, competição – e conspiração.

Mussolini e a Copa de 34
As teorias começam já na segunda Copa do Mundo, ocorrida na Itália em 1934, durante o governo fascista de Benito Mussolini. O ditador de extrema-direita viu no Mundial uma oportunidade de celebrar o espírito nacionalista italiano – e, reza a lenda, não mediu esforços para garantir o título, com direito a ameaças e vastos investimentos secretos.

Além de jurar a morte de seus próprios jogadores caso perdessem a Copa, Mussolini teria selecionado e subornado árbitros, explicando assim apitos suspeitos em favor do país-sede em diversas partidas. Ao fim, depois de o Uruguai ganhar a primeira Copa, em 30, a Itália se sagraria a segunda campeã mundial de futebol, em 1934, e confirmaria o bicampeonato em 1938 – ainda durante o período fascista.

Garrincha na final de 62
Com Pelé machucado desde a primeira fase, o peso da tarefa de conquistar o bicampeonato brasileiro, em 1962, caiu inteiramente sobre Garrincha – e o ponta-direita do Botafogo realizou um torneio de gênio. Na semifinal contra o Chile, Mané fez história, com gol de fora da área, gol de cabeça, passes preciosos, dribles inalcançáveis, mas também um pontapé no chileno Rojas, que lhe garantiu um cartão vermelho. Com a suspensão causada pela expulsão, o Brasil iria para a final sem Pelé e sem Garrincha, o principal jogador da Copa.

Antes da final, porém, dirigentes brasileiros alegaram que o juiz não havia relatado a agressão na súmula do jogo. No julgamento de Garrincha, o bandeirinha, que seria testemunha, desapareceu. Mané acabou absolvido, jogou a final e o Brasil conquistou seu segundo título, por 3 a 1, na decisão contra a Tchecoslováquia. Anos depois, o árbitro brasileiro Olten Ayres de Abreu, que trabalhou na Copa, afirmou que uma mala com 15 mil dólares fez o bandeira “desaparecer” e garantiu Garrincha na final.

O gol fantasma da Inglaterra em 66
Trata-se de um dos lances mais controversos da história do futebol: a final da Copa de 1966 foi para a prorrogação empatada em 2 a 2, em um jogo duro e disputado entre a anfitriã Inglaterra e a Alemanha. Aos 11 minutos do primeiro tempo da prorrogação, o inglês Geoff Hurst recebeu a bola na área e bateu com força, o chute explodiu no travessão, a bola quicou no chão, aparentemente sobre a linha do gol, e foi afastada pelo zagueiro. O bandeirinha azeri Tofiq Bahramov e o juiz suíço Gottfried Dienst, porém, concluíram que a bola entrou, confirmando o terceiro gol inglês na final.

O jogo acabaria 4 a 2 para a seleção inglesa, mas a disputa em verdade nunca terminou. Nas fotos e vídeos, alguns ângulos mostram a bola quicando claramente dentro do gol, enquanto outros registros não deixam dúvidas de que a bola caiu sobre a linha, e que o gol teria sido, portanto, irregular.

O lance mudou o destino da partida e, desde então, os teóricos de plantão afirmam que o juiz recebeu prêmios e pagamentos das mãos da própria rainha – até hoje, não há conclusão inequívoca sobre se a bola, afinal, entrou ou não: assista ao lance aqui e chegue à sua própria conclusão.

A ditadura argentina na Copa de 78
Se a controvérsia em 1966 se deu por um lance, na Copa de 1978 a polêmica marcou o mundial como um todo. Realizada na Argentina durante a sangrenta ditadura do general Jorge Rafael Videla, a competição teria sido utilizada para abafar os horrores no país e vender ao mundo uma imagem positiva sobre a Argentina do período.

Vencer, portanto, era determinante para que essa estratégia internacional desse certo – e um regulamento alterado e confuso, com uma partida inacreditável, garantiram a Argentina na final e eliminaram o Brasil, mesmo a seleção canarinho não tendo perdido um único jogo.

Após a fase de grupos, a Copa era novamente dividida em grupos e, nessa etapa, para roubar a vaga do Brasil a Argentina precisava vencer o Peru por 4 gols de diferença – e a partida terminou em um milagroso 6 a 0. O jogo começou com duas horas de atraso, após o término da partida do Brasil, Videla visitou o vestiário peruano antes e depois da partida. Mais um detalhe: o goleiro do Peru, Ramón Quiroca, era naturalizado peruano, mas nascido na Argentina. Ao fim, o Brasil foi eliminado invicto, a Argentina – que perdeu um jogo – se sagrou campeã e as comemorações encobriram os protestos contra o regime nas ruas de Buenos Aires.

A água batizada do Brasil em 90
Em mais uma teoria envolvendo a Argentina, essa é uma das conspirações que, com o tempo, se confirmou: em 2004, o próprio Maradona detalhou, em entrevista, sobre quando o lateral brasileiro Branco foi intoxicado na partida contra a Argentina, ao tomar uma água “batizada” durante a disputa pelas oitavas de final da Copa de 1990. O calor era inclemente em Turim, e Branco aceitou a garrafa das mãos dos auxiliares argentinos no meio da partida.

De acordo com Maradona, a água de uma das garrafas continha o tranquilizante psiquiátrico Rohypnol, e o desempenho do brasileiro foi afetado a partir do gole. A Argentina aproveitou a oportunidade para dominar o jogo, Maradona enfileirou os brasileiros e colocou Caniggia na cara do gol de Taffarel para marcar o gol que eliminou o Brasil. A Argentina viria a perder a final da Copa de 1990 para a Alemanha.

