‘Mastodon’: conheça o concorrente do ‘Twitter’ que ganha usuários após início da gestão Elon Musk

Os usuários do Twitter não estão felizes com as mais recentes decisões de Elon Musk à frente da empresa de tecnologia. As funcionalidades pagas que a rede social promete a partir da aquisição do bilionário têm causado rejeição no público, que faz um êxodo do app do passarinho em busca de novas redes, como o Mastodon.

Perdas de usuários chegam a ser estimadas em um milhão; Musk instaurou novas regras e desagradou twitteiros

De acordo com dados do BotSentinel, uma conta que monitora atividades de novas contas na rede social, cerca de 800 mil pessoas deixaram o Twitter logo que Elon Musk assumiu a rede social. Outras 400 mil contas foram suspensas.

Depois, o êxodo se intensificou, especialmente após uma série de decisões que desagradaram os usuários da rede. Gigi Hadid, famosa supermodelo, é uma das que abandonaram o Twitter depois das recentes declarações de Elon.

A imprensa norte-americana e o próprio Musk já confirmaram que a rede social será cada vez mais monetizada, com criadores de conteúdo pagando por verificação e criando conteúdos exclusivos. Além disso, recursos como vídeos também podem ser pagos no futuro. Fontes afirmam que o magnata da tecnologia pode arriscar ainda mais e passar a cobrar pelo acesso ao Twitter.

Nos últimos meses, redes sociais como Truth Social, Parler e Gab acabaram ganhando usuários, em especial da extrema-direita, por conta da restrição do Twitter a discursos de ódio e informações falsas. Contudo, outras alternativas, menos radicalizadas, como o Tribel e o Mastodon, parecem estar ganhando muitos seguidores.

O que é o Mastodon?
O Mastodon é uma rede social que não é muito bem uma rede social como conhecemos. Trata-se de uma rede descentralizada com funcionalidades parecidas com o Twitter – você pode escrever breves textos curtos (toots), curti-los, repostá-los etc.) -, mas com uma operação distribuída entre servidores.

O Mastodon promete ser uma rede com gestão compartilhada entre diferentes usuários

Basicamente, você se inscreve no Mastodon a partir de um servidor, que será a sua porta de entrada para a rede social. Se você tem interesse em música, por exemplo, pode criar uma conta dentro do server de música. Seu nome de usuário será @fulano.musica, sendo ‘fulano’ seu nome de usuário e ‘musica’ o servidor hipotético em que sua conta estará alocada.

A partir do momento em que você cria sua conta, você tem acesso a todos os tweets de todos os outros servidores e pode seguir quem quiser. A rede não tem algoritmo e nem conexão com outras redes, portanto, você vai ter de seguir seus amigos na mão.

Mas por que diabos uma rede funciona assim? O Mastodon não tem dono e funciona como uma reunião de diferentes servidores que funcionam da mesma forma (através dos toots). Assim, cada servidor pode gerir e se responsabilizar pelos seus usuários, que podem trocar de servidor caso não concordem com sua forma de gestão. Além disso, não existe o risco de um bilionário comprar tudo e alterar de forma drástica o funcionamento da rede, que é democrática por natureza.

Atualmente, o Mastodon conta com cerca de 700 mil usuários, mas seu crescimento tem sido dificultado por motivos técnicos. Os servidores não estão conseguindo conter o número de novos usuários e alternativas estão sendo criadas para tentar abrigar todo mundo que está chegando.

*Por Yuri Ferreira
………………………………………………………………
*Fonte: hypeness

Por que a China é a “fábrica do mundo”?

A economia chinesa é uma das maiores do mundo, competindo diretamente com a norte-americana, e os produtos da China parecem estar por toda parte. É comum ver os rótulos “Made in China” em diferentes produtos, fazendo parecer que a grande maioria das coisas parece ser feita no país asiático.

Alguns podem pensar que isso se deve ao fato de a China possuir mão de obra barata, o que reduz os custos de produção, mas a realidade vai além disso. Além do baixo custo da mão de obra, a China se tornou a “fábrica do mundo” devido a um ecossistema de negócios extremamente forte, falta de conformidade regulatória, baixos impostos e uma moeda competitiva.

