“Já vivi isso antes”: misterioso fenômeno Déjà Vu pode estar perto de ser desvendado

Você já teve aquela sensação estranha de que já passou pela mesma situação antes, mesmo sem nunca ter, de fato, vivido aquele momento? Este fenômeno, conhecido como Déjà Vu, tem intrigado filósofos, neurologistas e pesquisadores há muito tempo.

A partir do fim do século 19, muitas teorias começaram a surgir sobre o que poderia causar o Déjà Vu, que significa “já visto”, em francês.

Algumas delas sugeriam que, talvez, o fenômeno seja decorrente de alguma disfunção mental ou algum tipo de problema cerebral. Algumas correntes defendem que se trata de um “soluço temporário” na operação normal da memória humana.

No entanto, nenhuma dessas linhas teria algum embasamento científico, permanecendo tudo no campo da paranormalidade

Do sobrenatural para o científico
Em um artigo publicado no site The Conversation, Anne Cleary, professora de Psicologia Cognitiva da Universidade Estadual do Colorado, nos EUA, conta que, no início deste milênio, um cientista chamado Alan Brown decidiu fazer uma revisão de tudo o que os pesquisadores haviam escrito sobre Déjà Vu até aquele ponto.

“Muito do que ele poderia encontrar tinha um sabor paranormal, tendo a ver com o sobrenatural – coisas como vidas passadas ou habilidades psíquicas”, relatou Anne. “Mas ele também encontrou estudos que entrevistaram pessoas comuns sobre suas experiências com Déjà Vu”.

A partir desse material, Brown foi capaz de obter algumas descobertas básicas sobre o fenômeno. “Por exemplo, ele descobriu que cerca de dois terços das pessoas experimentam Déjà Vu em algum momento de suas vidas. Ele determinou que o gatilho mais comum é uma cena ou lugar, e o próximo gatilho mais comum é uma conversa”.

Segundo Anne, Brown também relatou dicas ao longo de um século ou mais da literatura médica de uma possível associação entre o Déjà Vu e alguns tipos de atividade convulsiva no cérebro.

“A revisão de Brown trouxe o tema do Déjà Vu para o reino da ciência mais mainstream, porque apareceu tanto em uma revista científica que cientistas que estudam cognição tendem a ler, como também em um livro voltado para cientistas”, disse Anne. “Seu trabalho serviu como um catalisador para os cientistas projetarem experimentos para investigar o Déjà Vu”.

Motivada pelo trabalho de Brown, Anne reuniu sua equipe de pesquisa para realizar experimentos com o objetivo de testar hipóteses sobre possíveis mecanismos de Déjà Vu. Os resultados foram publicados na revista científica Routledge.

“Investigamos uma hipótese quase centenária que sugeria que o fenômeno pode acontecer quando há uma semelhança espacial entre uma cena atual e uma cena não chamada em sua memória”, explicou a pesquisadora.

Psicólogos da linha Gestalt chamam isso de hipótese de familiaridade. Anne exemplifica: “Imagine que você está passando no posto de enfermagem em uma unidade hospitalar a caminho para visitar um amigo doente. Embora você nunca tenha ido a este hospital antes, você está impressionado com um sentimento que você tem”.

A causa básica para essa experiência de Déjà Vu, segundo o estudo de Anne, pode ser que o layout da cena, incluindo a disposição dos móveis e objetos particulares dentro do espaço, seja igual ao de uma cena diferente, que você experimentou no passado. “Talvez a forma como a estação de enfermagem está situada – os móveis, os itens no balcão, a forma como se conecta aos cantos do corredor – seja o mesmo que uma série de mesas de recepção e móveis em um corredor na entrada de um evento escolar que você participou um ano antes”.

De acordo com a hipótese de familiaridade na Gestalt, se essa situação anterior com um layout semelhante ao atual não vier à mente, você pode ficar apenas com um forte sentimento de familiaridade para o atual.

Como os cientistas investigaram o Déjà Vu
Para investigar essa ideia em laboratório, a equipe liderada por Anne usou realidade virtual para colocar pessoas dentro de cenas. “Dessa forma, poderíamos manipular os ambientes em que as pessoas se encontravam – algumas cenas compartilhavam o mesmo layout espacial enquanto eram distintas”, disse Anne.

Como previsto pela equipe, o Déjà Vu foi mais provável de acontecer quando as pessoas estavam em uma cena que continha o mesmo arranjo espacial de elementos como uma cena anterior que eles viam, mas não se lembravam.

Esta pesquisa sugere que um fator contribuinte para o Déjà Vu pode ser a semelhança espacial de uma nova cena com uma na memória que não consegue ser conscientemente chamada à mente no momento.

“No entanto, isso não significa que a semelhança espacial é a única causa de Déjà Vu”, ressalta a pesquisadora. “Muito provavelmente, muitos fatores podem contribuir para o que faz uma cena ou uma situação parecer familiar”.

Segundo Anne, mais pesquisas estão em andamento para investigar outros possíveis fatores em jogo neste misterioso fenômeno.

*Por Flavia Correia
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*Fonte: olhardigital

A história do fim do Oasis, que acabou após briga com guitarra quebrada

Anos de desentendimento levaram até situação em 2009, minutos antes de show em Paris, onde banda anunciou encerramento de suas atividades

O Oasis foi um dos grupos mais importantes dos anos 1990 e impulsionou popularidade do chamado britpop em todo o planeta. Porém, os problemas de relacionamento dos irmãos Noel Gallagher (guitarra) e Liam Gallagher (voz) acabaram por colocar um ponto final na banda em 2009, para a lamentação dos fãs.

Os Gallaghers já tinham um histórico complicado, que alimentou diversos rumores sobre um término das atividades do Oasis ao longo dos anos. A gota d’água se deu em agosto de 2009 e Noel deixou o grupo definitivamente após uma discussão em torno de uma guitarra quebrada.

As tretas de Noel e Liam Gallagher
Desde que o Oasis estourou nas paradas, em 1994, o público pôde presenciar a conturbada relação que Noel e Liam Gallagher tinham, mesmo sendo irmãos. Foram diversos episódios de brigas e desentendimentos entre os dois ao longo dos 15 anos seguintes.

O primeiro caso ocorreu em 29 de setembro de 1994, pouco após o lançamento do álbum de estreia “Definitely Maybe”. Neste dia, o grupo se apresentou em Los Angeles e Liam mudou alguns versos das músicas, com o intuito de ofender tanto Noel quanto o público americano, além de agredir o irmão com seu tamborim.

O incidente deixou Noel tão revoltado que o guitarrista deixou a banda temporariamente e passou alguns dias em San Francisco, sem dar qualquer notícia. Porém, ele acabou convencido a retornar.

Não demorou um ano para outra complicação ocorrer, mais especificamente durante as gravações de “(What’s the Story) Morning Glory?”, o segundo álbum do Oasis, em 1995. Liam levou para o estúdio um grupo de pessoas que estavam com ele em um pub enquanto Noel trabalhava. O Gallagher mais velho ficou tão irritado com isso que acertou o caçula com um taco de críquete na cabeça. O próprio guitarrista revelou, no documentário “Oasis: Supersonic”, que essa foi “possivelmente a maior briga” que eles já tiveram.

E não parou por aí. Em 23 de agosto de 1996, a banda tinha agendada uma apresentação da série acústica “MTV Unplugged”. De última hora, Liam desistiu de se apresentar, alegando que estava com dor de garganta e que não gostava de shows desplugados.

Coube a Noel também assumir o posto de vocalista na apresentação. Enquanto isso, Liam ficou apenas assistindo da plateia, enquanto debochava do irmão e vez ou outra dava um gole em uma cerveja.

Quatro dias mais tarde, era hora de uma turnê pelos Estados Unidos, mas Liam se ausentou mais uma vez, alegando que precisava de tempo para comprar uma casa nova para a esposa. Noel teve de assumir os vocais no primeiro show até o irmão se reapresentar.

Já em 2000, em Barcelona, o Oasis teve de cancelar um show na cidade após o baterista Alan White sofrer uma lesão e os integrantes optaram por passar a noite bebendo. Os irmãos se desentenderam novamente após Liam questionar a legitimidade da filha recém-nascida de Noel, Anais. O guitarrista, mais uma vez, abandonou o grupo, que teve de se apresentar sem ele por alguns dias.

Meses antes do encerramento das atividades da banda, em 2009, Noel revelou, em entrevista à Q Magazine, que as brigas com o irmão eram resultado do temperamento explosivo de Liam.

“Ele é rude, arrogante, intimidador e preguiçoso. Ele é o homem mais irritado que você irá conhecer. É como se ele só tivesse um garfo em um mundo de sopa.”

Por fim, em 2015, Noel admitiu, agora para o Mirror, que teve uma grande briga com Liam antes do início da última turnê do grupo, o que dificultou seus últimos meses com o Oasis.

“Os seis últimos meses foram terríveis e excruciantes. Eu e o Liam tivemos uma briga muito, muito, muito grande com socos três semanas antes da turnê começar. No passado, essas brigas sempre foram fáceis de remediar, mas por algum motivo, não quis deixar barato nesta ocasião. Pensei: ‘f#da-se esse idiota’. Essa foi a atmosfera enquanto viajávamos pelo mundo.”


O Oasis antes do término

Apesar dos episódios mencionados por Noel Gallagher, o Oasis passava por um bom momento meses antes de encerrar as atividades. A banda estava em turnê para promover o álbum “Dig Out Your Soul” (2008) e vinha de elogios pelo disco anterior, “Don’t Believe the Truth” (2005).

