Veja esse vídeo incrível dos novos paraquedas da SpaceX em ação

A empresa espacial norte-americana SpaceX está cada vez mais próxima dos voos tripulados para fora da terra, razão pela qual coloca grande ênfase no teste de confiabilidade de suas naves. Um dos elementos mais importantes é o paraquedas, que permite um pouso suave e seguro.

De acordo com a empresa de Elon Musk, este é o sistema de paraquedas mais avançado do mundo, o que foi demonstrado nos 25 testes realizados. Nestes testes, sua confiabilidade foi verificada sob diferentes condições.

Como pode ser visto no vídeo, no decorrer desses testes, a espaçonave Crew Dragon, cuja estréia está prevista para novembro de 2019, foi lançada de alturas que variavam entre 3.600 e 15.000 metros.

Com isso, em abril de 2019, Bill Gerstenmaier, da NASA, disse à congressista Morris Brook que, naquela época, os resultados dos testes não eram satisfatórios. No entanto, ele também enfatizou que não é nada sério, já que os testes fracassados ​​forneceram informações valiosas.

*por Any Karolyne Galdino

 

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*Fonte: engenhariae

Estamos realmente ficando mais burros à medida que os dispositivos se tornam mais inteligentes?

O mundo vê novos dispositivos inteligentes ganhando vida todos os dias. Não há muitos domínios restantes sem dispositivos inteligentes.

Esses dispositivos variam de smartphones, smart TVs, lâmpadas inteligentes e até mesmo banheiros inteligentes. Esses dispositivos de vida inteligentes são projetados para trazer conforto às nossas vidas.

Mas as vantagens sob​_re as desvantagens desses dispositivos podem ser questionadas. Eles são adequados para uso a longo prazo? O uso desses dispositivos significa que estamos ficando preguiçosos ou significa que temos tempo para fazer coisas melhores e criativas?

O famoso efeito Flynn

Existem várias visões sobre o uso de dispositivos inteligentes. No entanto, seria interessante notar se há alguma evidência sobre o aumento ou diminuição do QI ao longo do tempo. Nesse caso, entender o efeito Flynn pode ser útil.

Nomeado em homenagem ao famoso pesquisador James Flynn, o efeito Flynn mostra como o número de testes de QI de pessoas aumentou em média nos últimos séculos. Os pesquisadores que fizeram mais estudos sobre esse efeito notaram que houve poucas exceções no efeito Flynn e raramente é discutido. Existem muitas explicações e percepções das causas do efeito Flynn.

Alguns dizem que é por causa dos fatores ambientais, enquanto há uma escola de pensamento que dá crédito ao sistema educacional. Existem ainda outras teorias que consideram as mudanças na sociedade ou a nutrição como uma razão para o aumento do nível de QI nas pessoas.

No entanto, de acordo com alguns dos resultados do teste, as crianças na segunda metade do século XX, que tinham um ou dois anos de idade, tiveram um desempenho muito melhor e mostraram sinais de melhorar em seu QI. Portanto, isso nega a importância dada ao sistema educacional para melhorar a inteligência de um indivíduo. Melhoria nos níveis nutricionais pode ser considerada uma razão para isso.

Não há evidência concreta mostrando as razões para a melhoria do QI das pessoas ao longo dos séculos. Mas as últimas décadas viram uma melhoria nos níveis de inteligência das pessoas em geral.

A reversão do efeito Flynn

De acordo com os pesquisadores do Centro Ragnar Frisch de Pesquisa Econômica, quando 730.000 militares noruegueses receberam alguns testes de QI, um declínio no QI foi observado no período entre 1970 e 2009. Mas não havia muitos smartphones ou laptops nos anos 70. Então a tecnologia não pode ser totalmente culpada por esse declínio.

De fato, as crianças dependem mais de mecanismos de busca como o Google do que sua memória, mas isso não significa uma diminuição de sua inteligência. Por isso, é uma questão importante refletir sobre o que está errado no sistema atual, que está causando uma reversão do efeito Flynn.

