1 a cada 3 funcionários fará algo vergonhoso na festa da firma, diz estudo

Festa de fim de ano na firma é tradição para uns – e pesadelo para outros. Aqui na redação da SUPER mesmo, essa jovem repórter que vos fala sugeriu um “amigo secreto”, mas todos preferiram ficar só na comemoração com comida. Porque, acredite, vexames são muito mais comuns do que imaginamos.

De acordo com uma pesquisa conduzida pela empresa de marketing OnePoll em conjunto com o site de planejamento social Evite, um em cada três funcionários de escritório faz algo que lamenta (sente envergonha, no bom português) em uma confraternização de Natal do trabalho.

E já dá para imaginar por que as lembranças não são tão boas: bebida gratuita, atmosfera comemorativa e até brincadeiras que exigem uma intimidade além do seguro no ambiente de trabalho (leia-se “amigo secreto”) podem resultar em sinceridade demais. Dois em cada cinco entrevistados relataram ter passado por um grande drama na festa do escritório ou ouviram revelações bombásticas sobre os colegas.

Falando em revelações, as fofocas rolam soltas nesse ambiente: segundo o levantamento, feito em 2 mil escritórios americanos, um trabalhador ouve, em média, sete novas fofocas sobre colegas enquanto participa da festa de fim de ano – e muitas são rumores sobre relacionamentos no trabalho. Alguns deles, claro, acabam sendo verdadeiros. Dos entrevistados da pesquisa, 37% disseram que testemunharam dois colegas sendo “afetuosos demais” um com o outro em uma “confra” de fim de ano.

*Por Ingrid Luisa

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*Fonte: superinteressante

Cheiro de mato: odores emitidos pela natureza podem evitar estresse e câncer

Basta uma boa caminhada por uma mata fechada ou no meio de uma floresta para ter certeza do bem estar e da tranquilidade que os ares e odores do verde nos trazem. Cientistas da escola de medicina Nippon, em Tóquio, confirmaram objetivamente o que nosso corpo nos diz: sentir o cheiro da natureza pode diminuir dramaticamente a pressão do corpo humano e ainda estimular moléculas que combatem doenças diversas como o câncer.

Segundo o estudo, assim que os odores da floresta adentram o nosso organismo, os níveis de estresse e irritação diminuem-se imediatamente. A exposição mais prolongada e intensa ao cheiro do verde pode reduzir portanto a pressão arterial e fortalecer a imunidade dos corpos.

O cientista Qing Li criou dentro da escola o centro de pesquisa International Society of Nature and Forest Medicine, que visa aplicar a aromaterapia baseada no odor das florestas como tratamentos alternativos. Efeito similar ocorre quando simplesmente olhamos às florestas – mesmo que em fotografias – mas o estudo de Li aponta efeito especialmente eficiente quando utilizados os odores.

Se muitas vezes a ciência é fundamental para descobrir e inventar melhorias para nossas vidas, outras vezes sua tarefa é somente confirmar aquilo que a sabedoria popular e ancestral já sabe: dar uma volta em meio ao verde e respirar fundo faz um enorme bem para nossos corpos. Torna-se mais evidente que salvar a natureza é uma questão imediata de saúde pública.

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*Fonte: hypeness

Temos que aprender a nos afastar de quem não precisa de nós

Temos que aprender a priorizar a nós mesmos e compreender que, para o bem ou para o mal, somos as únicas pessoas imprescindíveis em nossas vidas, e todos aqueles que nos prejudicam, sobram.

Se você está acostumado a usar as redes sociais, certamente já conhece esta opção chamada “bloquear amigo.” Em algumas ocasiões, acumulamos nestes espaços pessoas que não conhecemos de verdade, relações que nos trazem mais problemas do que benefícios.

Hoje em dia, e especialmente entre as pessoas mais jovens, é comum que as amizades terminem deste modo. Quem não existe nas suas redes sociais, não existe na sua vida. É uma forma fria e também impessoal de romper vínculos.