Durante as gravações do álbum derradeiro, ocorridas entre 2007 e 2008, foi necessário substituir o baterista Zak Starkey, filho de Ringo Starr, que optou por sair. Em seu lugar, entrou Chris Sharrock, que foi integrante de grupos como Icicle Works e The La’s.

A turnê mundial do álbum começou em 26 de agosto de 2008, nos Estados Unidos, e tinha previsão de ser concluída um ano mais tarde. “Dig Out Your Soul” foi lançado oficialmente em 6 de outubro de 2008.

O fim do Oasis

Conforme a turnê se desenrolou, o Oasis se viu novamente em problemas. Em 23 de agosto de 2009, foi preciso cancelar uma apresentação no V Festival após Liam Gallagher ter contraído laringite.

Algo curioso relacionado a isso gerou problemas posteriores: em julho de 2011, com o grupo já encerrado, Noel afirmou durante uma coletiva de imprensa que o show não ocorreu porque seu irmão estava de ressaca. Liam chegou a processá-lo exigindo um pedido de desculpas do guitarrista. Ele se retratou e a ação foi arquivada.

De volta a 2009, eis que chegamos a 28 de agosto, dia em que Oasis deixou de existir. A banda tinha apresentação marcada no festival Rock em Seine, em Paris, e faltavam apenas mais dois shows para concluir a turnê de “Dig Out Your Soul”.

No entanto, quando o Bloc Party ainda se apresentava, o vocalista Kele Okereke anunciou ao público presente que o Oasis não subiria mais ao palco naquela noite.

Duas horas mais tarde, Noel Gallagher divulgou uma nota no site oficial do grupo em que confirmava sua saída. Ele pediu desculpas aos fãs que haviam comprado ingressos para as datas finais da turnê.

“É com alguma tristeza e grande alívio que digo para vocês que eu deixo o Oasis esta noite. As pessoas vão escrever e dizer o que quiserem, mas eu simplesmente não consigo mais trabalhar com o Liam por mais um dia. Minhas desculpas para as pessoas que compraram ingressos para os shows em Paris, Konstanz e Milão.”

As razões para o fim
Surgiram, então, vários rumores sobre o que aconteceu naquela noite. Outras bandas que estavam no festival e fontes anônimas afirmaram que houve uma intensa briga nos bastidores, ao ponto de ambulâncias terem sido acionadas.

Dois anos mais tarde, Noel quebrou o silêncio e revelou, à revista DIY, que houve uma discussão acalorada com Liam. A situação terminou com o irmão mais novo quebrando uma guitarra do mais velho.

“Ele (Liam) estava um tanto quanto violento. Naquele ponto, não houve violência física, mas foi como um evento da WWE (o famoso evento americano de telecatch), entende?

Liam começou a dizer ‘vai se f#der, vai se f#der, vai se f#der’ e saiu do camarim. Não sei o porquê, mas ele pegou uma ameixa e saiu a jogando pelo local e a amassando na parede. Depois, foi para o camarim dele e voltou com uma guitarra, a segurando como se fosse um machado. Era algo que até eu fazia, mas foi desnecessariamente violento como ele girava aquela guitarra. Quase arrancou meu rosto com ela. E ele a jogou no chão, colocando um fim em sua miséria.

Pensei: ‘quer saber, eu vou embora dessa p#rra’. Naquele momento, o gerente da turnê nos avisou: ‘cinco minutos’. E eu fui embora.”

Apesar de garantir que foi um alívio ter deixado o Oasis naquela noite, Noel também confessou que se arrepende de não ter concluído a turnê.

“Me arrependo porque só tínhamos mais dois shows. Se pudesse, voltava no tempo e teria feito esses shows. Esse show (o de Paris) teria sido terrível, mas teria tocado, tocado nos seguintes e, provavelmente, discutido o que íamos fazer.”

Até Liam Gallagher admitiu, em entrevista para o The Times, que o Oasis não deveria ter se separado – e que também queria ter feito as coisas de outra maneira.

“Nunca deveríamos ter nos separado. Adoraria poder mudar a história e nos reunir, mas não depende só de mim. Se acontecer, aconteceu.”

Uma curiosidade que podemos citar sobre o término do Oasis tem relação com esta guitarra quebrada, uma Gibson ES-355. Ela foi leiloada recentemente por 325 mil libras esterlinas – pouco mais de R$ 1,9 milhão na cotação atual.

Para o jornal The Guardian, Arthur Perault, um dos donos da galeria em que o leilão ocorreu, afirmou que Noel consertou a guitarra, mas decidiu se livrar dela por “fazê-lo lembrar demais do Oasis”.

Vida após o Oasis
Com o término das atividades do Oasis, Noel e Liam Gallagher seguiram caminhos diferentes em suas carreiras. O guitarrista se afastou de todos com quem trabalhava até então e deu início ao projeto Noel Gallagher’s High Flying Birds, que já conta com três álbuns e uma série de EPs lançados.

O vocalista, por sua vez, continuou com Gem Archer (guitarra), Andy Bell (baixo) e Chris Sharrock (bateria), seus colegas de grupo na época, formando o Beady Eye. A banda lançou dois álbuns até encerrar atividades em 2014.

A partir daí, Liam também decidiu seguir carreira solo como seu irmão e já lançou três álbuns, sendo o mais recente, “C’mon You Know”, de 2022. Nesta etapa de sua trajetória, ele passou a apostar em uma sonoridade que remete ainda mais à antiga banda.

Um lado irônico nesta história toda é que Gem Archer e Chris Sharrock, que formaram o Beady Eye com Liam, hoje fazem parte da banda do projeto solo de Noel.

*Por Augusto Ikeda
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*Fonte: igormiranda

9 coisas que aprendi sobre “não resolver os problemas dos outros”

É inegável que ajudar os outros é bom em diversos aspectos, porém até mesmo para a ajuda que fornecemos precisamos encontrar o equilíbrio, afinal nem sempre o que entendemos como ajuda é realmente bom para o outro, nem sempre o que é bom para nós é bom para todos. Mesmo que queiramos fazer de tudo para ajudar alguém, às vezes precisamos também compreender quando é hora de parar, uma vez que nesse ímpeto constante de ajudar, podemos acabar nos desgastando.

É sobre isso esse artigo, confira abaixo 9 lições que extraímos quando encontramos essa linha limite da ajuda:

1. As pessoas são diferentes.
Por isso, toda vez que você se pegar pensando “a vida desta pessoa seria muito melhor se…”, lembre-se de que essa é a vida dela e não a sua.Por mais que você queira ajudar, a perspectiva dela sobre o mundo é diferente da sua e projetar expectativas sobre o outro não vai ajudá-lo nem um pouco.

2. Você não pode resolver o problema de pessoas que não querem ter seus problemas resolvidos.
Como assim? Simples: há pessoas que, literalmente, cultivam seus problemas e se apegam a eles de tal maneira que já não conseguem mais se ver sem aquele algo sobre o qual se lamentar.Quanto a você… bem, você não pode mudar ninguém. A única coisa que você pode fazer é aceitar (que dói menos, como a sabedoria popular já diz) e amar essa pessoa do jeitinho que ela é.

3. Tentar “resgatar” alguém pode te afundar.
E a partir do momento que você afundar em problemas que não são seus, você os transforma em seus também. Você se envolve com tanta profundidade que passa a viver em função da vida do outro, esquecendo-se de si mesmo.Resultado? Ninguém ajuda ninguém!

4. Potencial significa “poder”, não “querer”.
Não é porque você acha incrível a maneira como determinada pessoa se expressa que você vai tentar convencê-la de que está na profissão errada. Ou então que deveria fazer um intercâmbio. Ou que poderia abrir um novo negócio.
Não é porque ela é muito inteligente que você tem a “obrigação de amigo” de informá-la que ela simplesmente não pode cursar uma graduação tão simples ou abandonar o mestrado ou deixar a presidência de uma grande empresa. Mais uma vez: a vida não é sua. Portanto, não cuide dela!

5. Ajudar não significa resolver.
Você pode, sim, ajudar um amigo(a), companheiro(a) ou familiar com uma boa conversa, demonstrando como você é grato por sua companhia, convidando-o para almoçar e até dizendo o quão especial ele(a) é na sua vida.O que você não pode é se sentir na obrigação de tomar as rédeas da vida da pessoa e organizá-la sozinho; mesmo que ela queira, mesmo que ela peça, mesmo que ela implore.
Com essa atitude você só vai desestimulá-la a acreditar no seu próprio potencial e vai torná-la dependente de você para sempre. Se é isso o que você deseja, procure um psicólogo – isso é carência!

6. Você não precisa que o outro seja feliz para ser feliz!
Parece simples, mas pode ser que o seu desespero para ajudar as pessoas seja reflexo do depósito de expectativas que você coloca sobre ela. Lembre-se: você não precisa que o outro seja feliz para ser feliz!
É claro que compartilhar alegrias é uma forma maravilhosa de viver nossas relações, mas como já sabemos, felicidade não vem de fora: ela parte de dentro de nós. Se a pessoa a quem você quer ajudar não consegue ser feliz, isso é um problema dela, não seu.
Por mais que te doa ler isso, respire fundo, olhe para dentro e simplesmente sorria sinceramente para si mesmo. Se você for capaz disso, será capaz de inspirar quem ama a ser feliz como você, e isso vale muito mais do que servir de muleta aos outros.