Alguns cientistas acreditam que as mudanças no tipo de comida que as pessoas consomem, o ambiente da mídia e o sistema educacional podem ser responsáveis ​​por esse declínio. No entanto, a tecnologia também pode ser uma causa significativa desse declínio.

Outro estudo descobriu que as pessoas poderiam reter mais quando seus smartphones não estavam com eles. Este estudo também mostrou que simplesmente desligar o telefone ou guardá-lo em suas malas não era suficiente.

Eles tinham que se certificar de que os dispositivos não estavam próximos para ver a diferença.

No final, a questão crucial a ser abordada é se o Efeito Flynn está realmente se revertendo. Os dispositivos inteligentes têm impacto na inteligência das pessoas?

Em outras palavras, estamos confiando tanto nesses dispositivos que estamos perdendo nossa capacidade de pensar ou nutrir nossas habilidades de resolução de problemas?

Bem, graças aos smartphones que estão sempre em nossas mãos, podemos tentar usá-los para as menores coisas. Usamos um smartphone como calculadora, despertador, mapas e muito mais.

Quase todo mundo confia na pesquisa do Google para obter informações. Mas isso pode ser bom e ruim.

É bom que todos nós tenhamos uma infinidade de informações à nossa disposição em todos os momentos. A vida se tornou mais confortável com um dispositivo inteligente cuidando de tudo.

Isso se torna ainda melhor quando adicionamos mais dispositivos de vida inteligentes a essa lista. Por exemplo, banheiros inteligentes sabem quando lavar ou uma casa inteligente liga o ar-condicionado quando é hora de você voltar para casa.

Da mesma forma, muitas outras coisas adicionam luxo à sua vida. Assim, no mundo ideal, pode-se ter muito tempo extra e conforto para trabalhar na expansão de suas habilidades e conhecimentos.

Portanto, deve melhorar o QI geral dos indivíduos. Então, por que isso não aconteceu?

Pesquisadores da Universidade de Waterloo descobriram que os pensadores intuitivos que usam smartphones frequentemente usam o mecanismo de busca de seus dispositivos, em vez de usar sua própria inteligência para tomar decisões. Isso os torna ainda mais preguiçosos do que normalmente seriam.

Outra pesquisa perspicaz da Universidade de Zurique sugere que o aumento da capacidade de tocar, clicar e rolar a tela tem um impacto incomum em nossos cérebros e no desempenho motor.

Então, o seu telefone é melhor que você?

Vamos admitir que há também uma desvantagem para a tecnologia. Com tanto luxo e conforto, muitas vezes tendemos a nos tornar preguiçosos. Nós confiamos principalmente em nossos dispositivos inteligentes para fazer o trabalho para nós, e acabamos por não fazer nada.

Embora a causa de nosso declínio de QI continue sendo um mistério, a desvantagem dos dispositivos de vida inteligentes não pode ser ignorada como uma das possíveis razões para a reversão do Efeito Flynn.

*Por Any Karolyne Galdino

 

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*Fonte: engenhariae

Vídeo de astronautas caindo na lua vai te lembrar de que viagem espacial não é moleza

Viajar em um foguete pelo espaço é muito legal, é verdade, mas isso não significa que não haja dificuldades envolvidas.

Por exemplo, enquanto astronautas podem andar na lua, também podem cair nela. Na verdade, isso acontece bastante.

Por que isso acontece?

Como você deve saber, a lua é um ambiente de baixa gravidade. Enquanto você pesa menos nesse ambiente, sua massa continua a mesma. Logo, a inércia – a resistência que um corpo tem a mudanças de movimento – causa algumas dificuldades de locomoção.

Simplificando, andar na lua não é igual andar na Terra e isso pode (e provavelmente vai) causar alguns pequenos acidentes.

