Vida em outros planetas pode ter sido extinta após se tornar tecnológica

O universo é incompreensivelmente vasto, com bilhões de outros planetas que circulam bilhões de outras estrelas. O potencial para que a vida inteligente exista em algum lugar lá fora deve ser enorme. Então, onde está todo mundo?

Esse é o paradoxo de Fermi em poucas palavras. Daniel Whitmire, um astrofísico aposentado que ensina matemática na Universidade de Arkansas, uma vez pensou que o silêncio cósmico indicava que nós éramos uma espécie atrasada.

“Ensinei astronomia por 37 anos”, diz ele. “Eu costumava dizer aos meus alunos que, por estatística, temos que ser os caras mais tolos da galáxia. Afinal, nós só fomos tecnológicos por cerca de 100 anos, enquanto outras civilizações podem ser mais tecnologicamente avançadas que nós por milhões ou bilhões de anos”.

Recentemente, no entanto, ele mudou de ideia. Ao aplicar um conceito estatístico chamado Princípio da Mediocridade – a ideia de que, na ausência de qualquer evidência em contrário, devemos considerar-nos típicos, e não atípicos – Whitmire concluiu que, em vez de ser atrasada, nossa espécie pode estar na média. E isso não é uma boa notícia.

Em um artigo publicado no dia 3 de agosto no International Journal of Astrobiology, Whitmire argumenta que, se somos típicos, isso leva a crer que espécies como a nossa são extintas logo depois de alcançarem o conhecimento tecnológico.

O argumento baseia-se em duas observações: somos a primeira espécie tecnológica a evoluir na Terra, e estamos no início do nosso desenvolvimento tecnológico. (Ele define “tecnológico” como uma espécie biológica que desenvolveu dispositivos eletrônicos e pode alterar significativamente o planeta).

A primeira observação parece óbvia, mas, como observa Whitmire em seu artigo, os pesquisadores acreditam que a Terra ainda deve ser habitável para a vida animal pelo menos daqui um bilhão de anos no futuro. Com base em quanto tempo levou para proto-primatas evoluírem até se tornarem uma espécie tecnológica, isso deixa tempo suficiente para que algo assim aconteça novamente até 23 vezes. Nessa escala de tempo, poderia ter havido outros antes de nós, mas não há nada no registro geológico que indique que não fomos os primeiros. “Nós deixaríamos uma marca se desaparecêssemos durante a noite”, observa Whitmire.

Pela definição dele, nos tornamos “tecnológicos” após a revolução industrial e a invenção do rádio, ou há cerca de 100 anos. De acordo com o Princípio da Mediocridade, uma distribuição normal das eras de todas as civilizações tecnológicas existentes no universo nos colocaria no meio de 95% delas. Em outras palavras, as civilizações tecnológicas que duram milhões de anos, ou mais, seriam altamente atípicas. Como somos os primeiros na Terra, outras civilizações tecnológicas típicas também devem ser as primeiras. O princípio da mediocridade não permite nenhum segundo ato. A implicação é que, uma vez que as espécies tornam-se tecnológicas, elas sucumbem e levam a biosfera com elas.

Whitmire argumenta que o princípio é válido para dois desvios-padrão, ou neste caso cerca de 200 anos. Mas uma vez que a distribuição de eras em uma distribuição normal se distorce (não há limite superior absoluto, mas a idade não pode ser inferior a zero), ele duplica esse número até 500 anos, mais ou menos.

Há sempre a possibilidade de sermos atípicos e a vida útil da nossa espécie estar em algum lugar nos 5%. Se for esse o caso voltamos ao pedaço de sabedoria que Whitmire ensinou aos seus estudantes de astronomia por mais de três décadas. “Se não somos típicos, minha observação inicial seria correta”, diz ele. “Nós seríamos os homens mais estúpidos da galáxia considerando os números”. [Science Daily]

 

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*Fonte: hypescience

Busque um tempo só para você. É uma questão de vida!

É preciso, é essencial na vida. É parte da existência. Sim o tempo nos espera para tê-lo só para nós. O tempo quer nos mostrar algumas coisas, que dar algumas respostas, mesmo que algumas não muito claras. Ele quer fazer perguntas. Ele quer ser amigo.

A vida se torna louca quando corremos contra o tempo. Quando precisamos pensar, agir, ir mais rápido, terminar, recomeçar.
O tempo cobra que a gente pare, que a gente respire um pouco mais devagar, que a gente esqueça todo o resto.