7. Cuidar de si mesmo ajuda mais do que você imagina!
E cuidar de si mesmo exige tempo e dedicação. Para dizer a verdade, até um pouquinho de egoísmo. Não adianta você varrer os seus próprios problemas para debaixo do tapete e correr na casa da comadre para lhe dar conselhos. Sua hipocrisia só vai fazer adoecer a você mesmo, ao seu amigo e à relação de vocês.
Seja sincero, encare suas dificuldades, olhe para o seu interior e, quando tudo estiver em harmonia (não necessariamente perfeito), a sua energia positiva será o suficiente para inspirar todos ao seu redor.

8. Problemas não são necessariamente coisas ruins.
Eles nos ajudam a crescer e a entender que a vida não é um mar de rosas, como minha avó já preconizava. É preciso ter o discernimento para perceber que “shit happens” (merdas acontecem) e que ninguém é obrigado a ser feliz o tempo inteiro (Wander Wildner já dizia, lembram da música?).
A partir do momento que você entender isso, perceberá que as dificuldades precisam acontecer para que nós amadureçamos e aprendamos a desapegar: afinal de contas, ao contrário do que a nossa sociedade consumista prega, nada é para sempre.

9. Você não pode mudar as pessoas, apenas amá-las.
Você não é melhor do que ninguém, aceite isso. Consequentemente, não pode mudar as pessoas, nem resolver seus problemas, muito menos julgar o que é bom ou não para ela.
Se nos lembrarmos do ditado popular “cada macaco no seu galho”, podemos pensar apenas em dar uma passadinha no galho do colega para doar um pouquinho do nosso amor e voltar logo para o nosso próprio para não quebrar o de ninguém e acabar estrebuchado no chão!

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*Fonte: vidaemequilibrio

O fim dos detritos espaciais na órbita da Terra pode estar próximo

Um voo da SpaceX realizou um experimento histórico da Nanoracks que pode ajudar as agências espaciais e os governos a lidar com os detritos perigosos encontrados no Espaço e na órbita da Terra. A empresa espacial hospedou um robô utilizado para suavizar o metal através do atrito.

Essa pode ser a tão desejada solução que o governo dos Estados Unidos e empresas privadas buscam para proteção espacial da Terra de objetos desgovernados e favorecimento da exploração e o uso do Espaço. Esse tema tem sido bem recorrente nas últimas semanas dentro do Congresso e a Comissão Federal de Comunicações norte-americana.

Essa missão foi chamada de Posto Avançado Mars Demo-1 e pretende ser a primeira de uma série de demonstrações em direção ao corte de metal no Espaço. A técnica demonstrada no objeto da missão Transporter-5, da SpaceX, empresa do bilionário Elon Musk, chama-se “fresamento de atrito”.

De acordo com o apresentador do experimento Nanoracks, esse procedimento utiliza ferramentas de corte que operam em alta rotação para suavizar o metal. Nesse caso, o braço robótico e as amostras utilizadas foram completamente selados neste experimento como uma precaução adicional contra a geração de novos detritos espaciais.

A Nanoracks é uma empresa privada de serviços espaciais, que hospeda experimentos a bordo da Estação Espacial Internacional (ISS), e tem como objetivo desenvolver várias estações do Posto Avançado que hospedam cargas a bordo de estágios expirados de foguetes, em um futuro próximo.

Controle de detritos espaciais
A primeira demonstração ocorreu a bordo de um foguete rideshare. Os envolvidos no projeto dos detritos alegam que ainda há muito o que aprender para futuras missões até que essa demonstração se torne realidade para todas as entidades participantes: Nanoracks, Voyager e Maxar, que forneceram o braço robótico.

Uma outra missão tinha como objetivo cortar um objeto feito de aço resistente à corrosão. O material utilizado é semelhante ao encontrado do lado de fora de um foguete Vulcan Centaur da United Launch Alliance, porém o robô não alcançou a meta.

Em um comunicado, o vice-presidente sênior de sistemas espaciais da empresa Nanoracks, Marshall Smith, declarou que irá investigar o motivo de a missão não ter saído da forma como era esperado pela equipe, se está relacionado com o material do objeto utilizado ou com a técnica empregada.

*Por Isabela Valukas Gusmão
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*Fonte: olhardigital

5 Expressões populares criadas por William Shakespeare

Na história do teatro e da poesia, William Shakespeare é um nome incontornável. Seus trabalhos renderam algumas das obras culturais mais icônicas da arte mundial, repercutindo em todo o mundo e influenciando gerações. Mas o Bardo não deixou rastros somente na arte.

O reflexo de sua genialidade entrou, também, para o imaginário coletivo e nosso cotidiano. E não, não estou falando do doce Romeu e Julieta. Shakespeare criou algumas expressões que são repetidas sem que muitos de nós saibamos serem de sua autoria.

Conheça algumas e descubra se você cita Shakespeare e não sabia!

1. “Você está falando grego”
A imagem de falar grego, como dizer algo que é incompreensível a outra pessoa, tem origem em uma das peças teatrais criadas por William Shakespeare, mais especificamente em A Tragédia de Júlio César, de 1599.

No Ato 1, Cena 2, Cássio pergunta a Servíllio Casca o que Cícero havia dito, este responde: “De minha parte, era grego para mim”. No contexto da peça, Casca não havia entendido o que Cícero dizia porque este, realmente, estava falando em grego.

2. “Um coração de ouro”
No drama histórico Henrique V, publicado em 1599 e integrante de uma tetralogia sobre monarcas, o Bardo se inspirou na vida do nobre que governou a Inglaterra na primeira metade do século XV. No Ato 4, Cena 1, o rei se disfarça de plebeu e conversa com o personagem Pistol, que não o reconhece.

Ao perguntar ao rapaz se há homem melhor que o rei, este responde: “O rei é um alcoólatra, mas tem um um coração de ouro, é um rapaz de vida, um diabinho de fama”. Foi assim que a frase entrou para o vocabulário popular, mantendo o sentido original de significar uma pessoa muito gentil e honrada.

3. “O amor é cego”
O Mercador de Veneza foi uma peça em que Shakespeare fez questão de expressar temas relevantes que já existiam em sua época, como discriminação racial e desigualdade social. Dois personagens estavam apaixonados, mas suas diferentes classes sociais impediam que estivessem juntos.

No Ato 2, Cena 6, Jessica se disfarça de menino para ver Lorenzo. William Shakespeare escreve ali: “Mas o amor é cego, e os amantes não podem ver as belas loucuras que eles mesmos cometem”. É dos casos que o sentido original é o mesmo que utilizamos, a nossa incapacidade de ver defeitos em quem amamos.

4. “Quebrar o gelo”
Pois é, essa expressão associada ao fato de dar início a uma conversa interrompendo um silêncio constrangedor surgiu em A Megera Domada, de 1594, uma comédia. Nela, Batista, pai de duas filhas, se recusa a conversar com o pretendente de sua filha mais nova até que a mais velha se case.

Seu funcionário, Trânio, sugere que ele convença alguém a casar com a filha mais velha, pois tem intenções de conquistar o amor da mais nova. Então, no Ato 1, Cena 2, diz: “E se você quebrar o gelo, e fizer essa façanha, alcance o mais velho, liberte o mais novo”. Ah, A Megera Domada serviu de inspiração para a novela global O Cravo e a Rosa.

5. “O mundo é sua ostra”
Essa famosa expressão criada por William Shakespeare tem origem em As alegres comadres de Windsor, peça teatral de comédia publicada em 1602. A obra narrava com muito humor a burguesia inglesa da época. Foi escrita pelo Bardo em apenas quinze dias, a pedido da rainha Elizabeth I. A frase aparece no Ato 2, Cena 2, e é ligeiramente diferente.

Falstaff se recusa a emprestar dinheiro a outro personagem, que retruca dizendo: “Ora, então a minha ostra do mundo, que com espada abrirei”. Deu para ver que ela foi bastante adaptada, certo? “O mundo é sua ostra” não teria uma tradução muito exata no português, mas seria algo como “o mundo é seu” ou “o céu é o limite”.

*Por Alejandro Sigfrido Mercado Filho
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*Fonte: megacurioso

14 sintomas que indicam problemas de ansiedade

Quando aumentada, a doença pode ser verdadeiramente incapacitante

Quando não se conhece algo, a reação mais instintiva é ter medo. O desconhecido sempre assusta, pois ali não há qualquer controle possível. É difícil entender algo que você nunca experienciou, principalmente aquilo que está dentro da nossa mente.

Os transtornos de ansiedade – como Síndrome do Pânico, TOC e fobias – são doenças muito reais para quem sofre com eles. O que é preciso entender é quando a emoção deixa de ser normal e passa a trazer prejuízos para a vida do indivíduo.

“A ansiedade é uma emoção instintiva, que faz parte dos sentimentos do ser humano. Os transtornos começam a aparecer quando esse nível de ansiedade aumenta. É natural sentir ansiedade antes de um encontro ou um evento muito importante. Já quem tem esse nível elevado, pode ter crises”, explica o psiquiatra e membro da Câmara Técnica de Psiquiatria do Conselho Regional de Medicina (CREMESP), Daniel Sócrates.

Como qualquer doença psiquiátrica, tem uma conotação de que é frescura, mas muitas vezes ela é incapacitante.