EUA e a FIFA contra Maradona em 94
O corte de Maradona por dopping da Copa de 1994 é até hoje uma ferida aberta no coração da torcida argentina, e o próprio craque reiterou até o fim que foi vítima de um complô. O genial argentino havia sido pego com cocaína em 1991. Reza a lenda que o governo dos EUA não queria vê-lo campeão em solo norte-americano: ao fim do jogo contra a Nigéria, Maradona foi sorteado e, diante do resultado positivo, barrado do Mundial.

A teoria não para por aí e sugere que João Havelange, brasileiro que então presidia a FIFA, teria participado da trama, pois queria ver o Brasil campeão ainda durante sua gestão e precisava tirar Maradona do caminho – e o tetra brasileiro veio contra a Itália na final. Apesar de existirem livros e documentários denunciando o “complô”, muitos registros sugerem que Maradona de fato tomou remédios para emagrecer para estar em forma durante o torneio.

Nike e a FIFA na derrota de 98
A final da Copa de 1998 entre Brasil e França começou horas antes de o juiz iniciar propriamente a partida, e não terminou com o apito final, já que até hoje são intensos os debates sobre o que aconteceu naquele dia 12 de julho, na França. A história diz que o atacante Ronaldo teve uma convulsão antes do jogo, mas se recuperou e acabou escalado pelo técnico Zagallo. A atuação do jogador e de quase toda a equipe foi apagada e o Brasil terminou vice-campeão após sofrer um 3 a 0 retumbante da anfitriã.

O misterioso incidente com Ronaldo, porém, alimentou os teóricos, que suspeitam do envolvimento da Nike, patrocinadora do atacante. Algumas teses dizem que um esquema envolvendo a empresa, a CBF e a FIFA garantiu que o título ficasse com os donos da casa, enquanto outros conspiratórios afirmam que a gigante do material esportivo teria obrigado o técnico a escalar o jogador, mesmo sem condições. O mais provável, porém, parece ser mesmo o difícil de aceitar: o Brasil jogou mal, a França jogou melhor e terminou campeã.

7 x 1 em troca do ouro olímpico
O Estádio do Mineirão, em Belo Horizonte, foi cenário de uma das maiores derrotas da história do esporte, na semifinal da Copa de 2014, quando o Brasil foi eliminado pela Alemanha pelo emblemático placar de 7 a 1. Assim, ao mesmo tempo que um resultado tão elástico pode parecer impossível de ocorrer sem uma explicação extraordinária, esse é um dos casos mais fáceis de se compreender a busca por uma conspiração para justificar tamanha tragédia esportiva. Como seria possível, em condições normais, que o Brasil sofresse um revés tão grande em sua própria casa, afinal?

E assim começou o trabalho dos teóricos da conspiração, que acusam diversas farsas por trás do vexame do dia 8 de julho de 2014. A teoria começa com a lesão de Neymar no jogo anterior, contra a Colômbia, que seria encenada, e sugere que, por trás, estaria um acordo entre a FIFA, CBF, Alemanha, o Comitê Olímpico Internacional e até a Rede Globo, vendendo a semifinal da Copa em troca da medalha de ouro, até então inédita, que viria para o Brasil no Rio, em 2016, em uma final jogada justamente contra a Alemanha. Será?

Para refrescar a memória: a final da Olimpíada terminou nos pênaltis, após 1 a 1 no tempo normal, com a vitória do Brasil por 5 a 4 sobre a Alemanha. A derradeira cobrança – que valeu o ouro – foi de Neymar.

*Por Vitor Paiva
………………………………………………………………
Fonte: hypeness

As 10 cidades mais antigas do Brasil

As cidades mais antigas do Brasil são ricas em sua história, na preservação dos prédios históricos e nos pontos turísticos que atraem visitantes de todo o país. Elas representam, em grande parte, o período primordial do país enquanto ainda era uma colônia de Portugal, com algumas sendo ricos centros urbanos hoje, como Recife e Salvador.

A grande maioria se localiza no litoral, uma vez que os portugueses ocuparam primeiramente essa área após chegarem ao país. Era através do litoral que eles traziam suas mercadorias e escravos, facilitando o comércio entre a metrópole e a colônia.

Essas cidades guardam a história do nosso país, possuem belíssimas riquezas naturais e culturais, assim como praias deslumbrantes.

Conheça as cidades mais antigas do Brasil

1. Cananéia (São Paulo)
Fundação: 1531
Ainda há certa competição para saber quem ocupa o topo dentre as cidades mais antigas do Brasil entre Cananéia e São Vicente. Isso ocorre porque não há documentos o suficiente para comprovar que Cananéia teve sua fundação cinco meses antes da outra.

Cananéia, além de possuir belas cachoeiras, ilhas e praias, também tem um centro histórico muito interessante para os turistas visitantes da região.

2. São Vicente (São Paulo)
Fundação: 1532
Localizada na região hoje chamada de Baixada Santista, em São Paulo, São Vicente teve sua fundação feita por Martim Afonso de Souza. Além de uma belíssima ilha, a cidade também chama atenção por suas praias, como Itararé e Gonzaguinha.

A fortaleza da casa Martim Afonos, hoje, é preservada e por muitos dita como sendo o marco zero do país, hoje um museu abrigando fotografias e documentos históricos da cidade.

3. Olinda (Pernambuco)
Fundação: 1535
A Unesco determinou Olinda como Patrimônio Histórico e Cultural da Humanidade, e a cidade foi muito importante durante o período em que o Brasil era uma colônia. Quem fundou a cidade foram os portugueses, mas os holandeses chegaram a invadirem-na e dominarem-na por um certo tempo antes de uma reconquista lusitana.

Além da beleza natural, é também riquíssima em sua história e arquitetura.

4. Vila Velha (Espírito Santo)
Fundação: 1535
Outra das cidades mais antigas do Brasil que também se localiza no sudeste. Quem a fundou foi Vasco Fernandes Coutinho, que detinha a capitania do Espírito Santo no período primordial do Brasil colônia. Suas praias chamam atenção, além dos pontos históricos como o Farol de Santa Luzia e o Convento da Penha.