Pois bem, usando este exemplo, muitos de nós deveríamos fazer o mesmo na vida real. Em algumas ocasiões carregamos relações em nossas costas que atrapalham muito o nosso crescimento pessoal.

No entanto, também não se trata de ir chamando porta a porta para avisar que não queremos mais a amizade de alguém. Trata-se apenas de saber priorizar e não investir tempo e esforço em pessoas que não os merecem.

Aprender a nos afastar de quem não precisa de nós

Nem sempre é fácil perceber quando chega este momento no qual deixamos de ser importantes para alguém. E não é apenas isso, algo que também pode acontecer é que percam o respeito por nós, e que esta necessidade se transforme em algo baseado no interesse.

É necessário saber diferenciar entre quem precisa de você de forma autêntica e o ama, e em, na verdade, se “descolou” faz tempo de nosso coração.

Se você tem filhos, certamente já notou que sempre chega um instante no qual eles deixam de precisar de nós. Isso vem com a própria maturidade, com a sua capacidade de ser independentes.

Porque os filhos, na realidade, sempre irão precisar de nós. Estamos falando, é claro, do afeto.

Há amizades que aparecem sempre de forma pontual nos instantes em que precisam de algo. Quando querem um favor, quando precisam ser escutados e “só nós sabemos como fazê-lo”. Devemos ter muito cuidado nestes casos.

Mostraremos apoio, afeto e compreensão a nossas amizades, sempre e quando existir reciprocidade. Uma amizade, assim como todo tipo de relação, se baseia em um intercâmbio sincero de emoções, pensamentos, apoios…

Se você não sente nenhuma destas dimensões e vê que estas pessoas só lhe procuram quando querem algo em troca, não hesite em impor limites.

Não se trata, assim como falamos antes, de romper o vínculo da noite para o dia. Na realidade, basta dizer a verdade em relação ao que você sente e estabelecer limites para o relacionamento.

“Isso você não pode fazer porque não me faz bem”, “Estou notando que você só busca a minha amizade quando precisa de algo. Eu gostaria de ter mais reconhecimento à minha pessoa da sua parte”.

O prazer de ser importante para quem realmente importa

Não se preocupe se, ao longo dos anos, você tenha que deixar muitas pessoas pelo caminho. Na realidade, a vida é assim mesmo, ir avançando para ficarmos com o mínimo, com o que realmente importa e engrandece o nosso coração.

Quem anda com a mente mais leve e o coração mais carregado se sente mais feliz e, por isso, não devemos ter medo de deixar ir quem não precisa de nós.

Haverá momentos em que você sentirá uma verdadeira dor ao comprovar que alguém que era muito importante para você deixou de sentir o mesmo. Deixou de reconhecer-lhe, de precisar de você.

Curar esta dor por esta descoberta requer tempo mas, por sua vez, devemos nos lembrar sempre de que o maior amor de nossas vidas deve ser sempre o amor próprio. Se você mesmo não se ama e não se respeita, não será capaz de abrir a porta para outras oportunidades.

As pessoas que são realmente importantes para você, na verdade, são poucas, mas certamente são as melhores. Não se trata, portanto, de “acumular amigos” como fazemos nas redes sociais. Na vida real, devemos priorizar e amar o que temos diante de nós.

Os que precisam de você irão demonstrar isso. E irão fazê-lo de forma íntegra, sem egoísmos nem chantagens. Porque quem o ama e respeita sabe estabelecer este intercâmbio cotidiano no qual todos ganham e ninguém perde.

Se as pessoas que precisam de você sabem demonstrar isso, não se esqueça nunca de demonstrar reciprocidade, fazer com que eles notem que nós também precisamos deles é uma forma de reconhecimento muito poderosa, porque faz com que eles se sintam úteis, importantes, e peças imprescindíveis em nossa rede de amigos mais próxima.

As pessoas precisam de muitas coisas para viver: alimento, calor, uma casa, instantes de ócio e liberdade. Mas também não devemos nos esquecer de que as coisas mais importantes deste mundo não são “coisas”, e sim pessoas.

