Será que você já foi atendido por um robô e não percebeu?

Cada vez mais as empresas investem para tornar essas conversas mais personalizadas e humanizadas. Pesquisa do Statista prevê um movimento, em 2027, de mais de US$ 454 milhões no mercado de chatbots que utilizam machine learning e processamento de linguagem natural.

É bem provável que já tenha sido atendido por um chatbot ao ligar para o suporte de uma empresa ou pedir ajuda pelo chat de um aplicativo. Se ficou com a impressão de estar falando com um robô, impessoal e distante, saiba que isto está mudando. Cada vez mais as empresas investem para tornar essas conversas mais personalizadas e humanizadas, desconstruindo alguns mitos sobre a tecnologia. Prova disso é a recente pesquisa do Statista, que prevê um movimento, em 2027, de mais de US$ 454 milhões no mercado de chatbots que utilizam machine learning e processamento de linguagem natural

Também chamados de assistentes virtuais, os chatbots são programas pré-configurados que conseguem decodificar perguntas de modo imediato, consultar base de dados e responder a dúvidas de usuários, por meio de respostas automatizadas ou criadas pela Inteligência Artificial (IA). No entanto, é errado pensar que não necessita de humanos. Como todo software, o chatbot funciona com base em programação, que pode variar em termos de complexidade e precisa ser bem orientada.

No início dos anos 1940, o escritor Isaac Asimov trazia pela primeira vez o tema de robôs inteligentes com capacidade de diálogo e pensamento, no livro “I Robot”. Entretanto, apenas na década de 1960 que a tecnologia foi oficialmente apresentada por meio do software Eliza, de 1965. Criada pelo pesquisador do Massachusetts Institute of Technology (MIT), Joseph Weizenbaum, a Eliza consistia em um programa para reconhecer palavras ou expressões-chave e exibir em resposta perguntas construídas a partir dessas palavras, com a capacidade de identificar cerca de 250 tipos de frases. Embora rudimentar, “ela” chegou a confundir algumas pessoas durante o seu uso e assim abriu caminho para o desenvolvimento da tecnologia nas décadas seguintes.

De lá para cá, as mudanças tecnológicas foram acompanhando os parâmetros cada vez mais exigentes de naturalidade e fluidez com os interlocutores. Entrava em ação um olhar cada vez mais acurado para a experiência do usuário. Isso porque um dos objetivos primordiais da inteligência artificial como um todo é otimizar as interações entre pessoas e serviços para melhorar a experiência.

Mas enquanto se aperfeiçoava – talvez não na velocidade esperada pelos usuários – o chatbot passou a carregar consigo mitos construídos erroneamente de certa falta de flexibilidade, personalização e eficiência no atendimento. Hoje, podemos dizer que isso está em vias de ser superado pelo uso da inteligência artificial e do machine learning que possibilita, inclusive, um diálogo com os usuários de maneira personalizada e até simulando a linguagem humana, com sotaques e expressões regionais, por exemplo.

Outro mito é que o uso do chatbot se restringe às atividades de atendimento ao cliente. No marketing, os chatbots podem ser configurados tanto para fazer os contatos iniciais com os clientes em potencial, sendo bastante eficazes na prospecção, como também na geração e qualificação. Isso sem falar que um chatbot consegue gerar conexão com o público de uma marca, fazendo com que ele se identifique e se engaje com ela.

Um exemplo é o “Lu” da Magalu, que ganhou recentemente um Leão de Ouro na categoria Social e Influenciadores do Festival Internacional de Criatividade de Cannes de 2022. Criada em 2003 como uma voz para o site de e-commerce do Magalu, Lu ganhou espaço e construiu um relacionamento de confiança com a sua audiência. De vendedora digital, que ajudava clientes no processo de compra por meio de conteúdos, se transformou em celebridade virtual, que conversa, dança, interage e se posiciona em prol de causas, como no combate à violência contra a mulher.