5. Igarassu (Pernambuco)
Fundação: 1535
Uma das cidades mais antigas do Brasil, seu nome significa “navio” ou “canoa grande” na origem Tupi. Situa-se na área metropolitana do Recife, estado do Peranmbuco, e foi palco de conflitos entre portugueses e índios.

6. Recife (Pernambuco)
Fundação: 1537
Recife, além de ser uma das cidades mais antigas do Brasil, foi também uma das mais importantes no período colonial. Recife era um dos portos do Brasil, por onde muitos produtos, artigos de luxo e escravos entravam no território da colônia. Hoje, a cidade é reconhecida por sua produção cultural, suas belas praias, o carnaval marcante e os prédios históricos.

7. Iguape (São Paulo)
Fundação: 1538
Iguape é a maior cidade em termos de extensão territorial no estado de São Paulo, diferentemente do que se poderia pensar. Suas casas e igrejas fazem parte de conjuntos de arquitetura colonial que foram preservados, possuindo um centro histórico rico no estado.

8. São Mateus (Espírito Santo)
Fundação: 1544
A segunda cidade mais antiga do estado do Espírito Santo, cujo nome foi dado pelo Padre José de Anchieta. Muitos africanos chegavam ao território da colônia através dessa área, que posteriormente também recebeu imigrantes vindos da Itália. As praias de Urussuquara e Guriri são algumas das riquezas naturais da cidade.

9. Salvador (Bahia)
Fundação: 1549
Salvador foi a primeira capital da colônia, funcionando como sede para a administração feita por Portugal. É uma cidade muito rica em história e gastronomia, com alguns dos pontos turísticos mais marcantes do país, como o Largo do Pelourinho. O litoral e o carnaval também são pontos fortes da cidade.

10. Vitória (Espírito Santo)
Fundação: 1551
A atual capital do Espírito Santo, fundada 16 anos após Vila Velha, cujo primeiro nome foi Vila Nova. O arquipélago contém catedrais, casas e igrejas que remetem a diferentes épocas da história brasileira. Suas praias e gastronomia são fatores atrativos da região.

*por Dominic Albuquerque
………………………………………………………
*Fonte: socientifica

Por que algumas pessoas mentem escancaradamente?

Por que algumas pessoas mentem escancaradamente?

Há mil e uma razões para mentir. Há quem diga “ mentiras brancas ” para “proteger” o outro de uma dura verdade e há quem minta para evitar as consequências de seu comportamento. Mas também há pessoas que mentem desnecessariamente, pelo menos aparentemente.

Falar com quem mente escancaradamente, muitas vezes, é como andar na areia movediça, porque nunca sabemos quando estão apontando fatos, ou quando estão criando para se beneficiarem de alguma maneira.

No entanto, entender por que uma pessoa está mentindo desnecessariamente é o primeiro passo para levar a conversa para o reino da verdade.

As 3 razões mais comuns pelas quais as pessoas mentem

A mentira patológica não é um fenômeno recente. No início do século 20, o psiquiatra William Healy escreveu sobre um jovem paciente:

“Ao longo de nosso relacionamento com Adolf, sabíamos que sua palavra não era confiável. Muitas vezes ele contou a seus amigos mentiras bastante desnecessárias, o que não fez nada além de afetar sua opinião sobre ele. Suas invenções repetidas não serviram a nenhum propósito comprovável”.

Mentir desnecessariamente ainda é um hábito relativamente difundido. Um estudo realizado na Universidade do Texas, por exemplo, revelou que mais de 91% das 251 pessoas entrevistadas indicaram conhecer um mentiroso patológico. Essas pessoas acreditavam que aproximadamente 49% das mentiras não tinham motivo ou razão aparente.

No entanto, é importante notar que nossa incapacidade de encontrar razões para uma mentira não significa necessariamente que o mentiroso não tenha “razões” para sua desonestidade.

O fato de não encontrarmos um sentido racional para a mentira não implica a ausência de motivações. Para entender por que uma pessoa mente “desnecessariamente”, é essencial se colocar no lugar dela.

1. Chame a atenção para se sentir importante

Todos nós precisamos de um certo grau de atenção, validação e aprovação social, mas algumas pessoas tentam satisfazer essas necessidades de maneiras não naturais, recorrendo a mentiras.

NA VERDADE, MENTIROSOS PATOLÓGICOS GERALMENTE MENTEM PARA CHAMAR ATENÇÃO.

Se não recebem a quantidade de atenção que desejam, muitas vezes recorrem ao exagero ou mesmo à fabricação para impressionar os outros.

Em muitos casos, essas pessoas são apresentadas como heróis das situações, aventureiros intrépidos ou mesmo como pobres vítimas. Para dar força ao seu caráter, costumam construir histórias que beiram o fantástico, mas temperam com detalhes mais convincentes para chamar a atenção e serem percebidos como mais importantes.

Geralmente são pessoas preocupadas em perder o respeito ou a admiração das pessoas ao seu redor. Na verdade, muitas das pessoas que mentem realmente só querem agradar, impressionar e/ou ser valorizadas positivamente. Em vez disso, eles se preocupam que dizer a verdade alienará ou desapontará os outros.

2. Reforçar a autoestima frágil

Décadas atrás, o psiquiatra Charles Ford argumentou que quando as pessoas experimentam uma necessidade excessiva de melhorar sua auto-estima, podem recorrer à mentira, chegando até a estados patológicos.

Na prática, embora todos ao seu redor achem que é uma questão inconsequente, o mentiroso está convencido de que é uma questão crítica. Ele tem uma visão distorcida, o que o leva a enfatizar determinadas situações para ganhar relevância aos olhos dos outros e aumentar artificialmente sua autoestima.