Como às vezes sentimos falta deste tempo. Só nosso, sem ninguém para nos cobrar nada, sem nos cobrarmos nada. Sem nos culparmos por não termos tempo para mais ninguém.

Durante o tempo em que ficamos dentro das nossas quatro paredes, observando nossos quadros mentais, revirando nossas coisas internas conseguimos avaliar a vida, organizar sentimentos, conseguimos aquietar o coração, chorar se for preciso, fazer planos deixados para trás, amar em silêncio.

Sem vozes alheias, sem opiniões, sem o barulho do que há lá fora. O tempo quer que estejamos de corpo e alma para nós. O tempo quer que descansamos, que nos aquietamos, que nenhuma voz além da que carregamos em nosso interior se manifeste.

O tempo quer que possamos assistir um filme qualquer sozinhos, que tomemos um banho de mar ou um drink sem ninguém por perto, que olhemos para o nada por certo período sem nenhuma interrupção.

Um momento para um sono, para uma caminhada, para ouvir uma música ou um CD inteiro. Que façamos algo que gostamos muito, sem que estejamos preocupados com o outro, devendo algo para o outro ou tendo que cumprir um prazo.
O tempo que tanto se fala é a vida, que em muitas situações quer tomar uma nova forma, mas estamos tão preocupados em dar conta, dar satisfações.

A vida está sempre pedindo um tempo. E parece tão difícil. A necessidade de ser para ontem o que poderia ser para amanhã.

É angústia, é indisciplina, é inquietação. É dor, é cansaço é desespero. Somos nós e o tempo, ou melhor, a vida, brigando. É um terminar e já começar de novo que estressa, que consome.

É o tempo pedindo tempo. E somos nós cobrando mais tempo. Sempre com medo de que não dê tempo de viver tudo, mesmo vivendo nada ou muito pouco do que que desejamos ou planejamos nos raros momentos em que tiramos um verdadeiro tempo para nós.

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*Fonte: osegredo/ Kênia Casagrande

Paulo Miklos – A Gente Mora no Agora (álbum)

Depois do Nando Reis (o meu Titãs preferido), outro dos músicos dessa grande banda da história do rock nacional que eu curto bastante é o Paulo Miklos. Aliás, também já deixou a banda e segue em carreira solo.

Mas se liga brother, ainda mesmo nos tempos de fazer parte daquela troupe maluca dos Titãs, já tinha lançado 2 álbuns solos:

  • Paulo Miklos, 1994
  • Vou ser Feliz e Já Volto, 2001

E agora cabe mencionar que eu tenho esse seu primeiro álbum solo em CD originalzão, inclusive uma banda que tive em POA, chamada Trouble Makers (uma das melhores coisa que fiz na vida), tocava quase que exclusivamente músicas autorais, em inglês (macarrônico – mas era) e tinha lá de vez em quando um cover perdido em meio ao set list, chegou a tocar uma música desse seu primeiro álbum solo (“Ele vai se vender”), em português. Isso só para sentir a vibe e do quanto a gente já curtia o Paulo Miklos naquela época.

Hey, não esqueça de que ele também é ator de teatro, cinema e televisão (mini-séries). Então merece respeito!

Agora ele lançou um novo álbum solo, chama-se “A Gente Mora no Agora” (2017), que conta com a participação de uma penca de gente fina.

*Abaixo separei 3 das músicas que eu mais curti logo de cara de seu novo álbum, uma pequena prova da qualidades de suas músicas e letras. Aqui mais uma vez lembro novamente do Nando Reis, que aliás escreveu letra de “Vou te Encontrar”.

Confira. Escute. Aumente o volume e deixa de ser cagão!

 

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Quem produziu A Gente Mora no Agora foi Pupillo (Nação Zumbi), com coprodução de Apollo Nove, e o time de estrelas só cresce: Emicida ajudou a compor “A Lei Desse Troço”, Arnaldo Antunes trabalhou em “Deixar de Ser Alguém”, Mallu Magalhães escreveu “Não Posso Mais” e Tim Bernardes (O Terno) é parceiro de Miklos em “Samba Bomba”.
Não para por aí: “Risco Azul” é uma parceria com Céu, assim como “Princípio Ativo”, e SILVA escreveu a melodia de “Todo Grande Amor”, enquanto Russo Passapusso (BaianaSystem) compôs a letra de “Vigia”. Erasmo Carlos foi o parceiro em “País Elétrico” e Guilherme Arantes musicou os versos de “Estou Pronto”.  Por fim, “Afeto Manifesto” foi escrita com a rapper paulista Lurdez Da Luz. O álbum foi mixado em Los Angeles por Mario Caldato Jr. (Beastie Boys, Jack Johnson).