É importante ressaltar que, apesar da origem genética da doença, muitas pessoas que chegam aos consultórios hoje relatam dificuldades em lidar com as pressões do dia a dia, principalmente quando se trata de carreira.

“Existem questões genéticas que influenciam sim, mas também uma questão muito comum é a sobrecarga de trabalho, de estresse generalizado (com muito trabalho e pouco lazer), em uma rotina de muita cobrança. A queixa número um hoje é tanto de quem se cobram muito ou quem se sentem muito cobrado no trabalho”, elucida Daniel.

1. Preocupação excessiva
Todo mundo tem alguma coisa para se preocupar: o trabalho, as contas, a carreira, filhos, a aparência física… O que a diferencia para a ansiedade patológica é quando essas preocupações se tornam fatores limitantes, além de desencadearem outros sintomas. A pessoa se sente angustiada na necessidade absoluta de resolver aquilo o mais rápido possível – e se sente ainda pior quando não consegue.

2. Insônia
Se você já “perde o sono” por conta de um encontro, uma reunião importante no trabalho ou uma DR, imagine viver todos os dias varando noites por todos os motivos possíveis e imagináveis.

3. Ganho ou perda de peso muito acentuados
Sim, todos temos tendências a aproveitar um momento de estresse para descontar na comida – ou para simplesmente evitar a alimentação. E estudos comprovam que o açúcar é um terrível aliado na hora de liberar dopamina no cérebro, causando sensações similares ao uso de drogas. Além disso, é possível sofrer com distúrbios gastrointestinais nas crises de ansiedade, o que impede que você consiga se alimentar sem passar mal.

4. Evitar determinadas situações
Como você já deve ter percebido, o problema não é ser ansiosa, por si só: é quando isso começa a ter impacto na sua vida. Se você evita a todo custo ir à festas, em um encontro, falar em público ou qualquer outro momento que te causa algum desses sintomas, é melhor procurar ajuda. “É importante estimular a pessoa a procurar uma avaliação especializada. Se for, é uma doença que responde bem ao tratamento”, afirma Daniel.

5. Memória e concentração prejudicadas
Começa a ficar mais difícil ter foco e até mesmo guardar lembranças e informações. O cérebro fica em constante estado de alerta – e é como se você não conseguisse se “desligar”. Aliás, o sono é um fator fundamental para melhorar essas condições.

6. Crises de pânico
Em um nível bem alterado, a pessoa pode passar a ter a chamada síndrome do pânico, que são muitas crises de ansiedade com picos muito elevados. “O sofrimento é muito grande: você tem uma sensação de morte eminente, o coração dispara, dá apneia e sudorese extrema”, explica o médico.

7. Coração acelerado (taquicardia)
De repente é como se seu coração pudesse pular para fora do seu peito. É uma sensação de que algo não está certo, mas você não consegue identificar o que. Isso pode ocorrer tanto em crises de pânico quando nas de ansiedade generalizada.

8. Falta de ar
Essa é um dos sintomas mais comuns dos momentos de picos muito elevados. É como se houvesse uma pedra no peito que dificulta a respiração.

9. Medos irracionais (fobias)
“A ansiedade é um sintoma presente em vários transtornos mentais: seria como falar em febre – muitas doenças se manifestam com esse sinal”, explica o professor e doutor Mário Louzã, membro filiado do Instituto de Psicanálise da Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo. Você começa a desenvolver um medo de situações e coisas que não tinha antes, como de répteis, viajar de avião, andar de carro etc.

10. Comportamentos compulsivos (TOC)
Outra forma comum de manifestação está no Transtorno Obsessivo Compulsivo, no qual a pessoa encontra nos movimentos repetitivos e compulsivos um escape para a ansiedade. Lavar as mãos o tempo todo, precisar checar se trancou a porta de casa 10 vezes antes de sair ou só conseguir dormir depois de seguir uma estrita rotina são alguns exemplos.

11. Tensão muscular
Já se pegou pressionando os dentes tão forte que você começa a sentir dores no maxilar? Ou então sofre com o bruxismo, o famoso problema de ranger os dentes à noite? Até mesmo dores constantes no pescoço – que podem se transformar em dores de cabeça – são sinais de que você passa muito tempo “tensa”, sobrecarregando seu corpo.

12. Tremores
Tudo está bem e você começa a tremer, sem motivo aparente. Isso normalmente é acompanhado dos outros sintomas: taquicardia, sudorese, falta de ar…

13. Vícios
Pessoas que sofrem de algum transtorno de ansiedade costumam procurar escapes para as crises. Antes de se dar conta do que é, procurar ajuda e tratamento, a primeira escolha é um vício. Tabagismo, álcool, drogas ilícitas e compulsão alimentar são comuns nesses casos.

14. Irritabilidade
Você acaba sem paciência para nada e descontando o estresse nos outros. É difícil perceber quando isso não é só um traço da sua personalidade, mas um sinal de que algo não está bem.

Este conteúdo foi originalmente publicado no portal MdeMulher.
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*Fonte: exame

‘Arte está morta’: o polêmico boom de imagens geradas por inteligência artificial

Revoluções na arte não são novas, mas esta, de algum modo, pode ser terminal.

“A arte está morta, cara”, disse Jason M. Allen ao jornal americano The New York Times. Allen foi o vencedor da feira de arte do Colorado na categoria “artistas digitais emergentes”.

Sua obra vencedora, Teatro de Ópera Espacial, foi feito com uso do Midjourney, um sistema de inteligência artificial que permite que imagens sejam criadas a partir de algumas frases, como “astronauta em cima de um cavalo” ou “cachorro com uma flor na boca num retrato ao estilo de Pablo Picasso”.

A vitória deixou muitos artistas furiosos, mas Allen não se abalou: “Acabou. A inteligência artificial ganhou. Os humanos perderam”.

Ele recebeu um prêmio relativamente pequeno, equivalente a R$ 1.500, mas o feito dominou os holofotes da imprensa internacional.

Alguns artists já temiam que uma nova geração de imagens geradas por meio de inteligência artificial poderia roubar seus postos de trabalho, pegando carona no que aprendeu sobre o ofício ao longo dos anos. “Essa coisa quer nossos empregos e é ativamente um anti-artista”, afirmou RJ Palmer, um artista de arte conceitual para filmes e videogames, em uma mensagem que viralizou no Twitter.

Em suas críticas, Palmer ressaltou como esses sistemas de inteligência artificial podem imitar precisamente artistas e seus traços estéticos.

A produção desses sistemas de inteligência artificial é impressionante, mas eles são construídos com base na produção de criadores de carne e osso. Ou seja, seus algoritmos são treinados com base em milhões de imagens feitas por humanos.

Stable Diffusion, um gerador de imagens de inteligência artificial de código aberto lançado recentemente, aprende a partir de um arquivo compactado de “100.000 gigabytes de imagens” extraído da internet, contou à BBC o fundador Emad Mostaque.

Mostaque, um cientista da computação com formação em tecnologia e finanças, vê o Stable Diffusion como um “motor de busca generativo”.

Ou seja, enquanto as pesquisas de imagens do Google mostram fotos que já existem, o Stable Diffusion mostra tudo o que você pode imaginar com base no que você escreve ou nas imagens que você insere ali.

Arte no piscar de uma inteligência artificial
Os artistas sempre aprenderam e foram influenciados por outros. “Grandes artistas roubam”, diz o ditado. Mas Palmer diz que a inteligência artificial não é apenas como encontrar inspiração no trabalho de outros artistas: “Isso é roubar diretamente sua essência”.

E a inteligência artificial pode reproduzir um estilo em segundos: “Neste momento, se um artista quiser copiar meu estilo, ele pode passar uma semana tentando replicá-lo”, diz Palmer. “Isso é uma pessoa gastando uma semana para criar uma coisa. Com esta máquina, você pode produzir centenas delas por semana”.

Mas Mostaque, do Stable Diffusion, diz que não está preocupado em deixar os artistas sem trabalho. Para ele, o projeto é uma ferramenta como um aplicativo de planilhas, que “não tirou o trabalho dos contadores”.

Então, qual é a mensagem de Mostaque para jovens artistas preocupados com sua futura carreira, talvez em ilustração ou design? “Minha mensagem para eles seria: ‘trabalhos de design de ilustração são muito entendiantes’. Não se trata de ser artístico, mas sim de ser uma ferramenta”.

Mostaque sugere que essas pessoas encontrem oportunidades usando a nova tecnologia: “Este é um setor que vai crescer muito. Ganhe dinheiro com esse setor se você quiser ganhar dinheiro. Vai ser muito mais divertido”.

E de fato já existem artistas usando a arte da inteligência artificial ​​para se inspirar e ganhar dinheiro.

A empresa OpenAI diz que seu sistema DALL-E AI (ainda não disponível como o Stable Diffusion) é usado por mais de 3.000 artistas de mais de 118 países.

Artistas temem que sistemas de inteligência artificial roubem seus empregos, mas criadores desses sistemas dizem que tecnologias são apenas ferramentas

Houve até quadrinhos do formato graphic novel feitos usando inteligência artificial. O autor de um deles chamou a tecnologia de “um colaborador que pode te emocionar e surpreender no processo criativo”.

Mas, embora haja muita crítica sobre a maneira como esses sistemas de inteligência artificial usam o trabalho dos artistas, especialistas dizem que as batalhas judiciais em torno do tema podem ser bastante complexas.

O professor Lionel Bently, diretor do Centro de Propriedade Intelectual e Direito da Informação da Universidade de Cambridge, diz que no Reino Unido “não é uma violação de direitos autorais, em geral, usar o estilo de outra pessoa”.