NA VERDADE, DESCOBRIU-SE QUE A MAIORIA DAS PESSOAS QUE MENTEM DESNECESSARIAMENTE MENTEM SOBRE SI MESMAS. ISSO INDICA QUE O CONTEÚDO DESSAS MENTIRAS É UMA FORMA DE REAFIRMAÇÃO PESSOAL, PARA ESCORAR UMA AUTOESTIMA FRÁGIL.

3. Confunda a mentira com a verdade

Na mente da pessoa que mente desnecessariamente, as fronteiras entre realidade e fantasia geralmente não são muito bem definidas. De fato, nossas memórias em um sentido geral geralmente não são muito confiáveis.

Nossa memória está sujeita à influência de muitos fatores, por isso não é incomum sofrermos de alguma forma de dismnésia ; isto é, que nossas memórias mudam ao longo do tempo, pois são reconstruídas cada vez que as recordamos.

Essas sutis distinções entre o que aconteceu e as reinterpretações que fazemos dos fatos podem levar uma pessoa a dizer coisas que não são verdadeiras, mas que em sua imaginação eram ou pelo menos gostariam que fossem.

ESSAS PESSOAS TENDEM A REMODELAR CONTINUAMENTE SEU PASSADO, ENTÃO SUAS VERSÕES DO QUE ACONTECEU ESTÃO MUDANDO CONSTANTEMENTE À MEDIDA QUE ADICIONAM DETALHES QUE NUNCA ACONTECERAM.

Às vezes, essa tendência pode se tornar tão intensa que quase parece que a pessoa recriou um mundo paralelo em sua cabeça, um passado mutável que se adapta às suas necessidades e crenças atuais.

Como lidar com uma pessoa que mente desnecessariamente?

Obviamente, lidar com uma pessoa que mente desnecessariamente – pelo menos do nosso ponto de vista – é muitas vezes frustrante. No entanto, vale a pena analisar seu comportamento a partir da teoria tripartite da desonestidade.

De acordo com essa teoria, as pessoas mentem quando esperam que essa mentira lhes traga algum valor, pensam que as chances de os outros perceberem são pequenas e assumem que os custos da mentira, tanto social quanto internamente em termos de culpa ou constrangimento, são baixos ou toleráveis.

Isso significa que, embora nos pareça que uma pessoa mente desnecessariamente, na realidade há uma razão que não podemos ver.

Portanto, se queremos entendê-la, devemos nos perguntar por que essa mentira é importante para ela, por que ela precisa ou o que quer ganhar.

As pessoas não costumam mentir desnecessariamente, o que acontece é que muitas vezes achamos suas razões absurdas.

Se quisermos estabelecer um relacionamento baseado na honestidade, em vez de apontar suas mentiras e fazê-los se sentir encurralados, podemos perguntar: Por que isso é importante para você?

Comunicar empatia pode ajudar essa pessoa a baixar suas defesas e entender que pode dizer a verdade porque não corre o risco de ser julgada ou rejeitada.

………………………………………………………………………
*Fonte: seuamigoguru

Buraco de ozônio continua encolhendo em 2022, afirmam cientistas

Porção estratosférica que nos protege dos raios UV atingiu área média de 23,2 milhões de km² entre setembro e outubro de 2022, sendo ligeiramente menor do que em 2021

A camada de ozônio forma um “escudo” protetor invisível sobre o planeta, absorvendo a perigosa radiação ultravioleta do Sol. Graças a medidas ambientais adotadas pelas nações de todo o mundo, finalmente temos uma boa notícia: o buraco nesse revestimento está encolhendo em 2022, continuando uma tendência dos últimos anos.

De acordo com a Nasa, o buraco anual de ozônio da Antártida atingiu uma área média de 23,2 milhões de km² entre 7 de setembro e 13 de outubro de 2022. Essa área foi ligeiramente menor do que no ano passado, quando o buraco atingiu um máximo de 24,8 milhões de km² – aproximadamente o tamanho da América do Norte – antes de começar a encolher em meados de outubro.

Ainda que a cratera na camada que reveste o planeta tenha sido em 2021 a 13º maior desde 1979, os cientistas notaram um progresso na diminuição do buraco na porção da estratosfera que nos protege dos raios ultravioleta.

“Vemos algumas oscilações à medida que as mudanças climáticas e outros fatores fazem os números oscilarem um pouco de dia para dia e de semana para semana”, afirma Paul Newman, cientista-chefe de ciências da Terra no Goddard Space Flight Center da Nasa, em comunicado. “Mas, no geral, vemos isso diminuindo nas últimas duas décadas”.

Para o especialista, a eliminação de substâncias que destroem a camada de ozônio através do Protocolo de Montreal está diminuindo o buraco. O tratado internacional que entrou em vigor em 1º de janeiro de 1989 e que apresenta 197 Estados Partes, sendo o Brasil como um dos signatários, impõe a redução da produção e consumo das Substâncias que Destroem a Camada de Ozônio (SDOs).

Quando o Sol polar nasce, os cientistas da Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos Estados Unidos (NOAA) fazem medições com um espectrofotômetro Dobson, um instrumento óptico que registra a quantidade total de ozônio entre a superfície e a borda do espaço.

A média global dessa quantia é de cerca de 300 unidades Dobson. Em 3 de outubro de 2022, os cientistas registraram um valor total mínimo de 101 unidades Dobson sobre o Polo Sul. Naquela ocasião, o ozônio estava quase completamente ausente em altitudes entre 14 e 21 quilômetros – um padrão muito semelhante ao de 2021.

………………………………………………………………
*Fonte: revistagalileu

Controlar os pensamentos ou deixá-los passar: o que é mais apropriado?

Quando os pensamentos negativos nos afetam, podemos tentar controlá-los ou simplesmente aceitá-los sem julgamento. Qual é a estratégia mais eficaz? Nós lhe diremos a seguir.