*Texto: Tenho mais disco que amigos

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A técnica do convite: descubra como deixamos que nos ofendam

Na psicologia sempre há a intenção de permitir que o paciente tome as rédeas de sua vida e não se deixe levar tanto pelas emoções nem pelas situações externas que com frequência terá que enfrentar. A ideia é promover a aceitação incondicional, tanto de si mesmo quanto dos demais e da vida no geral, de forma que tudo que aconteça conosco nos afete na medida certa: nem mais, nem menos.

Não queremos pessoas conformistas. Gostamos das pessoas apaixonadas, com vontade de morder a vida e espremê-la, com metas, desejos e sonhos para realizar. Isto não é excludente de ser uma pessoa madura a nível emocional, que sabe regular suas emoções, que controla sua maneira de interpretar e perceber o mundo e que é capaz de aceitar a derrota, o fracasso ou as críticas e vê-las como uma parte normal da vida.

Quantas vezes ficamos enfurecidos porque alguém nos disse ou fez algo “injusto”? Quantas vezes pusemos a culpa pelos nossos próprios sentimentos nos demais? Todos nós fizemos e todos nós erramos. As emoções são só nossas e quando estamos mal, com o ânimo abalado, é porque nós o decidimos assim.
Os demais não lhe ofendem, você se ofende a si mesmo

É certo que ninguém gosta de ter um defeito ressaltado, que lembrem de alguma coisa errada ou que critiquem no geral. Nós preferimos as demonstrações de afeto e os elogios porque assim nos sentimos aceitos e essa aprovação nos gera um grande prazer (estimula nosso circuito cerebral de recompensa, tanto que a busca por reconhecimento pode virar um vício). Por outro lado, as críticas ou rejeições podem gerar de sentimentos de ansiedade até a depressão ou a irritação.

Quando recebemos um comentário negativo sobre nós, o primeiro que fazemos é ficar na defensiva, tentamos nos justificar, dar explicações ou contestar com outra crítica de maneira ressentida. Por que o fazemos? Porque nos ofendemos, mas não pelo que a outra pessoa acabou de dizer, mas porque nós, com nosso diálogo interior, dizemos que o que esta pessoa pensa de nós é a única verdade possível. Aos outros podemos negar, mas a nós mesmos, temos que afirmar.

Digamos que “compramos” as críticas do outro, que cremos nelas, as tomamos como nossas e as integramos como corretas, permitindo que modifiquem nossos pensamentos. Somos nós os que decidimos fazê-lo assim e essa decisão implica que deixemos ser manipulados como marionetes pela opinião de alguém alheio a nós mesmos.

Não é curioso que com os elogios isso não aconteça tanto? Não tendemos a comprar da mesma forma uma demonstração de afeto, louvor ou até mesmo um flerte. Mas se nos dizem algo negativo, em seguida nós damos uma resposta.
A técnica do convite, você a aceita?

A técnica do convite é usada em consultórios para fazer com que o paciente veja o que acabamos de comentar mais acima. Buda dizia: “Se alguém pretende me dar um cavalo de presente e eu não o aceito, de quem acaba sendo o cavalo?” Claro! Segue sendo da pessoa que pretende nos dar o cavalo, e com as críticas acontece o mesmo.

Se existem pessoas que pretendem gastar suas energias da maneira errada conosco de forma negativa, é problema delas. O nosso é aceitar ou não seus insultos ou grosserias. Assim, se o fazemos, é nossa responsabilidade e de nada serve pretender mudar a opinião do outro pois o mais provável é de que não o faça, e então seremos nós que gastaremos energia.

Com a técnica do convite, o terapeuta convida o paciente para que se sinta de uma maneira específica. Por exemplo, um fracassado, uma má pessoa, alguém fisicamente feio, etc. Ele o faz quando o paciente vai à consulta com a queixa de que recebe esses comentários ou de que há pessoas que lhe fazem sentir desta maneira.

O terapeuta lhe oferece um cartão, de maneira a lhe convidar, em que aparece escrita a seguinte frase: “Eu, sua (mãe, irmã, colega, namorada), lhe convido a sentir-se (inútil, culpado, sem graça, feio, gordo…). Você aceita meu convite? Aqui, o paciente tem que escrever que não aceita se sentir assim já que não pensa que isso defina a sua pessoa, mas que entende o ponto de vista do outro.