A NASA, inclusive, encoraja os astronautas a relatarem suas quedas exatamente como elas acontecem, a fim de que possam estudar essas questões para missões futuras.

Por exemplo, durante a missão Apollo 15, o objetivo era analisar as taxas metabólicas dos astronautas enquanto atravessavam diferentes terrenos lunares. Na Apollo 16, a meta era examinar as diferenças entre destreza e locomoção na lua e na Terra para avaliar como afetam os movimentos na superfície do satélite.

A NASA faz simulações de isolamento para testar como as pessoas se sairiam em uma missão à Marte

Vida nada fácil

Já rimos dos astronautas caindo e não há mais volta, então é melhor não sentir culpa.

Dito isso, vale lembrar que a vida de um heroico navegante espacial não é das mais fáceis. Este artigo do Hype explica alguns desafios do dia a dia no espaço, este conta os problemas que surgem quando os astronautas voltam, e este reúne alguns fatos não tão legais sobre viagem espacial.

*Por Natasha Romanzoti

 

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*Fonte: hypescience

Não é só o FaceApp, milhares de aplicativos espionam o usuário mesmo sem permissão

O caso do FaceApp, aplicativo que usa inteligência artificial para envelhecer um rosto de forma realista, fez todos os olhares se voltarem para um aspecto comum, que poucos usuários notam. Ao instalá-lo, surge o aviso de que todos os nossos dados serão utilizados e inclusive cedidos terceiros, sem nenhum controle. O alerta é dado num processo que poucos usuários leem, ou que aceitam sem pensar nas consequências. Mas alguns programas para celulares podem não necessitar nem sequer do consentimento explícito. Milhares de aplicativos burlam as limitações e espionam, mesmo sem receberem autorização do dono do celular.

Afinal, para que a lanterna do aparelho precisa ter acesso à localização de um usuário? E um aplicativo de retoque fotográfico ao microfone? Ou um gravador aos seus contatos? Em princípio, esses aplicativos não precisam de permissões desse tipo para funcionar. Quando agem assim, costuma ser para procurar um bem extremamente valioso: os dados. Os usuários podem dar ou negar diferentes permissões aos aplicativos para que acessem sua localização, os contatos e os arquivos armazenados no telefone. Mas uma pesquisa de uma equipe de especialistas em segurança cibernética revelou que até 12.923 apps encontraram a forma de continuar recolhendo informação privada apesar de as autorizações terem sido explicitamente negadas.

Esse estudo expõe a dificuldade dos usuários em proteger sua privacidade. Pesquisadores do Instituto Internacional de Ciências Computacionais (ICSI) em Berkeley, do IMDEA Networks Institute de Madri, da Universidade de Calgary (Canadá) e da empresa AppCensus analisaram um total de 88.000 aplicativos da Play Store e observaram que milhares deles acessam informações como localização ou dados do aparelho no qual o usuário tinha previamente recusado essas autorizações.

Os especialistas ainda não divulgaram a lista completa de aplicativos que realizam essas práticas. Mas, segundo a pesquisa, encontram-se entre elas a aplicativo do parque Disney de Hong Kong, o navegador da Samsung e o buscador chinês Baidu. O número de usuários potenciais afetados por essas descobertas é de “centenas de milhões”.

Borja Adsuara, advogado especialista em direito digital, afirma que se trata de “uma infração muito grave”, porque o sistema operacional Android exige que os apps peçam o acesso consentido a esses dados através de permissões, e o usuário lhes diz expressamente que não. O consentimento, explica, funciona de forma muito parecida tanto na intimidade física como na não física – os dados pessoais. “É como no caso de um estupro em que a vítima diz expressamente que não”, compara.