Os pensamentos formam nosso diálogo interno, deles depende como interpretamos a realidade e, portanto, como sentimos e agimos. Quando eles se tornam intrusivos, quando são desagradáveis ou nos causam desconforto, queremos apenas nos livrar deles. No entanto, pode surgir a pergunta: é melhor controlar os pensamentos ou deixá-los passar?

É natural que você não saiba qual caminho escolher, pois mesmo as perspectivas da própria psicologia, as recomendações oferecidas às vezes parecem contraditórias. Devo assumir o controle do que penso e sinto ou devo simplesmente deixar fluir? A verdade é que ambas as opções podem ser úteis e eficazes, tudo depende das circunstâncias.

Controlar os pensamentos: as técnicas cognitivas
A história da psicologia é longa e suas abordagens ao sofrimento mental vêm mudando. Portanto, podemos encontrar propostas muito diferentes.

O cognitivismo faz parte das chamadas “terapias de segunda geração” que surgiram por volta de 1970. A partir dessa abordagem, considera-se que os pensamentos desempenham um papel fundamental no bem-estar da pessoa, pois condicionam a forma como interpreta sua realidade e como responde a isso.

Para dar um exemplo, alguém que sofre de fobia social tem um medo enorme de ser julgado. Em situações sociais, seus pensamentos giram em torno de “estou fazendo papel de bobo”, “eles vão rir de mim”, “estão pensando que sou estranho ou inútil”. Como resultado desse discurso interno, surgem a ansiedade e o desconforto, mas também comportamentos evitativos.

Portanto, a proposta do cognitivismo é identificar esses pensamentos “errados”, analisá-los e trabalhá-los, para substituí-los por outros mais funcionais. Seguindo essa linha, surgem diversas técnicas, como:

Detenção do pensamento
A detenção do pensamento é uma técnica simples e amplamente utilizada para controlar pensamentos ruminativos. Ou seja, para aqueles momentos em que repassamos um assunto, sem poder parar e sem chegar a nenhuma conclusão. Consiste simplesmente em dizer com firmeza a palavra “basta” ou outra semelhante quando esses pensamentos aparecem ou entramos nesse ciclo mental.

A pessoa também pode esbofetear ou beliscar a si mesma enquanto diz a palavra, para tornar a interrupção do pensamento mais eficaz. Então ela deve se dedicar a uma atividade diferente.

A detenção do pensamento é uma técnica muito útil para interromper a ruminação.

Reestruturação cognitiva
A reestruturação cognitiva é uma das ferramentas mais utilizadas nas consultas de psicologia devido a sua grande eficácia. Consiste em identificar pensamentos irracionais ou desadaptativos, que causam desconforto à pessoa, para posteriormente questioná-los e substituí-los por outros mais adequados.

Em outras palavras, busca moldar o pensamento, eliminando ideias e crenças prejudiciais que estão mantendo o problema e aprendendo a interpretar o que está acontecendo de maneira mais flexível e adequada.

Distração
Esta é outra técnica muito simples. É usada para reduzir a ansiedade em crianças antes de procedimentos médicos, mas suas aplicações são múltiplas.

Nesse caso, o objetivo é desviar a atenção de pensamentos prejudiciais ou emoções desagradáveis, concentrando-a em outros aspectos externos. Por exemplo, descrever em detalhes um objeto à nossa frente ou iniciar um exercício mental, como contar de 100 a 0 de trás para frente.

O descrito acima são apenas alguns exemplos das muitas técnicas em que o objetivo é controlar os pensamentos. Ou seja, procuramos detê-los ao nosso capricho, livrar-nos deles ou trocá-los por outros. A realidade é que as técnicas cognitivas têm se mostrado muito eficazes no tratamento de vários distúrbios, mas não são a única abordagem disponível.

Deixar passar os pensamentos: as terapias de terceira geração
Uma nova abordagem surgiu por volta de 1990 com propostas como mindfulness ou terapia de aceitação e compromisso. Essa terceira onda de terapias busca mudar a forma como a pessoa percebe o problema, mas não a partir do controle, mas da observação e aceitação.

Ou seja, nesse caso não há julgamentos, os pensamentos não são avaliados como corretos ou incorretos, como desejáveis ou indesejáveis. Pela mesma razão, não há tentativa de eliminá-los ativamente ou substituí-los por outros. A proposta é simplesmente deixá-los ser, deixá-los passar e observá-los sem se identificar com eles.

O desconforto é aceito como uma realidade presente e não combatida, não se gera resistência. Isso funciona por vários motivos:

Ajuda a pessoa a permanecer no momento presente, sem dedicar recursos para alimentar medos futuros que ainda não ocorreram.
Ao deixar de lutar contra os pensamentos, a pessoa não se desgasta. Ao não julgar o que pensa, não se sente culpada. Não há mais necessidade de controlar o conteúdo da mente (que é tão difícil de controlar) e isso traz descanso.
Ao deixar os pensamentos serem, também os deixamos passar. Muitos problemas de ansiedade surgem quando a pessoa dá credibilidade às suas ideias negativas, fica viciada nelas e, portanto, as perpetua e as mantém. Se os deixarmos em paz, veremos que assim que chegam eles partem, e que não temos que tomá-los como nossos nem fazer nada a respeito.

Tomar distância de nossos pensamentos nos ajuda a diferenciar nossos medos e preocupações da realidade.


Controlar os pensamentos ou deixá-los passar: qual é a coisa certa a fazer?

Como você pode ver, são duas abordagens muito diferentes e aparentemente contraditórias. No entanto, elas podem se complementar para alcançar os melhores resultados, dependendo da pessoa e das circunstâncias específicas. Há momentos em que é possível identificar, analisar e controlar os pensamentos; mas outros onde não é.

Quando a mente parece fora de controle e qualquer tentativa de combater os pensamentos negativos é inútil, aceitá-los pode ser a melhor estratégia. Existem aspectos de nossas vidas que não podemos mudar e parar de lutar contra eles pode restaurar o bem-estar que perdemos.