Daí vem a importância de saber cuidar, atender, reconhecer, sem dar lugar a dúvidas, deixar ir pesos inúteis que só podem causar danos e prejudicar o nosso crescimento pessoal.

Faça de você mesmo a sua prioridade. Olhe cada dia por você e por quem você realmente considera importante. Temos que aprender a nos afastar de quem não precisa de nós.

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*Fonte: bmm

Erro de estagiário causa US$ 10 milhões de prejuízo ao Google

A figura do estagiário é comumente usada como bode expiatório de qualquer erro que acontece na internet, mas dessa vez o Google realmente ficou em maus lençóis graças a um engano de um de seus trainees, acumulando um prejuízo estimado em US$ 10 milhões.

O que acontece é que no dia 4 de dezembro, o estagiário, que não foi identificado, passava por um treinamento e deu alguns passos além do que deveria. Ele acabou realizando um pedido real dentro do sistema de publicidade da empresa, o que não deveria ter acontecido.

Por causa dessa solicitação, sites nos Estados Unidos e na Austrália começaram a exibir um retângulo amarelo em suas páginas no lugar dos banners de publicidade convencionais. Isso se devia ao fato de que a ordem emitida pelo estagiário pagava US$ 25 por CPM (ordens similares normalmente valem US$ 2 e US$ 4), o que fez com que rapidamente o banner amarelo se espalhasse.

O bloco amarelo foi exibido durante 45 minutos em vários sites para pessoas que estavam nos Estados Unidos e na Austrália. Quando o problema foi percebido, o Google tirou o anúncio do ar imediatamente.

O estrago pode ter sido grande, no entanto, porque agora a empresa precisa pagar pela exibição deste bloco amarelo aos sites que o exibiram. A estimativa do Financial Times indica que o prejuízo pode chegar a US$ 10 milhões. O Google diz que vai honrar os pagamentos às páginas, mesmo que a exibição tenha acontecido por engano.

O Google também confirmou que implementou novos sistemas de controle para garantir que isso não se repita no futuro.

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*Fonte: olhardigital

Festa de final de ano do Bolori – 2018

A tradicional festa de final de ano da turma do Bolori aconteceu ontem, novamente na casa do Claudião. É a chance de rever os amigos de longa data (pena que faltaram alguns), uma confraternização bacana, muita conversa para ser posta em dia e na real nem dá tempo para todos os comentários, história e muitas risadas. Mas a vibe é uma constante – muito boa! Outros encontros virão em 2019.
Que assim seja.

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Não permita ser julgado por quem não vive a sua história

É preciso coragem para se colocar no lugar das dores alheias, porque isso dói, isso traz consciência de que, muitas vezes, estamos sendo injustos com quem apenas necessita de apoio.

Olhar de longe os acontecimentos, como mero espectador, não dá a ninguém autoridade suficiente para julgar o que vê. Frequentemente, as pessoas são julgadas pelas atitudes que tomam, sofrendo olhares de censura e comentários reprovadores de quem não conhece o que se passou de fato até que se chegasse àquela tomada de decisão.

Um dos maiores favores que faremos aos outros será o de conhecer antes de julgar.
Quem rompe um relacionamento, quem larga o emprego, quem ama como quiser, quem fala o que pensa, são inúmeros os exemplos de comportamentos que acabam sendo alvo da maldade alheia, alvo do veneno de quem não consegue enxergar a si próprio e foge disso denegrindo o outro. Como podem emitir juízos de valor baseados somente no conhecimento superficial, sem ter vivido de perto nenhuma das histórias que não são suas?

Cada pessoa sente o mundo, os acontecimentos, a vida, de um jeito próprio, ajeitando aquilo tudo conforme o que possui dentro de si, de acordo com o que vem se tornando enquanto a vida lhe envia as bagagens. Ninguém sente igual, nem dor nem prazer, o que nos impede de querer que o outro aja como achamos que deveria ou como nós mesmos agiríamos. E quem disse que o que pensamos é o mais correto? É muita presunção mesmo.