Esta aceitação nos livra da pesada carga que supõe tentar agradar a todos, algo que jamais conseguiremos completamente. A técnica do convite deve ser praticada a nível mental tantas vezes quanto sejam necessárias, cada vez que esbarrarmos com alguém que nos julgue de forma negativa. Assim, com a prática, seremos capazes de nos ofender cada vez menos e de inclusive utilizar qualquer crítica a nosso favor.

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*Fonte: amenteemaravilhosa

Mesmo após 1500 anos, a primeira árvore do pau-brasil continua crescendo

Exemplar fica localizado no extremo sul do estado da Bahia, no Parque Nacional do Pau-brasil.

Junto com a floresta amazônica, a árvore do pau-brasil é um dos principais símbolos brasileiros, destacando-se por ter batizado o País e por ser uma excelente fonte de riqueza natural — de onde podem ser extraídas substâncias com ação anti-inflamatória e anticoagulante. Além disso, as árvores da espécie contribuem para a recuperação e preservação das florestas brasileiras.

Apesar da importância do pau-brasil, a exploração predatória desta árvore faz com que ela atualmente seja considerada em extinção em seu habitat. Porém, na região sul do estado da Bahia — mais precisamente no Parque Nacional do Pau Brasil —, um exemplar em específico tem recebido atenção nos últimos tempos não apenas por se tratar de uma árvore com mais de 30 metros de altura: esta é a primeira unidade de pau-brasil do País e, mesmo após 1500 anos, continua a crescer.

A unidade mais antiga da árvore que batizou o nome do Brasil se destaca em meio a floresta de Muçununga, recanto do parque, que se caracteriza pela grande quantidade e variedade de bromélias e fica dentro de um ambiente raro e precioso da Mata Atlântica.

Qual a importância do pau-brasil para o País?

Se antes o Pau-brasil foi uma das principais fontes de riqueza para os colonizadores, hoje a árvore é utilizada principalmente para a fabricação de instrumentos musicais de alto padrão (violinos e violoncelos). Além da indústria musical, o Pau-Brasil tem sua importância atrelada ao desenvolvimento de grandes pesquisas para a área da medicina, que recentemente descobriu a existência de substâncias capazes de auxiliar no tratamento do câncer.

As sementes da árvore contam também com proteínas benéficas para tratamento de outras doenças, como psoríase e Mal de Alzheimer, o que torna o aproveitamento de todas as propriedades do pau-brasil ainda mais interessante.

 

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*Fonte: pensamentoverde

Alta inicia testes da moto elétrica em pista de SX com Darryn Durham

A Alta Motors aposta que pode começar a disputar o AMA Supercross com sua moto elétrica já em 2018.

Os testes no SX começaram faz tempo, claro, mas recentemente a marca norte-americana divulgou este vídeo com Darryn Durham provando a moto em uma pista de SX profissional.

Já é certo que a moto estará novamente no Red Bull Straight Rhythm, em outubro. É possível também que ela apareça em corridas na Europa.

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*Fonte: brmx

Poluição ameaça ‘tornar a Terra um ‘Planeta de plástico’

Cientistas americanos calcularam a quantidade total de plástico já produzida pela humanidade, e afirmam que ela chega a 8,3 bilhões de toneladas.

E essa massa impressionante de material foi criada apenas nos últimos 65 anos.

A quantidade de plástico pesa tanto quanto 25 mil edifícios Empire State Building, em Nova York, ou um bilhão de elefantes.

A questão, no entanto, é que itens plásticos, como embalagens, costumam ser usados por curtos períodos de tempo antes de serem descartados.

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Mais de 70% da produção total de plástico está em esgotos, que vão principalmente para aterros sanitários – apesar de que a maior parte dela é acumulada nos ambientes abertos, incluindo os oceanos.

“Estamos caminhando rapidamente para um ‘Planeta de plástico’, e se não quisermos viver neste mundo, teremos que repensar a maneira como usamos alguns materiais”, disse à BBC o especialista em ecologia industrial Roland Geyer.

O estudo sobre o plástico feito por Geyer e seus colegas da Universidade de Califórnia, nos Estados Unidos foi divulgado pela publicação científica Science Advances.

Trata-se da primeira estimativa global de quanto plástico foi produzido, como o material é usado em todas as suas formas e aonde ele parar. Estes são alguns dos principais dados.