Bently disse à BBC que um artista precisaria mostrar que a produção de uma inteligência artificial reproduziu uma parte significativa de sua expressão criativa original em uma peça específica de sua arte usada para treinar a inteligência artificial.

Mesmo que provar isso seja possível, poucos artistas terão os meios para travar tais batalhas jurídicas sobre isso.

A Sociedade de Direitos Autorais de Artistas e Designers (Dacs, na sigla em inglês), que cobra pagamentos em nome de artistas pelo uso de suas imagens, está preocupada.

Questionada se os meios de subsistência dos artistas estão em jogo, uma chefe do Dacs, Reema Selhi, afirmou que “sim, absolutamente sim”.

A Dacs não é contra o uso de inteligência artificial na arte, mas Selhi quer que artistas, cujo trabalho é usado por sistemas geradores de imagem para ganhar dinheiro, sejam recompensados ​​de forma justa e tenham controle sobre como suas obras são usadas.

“Não há garantias para os artistas poderem identificar obras em bancos de dados que estão sendo usados ​​e optar por não participar”, acrescenta.

Os artistas podem reivindicar violação de direitos autorais quando uma imagem é extraída da Internet para ser usada para treinar uma IA, embora especialistas em direito autoral disseram à BBC que há diversos fatores que podem impedir essa reivindicação.

Para Selhi, mudanças propostas na lei do Reino Unido tornariam mais fácil para as empresas de inteligência artificial extrair legalmente o trabalho dos artistas da internet – algo ao qual o Dacs se opõe.

Mostaque, do Stable Diffusion, diz entender medos e frustrações dos artistas e designers, e lembra que “já vimos isso com a fotografia também”.

Ele disse que o projeto está trabalhando com “líderes da indústria de tecnologia para criar mecanismos pelos quais os artistas possam fazer upload de seus portfólios e solicitar que seus estilos não sejam usados ​​em serviços online usando tecnologias como essa”.

Deep fakes, pornografia e preconceito
O Google chegou a criar um sistema de inteligência artificial que poderia criar imagens a partir de frases escritas pelos usuários. Chamado de Imagen, ele nunca chegou a ser aberto ao público por causa dos “riscos potenciais de uso indevido”.

O Google alertou que os conjuntos de dados de imagens usados ​​para treinar esses sistemas geralmente incluíam pornografia, refletiam estereótipos sociais e raciais e continham “associações depreciativas ou prejudiciais a grupos de identidade marginalizados”.

Recentemente, o site de tecnologia Techcrunch publicou preocupações de que o Stable Diffusion poderia ser usado para criar pornografia não consensual, os chamados deepfakes (em que o rosto de uma pessoa pode ser inserido sobre o rosto de outra de forma que o usuário não consiga distinguir que aquilo foi forjado).

Mostaque diz que esse tipo de uso antiético “quebra os termos da licença” de sistemas como o Stable Diffusion. Segundo ele, o software já filtra as tentativas de criar “imagens não seguras para o trabalho” (NSFW, na sigla em inglês), com materiais com nudez ou violência. Mas essas barreiras podem ser contornadas porque quem domina tecnologia.

O ônus dessas novidades tecnológicas, diz Mostaque, é “as pessoas fazerem algo ilegal”. Mas argumenta que outras ferramentas existentes também podem ser deturpadas, como, por exemplo, alguém pode usar “a ferramenta de mesclagem do Photoshop para colocar a cabeça de alguém em um corpo nu”.

Arte ou gosma?
O artista de ficção científica Simon Stålenhag escreveu no Twitter que a arte baseada em inteligência artificial ​​revelou um “tipo de gosma secundária… que nossos novos senhores da tecnologia esperam nos alimentar”.

E há alguns grandes nomes ligados ao desenvolvimento da tecnologia. O próprio Elon Musk é um patrocinador da empresa OpenAI, que defende seu sistema DALL-E como um auxiliar para a criatividade humana que produz “imagens únicas e originais que nunca existiram antes”.

Para o artista contemporâneo e radialista Bob-and-Roberta-Smith (o nome pertence a apenas um artista), que já trabalhou em grandes galerias e fará uma instalação artística na Tate Modern de Londres em outubro, a inteligência artificial pode ser uma área interessante de atividade artística, na tradição do mash-up.

Mas Bob-and-Roberta-Smith, que trabalha principalmente com mídias físicas tradicionais, defendeu que legisladores precisam atualizar as normas vigentes “para que ninguém se sinta roubado”, e que o dinheiro não seja simplesmente desviado dos artistas para os bolsos das grandes corporações.

*Por Chris Vallance
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*Fonte: bbc-brasil

Pessoas inteligentes têm poucos amigos, já os medíocres, têm muitos.

Pessoas inteligentes têm poucos amigos, já os medíocres, têm muitos.

Seus amigos são um reflexo de sua própria personalidade. Você escolhe os amigos de acordo com quem você é. Por isso, pessoas medíocres têm amigos medíocres.

Pessoas inteligentes têm poucos amigos. Diz-se sabiamente: “ Um homem é conhecido pela companhia que mantém ”.

Os tolos têm pessoas tolas como amigos. Boas pessoas têm bons amigos. Pessoas más têm amigos maus.

Criminosos fazem amizade com criminosos. Os corruptos preferem os corruptos como amigos.

Pessoas honestas fazem amizade com pessoas honestas. Portanto, não é surpresa que pessoas inteligentes busquem amizade entre as pessoas inteligentes. Elas não podem tolerar pessoas medíocres.

Pessoas inteligentes são uma raridade no mundo, pois a maioria das pessoas é medíocre ou totalmente estúpida.

PESSOAS MEDÍOCRES NÃO SE SENTEM À VONTADE COM PESSOAS INTELIGENTES, POIS SÃO INFORMADAS DE SUA INCOMPETÊNCIA QUANDO ESTÃO EM SUA PRESENÇA.

As pessoas inteligentes também não se sentem à vontade com pessoas medíocres porque não podem perder tempo explicando tudo sem que elas consigam entender.

Assim, as pessoas inteligentes têm poucos amigos, pois pessoas inteligentes estão em falta no mundo, enquanto os medíocres existem aos montes, estão disponíveis em abundância.

Ter poucos amigos, portanto, não é ruim, é um sinal de que você se tornou seletivo, é uma prova de que você é inteligente e sabe separar o joio do trigo.

Eu diria que quanto mais inteligente você for, mais difícil será encontrar amigos verdadeiros que possam causar um impacto positivo em sua vida.

As pessoas inteligentes são mais perspicazes e têm padrões mais altos para seus amigos do que as pessoas comuns, e preferem ficar sozinhas do que com as pessoas erradas.

No entanto, quando pessoas inteligentes encontram amigos adequados, geralmente os mantêm por muito tempo porque é uma amizade baseada no respeito mútuo, e não na conveniência.

As pessoas inteligentes são mais exigentes em relação à qualidade e aos valores de seus amigos, então tendem a encontrar sua tribo mais tarde na vida em comparação com as pessoas comuns.

Em outras palavras, a vida social das pessoas inteligentes só melhora com a idade, à medida que aprendem mais sobre si mesmas.

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*Fonte: seuamigoguru

Doação bilionária à causa ambiental

Antes de mais nada, houve surpresa geral. Yvon Chouinard, dono da marca Patagonia, entregou todas as ações da empresa avaliada em nada menos que 3 bilhões de dólares e, além disso, com lucro anual de cerca de US$ 100 milhões, para lutar contra as mudanças climáticas e proteger áreas naturais. Um doação bilionária. A notícia foi manchete em todo o mundo. O icônico New York Times publicou Billionaire No More: Patagonia Founder Gives Away the Company. Ou seja, Ex-bilionário, Fundador da Patagonia doa a empresa, em 14 de setembro de 2022.

A doação de Yvon Chouinard, segundo o New York Times
‘Em vez de vender a empresa ou torná-la pública, Chouinard, sua esposa e dois filhos transferiram a propriedade da Patagonia, avaliada em cerca de US$ 3 bilhões. A doação foi para um fundo e uma ONG, criados para preservar a independência da empresa garantindo que seus lucros serão usados ​​para combater as mudanças climáticas e proteger terras não desenvolvidas em todo o mundo.’

Aos 83 anos, Chouinard deu uma entrevista ao NYT: “Esperamos que isso influencie uma nova forma de capitalismo que não produza apenas algumas pessoas ricas e um monte de pessoas pobres. Vamos doar o máximo para as pessoas que trabalham para salvar o planeta.”

‘A Terra é agora nosso único acionista’
O ex-bilionário publicou uma carta-aberta no site da empresa, cujo título copiamos acima, onde diz: ‘Eu nunca quis ser um empresário. Comecei como artesão, fazendo equipamentos de escalada para meus amigos e para mim, depois entrei no vestuário.’

‘À medida que começamos a testemunhar a extensão do aquecimento global e da destruição ecológica, e nossa própria contribuição, a Patagonia se comprometeu a usar a empresa para mudar a forma como os negócios eram feitos.’

…Começamos com nossos produtos, utilizando materiais que causavam menos danos ao meio ambiente. Doamos 1% das vendas a cada ano…Embora estejamos fazendo o nosso melhor para enfrentar a crise ambiental, não é suficiente…Precisávamos encontrar uma maneira de investir mais dinheiro no combate à crise, mantendo intactos os valores da empresa.’