Da mesma forma, bem como tanto se alerta, é preciso exercitar a empatia, colocando-se no lugar do outro, entendendo-o antes de criticá-lo. E é preciso coragem para se colocar nas dores alheias, porque isso dói, isso traz consciência de que, muitas vezes, estamos sendo injustos com quem apenas necessita de apoio. Atitudes extremas quase nunca são tomadas por quem está bem e tranquilo, mas sim por pessoas enredadas em meio à dor e ao desespero.

Portanto, não permita que ninguém o julgue sem ter vivido a sua história, sem ter compartilhado nada com você, sem nunca ter perguntado se precisava de algo.
Ignore quem ataca sem entender, quem julga sem conhecer, quem fofoca sem saber, porque a maioria das pessoas só está preocupada com o que acham serem erros alheios que poderiam ser evitados, embora elas próprias errem e tentem se esconder, apontando o dedo para fora de si. Afinal, ninguém conseguirá ser tão implacável quanto a nossa própria consciência.

*Por Marcel Camargo

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*Fonte: osegredo

Na Islândia a tradição é trocar livros no Natal

O Natal pode ser uma época de muita ansiedade para alguns. Além das filas nas lojas, dos mil e um amigos-secretos e dos altos gastos com presentes, ainda é preciso escolher algo especial para cada pessoa. Na Islândia, uma antiga tradição é também uma ótima maneira de combater o consumismo e aliviar o estresse.

No país, é costume trocar livros na noite de Natal, o que estimula a cultura e desacelera o consumismo nessa época do ano. Após a ceia, é comum passar o restante da noite lendo. Graças a isso, cerca de 70% dos livros islandeses são publicados nos últimos três meses antes do fim do ano.

Segundo uma reportagem publicada pelo El País, o costume surgiu durante a Segunda Guerra Mundial. Nesta época, devido à restrição de importações, as pessoas passaram a trocar livros durante o Natal, pois estes eram impressos no próprio país.

A Islândia é detentora de diversos recordes relacionados à literatura. A ilha conta com o maior número de escritores por habitantes do mundo, bem como o maior número de livros publicados e lidos. Existe até uma estatística que calcula que cerca de 10% dos habitantes do país já publicaram ou vão publicar um livro algum dia.

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*Fonte: hypeness

Conheça ‘Se’ – um dos mais belos poemas de todos os tempos de Rudyard Kipling

Do site Prosa, verso e arte
O poema “Se | IF”, escrito em 1895 pelo escritor anglo-indiano Rudyard Kipling (Prêmio Nobel de Literatura – 1907) e publicado pela primeira vez em 1910 numa coletânea de contos e poemas intitulada “Rewards and Fairies”.

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“Se”

Se és capaz de manter a tua calma quando
Todo o mundo ao teu redor já a perdeu e te culpa;
De crer em ti quando estão todos duvidando,
E para esses no entanto achar uma desculpa;
Se és capaz de esperar sem te desesperares,
Ou, enganado, não mentir ao mentiroso,
Ou, sendo odiado, sempre ao ódio te esquivares,
E não parecer bom demais, nem pretensioso;
Se és capaz de pensar –sem que a isso só te atires,
De sonhar –sem fazer dos sonhos teus senhores.
Se encontrando a desgraça e o triunfo conseguires
Tratar da mesma forma a esses dois impostores;
Se és capaz de sofrer a dor de ver mudadas
Em armadilhas as verdades que disseste,
E as coisas, por que deste a vida, estraçalhadas,
E refazê-las com o bem pouco que te reste;
Se és capaz de arriscar numa única parada
Tudo quanto ganhaste em toda a tua vida,
E perder e, ao perder, sem nunca dizer nada,
Resignado, tornar ao ponto de partida;

De forçar coração, nervos, músculos, tudo
A dar seja o que for que neles ainda existe,
E a persistir assim quando, exaustos, contudo
Resta a vontade em ti que ainda ordena: “Persiste!”;
Se és capaz de, entre a plebe, não te corromperes
E, entre reis, não perder a naturalidade,
E de amigos, quer bons, quer maus, te defenderes,
Se a todos podes ser de alguma utilidade,
E se és capaz de dar, segundo por segundo,
Ao minuto fatal todo o valor e brilho,
Tua é a terra com tudo o que existe no mundo
E o que mais –tu serás um homem, ó meu filho!