Narseo Vallina-Rodríguez, coautor do estudo, diz que “não está claro se haverá correções ou atualizações para os bilhões de usuários Android que atualmente utilizam versões do sistema operacional com essas vulnerabilidades”. O Google não especificou a este jornal se cogita retirar do mercado ou tomar alguma medida contra os aplicativos que, segundo o estudo, acessam os dados dos usuários sem a permissão pertinente. No entanto, assegurou que o problema será resolvido com o Android Q, a próxima versão de seu sistema operacional. A companhia pretende lançar nos próximos meses seis versões beta do Android Q, até oferecer a versão final durante o terceiro trimestre do ano.

Como os aplicativos acessam a informação privada do usuário sem as permissões necessárias? Eles burlam os mecanismos de controle do sistema operacional mediante os chamados side channels (canais paralelos) e covert channels (canais encobertos). Vallina faz a seguinte comparação: “Para entrar em uma casa, [o dado do usuário] pode passar pela porta com a chave que o dono lhe deu [a permissão], mas também pode entrar sem o consentimento do proprietário, aproveitando-se de uma vulnerabilidade da porta [um side channel] ou com a ajuda de alguém que já está dentro [covert channel]”.

Não é só o FaceApp, milhares de aplicativos espionam o usuário mesmo sem permissão

“Você pode abrir uma porta com uma chave, mas também pode encontrar a forma de fazê-lo sem ter essa chave”, prossegue o especialista. O mesmo ocorre ao tentar acessar a geolocalização de um aparelho. Ele pode não ter acesso ao GPS, mas mesmo assim encontrar o modo de acessar a informação de posicionamento do usuário.

Metadados

Uma forma de fazer isso é através dos metadados que estão integrados às fotos tiradas pelo dono do smartphone, segundo Vallina. “Por definição, cada foto tirada por um usuário Android contém metadados como a posição e a hora. Vários apps acessam a posição histórica do usuário pedindo a permissão para ler o cartão de memória, porque é lá onde estão armazenadas as fotos, sem ter que pedir acesso ao GPS”, explica. É o caso do Shutterfly, um aplicativo de edição de fotografia. Os pesquisadores comprovaram que ele reunia informação de coordenadas do GPS a partir das imagens dos usuários, mesmo que estes tivessem negado a permissão para acessar a sua localização.

Também é possível acessar a geolocalização através do ponto de acesso wi-fi com o endereço MAC do router, um identificador atribuído pelo fabricante que pode ser correlacionado com bases de dados existentes e averiguar a posição do usuário “com uma resolução bastante precisa”.

Para que o aplicativo possa acessar essa informação, existe uma permissão que o usuário deve ativar em seu smartphone, chamado “informação da conexão wi-fi”, conforme ensina Vallina. Mas há apps que conseguem obter esses dados sem que a permissão esteja ativada. Para isso, extraem a direção MAC do router, que o aparelho obtém mediante o protocolo ARP (Address Resolution Protocol), que serve por sua vez para conectar e descobrir os dispositivos que estão em uma rede local. Ou seja, os aplicativos podem acessar uma pasta que expõe a informação MAC do ponto de acesso wi-fi: “Se você sem nenhum tipo de licença lê essa pasta que o sistema operacional expõe, pode saber a geolocalização de forma totalmente opaca para o usuário”.
Bibliotecas de terceiros

Muitos desses vazamentos de dados ou abusos à privacidade do usuário são feitos através de bibliotecas, que são serviços ou miniprogramas de terceiros incluídos no código dos aplicativos. Essas bibliotecas são executadas com os mesmos privilégios que o app em que se encontram. Em muitas ocasiões, o usuário nem está consciente de sua existência. “Muitos desses serviços têm um modelo de negócio que está baseado na obtenção e processamento dos dados pessoais”, diz o pesquisador.
Não é só o FaceApp, milhares de aplicativos espionam o usuário mesmo sem permissão

Por exemplo, aplicativos como a da Disney de Hong Kong utilizam o serviço de mapas da companhia chinesa Baidu. Assim, podem acessar, sem necessidade de qualquer permissão, informações como o IMEI e outros identificadores que as bibliotecas do buscador chinês armazenam no cartão SD. Os aplicativos de saúde e navegação da Samsung, que estão instalados em mais de 500 milhões de aparelhos, também utilizaram este tipo de bibliotecas para seu funcionamento. “A própria biblioteca explora essas vulnerabilidades a fim de acessar esses dados para seus próprios fins. Não está claro se depois o desenvolvedor do app acessa os dados através da biblioteca”, explica.