Então, entre vender a empresa e correr o risco do novo proprietário ‘não manter nossos valores’, diz, optou pelo doação.

Como a Patagonia vai funcionar?
É Yvon quem responde: ‘Funciona assim: 100% do capital votante é transferido para o Patagonia Purpose Trust, criado para proteger os valores da empresa. Enquanto isso, 100% das ações sem direito a voto foram doadas ao Holdfast Collective, organização sem fins lucrativos dedicada a combater a crise ambiental e defender a natureza.’

‘O financiamento virá da Patagônia. A cada ano, o dinheiro que ganhamos após o reinvestimento no negócio será distribuído como dividendo para ajudar a combater a crise.’

E conclui: ‘Apesar de sua imensidão, os recursos da Terra não são infinitos e está claro que ultrapassamos seus limites. Mas também é resistente. Podemos salvar nosso planeta se nos comprometermos com isso.’

Ou seja, foi um ato de amor ao planeta, e ao mesmo tempo, de imenso desapego. O New York Times explica que ‘o fundo será supervisionado por membros da família e seus conselheiros mais próximos.’ E ‘visa garantir que a Patagonia cumpra seu compromisso de administrar um negócio socialmente responsável e doar seus lucros.’

Doação bilionária custou US$ 17 mi em impostos
Só em impostos pela doação, informa o NYT, ‘a família pagará cerca de US$ 17,5 milhões em impostos sobre o presente.’ E diz também que ‘a família não recebeu nenhum benefício fiscal por sua doação.

O NYT diz ainda que ‘Ao doar a maior parte de seus bens durante a vida, os Chouinards – Yvon, sua esposa Malinda e seus dois filhos, Fletcher e Claire, ambos na casa dos 40 anos – se estabeleceram como uma das famílias mais caridosas do país.’

Que o ato de desapego da família gere muitos frutos.

*Por João Lara Mesquita
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*Fonte: marsemfim

Por que a MTV Brasil chegou ao fim: uma explicação do vice-presidente Zico Goes

A MTV Brasil, na versão do Grupo Abril, esteve no ar entre os anos de 1990 e 2013. A decisão de dar fim à emissora não chegou a surpreender tanto, devido à progressiva queda de popularidade do canal, mas as razões que explicam tal medida são um tanto curiosas.

Em agosto de 2014, cerca de um ano depois do fim da MTV Brasil, Zico Goes, que foi vice-presidente de programação e conteúdo do canal por anos, realizou uma palestra ao evento CreativeMornings. Por lá, o profissional explicou todas as circunstâncias que levaram ao fim da emissora. As falas foram transcritas por IgorMiranda.com.br.

Vale destacar que a MTV ainda existe no Brasil, mas é totalmente diferente da que esteve no ar no passado. Em 2013, a Abril devolveu a marca à sua dona, a Viacom, que passou a produzir outro tipo de conteúdo.

Fim do videoclipe
Em sua apresentação, Zico Goes, que trabalhou na MTV Brasil durante boa parte da existência do canal, contou que todo o projeto relacionado à emissora era problemático. Os primeiros anos foram muito complicados, pois a audiência era baixa e muito segmentada.

O executivo reconhece, porém, que esse era o charme da MTV – e quando os índices de audiência começaram a subir, a emissora pagou o preço por isso.

“Boa parte do que são as causas da MTV têm a ver com o próprio sucesso. A MTV fez sucesso durante um tempo e pagou o preço desse sucesso por causa da dinâmica do mercado de televisão.”

Os problemas começaram a surgir em 2007, quando, justamente, a emissora abriu mão dos videoclipes. Parecia um caminho óbvio, pois, segundo Zico Goes, música não dá audiência na televisão.

“A partir de 2007, assumimos o fim do ‘Disk MTV’ e a morte do videoclipe. A MTV já percebia que o videoclipe não dá audiência. É natural que seja assim. Música não dá audiência em TV. […] Sempre que alguém cria um programa de variedades, colocam uma banda para encerrar e a audiência sempre cai quando começam a tocar.”

Só que, segundo ele, a decisão não parece ter sido tomada no momento certo, ou da forma devida.

“TV não é o melhor lugar para música e a MTV talvez tenha chegado a essa conclusão tarde demais. Foi polêmico. Queríamos dizer que não queríamos ter uma TV de clipe, mas, sim, uma TV de música, o que também envolve o que não está no videoclipe. Queríamos criar, desenvolver talentos. O clipe não era feito por nós, então, queríamos balancear. Naturalmente, perdemos um pouco a mão, pois rompemos demais, queríamos mais Ibope, mais sucesso.”


Problemas com a internet

Na mesma época, a MTV Brasil deu início a um projeto de tom mais transmidiático, em que conteúdos exclusivos seriam disponibilizados na internet. A emissora trabalhava com o mundo virtual em várias de suas atrações, incluindo chats e votações na web em programas ao vivo, mas também houve um momento em que a emissora “perdeu a mão” nesse sentido.

“Nunca tivemos problema com a internet, não achávamos que seria vilã. Sempre usamos a interatividade. Mas lá fora, a MTV começou a ratear, porque embora fosse um canal moderno, perdeu o passo da internet. Não conseguiu acompanhar. Houve um momento em que o MySpace (rede social) foi oferecido à MTV na gringa, mas a MTV não quis, não sabia o que era uma rede social.”

O executivo apontou que o lançamento do portal MTV Overdrive, que teria conteúdos da emissora que não seriam exibidos na TV – incluindo videoclipes -, foi uma decisão equivocada. O motivo? O site simplesmente não funcionava.

“Nessa ideia de que o videoclipe não era mais um produto televisivo e sim da internet, […] criaram a MTV Overdrive, um site onde todos os videoclipes estariam. O canal de TV era chamado de não-linear, com os programas, às vezes videoclipes, mas a linear, MTV Overdrive, tinha videoclipes. No Brasil, ninguém conseguia acessar. Você chegava nos clientes para tentar vender o comercial, a agência de publicidade não conseguia entrar. Deu tudo errado. Era uma boa intenção, mas chegou tarde e cedo demais ao mesmo tempo, pois no Brasil não engatava.”

Nicho do nicho

Na visão de Zico Goes, o público em si da MTV Brasil também era problemático em termos comerciais. Lidava-se com um nicho, que são os fãs de música – e dentro disso, havia subnichos, devido aos fãs de cada gênero.

“Éramos uma TV nichada para jovens sobre música. Era para poucos. Só que, dentro desse canal, que já era nichado, tinha vários outros nichos da música. Quem não curtia rap, achava uma m*rda assistir programa de rap e pensava a MTV só passava rap. Quem não curtia rock, mesma coisa. Quem tem 15 anos, não vai assistir ao programa de música para mais velhos. E quem é mais velho, vai pensar: ‘pô, é canal de garotada’.”

O diretor aponta que “cada um entendia a MTV de um jeito, pois se relacionava só com um pedaço da MTV”. E isso, em sua visão, “fazia mal” à emissora.

“Quando fizemos aqueles programas de namoro, de auditório, ferrou de vez. Quem curtia só a música, acha que virou uma comédia, uma porcaria, e a MTV começou a sofrer com isso.”

Mais humor, menos música

Como a música ficou em segundo plano, a MTV Brasil passou a investir em programas próprios e muitos deles eram de comédia, gênero que já havia dado certo na emissora com “Hermes e Renato”. Era uma resposta, também, à concorrência que começava a aparecer na TV fechada.

“A partir de 2007, a coisa ficou meio esquizofrênica. O Ibope começou a despencar e o dinheiro começou a fugir porque começou a ter uma mínima concorrência. […] O Multishow começou a levar, a Mix TV por incrível que pareça começou, mesmo sendo só de São Paulo. Atrapalhava a percepção do mercado publicitário.”

Com a aposta no humor, vários talentos foram revelados pela emissora. Um deles, segundo Zico, acabou ficando “maior que a MTV”.

“De 2007 para 2013, aconteceram coisas incríveis. A MTV seguiu lançando novos talentos, ousando. Apareceu esse sujeito que caiu no nosso colo: Marcelo Adnet, que revolucionou a MTV. Dani Calabresa, Tatá Werneck, revolucionaram a MTV. Porém, justamente pelo Adnet ser quem ele é, ele acabou ficando maior que a MTV.”

O retorno em audiência era ótimo, mas o diretor passou a enxergar uma perda de identidade da emissora. Em boa parte deste período, Zico Goes não trabalhava mais para o canal.

“Aconteceu o seguinte: mais humor e menos música. Isso foi muito bom por um lado, pois o Ibope começou a dar sinais de revigoração por esses programas. Só que, de alguma maneira, a MTV começou a perder identidade, e já estava desgastada. Virou a TV do Adnet, do humor, da comédia. Dentro da MTV, quem fazia humor, não falava com quem fazia os musicais e vice-versa. Eles não se aproveitavam uns dos outros.”

Uma curiosidade destacada por Zico: Marcelo Adnet “detesta rock”, o que atrapalhava nessa interconexão entre programas.

“E outra: o Marcelo Adnet detesta rock. Como o cara pode estar na MTV se detesta rock? Mas era o mais brilhante. Talvez a gente não merecia o Adnet, tê-lo por tanto tempo. “Ele pedia mais e mais dinheiro. A MTV começou a pagar. Ele ganhava já como ator global, um salário maior que a Marília Gabriela no GNT, onde trabalhei. Ficávamos amarrados.”