 

 

 

 

 

 

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If
If you can keep your head when all about you
Are losing theirs and blaming it on you,
If you can trust yourself when all men doubt you
But make allowance for their doubting too,
If you can wait and not be tired by waiting,
Or being lied about, don’t deal in lies,
Or being hated, don’t give way to hating,
And yet don’t look too good, nor talk too wise;
If you can dream–and not make dreams your master,
If you can think–and not make thoughts your aim;
If you can meet with Triumph and Disaster
And treat those two impostors just the same;
If you can bear to hear the truth you’ve spoken
Twisted by knaves to make a trap for fools,
Or watch the things you gave your life to, broken,
And stoop and build ‘em up with worn-out tools;
If you can make one heap of all your winnings
And risk it all on one turn of pitch-and-toss,
And lose, and start again at your beginnings
And never breath a word about your loss;
If you can force your heart and nerve and sinew
To serve your turn long after they are gone,
And so hold on when there is nothing in you
Except the Will which says to them: “Hold on!”

If you can talk with crowds and keep your virtue,
Or walk with kings –nor lose the common touch,
If neither foes nor loving friends can hurt you;
If all men count with you, but none too much,
If you can fill the unforgiving minute
With sixty seconds’ worth of distance run,
Yours is the Earth and everything that’s in it,
And –which is more– you’ll be a Man, my son
– Rudyard Kipling [tradução Guilherme de Almeida]
LP Paulo Bonfim, Guilherme de Almeida. gravadora RGE. selo Prosa e Poesia, 1989.

Poema “Si” | “If”, de Rudyard Kipling.

 

Resiliência: A arte de superar os golpes da vida

A palavra resiliência tem sua origem na língua latina, no termo resiliência que significa voltar, saltar para trás, se destacar, se recuperar. O termo foi adaptado às ciências sociais para caracterizar aquelas pessoas que, apesar de nascerem e viverem em situações de alto risco, desenvolvem-se psicologicamente saudáveis ​​e bem-sucedidas.

Resiliência é a capacidade dos seres vivos para lidar com a adversidade, trauma, tragédia, ameaças ou tensão forte e superar períodos de dor emocional, emergindo mais forte e chegar a um estado de excelência profissional e pessoal. Considera-se que as pessoas mais resilientes apresentam maior equilíbrio emocional diante de situações de estresse, suportando melhor a pressão. Isso lhes permite um senso de controle diante dos eventos e maior capacidade de enfrentar desafios.

“Você não sabe o quão forte você é, até que ser forte é a única opção que lhe resta.”
-Bob Marley

Deve-se dizer que a resiliência não é uma qualidade inata, não é impressa em nossos genes, embora possa haver uma tendência genética que possa predispor a ter um “bom caráter”. A resiliência é algo que todos podemos desenvolver ao longo da vida. Há pessoas que são resilientes porque tiveram em seus pais ou alguém próximo a elas um modelo de resiliência a seguir, enquanto outras encontraram seu caminho por conta própria. Isso nos diz que todos podemos ser resilientes, contanto que mudemos alguns de nossos hábitos e crenças.

De fato, pessoas resilientes não nascem, elas são feitas , o que significa que elas tiveram que lutar contra situações adversas ou tentaram várias vezes o gosto do fracasso e não desistiram. Ao se encontrarem à beira do abismo, deram o melhor de si e desenvolveram as habilidades necessárias para enfrentar os diferentes desafios da vida.