Motivos que tornam a China tão competitiva
Salários baixos
Há mais de 1 bilhão de pessoas vivendo na China, o que a torna a nação mais populosa do mundo. A lei da oferta e demanda aponta que, com uma quantidade tão alta de trabalhadores sendo maior que a demanda, os salários ficam baixos. Além disso, a maior parte da população chinesa era rural ou de classe média-baixa até o final do século XX, quando a migração para as zonas urbanas começou.

Esses migrantes frequentemente aceitavam ter salários mais baixos. A China não segue rigidamente leis relacionadas a trabalho infantil ou salário-mínimo, algo mais comum no ocidente. Contudo, essa situação tem mudado recentemente, com o salário-mínimo aumentando em algumas províncias devido ao crescimento do custo de vida.

Essa enorme força de trabalho de reserva ajuda a manter a atividade aquecida, serve para atender às mudanças sazonais na indústria e até a aumentos repentinos na demanda.

O estilo de vida de muitos chineses mudou com a migração para as zonas urbanas e o avanço econômico do país.

Ecossistema de negócios

A produção industrial não basta por si, dependendo de uma rede de fornecedores, distribuidores, fabricantes, agências governamentais e consumidores, todos envolvidos no processo de produção através da cooperação e competição.

O ecossistema de negócios na China evoluiu muito nos últimos trinta anos. Schenzen, cidade que faz fronteira com Hong Kong ao sudeste, se tornou um polo para a indústria eletrônica. Seu ecossistema consegue sustentar a cadeia de fornecimento, incluindo fabricantes de componentes, trabalhadores de baixo custo, uma força de trabalho técnica, fornecedores de montagem e clientes.

Menor conformidade
Fabricantes no ocidente precisam seguir certas orientações básicas no que diz respeito ao trabalho infantil, trabalho involuntário, normas de segurança e saúde, leis salariais e proteção ambiental. As fábricas chinesas, contudo, são conhecidas por não seguirem a maior parte dessas leis.

Historicamente, as fábricas chinesas fizeram uso de trabalho infantil, tiveram longas horas de trabalho e não garantiram aos trabalhadores um seguro de compensação. Algumas fábricas tinham inclusive uma política de pagamento anual, estratégia para evitar os trabalhadores de se demitirem antes do fim do ano.

Diante críticas, o governo chinês afirmou que iria instituir reformas para proteger os direitos dos trabalhadores, assim como a garantia de uma compensação mais justa. Contudo, a conformidade com regras em muitas indústrias é baixa, e a mudança tem sido lenta.

Além disso, as leis de proteção ambiental são largamente ignoradas, permitindo que as fábricas chinesas consigam evitar os custos de gestão de resíduos.

Impostos e obrigações
A depreciação da moeda chinesa frente ao dólar já foi criticada muitas vezes, e é um dos fatores apontados como razão para o avanço econômico do país, uma vez que favorece suas exportações, barateando os produtos vendidos ao mercado externo.

A política de abatimento de impostos de exportação foi iniciada em 1985 pela China como forma de aumentar a competitividade de suas exportações, abolindo a dupla tributação sobre as mercadorias exportadas. As mercadorias exportadas estavam sujeitas a zero por cento de imposto sobre valor agregado (IVA), o que significa que gozavam de uma isenção de IVA ou política de abatimento.

Além disso, os produtos de consumo da China foram isentos de quaisquer impostos de importação. Essas alíquotas mais baixas ajudaram a manter o custo de produção baixo, permitindo ao país atrair investidores e empresas que buscam produzir bens de baixo custo.

Tudo isso, assim como uma moeda que foi acusada diversas vezes de ser artificialmente depreciada, favoreceram o impulso econômico que a China teve nas últimas décadas, despontando como uma das grandes potências do século XXI.

*Por Dominic Albuquerque
…………………………………………………………………
*Fonte: socientifica