Portanto, na prática clínica, ambas as abordagens podem coexistir. Para algumas pessoas, uma abordagem pode ser mais apropriada e para outras, uma diferente. De qualquer forma, a prática e a perseverança são essenciais para que qualquer uma dessas técnicas nos ajude a lidar com nossos pensamentos. Um profissional qualificado pode acompanhá-lo e ajudá-lo a escolher as opções que melhor se ajustem ao seu caso.

…………………………………………………………………..
*Fonte: amenteemaravilhosa

Por que a natação é uma ‘fonte da juventude’ para o cérebro

Não é novidade que o exercício físico é benéfico para o nosso cérebro. Atende a um princípio básico: o que é bom para o nosso coração é bom para o nosso sistema nervoso. Mas será que existe alguma atividade física que ofereça mais vantagens do que outras?

Há muitas razões para ir à piscina, a um lago ou ao mar no verão: para tornar o calor mais suportável, para ter momentos agradáveis, para exercitar os músculos, etc.

Mas a melhor de todas é que a natação é um dos exercícios mais completos para melhorar nossa saúde física… e mental.

O exercício simples que você pode fazer em casa para turbinar seu cérebro
Como evitar que o cérebro envelheça rápido demais?
E para convencê-lo a continuar lendo este artigo, vamos revelar um segredo. A expressão “fonte da juventude” pode ser literal. E o segredo está na água.

Só para você ter uma prévia: a natação promove a liberação de substâncias no cérebro que melhoram a cognição e a memória, graças em parte ao fato de que ajuda a estabelecer novas conexões cerebrais.

Ajuda nosso corpo a combater o estresse oxidativo e os radicais livres, reduz os níveis de estresse e melhora nosso sistema imunológico. Como um todo, melhora o humor.

Comecemos a nadar.

Em primeiro lugar, os benefícios físicos da natação são inegáveis. É um exercício bastante completo que ativa os principais grupos musculares do corpo.

Além de estimular o sistema cardiovascular, o trabalho realizado acaba sendo muito maior do que em outras atividades, graças à resistência da água.

Outra vantagem é que o corpo, estando submerso, recebe menos impacto físico, e acaba sendo mais fácil de se movimentar.

Mas o condicionamento físico é tão importante quanto a saúde mental.

Descarga de endorfina
Como um bom exercício aeróbico — aquele que requer um esforço do coração e dos pulmões para fornecer oxigênio aos músculos —, a natação produz a liberação de endorfinas.

Estas substâncias são a droga natural do cérebro, pois reduzem a percepção da dor, nos proporcionam prazer e uma imensa sensação de bem-estar e felicidade.

Esta é a razão pela qual a natação é tão viciante, porque as endorfinas secretadas se ligam aos receptores opioides no cérebro, responsáveis ​​por funções como sedação, redução da dor e euforia.

Não se assustem. As endorfinas não são nada negativas, muito pelo contrário.

Entre outras coisas, demonstraram ser efetivas no tratamento da depressão. Alguns estudos mostraram, inclusive, que são muito mais eficazes do que alguns medicamentos antidepressivos.

Neste sentido, a natação como terapia melhora o humor e reduz os sintomas de quem sofre deste transtorno. Isso permitiria reduzir ou até mesmo eliminar a medicação em alguns pacientes.

Parte do efeito antidepressivo pode ser devido à formação de novos neurônios no hipocampo, algo que ocorre após praticar natação.

O hipocampo também é a área do cérebro responsável pela memória e aprendizado.

Treinamento cerebral para todas as idades
Sabemos que a atividade física ajuda a manter nossa mente afiada à medida que envelhecemos, mas não apenas em pessoas idosas. Alguns estudos descobriram que a natação ajuda a desenvolver o cérebro infantil.

Em particular, um estudo recente mostrou que crianças entre 6 e 12 anos têm mais capacidade de lembrar vocabulário após nadar por vários minutos. Esta atividade, portanto, parece reforçar a memória em pessoas de todas as idades.

Outra de suas grandes virtudes é que estimula a função cerebral. Este foi o resultado alcançado após um estudo realizado com nadadores adultos, que, depois de 20 minutos de natação, melhoraram esta função.

Grande parte da responsabilidade por estes benefícios é do fator neurotrófico derivado do cérebro (BDNF, na sigla em inglês), um fator de crescimento cerebral que melhora a memória e a cognição. Porque o que diferencia a natação de outras atividades cardiovasculares é justamente que estimula a liberação de BDNF.

Relaxe e desconecte
O motivo poderia ser mais simples do que pensamos: a água. Por um lado, o meio líquido produz relaxamento, mas, além disso, o movimento rítmico da natação nos faz entrar em um estado meditativo.

Soma-se a isso o fato de que na água podemos nos desconectar dos sons que nos rodeiam e ouvir apenas nossa respiração.

Os benefícios não param por aqui. A natação reduz a tensão emocional, uma vez que diminui os níveis de cortisol, o hormônio do estresse.

Também aumenta a produção de serotonina, um dos hormônios da felicidade que nos ajudam a combater a ansiedade, a depressão e o estresse.

E como se não bastasse, as fibras nervosas do corpo caloso — a fiação cerebral que permite a comunicação entre os dois hemisférios — são mais desenvolvidas nos nadadores, graças à precisão das braçadas e à forma como os movimentos cruzados bilaterais são usados ​​para nadar.

E a natação coloca em operação os dois hemisférios, que precisam de uma quantidade maior de oxigênio.

Este aumento da comunicação entre os dois lados do cérebro implica num aumento da cognição e em melhores habilidades de aprendizado.

Mas não vá embora… ainda tem mais!

Um freio para a deterioração cognitiva
Recentemente, um estudo mostrou que a natação suprime o declínio cognitivo em camundongos obesos.