. 8,3 milhões de toneladas de plástico virgem foram produzidas nos últimos 65 anos

. Metade deste material foi produzido apenas nos últimos 13 anos

. Cerca de 30% da produção histórica continua sendo usada até hoje;

. Do plástico descartado, apenas 9% foi reciclado;

. Cerca de 12% foi incinerado, mas 79% terminou em aterros sanitários;

. Os itens de menos uso são embalagens, utilizadas por menos de um ano;

. Os produtos plásticos com uso mais longo estão nas áreas de construção civil e maquinaria;

. Tendências atuais apontam para a produção de 12 bilhões de toneladas de lixo plástico até 2050;

. Em 2014, a Europa teve o maior índice de reciclagem de plástico: 30%. A China veio em seguida com 25% e os EUA reciclaram apenas 9%.

Resíduo

Não há dúvida de que o plástico é um material impressionante. Sua adaptabilidade e durabilidade fizeram com que a produção e uso ultrapassasse a maior parte dos materiais feitos pelo homem, com a exceção de aço, cimento e tijolos.

Desde o começo da produção em massa do plástico nos anos 1950, os polímeros estão em toda parte – incorporados a tudo, desde embalagens até roupas, de partes de aviões a retardadores de chamas. Mas são justamente essas qualidades maravilhosas do plástico que representam um problema crescente.

Nenhum dos plásticos normalmente usados são biodegradáveis. A única forma de se desfazer de seus resíduos é destrui-los através de um processo de decomposição conhecido como pirólise ou por simples incineração – apesar de que este último é mais complicado, por causa de preocupações com as emissões de gases poluentes.

Enquanto não se desenvolve uma maneira eficiente e sustentável, o resíduo se acumula. Atualmente, segundo Geyer e seus colegas, há restos de plástico suficientes no mundo para cobrir um país inteiro do tamanho da Argentina.

A expectativa da equipe é que o novo levantamento dê impulso ao diálogo sobre como lidar com a questão.

“Nosso mantra é: não dá para administrar o que não dá pra medir. Então queremos divulgar esses números sem dizer ao mundo o que ele deveria estar fazendo, mas para começar uma discussão real”, afirma o pesquisador.

Os índices de reciclagem no mundo estão aumentando e a química moderna trouxe alternativas biodegradáveis ao plástico, mas fabricá-lo continua sendo tão barato que é difícil deixar de lado o produto.

A mesma equipe de pesquisadores da Universidade da Califórnia, Santa Barbara já havia produzido, em 2015, um levantamento do total de resíduos plásticos que vai para os oceanos a cada ano: 8 milhões de toneladas.

‘Tsunami’

A ida dos resíduos plásticos para o mar, em particular, é o principal alvo da preocupação dos cientistas nos últimos anos, por causa da comprovação de que parte deste material vai para a cadeia alimentar dos peixes e de que outras criaturas marinhas ingerem pequenos fragmentos de polímeros.

“Estamos enfrentando um tsunami de resíduos plásticos e precisamos lidar com isso”, disse à BBC o oceanógrafo Erik van Sebille, da Universidade de Utrecht, na Holanda, que monitora a presença do plástico nos oceanos.

“Precisamos de uma mudança radical na maneira como lidamos com os restos do plástico. Mantendo os padrões atuais, teremos que esperar até 2060 para que mais plástico seja reciclado do que jogado em aterros e no meio ambiente. É devagar demais, não podemos esperar tanto”, afirmou.

Por que algumas pessoas não conseguem olhar para esta flor de lótus?

Outro motivo pelo qual a reciclagem de plástico ainda pode estar avançando lentamente é o design dos produtos, segundo Richard Thompson, professor de biologia marinha na Universidade de Plymouth, no Reino Unido.

“Se os produtos de plástico fossem criados com a reciclagem em mente, eles poderiam ser reutilizados muitas vezes. Uma garrafa, segundo alguns estudos, poderia ser reciclada até 20 vezes. Isso seria uma redução significativa dos resíduos”, disse à BBC.

Para Rolando Geyer, o ideal da reciclagem “é manter o material circulando pelo maior tempo possível”.

“No entanto, percebemos no nosso levantamento que 90% do material que de fato foi reciclado – cerca de 600 milhões de toneladas – só foi reciclado uma vez”, explica.