Ser resiliente não significa não sentir desconforto, dor emocional ou dificuldade diante da adversidade. A morte de um ente querido, uma doença grave, perda de trabalho, sérios problemas financeiros, etc., são eventos que têm um grande impacto nas pessoas, produzindo uma sensação de insegurança, incerteza e dor emocional.

Mesmo assim, as pessoas conseguem, em geral, superar esses eventos e se adaptar bem ao longo do tempo.

O caminho para a resiliência não é um caminho fácil, mas envolve considerável estresse e sofrimento emocional, apesar de que as pessoas tirar força permitindo-lhes continuar com suas vidas em face da adversidade ou tragédia. Mas como elas fazem isso?

A resiliência não é algo que uma pessoa tem ou não possui, mas envolve uma série de comportamentos e maneiras de pensar que qualquer pessoa pode aprender e desenvolver.

Então … O que caracteriza uma pessoa resiliente?

Pessoas resilientes têm três características principais: elas sabem aceitar a realidade como ela é; elas têm uma crença profunda de que a vida faz sentido; e elas têm uma capacidade inabalável de melhorar.

Também …

– Elas estão cientes de seu potencial e limitações. O autoconhecimento é uma arma muito poderosa para enfrentar adversidades e desafios, e as pessoas resilientes sabem como usá-lo em seu benefício. Essas pessoas sabem quais são suas principais forças e habilidades, bem como suas limitações e deficiências. Desta forma, podem ser traçados objetivos mais objetivos que não só levam em conta suas necessidades e sonhos, mas também os recursos disponíveis para elas.

– Elas são criativas. A pessoa com uma alta capacidade de resiliência não se limita a tentar acertar o vaso quebrado, ela está ciente de que este nunca mais será o mesmo. O resiliente fará um mosaico com os pedaços quebrados e transformará sua dolorosa experiência em algo belo ou útil. Do vil, traga o precioso.

– Elas confiam em suas habilidades. Por estar ciente de seu potencial e limitações, as pessoas resilientes confiam no que são capazes de fazer. Se algo os caracteriza, elas não perdem de vista seus objetivos e têm certeza do que podem alcançar. No entanto, elas também reconhecem a importância do trabalho em equipe e não se trancam, mas sabem quando é necessário pedir ajuda.

– Elas tomam as dificuldades como uma oportunidade para aprender. Ao longo da vida, enfrentamos muitas situações dolorosas que nos desencorajam, mas as pessoas resilientes são capazes de enxergar além desses momentos e não desanimam. Essas pessoas assumem crises como uma oportunidade para gerar mudanças, aprender e crescer. Elas sabem que esses momentos não serão eternos e que seu futuro dependerá da maneira como reagem. Quando confrontados com a adversidade, se perguntam: o que eu posso aprender com isso?

– Praticam atenção plena ou plena consciência. Mesmo sem ter consciência dessa prática milenar, as pessoas resilientes têm o hábito de estar plenamente presentes, de viver no aqui e agora e de ter uma grande capacidade de aceitação. Para essas pessoas, o passado é parte de ontem e não é uma fonte de culpa e ansiedade, enquanto o futuro não as sobrecarrega com sua parcela de incertezas e preocupações. Elas são capazes de aceitar experiências à medida que surgem e tentam tirar o máximo proveito delas. Elas apreciam os pequenos detalhes e não perdem a capacidade de se impressionar com a vida.

– Elas veem a vida com objetividade, mas sempre através de um prisma otimista. As pessoas resilientes são muito objetivas, sabem qual é seu potencial, os recursos disponíveis para elas e seus objetivos, mas isso não significa que elas não sejam otimistas. Por estar ciente de que nada é completamente positivo ou negativo, se esforçam para se concentrar nos aspectos positivos e aproveitar os desafios. Essas pessoas desenvolvem um otimismo realista, também chamado otimismo, e estão convencidas de que não importa quão escuro seja o dia, o dia seguinte pode ser melhor.