Fator Restart

Um dos pontos mais polêmicos dos anos finais da MTV Brasil foi a relação com a banda Restart, que tinha claro viés pop/adolescente, mas era criticada em nichos por apresentar-se como um grupo de rock – mais especificamente, do subgênero happy rock.

“Outro ponto foi o fator Restart. […] Era uma boy band, nada de mal nisso, mas não tem a ver com música e sim com comportamento. A audiência do ‘Disk MTV’, nosso programa mais pop, era 80% feminina. Já os outros eram masculina. Havia então a piada interna: ‘os meninos gostam de música, as meninas gostam de músico’.”

A presença do Restart se tornou tão massiva na MTV que suas aparições eram frequentes. Era como jogar ainda mais lenha na fogueira dos fãs saudosistas da emissora, que faziam críticas à orientação mais pop da emissora. Ao mesmo tempo, os reflexos em termos publicitários não foram nada bons.

“Essa banda teve tanto marketing que tomou conta da MTV no todo, por toda a programação, não só nos programas como também nos comerciais. O Restart aparecia toda hora, então a MTV passou a ser percebida como um canal muito adolescente. Não é bom ser canal adolescente para o mercado publicitário, pois adolescente não consome tanto quanto alguém um pouco mais velho.”


Fator Sky

Zico Goes apresentou várias boas explicações para o fim da MTV Brasil, porém, na opinião dele, o rompimento com o serviço de TV por assinatura Sky foi “o grande problema”. Em 2008, o canal foi retirado da grade de programação da empresa devido a uma negociação que não deu certo.

“Talvez o grande problema foi o fator Sky. Houve um momento em que o presidente da MTV saiu para tocar outros canais da Abril. O modelo de negócios era o mesmo da MTV: ser distribuído por essas TVs a cabo. Ele disse à Sky que se a empresa quisesse continuar com a MTV, teria de levar esses outros dois canais. O que a Sky falou: ‘um abraço forte para você, tira a MTV já do ar’. Tirou do ar, os canais não entraram e como a Sky era a operadora que mais crescia, a MTV afundava na audiência.”


No fim, licença para “c*g*r”

A atuação inicial de Zico Goes como vice-presidente de programação da MTV Brasil durou de 1998 a 2008 – antes, ele exercia outras funções por lá. Três anos depois, em 2011, o profissional foi convidado para retornar, sob o pretexto de resgatar a identidade da emissora..

“Nos 3 últimos anos, sinal de alerta. A MTV perdia R$ 20 milhões todo ano desde 2008. Voltei para a MTV, pois estava no GNT. Tentei resgatar a identidade da MTV, para ser mais cool, musical, então fizemos a relação: ‘mais Criolo, menos Restart’. O Restart passou a ter toque de recolher: só entrava até às 20h. Depois, era outra TV. Passamos a tocar mais Criolo, mais Emicida, que muitos não conheciam. Resultado? Ibope lá para baixo.”

Era como nadar contra a correnteza: ele afirma que, sem seu conhecimento, o Grupo Abril já havia decidido devolver a marca para a Viacom. O projeto já estava “morto”, ainda que seguisse no ar.

“A Abril já queria se livrar da MTV. Eu não sabia. Voltei achando que queriam recuperar, mas já tinham combinado de devolver para os gringos. Fiquei 3 anos iludido, estava marcado para não dar certo. Fora os boatos de que o canal acabaria, o que espantou o mercado publicitário.”

Foi um dos períodos mais inventivos do canal, segundo o diretor. Havia, em suas palavras, “licença para c*g*r” com diversos experimentos na grade de programação.

“Foi incrível porque, ao mesmo tempo, tínhamos liberdade total, licença para c*g*r. […] Criamos o ‘Comédia ao vivo’, ‘Furo MTV’, ‘Trolalá’ com a Tatá, ‘Rockgol no Morro dos Prazeres’, o último VMB com show dos Racionais que não tocam em lugar nenhum fora da MTV, ‘Último Programa do Mundo’, Wagner Moura com Legião Urbana, ‘Menina Sem Qualidade’.”

A MTV Brasil chegou ao fim, oficialmente, em 30 de setembro de 2013. No dia seguinte, entrou no ar a “nova MTV”, controlada pela Viacom e com linha editorial bem diferente.

“A Viacom não queria a MTV Brasil, pois a Abril pagava royalties para eles. Como eles perderam isso, não queriam saber de nada do que fizemos antes. Fizeram uma programação completamente diferente. Mas conseguimos brincar um pouco com esse fim, chamei os VJs antigos, fizemos uma festa ao vivo no final. A Viacom e a Abril não queriam isso. Queriam que a gente ficasse pianinho, por já estar entregando o canal, e só passasse videoclipe. Falei: ‘que mané videoclipe, vou ter o canal 3 meses para mim, vou fazer o que eu quiser.”

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*Por igormiranda

Como sua personalidade muda conforme você envelhece

“Senhor presidente, quero levantar uma questão que está rondando há duas ou três semanas e apresentá-la especificamente no contexto da segurança nacional…”, dizia o jornalista Henry Trewhitt, enquanto olhava seriamente para o então presidente dos Estados Unidos, Ronald Reagan.

Era outubro de 1984 e Reagan tentava a reeleição.

Algumas semanas antes, ele havia tido um mal desempenho no debate contra seu principal adversário. E havia rumores de que, aos 73 anos, ele estava simplesmente velho demais para o cargo.

Na época, Reagan era o presidente mais velho da história dos Estados Unidos, recorde que foi quebrado por Donald Trump (74) e agora pelo atual presidente, Joe Biden (78).

Seu antecessor no cargo havia passado dias sem dormir, na época da crise dos mísseis cubanos. E Trewhitt queria saber se Regan tinha alguma dúvida de que poderia governar sob circunstâncias semelhantes.

Em 1984, Reagan era o presidente mais velho a governar os Estados Unidos até então

“E quero que saiba que também não vou fazer da idade um tema desta campanha. Não vou explorar, para fins políticos, a juventude e a inexperiência do meu oponente.”

A resposta foi recebida com gargalhadas e aplausos, que precederam uma vitória esmagadora do candidato republicano.

A ironia de Reagan, no entanto, continha mais verdade do que ele podia imaginar.

Ele não só tinha a experiência ao seu lado, como também uma “personalidade madura”.

Todos nós estamos familiarizados com a transformação física que o envelhecimento impõe: a pele perde elasticidade, a gengiva se retrai, o nariz cresce, os pelos brotam em lugares peculiares — ao mesmo tempo que desaparecem completamente de outros — e aqueles preciosos centímetros de altura a que nos agarramos começam a desaparecer.

Agora, após décadas de pesquisas sobre os efeitos do envelhecimento, os cientistas estão descobrindo mudanças mais misteriosas.

“A conclusão é exatamente esta: que não somos a mesma pessoa durante toda nossa vida”, diz René Mõttus, psicólogo da Universidade de Edimburgo, na Escócia.

Embora nossa personalidade esteja mudando constantemente, ela muda em relação às pessoas ao nosso redor

A maioria de nós gostaria de pensar na nossa personalidade como relativamente estável ao longo da vida. Mas várias pesquisas sugerem que não é o caso.

Nossas características estão mudando constantemente e, quando entramos na casa dos 70 e 80 anos, passamos por uma transformação significativa.

A modificação gradual da nossa personalidade tem algumas vantagens surpreendentes. Nos tornamos mais conscientes, agradáveis ​​e menos neuróticos. Os níveis dos traços de personalidade da chamada “tríade obscura” — maquiavelismo, narcisismo e psicopatia — também tendem a diminuir e, com eles, o risco de comportamentos antissociais, como crimes e uso abusivo de substâncias.

As pesquisas mostram que nos tornamos pessoas mais altruístas e confiantes. Nossa força de vontade aumenta e desenvolvemos um senso de humor melhor. Por fim, os idosos têm mais controle sobre suas emoções.

Sem dúvida é uma combinação imbatível — e que indica que o estereótipo de que as pessoas mais velhas são rabugentas e ranzinzas precisa ser revisto.

Longe de serem consolidadas na infância, ou por volta dos 30 anos — como a comunidade científica pensou durante anos —, parece que nossas personalidades são fluidas e maleáveis.

“As pessoas se tornam mais agradáveis e mais adaptadas socialmente”, diz Mõttus.

“São cada vez mais capazes de equilibrar suas próprias expectativas de vida com as demandas da sociedade.”

Os psicólogos chamam o processo de mudança que ocorre à medida que envelhecemos de “maturação da personalidade”.

Aqueles com maior autocontrole provavelmente serão mais saudáveis ​​

É uma mudança gradual e imperceptível que começa na nossa adolescência e continua até pelo menos a nossa oitava década no planeta.

Curiosamente, parece ser universal: a tendência é observada em todas as culturas humanas, da Guatemala à Índia.

“Geralmente é controverso fazer julgamentos de valor sobre essas mudanças de personalidade”, diz Rodica Damian, psicóloga social da Universidade de Houston, nos Estados Unidos.

“Mas, ao mesmo tempo, temos evidências de que são benéficas.”

Por exemplo, a falta de estabilidade emocional tem sido associada a problemas de saúde mental, maiores taxas de mortalidade e divórcio.

Damian explica que o parceiro de alguém com alto grau de conscienciosidade tende a ser mais feliz, porque é mais provável que essas pessoas lavem a louça na hora e sejam menos suscetíveis a trair.