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*Fonte: bbc/brasil

Cordas: Guitarrista compara D’Addario, Ernie Ball e Elixir

O guitarrista Tyler Larson gravou mais um vídeo. Dessa vez, ele traz uma discussão bastante relevante para os instrumentistas: qual marca de cordas para guitarra é a melhor?

É claro que Larson não fala de todas as marcas. O guitarrista escolheu três das mais utilizadas: D’Addario, Ernie Ball e Elixir. Para ser mais específico, ele compara três modelos específicos de corda, um de cada marca.

Larson selecionou a D’Addario NYXL, a Ernie Ball Paradigm e Elixir Optiweb. No vídeo, o guitarrista explica que, geralmente, usa um desses três modelos.

Na gravação, o músico faz questão de frisar que a análise dele não é baseada nos materiais das cordas, mas em como ele se sente ao utilizá-las.

Confira o vídeo e veja se concorda com a opinião de Tyler Larson:

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*Fonte: guitarload

O anjo da guarda de cada signo

O anjo da guarda de um signo possui as mesmas características dele. Por conta disso, ele age e influencia vários aspectos da nossa vida assim como de nosso comportamento. Descubra qual o ajo e as características de seu signo.

ANJO DA GUARDA DE ÁRIES: SAMUEL
Os arianos, guerreiros e protetores, contam com a proteção de Samuel, anjo que está ligado às lutas travadas na vida.As pessoas deste signo são corajosas, pioneiras, decididas, briguentas e líderes. Além disso, possuem grande espírito de competição. Sempre que o anjo é invocado, costuma responder de imediato, trazendo energia e generosidade para aqueles que precisam.

ANJO DA GUARDA DE TOURO: ANAEL
Seres muito apegados aos bens financeiros e materiais, os taurinos contam com a ajuda de Anael, guardião de questões relacionadas à união familiar e à vida material.

ANJO DA GUARDA DE GÊMEOS: RAFAEL
Os nascidos sob Gêmeos contam com a proteção do anjo Rafael, que governa a inteligência. Os geminianos são intelectuais, comunicativos e curiosos e estão sempre em busca de coisas novas.

ANJO DA GUARDA DE CÂNCER: GABRIEL
Aqueles que nascem em Câncer têm a proteção de Gabriel, que o ajuda a usar a emoção ao invés da razão, para que assim os cancerianos possam tomar decisões mais equilibradas.

ANJO DA GUARDA DE LEÃO: MIGUEL
Miguel é o anjo protetor dos leoninos e é com esta proteção que os nativos deste signo ganham a possibilidade de atingir suas metas, alcançar o poder e os objetivos de sua vida.

ANJO DA GUARDA DE VIRGEM: RAFAEL
Quem nasce em Virgem tem a proteção de Rafael e é uma pessoa com inteligência crítica e grande capacidade de rápido raciocínio.

ANJO DA GUARDA DE LIBRA: ANAEL
Librianos têm a proteção de Anael o que faz com que compartilhem da necessidade de amar e de serem amados. São pessoas que sentem fascínio pelas coisas ligadas à arte e à beleza. São vaidosos, justos e generosos.

ANJO DA GUARDA DE ESCORPIÃO: AZRAEL
Aquele que nasce em Escorpião tem a proteção de Azrael, condutor de seus protegidos para os caminhos de busca espiritual. São favorecidos, por meio deste anjo, pela espontaneidade e pela expressividade.

ANJO DA GUARDA DE SAGITÁRIO: SAQUIEL
Quem é nativo de Sagitário é regido por Saquiel. Ele concede àqueles que protege o dom de falar diversas línguas e o amor por viajar.

ANJO DA GUARDA DE CAPRICÓRNIO: CASSIEL
Capricornianos são protegidos por Cassiel, o que lhes traz como benefício a responsabilidade e a disciplina.

ANJO DA GUARDA DE AQUÁRIO: URIEL
Aquarianos são regidos por Uriel, senhor da boa sorte e da graça.

ANJO DA GUARDA DE PEIXES: ASARIEL
Nativos de peixes são protegidos por Asariel, o que lhes dá a capacidade de equilibrar e superar as dualidades do próprio caráter.