O objetivo deste estudo foi reproduzir em animais o que acontece em humanos quando ganham peso como resultado de uma má alimentação.

Isso se traduz em uma deterioração da capacidade de aprendizado e memória, que está bastante relacionada à inflamação do tecido nervoso e à diminuição dos fatores neurotróficos e de crescimento no cérebro.

A natação reverte estas mudanças anormais. Consequentemente, salva camundongos obesos da deterioração da capacidade de aprendizado e memória, reduzindo a obesidade, diminuindo a inflamação do hipocampo e aumentando a produção de fatores neurotróficos como o BDNF.

Se você nada habitualmente, certamente não havia pensado em tudo o que esta atividade oferece. Então, de agora em diante, depois da onda após nadar ou do vício por piscina, pense em tudo o que está acontecendo no seu cérebro ao praticar natação.

Para aqueles que não nadam, se você precisa de uma desculpa para pular na piscina, considere este artigo como um sinal.

Quem sabe? O segredo da fonte da juventude também é encontrado na água.

*Por José A. Morales Garcia
………………………………………………………….
Fonte: bbc-brasil

As 9 cidades que podem sumir até 2030

Há 9 cidades que podem sumir até 2030: pouco menos de dez anos é um tempo que pode ser considerado extenso? No início dos anos 2000 ou na década de 70 a resposta talvez fosse afirmativa, diferentemente de 2022. O tempo medido e o tempo percebido não são a mesma coisa. O filósofo Santo Agostinho (354-430) é tido como o pensador pioneiro em considerar o tempo como subjetivo. A constatação não é difícil de entender: percebemos o tempo de diferentes formas, por vezes, ele pode parecer mais curto numa dada situação ou mais longo numa outra; ou ainda, o que pode ser curto ou longo para alguns, pode não ser para outros.

De qualquer forma, o aquecimento global tem avançado cada vez mais rápido, elevando a temperatura do planeta. Como consequência, as geleiras derretem com mais frequência, aumentando o nível do mar de forma alarmante. Caso a situação não mude radicalmente, o nível do mar pode subir cerca de 2 metros até 2100, chegando a 5 metros em 2150, segundo informações do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC) da ONU.

Desse modo, algumas cidades estão mais propensas a afundar por conta de fatores relacionados à localização, como baixo relevo, locais costeiros ou ainda áreas sujeitas a inundações de moções. Embora os fatores naturais e a mudança climática tenham feito diversas cidades desenvolver sistemas de defesa, como diques e barragens, os cientistas preveem que algumas cidades poderão ser submersas – algumas partes ou até por completo – até 2030.

Cidades que podem sumir até 2030: 9 lugares vulneráveis que podem ser alagados
A situação climática, sobretudo nas cidades costeiras, pode trazer uma série de danos irreversíveis. A seguir, conheça 9 cidades que podem sofrer inundações problemáticas já nos próximos anos.

1. Veneza, Itália
A bela e milenar Veneza é um dos pontos mais vulneráveis do planeta. A cidade italiana, fundada sobre uma série de ilhotas, é particularmente frágil com relação às mares. De tempos em tempos, ela é alagada, o fenômeno comum que ocorre no outono e inverno é chamado de acqua alta.

No entanto, com as mudanças climáticas e o derretimento das calotas polares, o risco é iminente. Os pesquisadores acreditam que um aumento de 50 centímetros no nível das águas já seria suficiente para alagar de forma permanente a Praça São Marco.

2. Bangkok, Tailândia
A cidade tailandesa Bangkok é naturalmente propensa a inundações, uma vez que foi construída em solo argiloso denso acima de um pântano. Acredita-se que a maioria das áreas costeiras de Tha Kham e Samut Prakan e seu principal aeroporto, Suvarnabhumi International, pode vir a submergir até 2030.

3. Miami, Estados Unidos
Contaminação da água potável e danos à infraestrutura da cidade são os prejuízos em destaque por conta do aumento das inundações. Sérias consequências poderão impactar a famigerada e agitada Miami Beach até 2050. As próximas inundações causadas principalmente pelo aumento do nível do mar, já poderão levar as praias nos próximos anos.

4. Basra, Iraque
Tanto as forças naturais, quanto à localização da principal cidade portuária do Iraque, podem fazer com que Basra seja inundada parcial ou completamente no intervalo de dez anos, segundo previsões dos cientistas.

5. Cidade De Ho Chi Minh, Vietnã
As moções podem ser a principal causa para que a cidade com partes ao longo do Delta do Mekong seja inundada, obrigando a saída de milhares de pessoas de suas casas. As áreas pantanosas são especialmente suscetíveis a submergir completamente até 2030.

6. Nova Orleans, Estados Unidos
Em 1800, Nova Orleans estava totalmente acima do mar. Contudo, em 1895, 5% da cidade estava submersa no oceano, e 30% em 1935. Além disso, um estudo da NASA de 2016 prevê que toda Nova Orleans pode estar submersa até o final do século.

7. Calcutá, Índia
A grande Calcutá está afundando rapidamente. Por conta das imensas inundações, a cidade pode ser desastrosamente inundada antes mesmo de 2030. Estudiosos têm elaborado ações para reverter a situação.

8. Amsterdã, Países Baixos
Extremamente plana, Amsterdã é ameaçada constantemente pelo aumento do nível do mar. Por conta de grandes inundações históricas, um dique com 32 quilômetros foi construído há 80 anos. Porém, o aumento do nível do mar pode fazer com que o recurso seja ineficiente.

9. Georgetown, Guiana
Por ser localizada em área costeira, Georgetown tem o risco de ser inundada completamente em dez anos. Atualmente a cidade precisa reforçar o paredão de 280 milhas de comprimento no mar para que as áreas centrais não sofram danos grandiosos.

*Por Daniela Marinho
…………………………………………………………………….
*Fonte: socientifica

Já imaginou fabricar discos de vinil em casa? Com esta máquina, isso é possível!