O CX Trends 2022 mostrou que estamos no caminho certo: 88% dos consumidores já aprovam o uso da IA como algo bom para a sociedade. Entretanto, otimismo à parte, é claro que ainda há melhorias necessárias em termos de eficácia e resolutividade com o uso do chatbot, sendo impossível dizer que ele funcionará 100% em todas as ocasiões, até porque cada empresa programa o flow de respostas de forma diferente. O próprio estudo da Zendesk revelou certa frustração por parte dos clientes neste aspecto: 54% dos participantes da pesquisa dizem que são necessárias muitas perguntas para o bot reconhecer que não é possível responder ao problema.

Nos últimos meses, circularam notícias sobre problemas relacionados a bots que foram “acusados” de adquirir consciência e fornecer respostas um tanto quanto desagradáveis. Isso mostra o desafio diário das empresas para encantar os clientes e, mais ainda, evidencia a necessidade de saber quando a interação humana se torna imprescindível no contato. O novo estudo da Zendesk, o CX Accelerator, apontou que empresas com maior chance de sucesso em suas estratégias de customer experience são aquelas que entendem quando e onde combinar humanos e IA, e isso tem se tornado cada vez mais frequente – o uso do formato saltou de 52% para 64% ano a ano.

A verdade é que o uso do chatbot veio para ficar, o mesmo estudo mostrou que 90% das empresas pesquisadas relataram usar bots para direcionar os clientes ao lugar certo. A tendência é que daqui alguns anos a IA impacte ainda mais o setor de CX, não apenas com tecnologia voltada para o cliente, mas também para a área administrativa, de desenvolvimento e operações comerciais também.

Ou seja, é tudo uma questão de tempo, desenvolvimento tecnológico e adaptação por parte de clientes e empresas. Mas fica sempre aquela questão. Se lá na década de 1960 algumas pessoas ficaram em dúvidas com o uso da Eliza, será que você já foi (bem) atendido por um chatbot e nem percebeu?

*Por Pedro Fontes
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*Fonte: updateordie

O armazém onde armazenamos todas as sementes do mundo acaba de receber a primeira remessa do ano

O maior depósito de sementes do mundo localizado na Noruega foi inaugurado na presença das instituições para o primeiro embarque do ano

O banco global de sementes Svalbard Global Seed Vault é o maior repositório subterrâneo do mundo destinado a proteger o patrimônio genético do planeta. O bunker de propriedade do governo norueguês, localizado próximo ao Pólo Norte justamente para manter as sementes em temperaturas abaixo de zero, é aberto apenas algumas vezes por ano e neste dia houve a primeira abertura de 2022 para a chegada da primeira carga Do ano.

De fato, em 13 de fevereiro, na presença da ministra norueguesa da Agricultura e Alimentação Sandra Borch e outros expoentes políticos e científicos, as sementes foram desviadas de 10 bancos de genes do mundo.

Estes incluem mais de 6.000 sementes de culturas marroquinas , trigo da década de 1920 do Instituto Leibniz de Genética de Plantas e Pesquisa de Plantas de Culturas na Alemanha, bem como mais de 100 espécies de forrageiras australianas para um total de 20.443 novas amostras de sementes da Austrália, Alemanha, Marrocos, Nova Zelândia, Países escandinavos, Romênia, Eslováquia, Uganda e Sudão.

O futuro da segurança alimentar e nutricional global depende não apenas da diversidade genética que temos nas principais culturas alimentares, mas também da diversidade de culturas das quais os pequenos agricultores dependem “

O ministro Borch declarou que recebeu com entusiasmo as novas amostras que chegaram em 39 caixas. O total de amostras contidas no repositório norueguês agora chega a 1,1 milhão.

Para garantir o futuro de todas as colheitas do mundo e protegê-las de desastres naturais, o cofre do Svalbard Global Seed Vault foi projetado de maneira extremamente segura e já em 2017 a Noruega investiu enormes somas de dinheiro para fortalecer seu banco de sementes. A propriedade está localizada a 130 metros acima do nível do mar em uma área geográfica não sujeita a terremotos, erupções vulcânicas ou outros eventos naturais dessa magnitude. Seus túneis que serpenteiam dentro da pequena montanha onde o depósito está construído são cobertos com arenito e todos equipados com geradores de emergência em caso de apagão.

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*Fonte: sabersaude