Vallina afirma que nas próximas pesquisas será analisado o ecossistema das bibliotecas de terceiros e para que finalidades os dados são obtidos. Também estudarão os modelos de rentabilização existentes no Android e a transparência dos aplicativos quanto ao que eles fazem e o que dizem fazer nas políticas de privacidade. Para evitar práticas desse tipo, Joel Reardon, também coautor do estudo, aponta a importância de realizar pesquisas desse tipo com o objetivo de “encontrar esses erros e preveni-los”.

Se os desenvolvedores de aplicativos podem evitar as permissões, faz sentido pedir permissão aos usuários? “Sim”, responde Reardon, taxativo. O pesquisador insiste em que os aplicativos não podem burlar todos os mecanismos de controle, e que pouco a pouco ficará mais difícil para eles. “O sistema de permissões têm muitas falhas, mas ainda assim ele serve para algo e persegue um propósito importante”, afirma.

Responsabilidade dos desenvolvedores

No caso de usuários na Espanha, estas práticas realizadas sem o consentimento descumprem, entre outras normativas, o Regulamento Geral de Proteção de Dados (RGPD) e a Lei Orgânica de Proteção de Dados. Os desenvolvedores desses aplicativos poderiam enfrentar, segundo o RGPD, sanções econômicas de até 20 milhões de euros (75,3 milhões de reais) ou 4% do faturamento anual da empresa. E inclusive poderiam responder por um delito contra a intimidade (artigo 197 do Código Penal espanhol) que poderia acarretar penas da prisão, segundo Adsuara.

O advogado afirma que a maior parte da responsabilidade recai sobre os desenvolvedores. Mas considera que tanto as lojas – Google Play e Apple Store – como as plataformas que permitem o acesso dos aplicativos aos dados de seus usuários – como o Facebook, no caso Cambridge Analytica – têm uma responsabilidade in vigilando: “Quer dizer, o dever de vigiar que os aplicativos que sua loja aceita ou aos quais permitem que tenham aos dados de seus usuários em sua plataforma sejam seguros”.

“Embora cada um seja responsável por seus atos, sente-se a falta de alguma autoridade espanhola ou europeia que revise a segurança dos aplicativos e serviços antes de seu lançamento no mercado”, afirma. E salienta que, em outros setores, existe algum tipo de certificação que garante que um produto ou serviço seja seguro. “A ninguém ocorre, por exemplo, que se autorize a circulação de carros com os freios falhando. Para não falar em remédios, alimentos e brinquedos. Entretanto, é normal no setor que se lancem no mercado aplicativos e serviços com falhas de segurança que, depois, com o bonde andando, vão emendando”.

*Por Isabel Rubio

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*Fonte: elpais-brasil

O que realmente nos faz felizes? As lições de uma pesquisa de Harvard que há quase oito décadas tenta responder a essa pergunta

O que realmente nos faz felizes na vida?

Por 76 anos, pesquisadores da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, têm procurado uma resposta.

O Estudo sobre o Desenvolvimento Adulto (Study of Adult Development, no original em inglês) começou em 1938, analisando 700 rapazes – entre estudantes da renomada universidade e moradores de bairros pobres de Boston.

A pesquisa acompanhou esses jovens durante toda a vida, monitorando seu estado mental, físico e emocional. O estudo continua agora com mais de mil homens e mulheres, filhos dos participantes originais.