 

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*Fonte

“A era do humanismo está terminando” – Achille Mbembe

Achille Mbembe (1957, Camarões francês) é historiador, pensador pós-colonial e cientista político; estudou na França na década de 1980 e depois ensinou na África (África do Sul, Senegal) e Estados Unidos. Atualmente, ensina no Wits Institute for Social and Economic Research (Universidade de Witwatersrand, África do Sul). Ele publicou Les Jeunes et l’ordre politique en Afrique noire (1985), La naissance du maquis dans le Sud-Cameroun. 1920-1960: histoire des usages de la raison en colonie (1996), De la Postcolonie, essai sur l’imagination politique dans l’Afrique contemporaine (2000), Du gouvernement prive indirect (2000), Sortir de la grande nuit – Essai sur l’Afrique décolonisée (2010), Critique de la raison nègre (2013). Seu novo livro, The Politics of Enmity, será publicado pela Duke University Press neste ano de 2017.

O artigo foi publicado, originalmente, em inglês, no dia 22-12-2016, no sítio do Mail & Guardian, da África do Sul, sob o título “The age of humanism is ending” e traduzido para o espanhol e publicado por Contemporea filosofia, 31-12-2016. A tradução é de André Langer.

Eis o artigo:

Não há sinais de que 2017 seja muito diferente de 2016.

Sob a ocupação israelense por décadas, Gaza continuará a ser a maior prisão a céu aberto do mundo.

Nos Estados Unidos, o assassinato de negros pela polícia continuará ininterruptamente e mais centenas de milhares se juntarão aos que já estão alojados no complexo industrial-carcerário que foi instalado após a escravidão das plantações e as leis de Jim Crow.

A Europa continuará sua lenta descida ao autoritarismo liberal ou o que o teórico cultural Stuart Hall chamou de populismo autoritário. Apesar dos complexos acordos alcançados nos fóruns internacionais, a destruição ecológica da Terra continuará e a guerra contra o terror se converterá cada vez mais em uma guerra de extermínio entre as várias formas de niilismo.

As desigualdades continuarão a crescer em todo o mundo. Mas, longe de alimentar um ciclo renovado de lutas de classe, os conflitos sociais tomarão cada vez mais a forma de racismo, ultranacionalismo, sexismo, rivalidades étnicas e religiosas, xenofobia, homofobia e outras paixões mortais.

A difamação de virtudes como o cuidado, a compaixão e a generosidade vai de mãos dadas com a crença, especialmente entre os pobres, de que ganhar é a única coisa que importa e de que ganhar – por qualquer meio necessário – é, em última instância, a coisa certa.

Com o triunfo desta aproximação neodarwiniana para fazer história, o apartheid, sob diversas modulações, será restaurado como a nova velha norma. Sua restauração abrirá caminho para novos impulsos separatistas, para a construção de mais muros, para a militarização de mais fronteiras, para formas mortais de policiamento, para guerras mais assimétricas, para alianças quebradas e para inumeráveis divisões internas, inclusive em democracias estabelecidas.

Nenhuma das alternativas acima é acidental. Em qualquer caso, é um sintoma de mudanças estruturais, mudanças que se farão cada vez mais evidentes à medida que o novo século se desenrolar. O mundo como o conhecemos desde o final da Segunda Guerra Mundial, com os longos anos da descolonização, a Guerra Fria e a derrota do comunismo, esse mundo acabou.

Outro longo e mortal jogo começou. O principal choque da primeira metade do século XXI não será entre religiões ou civilizações. Será entre a democracia liberal e o capitalismo neoliberal, entre o governo das finanças e o governo do povo, entre o humanismo e o niilismo.

O capitalismo e a democracia liberal triunfaram sobre o fascismo em 1945 e sobre o comunismo no começo dos anos 1990 com a queda da União Soviética. Com a dissolução da União Soviética e o advento da globalização, seus destinos foram desenredados. A crescente bifurcação entre a democracia e o capital é a nova ameaça para a civilização.

Apoiado pelo poder tecnológico e militar, o capital financeiro conseguiu sua hegemonia sobre o mundo mediante a anexação do núcleo dos desejos humanos e, no processo, transformando-se ele mesmo na primeira teologia secular global. Combinando os atributos de uma tecnologia e uma religião, ela se baseava em dogmas inquestionáveis que as formas modernas de capitalismo compartilharam relutantemente com a democracia desde o período do pós-guerra – a liberdade individual, a competição no mercado e a regra da mercadoria e da propriedade, o culto à ciência, à tecnologia e à razão.

Cada um destes artigos de fé está sob ameaça. Em seu núcleo, a democracia liberal não é compatível com a lógica interna do capitalismo financeiro. É provável que o choque entre estas duas ideias e princípios seja o acontecimento mais significativo da paisagem política da primeira metade do século XXI, uma paisagem formada menos pela regra da razão do que pela liberação geral de paixões, emoções e afetos.