Você conhece alguém que faça discos de vinil em casa? É bem provável que não. Isso porque, para que se possa produzir um vinil, é necessário possuir uma série de maquinário específico e dominar uma técnicas industriais (já explicamos melhor por aqui: como o vinil é fabricado). Mas, talvez, tudo isso esteja começando a mudar.

A Teenage Engineering lançou um novo dispositivo que permite que qualquer pessoa possa fabricar seus próprios pequenos discos de 5 polegadas. A PO-80record factory é, basicamente, uma fabriqueta de vinil portátil. A maquininha foi desenvolvida em parceria com o designer e músico japonês Yuri Suzuki.

O aparelho é um mini toca-discos que, além da agulha normal, que reproduz o som, também possui uma agulha para gravar, que corta o disco, criando seus sulcos, assim como faz a agulha do corte do acetato, nas fábricas de vinil reais. Basta conectar o aparelho em alguma fonte contendo o áudio que será gravado no disco e pronto. Tudo muito simples e fácil.

O resultado? Não é um som com alta qualidade, evidentemente. A marca suíça descreve o áudio dos pequenos discos como “lo-fi”. De fato, os ruídos são altos, o que já era de se esperar, como você pode ver no vídeo abaixo. Mas você consegue gravar bolachinhas de 33 e 45 rpm, nas quais cabem entre 3 e 4 minutos de música.

Além disso, a Teenage Engineering criou um software online que auxilia no ajuste da master antes de gravá-la, facilitando a adaptação da música ao disco. O kit do PO-80 vem com 5 bolachas virgens para gravação e a marca disponibiliza também a compra de discos avulsos.

A invenção é tão diferente e interessante que, depois de um mês do lançamento, o produto já está esgotado. É claro que o som desses compactos não se compara ao dos discos cuidadosamente produzidos nas fábricas de verdade, mas, mesmo assim, essa é uma novidade legal, né?

E por aí, você ficou com vontade de ter uma fabriqueta de discos?

*Por Erick Bonder
………………………………………………………………………..
*Fonte: noize

Uma nova explicação para a consciência

A consciência é a sua consciência de si mesmo e do mundo ao seu redor. Esta consciência é subjetiva e única para você.

Um pesquisador da Escola de Medicina Chobanian & Avedisian da Universidade de Boston desenvolveu uma nova teoria da consciência, explicando por que ela se desenvolveu, para que serve, quais distúrbios a afetam e por que fazer dieta (e resistir a outros impulsos) é tão difícil.


“Em poucas palavras, nossa teoria é que a consciência se desenvolveu como um sistema de memória que é usado por nosso cérebro inconsciente para nos ajudar a imaginar o futuro de forma flexível e criativa e planejar de acordo”, explicou o autor correspondente Andrew Budson, MD, professor de neurologia.

“O que é completamente novo nessa teoria é que ela sugere que não percebemos o mundo, não tomamos decisões ou realizamos ações diretamente. Em vez disso, fazemos todas essas coisas inconscientemente e então – cerca de meio segundo depois – lembramos conscientemente de fazê-las.”

Budson explicou que desenvolveu essa teoria junto com seus coautores, o filósofo Kenneth Richman PhD, no Massachusetts College of Pharmacy and Health Sciences e a psicóloga Elizabeth Kensinger, PhD do Boston College, para explicar uma série de fenômenos que não podiam ser facilmente entendidos com teorias anteriores da consciência.


“Sabíamos que os processos conscientes eram simplesmente muito lentos para se envolver ativamente em música, esportes e outras atividades onde são necessários reflexos de frações de segundo. Mas se a consciência não estiver envolvida em tais processos, seria necessária uma explicação melhor do que a consciência faz”, disse Budson, que também é chefe de neurologia cognitiva e comportamental, chefe adjunto de equipe de educação e diretor do Centro de Translacional Cognitivo. Neurociência no Veterans Affairs (VA) Boston Healthcare System.

Segundo os pesquisadores, essa teoria é importante porque explica que todas as nossas decisões e ações são realmente feitas inconscientemente, embora nos iludamos acreditando que as fizemos conscientemente.

Então, podemos dizer a nós mesmos, vamos tomar apenas uma colher de sorvete e, a próxima coisa que sabemos, o recipiente está vazio – porque nossa mente consciente não está controlando nossas ações.


“Mesmo nossos pensamentos geralmente não estão sob nosso controle consciente. Essa falta de controle é o motivo pelo qual podemos ter dificuldade em parar um fluxo de pensamentos que passam pela nossa cabeça enquanto tentamos dormir, e também porque a atenção plena é difícil”, acrescenta Budson.

Budson e seus coautores consideram vários distúrbios neurológicos, psiquiátricos e de desenvolvimento como distúrbios da consciência, incluindo a doença de Alzheimer e outras demências, delírio, enxaqueca, esquizofrenia, transtorno dissociativo de identidade, certos tipos de autismo e muito mais.

Por fim, seu artigo fornece um roteiro sobre como os médicos, educadores e indivíduos podem melhorar o comportamento e obter conhecimento, usando métodos clínicos e de ensino que podem ser eficazes na formação da mente consciente e do cérebro inconsciente.

Com uma exploração mais aprofundada, este trabalho pode permitir que os pacientes melhorem comportamentos problemáticos, como comer demais, nos ajudar a entender as maneiras pelas quais as estruturas cerebrais apoiam a memória e até fornecer insights sobre questões filosóficas sobre livre arbítrio e responsabilidade moral.

…………..
Essas descobertas aparecem on-line na revista Cognitive and Behavioral Neurology.
Fonte: Boston University   Pesquisa Original: “Consciousness as a Memory System” by Andrew Budson et al. Cognitive and Behavioral Neurology

……………………………………………………………….
*Fonte: sabersaude