O atual diretor do estudo, o quarto desde o início, é o psiquiatra americano Robert Waldinger, que também é um sacerdote zen. Sua palestra no TED (sigla em inglês para Tecnologia, Entretenimento, Design): “O que torna uma vida boa? Lições do estudo mais longo sobre a felicidade”, viralizou na internet. O vídeo da conferência já foi baixado mais de 11 milhões de vezes.

“Há muitas conclusões deste estudo”, disse Waldinger à BBC. “Mas o fundamental, que ouvimos uma vez ou outra, é que o importante para nos mantermos felizes e saudáveis ao longo da vida, é a qualidade dos nossos relacionamentos”.

Conectados

“O que descobrimos é que, no caso das pessoas mais satisfeitas em seus relacionamentos, mais conectadas ao outro, seu corpo e cérebro permanecem saudáveis ​​por mais tempo”, afirma o acadêmico americano.
Direito de imagem Thinkstock
Image caption Para Waldinger, uma relação de qualidade é aquela em que você se sente à vontade

“Uma relação de qualidade é uma relação em que você se sente seguro, em que você pode ser você mesmo. Claro que nenhum relacionamento é perfeito, mas essas são qualidades que fazem com que a gente floresça”.

No outro extremo, há a experiência da solidão, sentimento subjetivo de sermos menos conectados do que gostaríamos.

“Estou fazendo as coisas que têm significado para mim? Esse é o tipo de pergunta que devemos nos fazer quando falamos de felicidade”, sugere Waldinger.

“Não se trata de ser feliz em todos os momentos, porque isso é impossível, e todos nós temos dias, semanas ou anos difíceis”.

E a fama?

“Não é que seja ruim, há celebridades felizes e também infelizes”, avalia.

O mesmo vale para o dinheiro. O estudo mostra que, além de um nível onde as nossas necessidades são satisfeitas, o aumento da renda não necessariamente traz felicidade.

“Nós não estamos dizendo que você não pode querer ganhar mais dinheiro ou estar orgulhoso do seu trabalho. Mas é importante não esperar que sua felicidade dependa dessas coisas”, destaca.

Registros médicos

Os participantes do estudo responderam, ao longo de décadas, questionários sobre sua família, seu trabalho e sua vida social.

“Também tivemos acesso aos seus registros médicos, de modo a avaliar a saúde deles, não só pelo que diziam, mas também pelo que seus médicos e exames relatavam”, explica.

Ele conta que, quando começou a trabalhar no estudo, em 2003, também gravou vídeos dos participantes falando com suas esposas sobre suas preocupações mais profundas.

“E enviamos a seus filhos perguntas sobre o relacionamento com seus pais”, acrescenta.

Os participantes foram submetidos ainda a exames de sangue para checagem de indicadores de saúde e, inclusive, análise de DNA.

“Alguns autorizaram escanear seu cérebro e doaram o órgão para que pudéssemos estudá-lo em relação a todos os outros dados que já tínhamos coletado sobre sua vida”, contou.

‘Na minha própria vida’

Quando a palestra de Waldinger se tornou viral, o acadêmico resolveu fazer um retiro por três semanas.

“A tradição Zen sustenta que a contemplação nos ajuda a manter os pés no chão e focar no que é mais importante na vida”, escreveu Waldinger, na ocasião.

Diante da enorme repercussão, o acadêmico criou um blog na internet sobre o estudo. E revela que a pesquisa também teve um impacto profundo na sua vida.

“Me fez prestar mais atenção nos meus próprios relacionamentos, não só em casa, mas no trabalho e na sociedade”, contou à BBC.

“Percebi que meus relacionamentos me dão energia quando invisto neles, quando lhes dedico tempo. Se tornam mais vivos e não desgastantes”, acrescentou.

“A tendência é nos isolarmos, ficar em casa para ver televisão ou nas redes sociais. Mas, na minha própria vida, eu percebi que sou mais feliz quando não estou fazendo isso”.

Oferecer nossa presença

Para Waldinger, investir em um relacionamento significa estar presente.