Nesta nova paisagem, o conhecimento será definido como conhecimento para o mercado. O próprio mercado será re-imaginado como o mecanismo principal para a validação da verdade. Como os mercados estão se transformam cada vez mais em estruturas e tecnologias algorítmicas, o único conhecimento útil será algorítmico. Em vez de pessoas com corpo, história e carne, inferências estatísticas serão tudo o que conta. As estatísticas e outros dados importantes serão derivados principalmente da computação. Como resultado da confusão de conhecimento, tecnologia e mercados, o desprezo se estenderá a qualquer pessoa que não tiver nada para vender.

A noção humanística e iluminista do sujeito racional capaz de deliberação e escolha será substituída pela do consumidor conscientemente deliberante e eleitor. Já em construção, um novo tipo de vontade humana triunfará. Este não será o indivíduo liberal que, não faz muito tempo, acreditamos que poderia ser o tema da democracia. O novo ser humano será constituído através e dentro das tecnologias digitais e dos meios computacionais.

A era computacional – a era do Facebook, Instagram, Twitter – é dominada pela ideia de que há quadros negros limpos no inconsciente. As formas dos novos meios não só levantaram a tampa que as eras culturais anteriores colocaram sobre o inconsciente, mas se converteram nas novas infraestruturas do inconsciente. Ontem, a sociabilidade humana consistia em manter os limites sobre o inconsciente. Pois produzir o social significava exercer vigilância sobre nós mesmos, ou delegar a autoridades específicas o direito de fazer cumprir tal vigilância. A isto se chamava de repressão.

A principal função da repressão era estabelecer as condições para a sublimação. Nem todos os desejos podem ser realizados. Nem tudo pode ser dito ou feito. A capacidade de limitar-se a si mesmo era a essência da própria liberdade e da liberdade de todos. Em parte graças às formas dos novos meios e à era pós-repressiva que desencadearam, o inconsciente pode agora vagar livremente. A sublimação já não é mais necessária. A linguagem se deslocou. O conteúdo está na forma e a forma está além, ou excedendo o conteúdo. Agora somos levados a acreditar que a mediação já não é necessária.

Isso explica a crescente posição anti-humanista que agora anda de mãos dadas com um desprezo geral pela democracia. Chamar esta fase da nossa história de fascista poderia ser enganoso, a menos que por fascismo estejamos nos referindo à normalização de um estado social da guerra. Tal estado seria em si mesmo um paradoxo, pois, em todo caso, a guerra leva à dissolução do social. No entanto, sob as condições do capitalismo neoliberal, a política se converterá em uma guerra mal sublimada. Esta será uma guerra de classe que nega sua própria natureza: uma guerra contra os pobres, uma guerra racial contra as minorias, uma guerra de gênero contra as mulheres, uma guerra religiosa contra os muçulmanos, uma guerra contra os deficientes.

O capitalismo neoliberal deixou em sua esteira uma multidão de sujeitos destruídos, muitos dos quais estão profundamente convencidos de que seu futuro imediato será uma exposição contínua à violência e à ameaça existencial. Eles anseiam genuinamente um retorno a certo sentimento de certeza – o sagrado, a hierarquia, a religião e a tradição. Eles acreditam que as nações se transformaram em algo como pântanos que necessitam ser drenados e que o mundo tal como é deve ser levado ao fim. Para que isto aconteça, tudo deve ser limpo. Eles estão convencidos de que só podem se salvar em uma luta violenta para restaurar sua masculinidade, cuja perda atribuem aos mais fracos dentre eles, aos fracos em que não querem se transformar.

Neste contexto, os empreendedores políticos de maior sucesso serão aqueles que falarem de maneira convincente aos perdedores, aos homens e mulheres destruídos pela globalização e pelas suas identidades arruinadas.

A política se converterá na luta de rua e a razão não importará. Nem os fatos. A política voltará a ser um assunto de sobrevivência brutal em um ambiente ultracompetitivo.

Sob tais condições, o futuro da política de massas de esquerda, progressista e orientada para o futuro, é muito incerto. Em um mundo centrado na objetivação de todos e de todo ser vivo em nome do lucro, a eliminação da política pelo capital é a ameaça real. A transformação da política em negócio coloca o risco da eliminação da própria possibilidade da política.

Se a civilização pode dar lugar a alguma forma de vida política, este é o problema do século XXI.

Fonte: Revista IHU On-line

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*Fonte: revistaprosaversoearte