Acontece que, embora nossa personalidade mude em certa direção à medida que envelhecemos, quem somos em relação a outras pessoas na mesma faixa etária tende a permanecer bastante estável.

Por exemplo, é provável que o nível de neurose de uma pessoa diminua como um todo, mas os mais neuróticos aos 11 anos de idade geralmente ainda são os mais neuróticos aos 81 anos.

“Há uma base de quem somos no sentido de que mantemos nossa posição em relação a outras pessoas em certo grau”, diz Damian.

“Mas, em relação a nós mesmos, nossa personalidade não é imutável, podemos mudar.”

Como essas mudanças de personalidade se desenvolvem? “Este é o grande debate na área”, diz Mõttus.

Como o amadurecimento da personalidade é universal, alguns cientistas acreditam que, longe de ser um efeito colateral casual por termos tido mais tempo para aprender as normas sociais, as maneiras pelas quais nossa personalidade muda podem estar geneticamente programadas — talvez até moldadas por forças evolutivas.

Por outro lado, há especialistas que acreditam que nossa personalidade é em parte criada por fatores genéticos e posteriormente esculpida por pressões sociais ao longo de nossas vidas.

Por exemplo, uma pesquisa conduzida por Wiebke Bleidorn, psicóloga da personalidade da Universidade da Califórnia, nos EUA, concluiu que, em culturas onde se esperava que as pessoas amadurecessem mais rápido (em termos de casamento, começar a trabalhar, assumir responsabilidades adultas), suas personalidades tendem a amadurecer mais cedo.

nas quais se espera que se case ou comece a trabalhar mais cedo têm personalidades que amadurecem mais rápido

“As pessoas simplesmente se veem obrigadas a mudar seu comportamento e, com o tempo, se tornam mais responsáveis. Nossa personalidade muda para nos ajudar a enfrentar os desafios da vida”, explica Damian.

Mas o que acontece quando ficamos muito velhos?

Há duas maneiras possíveis de estudar como mudamos ao longo de nossas vidas.

A primeira é pegar um grupo grande de pessoas de idades diferentes e observar como suas personalidades são distintas.

Um problema com essa estratégia é que é fácil confundir acidentalmente os traços geracionais que foram esculpidos pela cultura de um determinado período de tempo — como pudor ou uma adoração inexplicável por leite condensado e coca-cola — com as mudanças que ocorrem à medida que envelhecemos.

A alternativa é pegar o mesmo grupo de pessoas e acompanhá-las à medida que crescem.

Foi exatamente o que aconteceu com o Lothian Birth Cohort (estudo de coorte de Lothian), um grupo de pessoas na Escócia que teve sua personalidade e traços de inteligência analisados em junho de 1932 ou junho de 1947, quando ainda estavam na escola. Na época, tinham cerca de 11 anos.

Junto a seus colegas da Universidade de Edimburgo, Mõttus rastreou centenas dessas pessoas quando elas estavam na faixa dos 70 ou 80 anos — e fez mais dois testes idênticos, com vários anos de diferença entre si.

Um famoso estudo com pessoas na Escócia mostrou resultados notavelmente diferentes para duas gerações de participantes

“Como tínhamos dois coortes diferentes de pessoas, e ambos foram medidos em duas ocasiões, pudemos usar as duas estratégias de uma vez”, diz Mõttus.

Foi uma sorte, porque os resultados foram visivelmente diferentes para as duas gerações.

Enquanto as personalidades do grupo mais jovem permaneceram mais ou menos as mesmas no geral, os traços de personalidade do grupo mais velho começaram a mudar, de modo que, em média, eles se tornaram menos abertos e extrovertidos, assim como menos agradáveis e conscientes.

As mudanças benéficas que vinham ocorrendo ao longo de suas vidas começaram a se reverter.

“Acho que faz sentido, porque na velhice as coisas começam a acontecer com as pessoas num ritmo mais rápido”, explica Mõttus, destacando que a saúde do grupo mais velho pode ter piorado e é provável que elas tenham começado a perder amigos e familiares.

“Isso tem um certo impacto em sua participação ativa no mundo.”

Ninguém investigou ainda se essa tendência continuaria após os 100 anos.

Pesquisas sobre japoneses centenários mostram que eles tendem a obter uma pontuação alta em conscienciosidade, extroversão e abertura, mas podem ter apresentado mais essas características desde o início, e talvez isso até tenha contribuído para sua longevidade.

Nossa personalidade está intimamente ligada ao nosso bem-estar

Na verdade, nossa personalidade está intrinsecamente ligada ao nosso bem-estar à medida que envelhecemos.

Por exemplo, aqueles com maior autocontrole são mais propensos a ser saudáveis ​​na idade adulta; mulheres com níveis mais elevados de neurose são mais suscetíveis a apresentar sintomas durante a menopausa; e um certo grau de narcisismo foi associado a taxas mais baixas de solidão, o que por si só é um fator de risco para morte precoce.

No futuro, compreender como certos traços da personalidade estão ligados à nossa saúde — e como podemos esperar que nossa personalidade evolua ao longo da nossa vida — pode ajudar a prever quem tem mais risco de sofrer de certos problemas de saúde e assim intervir.

“Eu estava dando uma palestra ontem em uma prisão”, conta Mõttus. “E uma questão na qual eles estavam realmente interessados era: as pessoas mudam? A conclusão geral é que sim, elas mudam.”

Isso significa que, na opinião dele, não há nenhuma evidência forte para sugerir que as pessoas podem usar sua personalidade como desculpa para seu comportamento.

O conhecimento de que nossas personalidades mudam ao longo de nossas vidas, quer a gente queira ou não, é uma prova útil de como elas são maleáveis.

“É importante que saibamos disso”, afirma Damian.

“Por muito tempo, as pessoas pensaram que não.”

“Agora estamos vendo que nossa personalidade pode se adaptar e isso nos ajuda a enfrentar os desafios que a vida nos apresenta”, acrescenta.

No mínimo, isso nos dá algo para esperar à medida que envelhecemos e uma chance de descobrir quem nos tornaremos.

*Por Zaria Gorvett
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*Fonte: bbc-brasil

Agora todo mundo pode usar o Dall-E para gerar imagens a partir de texto

Liberou geral. A OpenAI não exige mais que os interessados em brincar com o Dall-E 2 se cadastrem em uma lista de espera para isso. O anúncio, feito nesta semana, significa que você só precisa fazer login na página da inteligência artificial para ela criar imagens com base no que você digitar.

O Dall-E 2 é uma ferramenta baseada em aprendizagem de máquina que gera imagens a partir das palavras que o usuário informa em um campo. Há outras com a mesma proposta, como o Midjourney e a Stable Diffusion (que pode até ser usada para comprimir imagens, olha só). Todos são de uso tão fácil que se tornaram um passatempo na web.

Pudera. Muitas imagens geradas a partir das instruções de texto são tão impressionantes que chegam a ser consideradas obras de arte. Outras são tão bizarras que acabam virando uma diversão.

A lista de espera do Dall-E
Responsável pelo projeto, a OpenAI apresentou a primeira versão do Dall-E no começo de 2021. Os resultados eram tão impressionantes que agradaram tanto especialistas em inteligência artificial quanto o público leigo.

Mas o crescente interesse pela ferramenta poderia trazer problemas para a OpenAI. Dependendo da combinação de palavras, o Dall-E poderia gerar imagens com contexto negativo, que serviriam para desinformação, preconceito e constrangimento de pessoas, por exemplo.

Essa é a principal razão para a OpenAI ter criado uma lista de espera para o Dall-E. Enquanto mantinha o acesso ao serviço controlado, a organização tratava de implementar filtros para evitar que o sistema criasse imagens problemáticas.

Os tais filtros evitam — ou tentam evitar — que o Dall-E gere imagens com teor sexual, violento ou racista, por exemplo.

Há críticas para a forma como a OpenAI lidou com o problema. Ao The Verge, a organização confirmou que, além de ativar filtros, pode acrescentar palavras invisíveis às instruções dos usuários para evitar resultados potencialmente danosos.

Por exemplo, o Dall-E pode inserir “mulher asiática” em um conjunto de palavras que envolve pessoas, mas não especifica gênero ou etnia. É uma forma de evitar que somente brancos ou homens apareçam nos resultados. No entanto, essa abordagem tem sido criticada por, muitas vezes, deixar as imagens distantes do resultado esperado.

Seja como for, a OpenAI considera que os seus mecanismos de segurança já são competentes o suficiente para o Dall-E 2 ser liberado para todo mundo. A organização também testa uma API para permitir que a tecnologia seja usada em aplicativos ou plugins de terceiros.

Brinque com o Dall-E 2
Se você quiser testar a versão mais recente da tecnologia, precisa apenas criar uma conta na OpenAI e fazer login no site do Dall-E 2. Ao acessar o serviço, você recebe 50 créditos. Depois disso, mais 15 créditos são fornecidos todos os meses.

Cada crédito permite gerar uma rodada com quatro imagens, editar uma imagem já gerada (inpainting) ou estender uma imagem já criada (outpainting) para novos resultados. Se os créditos gratuitos não forem suficientes, é possível comprar mais.

Dentro do serviço, é só digitar palavras no campo principal do site e esperar pelo resultado. Para gerar as imagens logo acima, digitei alguns objetos que estavam em minha mesa: bottle (garrafa), keyboard (teclado), book (livro) e printer (impressora).

*Por Emerson Alecrim
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*Fonte: tecnoblog