“Isso faz parte da minha vida como praticante Zen. O que eu percebo é que, quando oferecemos nossa atenção total, nos sentimos mais conectados uns aos outros, e isso também acontece no ambiente de trabalho”.

“Não se trata de passar mais tempo no trabalho, mas de prestar mais atenção no outro, para se conectar mais com as pessoas, em vez de dar como certo que o outro estará sempre ali”, explica.

Conflitos

Waldinger reconhece que pode ser difícil não perder de vista o que realmente importa.

Em parte, isso se deve ao bombardeio de mensagens que recebemos – anúncios de publicidade dizendo, diariamente, que se comprarmos algo seremos mais felizes ou amados.

“E, nos últimos 30 ou 40 anos, se glorificou a riqueza. Há bilionários que são heróis só porque são bilionários. Essa medida parece mais fácil porque as relações são difíceis, mudam, são complicadas”.

Qual a mensagem final de Waldinger para os leitores da BBC?

“Eu diria que eles devem tentar construir laços com as outras pessoas. E é particularmente importante fazer isso com quem se tem algum conflito”.

De acordo com o psiquiatra americano, o estudo deixou claro algo que é importante lembrar:

“Conflitos minam, de fato, a nossa energia. E acabam com a nossa saúde.”

*Por Alejandra Martins

 

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*Fonte: bbc-brasil

Cientistas descobrem como usar qualquer plástico para produzir eletricidade

Como você deve saber, não são absolutamente todos os tipos de plástico que podem ser reciclados, o que significa que, mesmo que uma parte possa ser processada e reutilizada, existe uma parcela que não – e que tem ainda mais chances de não ter um descarte adequado e parar na natureza. Evidentemente, há tempos os cientistas tentavam encontrar soluções para esse problema e, recentemente, uma equipe da Universidade de Chester, na Inglaterra, anunciou ter desenvolvido uma alternativa.

Saída interessante

De acordo com Alfredo Carpineti, do site IFLScience!, os pesquisadores encontraram uma forma de usar todo tipo de plástico – reciclável ou não – para produzir eletricidade, técnica esta que, além de reduzir o volume de resíduos, pode potencialmente levar a uma menor exploração de recursos naturais. E não é só isso!

Segundo Afredo, o processo – batizado de “W2T”, sigla de Waste2Tricity – envolve uma baixa criação de resíduos sólidos ou líquidos e não gera liberação de gases na atmosfera e, sendo assim, comparado às tecnologias tradicionais de incineração, o novo sistema produz muito menos emissões. Como funciona o método?

O W2T consiste em usar uma câmara de conversão térmica para vaporizar o plástico. Com isso, é possível obter hidrogênio a partir de um gás que os cientistas chamaram se Syngas e que seria como o gás natural, só que sintético. Esse material, por sua vez, pode ser usado para a produção de eletricidade e ser usado como combustível, e todo o sistema vem sendo testado e aprimorado na universidade para que, em breve, seja criada uma planta de processamento de plástico em larga escala.

O primeiro desses estabelecimentos deve ser construído na Inglaterra, mas, se tudo correr bem e o método provar ser eficiente mesmo, o objetivo é o de criar plantas em todo o mundo. A estimativa é a de que cada tonelada de resíduos plásticos possa valer cerca de US$ 50 – pouco menos de R$ 190 –, o que pode servir de incentivo (financeiro) para que a indústria e a população não descartem esse material nos oceanos ou de forma inadequada.

 

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*Fonte: megacurioso

Nova arma derruba drones a 500 metros de distância

Dispositivo usa bloqueador de sinal de frequência para desativar a comunicação e transmissão de vídeo entre drone e operador

Em paralelo à popularização dos drones, um outro mercado que quer, literalmente, destruir os dispositivos voadores também está crescendo. Na esteira da preocupação de que os aparelhos sejam usados para espionagem e invasão de privacidade, a empresa norte-americana DroneShield criou uma linha de equipamentos que derrubam drones no ar. O novo produto da companhia é uma arma que consegue desativá-los a 500 metros de distância.