– Elas estão cercadas por pessoas que têm uma atitude positiva. As pessoas que praticam a resiliência sabem como cultivar suas amizades, então elas geralmente são cercadas por pessoas que mantêm uma atitude positiva em relação à vida e evitam aqueles que se comportam como vampiros emocionais. Dessa forma, conseguem criar uma sólida rede de suporte que pode apoiá-las nos momentos mais difíceis.

– Elas não tentam controlar situações. Uma das principais fontes de tensão e estresse é o desejo de controlar todos os aspectos da nossa vida. É por isso que, quando algo nos escapa de nossas mãos, nos sentimos culpados e inseguros. No entanto, as pessoas resilientes sabem que é impossível controlar todas as situações, aprenderam a lidar com a incerteza e sentem-se à vontade mesmo que não tenham controle.

– Elas são flexíveis em face de mudanças. Mesmo que as pessoas resilientes tenham uma auto-imagem muito clara e saibam exatamente o que querem alcançar, elas também têm flexibilidade suficiente para adaptar seus planos e mudar seus objetivos quando necessário. Essas pessoas não se fecham para mudar e estão sempre dispostas a valorizar diferentes alternativas, sem se agarrarem obsessivamente aos seus planos iniciais ou a uma única solução.

– Elas são tenazes em seus propósitos. O fato de as pessoas resilientes serem flexíveis não implica que elas renunciem a seus objetivos, pelo contrário, se algo as distingue é sua perseverança e capacidade de lutar. A diferença é que elas não lutam contra os moinhos de vento, mas aproveitam o sentido e o fluxo da corrente com ela. Essas pessoas têm uma motivação intrínseca que as ajuda a se manterem firmes e a lutar pelo que elas propõem.

– Elas enfrentam a adversidade com humor. Uma das características essenciais das pessoas resilientes é seu senso de humor, elas são capazes de rir da adversidade e fazer uma brincadeira com seus infortúnios. O riso é o seu melhor aliado, porque o ajuda a permanecer otimista e, acima de tudo, permite que você se concentre nos aspectos positivos das situações.

– Elas buscam a ajuda de outros e apoio social. Quando as pessoas resilientes passam por um evento potencialmente traumático, seu primeiro objetivo é superá-lo, por isso, elas estão cientes da importância do apoio social e não hesitam em procurar ajuda profissional quando precisam.

Os benefícios da resiliência

* As pessoas mais resilientes têm uma melhor auto-imagem

* Elas se criticam menos

* Elas são mais otimistas

* Elas enfrentam os desafios

* Elas são fisicamente mais saudáveis

* São mais bem sucedidas no trabalho ou estudos

* Elas estão mais satisfeitas com seus relacionamentos

* Elas são menos predispostas à depressão

O que contribui para uma pessoa ser mais resiliente?

– O apoio emocional é um dos principais fatores. Tendo em sua vida pessoas que amam você e te apoiam e em quem você pode confiar, você fica muito mais resiliente do que se estivesse sozinho.

– Permita-se sentir emoções intensas sem temê-las ou fugir delas e, ao mesmo tempo, ser capaz de reconhecer quando precisa evitar sentir alguma emoção e centrar sua mente em alguma distração.

– Não fuja dos problemas, mas confronte-os e procure soluções. Implica ver problemas como desafios que você pode superar e não como ameaças terríveis.

– Tire um tempo para descansar e recuperar forças, sabendo o que você pode exigir e quando você deve parar.

– Confie em você e nos outros.

O principal objetivo de difundir o conceito de resiliência é contribuir para a consciência de que todas as pessoas têm essa característica, mas que a implantação depende de todos nós, se nos oferecermos oportunidades mútuas.

Eu terminarei este artigo com uma citação de Marc Levy que diz: O tempo cura todas as feridas, mesmo que isso deixe cicatrizes. Ou, se você me permitir modificar ligeiramente o compromisso:

“A resiliência cura todas as feridas, embora deixe cicatrizes.”

*Por: Karla Galleta

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*Fonte: pensarcontemporaneo