O recém-lançado DroneGun MkIII usa as mesmas táticas de desativação de drones que os outros produtos da empresa – um bloqueador de sinal que causa interferência na frequência do comando do veículo. Mas, ele foi projetado para atuar em menor distância e ser controlado com uma mão só, permitindo uma operação mais rápida e fácil.

Em 2016, a companhia havia lançado uma espécie de espingarda gigante, chamada DroneGun, que impede o funcionamento do drone quando o alvo está dentro de 2 quilômetros de distância.

Assim como os outros dispositivos de interferência de sinal da DroneShield, o DroneGun MkIII desativa os drones lançando um ruído eletromagnético com as mesmas frequências usadas para controlar a comunicação e a transmissão de vídeo da aeronave não tripulada. Com isso, a transferência de sinal e gravação são desabilitadas. O drone, então, é forçado a pousar sozinho e com segurança, ou a retornar ao seu ponto de decolagem, o que facilita encontrar o operador do veículo.

De acordo com a companhia, a vantagem do DroneGun MkIII é que ele é menor e mais leve. O equipamento pesa 1,95 kg e tem dimensões de 63 (comprimento) x 40 (largura) x 20 (altura) em centímetros.

O equipamento funciona à bateria, com capacidade de uma hora de ação por carga. A Comissão Federal de Comunicações dos Estados Unidos não autorizou que o produto seja disponibilizado para amplo consumo. Por isso, até o momento, apenas agências governamentais do país podem adquiri-lo.

 

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*Fonte: olhardigital

Peixe gigante devora um tubarão inteiro no fundo do mar – veja vídeo

Uma cena inusitada foi flagrada por pesquisadores da Administração Oceânica e Atmosférica Nacional (NOAA), agência norte-americana que monitora a vida marinha: enquanto registravam em vídeo o comportamento de um grupo de 11 pequenos tubarões que se alimentavam de um peixe-espada que estava morto no fundo do mar, uma criatura marinha apareceu em cena e devorou um dos tubarões que participava do banquete.Os cientistas se surpreenderam no momento do bote. “Não é possível”, disse um dos especialistas da NOAA.

O flagrante ocorreu a quase 500 metros de profundidade e foi registrado graças a um conjunto de câmeras especiais que funcionam de modo remoto. Os pesquisadores investigavam como a espécie de tubarão conhecida como galhudo-malhado realiza sua alimentação: o vídeo era um registro raro por si só, já que exibia o conjunto de animais devorando um peixe-espada morto que tinha mais de 2 metros de comprimento e pesava mais de 100 quilos.

Apesar de não terem dimensões avantajadas e medirem no máximo um comprimento de 1,25 metro, os tubarões galhudo-malhado atacaram a carcaça de modo voraz — os cientistas não conseguiram avaliar como o peixe-espada morreu. O momento de estudo dos hábitos marinhos ganhou uma dramaticidade ainda maior quando o peixe gigante simplesmente engoliu um dos tubarões ainda com vida. Veja o vídeo que exibe o momento do ataque (que acontece no minuto 1:40):

Os cientistas do NOAA afirmam que o algoz do tubarão é um peixe conhecido como cherne-poveiro, que pode alcançar até 2,5 metros de comprimento. De acordo com os especialistas, o vídeo ajuda a fornecer mais informações sobre o comportamento desse tipo de peixe, que é conhecido por caçar outras criaturas marinhas — não se esperava, entretanto, que ele fosse capaz de atacar animais como tubarões: o método utilizado para se alimentar é engolir suas presas por inteiro, utilizando sucção. Como o vídeo exibe, é possível ver apenas o rabo do tubarão para fora da boca do cherne-poveiro.

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*Fonte: revistagalileu