6 sinais de que a espiritualidade está tentando entrar em contato com você!

6 sinais de que a espiritualidade está tentando entrar em contato com você!

Muitas vezes, estamos vivendo de forma displicente e nem nos atentamos para as mensagens que a espiritualidade quer nos passar. É nesse momento, de desconexão que nos sentimos perdidos, confusos e começamos a trocar os pés pelas mãos. Quando tudo parece dar errado, a verdade por trás disso é que não estamos dando ouvidos aos sinais.

Por isso, separei aqui 6 possíveis sinais da espiritualidade para que você fique atento e comece a estabelecer uma conexão mais profunda:

1 – Você tem sonhos e, ou visões nítidas durante a meditação.
As pessoas que possuem o hábito de meditar todos os dias, desenvolvem capacidades psiquicas que as outras pessoas não possuem, uma delas é lembrar dos sonhos com mais frequencia que o habitual e outra é começar a enxergar coisas, cores, lugares, ou pessoas, mesmo com os olhos fechados. Essas situações são sinais claros de que a espiritualidade está tentando estabelecer um contato, abrindo o seu “terceiro olho” e pedindo para você confiar na sua intuição.

2 – Seus sentidos são reforçados.
A maioria das pessoas comuns estão ligadas no piloto automático e não costumam dar atenção para os seus pensamentos, sentimentos e emoções. Essa falta de atenção faz com elas acumulem tudo e somatizem as emoç~~oes de uma forma que a percepção da realidade passa a ficar distocida.

No caso das pessoas que estão sendo chamadas ao trabalho de amor e caridade e estão sendo convocadas a vibrar positivamente, os sinais começam a ser percebidos através de sensações físicas e passam pelo crivo da percepção emocional. Essas pessoas começam a viver o presente e passam a perceber a realidade com mais amor. Mesmo diante das situações mais desafiadoras.

3 – Eletrodomésticos começam a quebrar.
Acontece muito de pessoas que estão vibrando em uma frequencia mais baixa, influenciadas por energias negativas, começarem a perceber em seus lares que seus eletrodomésticos, de uma hora para outra, começam a apresentar defeitos. Alguns ligam sozinhos, outros queimam e muitos, passam a entrar em curto. Esses são sinais claros de que a pessoa deve realizar uma limpeza energética, tanto em seu lar, quanto em seu campo espiritual. Essa intereção, nem sempre vem de fontes positivas, mas sim, de fontes malígnas.

4 – Você alcança um inexplicável conhecimento.
Muitas pessoas que buscam iluminar as suas sombras e desenvolver um contado mais seguro com a espiritualidade, contam que, em determinados momentos da vida, alcançaram um conhecimento inexplicável. Em um momento estavam envolvidas em muitos problemas e, bastou um momento de conexão amorosa com a espiritualidade, para encontrarem soluções simples para todos eles, como em um passe de mágica.

5 – Arrepios e calafrios frequentemente.
Pessoas sensitivas, dizem sentir arrepios, calafrios, nojo, ânsia de vômito e até dores de cabeça quando entram em ambientes muito lotados, ou até em lugares vazios.

Esses são alguns sinais de que existe ali, energias densas ou até mesmo, uma vontade de comunicação espiritual, indicando alguma necessidade não atendida.

É preciso estar vigilante para não se tornar uma”esponja” da espiritualidade desasistida, é preciso aprender a não tomar para si, todas as enegias que se aproximam.

Para que isso não se torne uma armadilha em sua vida e a impeça de transitar por todos os lugares, a pessoa necessita vibrar no amor e se conectar com as energias positivas, pensando o bem, fazendo o bem e alimentando sentimentos bons.

6 – Você é guiado por sincronicidade.
Uma pessoa que possui forte conexão com a espiritualidade está sempre sendo guiada pelas sincronicidades da vida. Ela pensa em uma coisa, logo, essa coisa acontece. Ela precisa de algo, logo, esse algo aparece. Alguém precisa dela, logo, ela sente que deve enviar uma mensagem ou fazer uma videochamada.

Caso você tenha se identificado com alguma dessas opções, isso indica que VOCÊ possui uma ligação com a espiritualidade amorosa e, isso é fruto do seu mérito por alimentar bons pensamentos, sentimentos e de sua boa ação diante das provações da vida.

*Por Iara Fonseca
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*Fonte: seuamigoguru

Cão robô escala e se adapta a qualquer terreno nos Alpes Suíços

Esta semana, pesquisadores do Instituto Federal de Tecnologia de Zurique, na Suíça, anunciaram que estão melhorando as capacidades físicas de seu cão robô. A máquina, batizada ANYmal, está agora sendo treinada para escalar montanhas.

Segundo a empresa, o quadrúpede de metal já consegue escalar pontos íngremes e acidentados dos Alpes Suíços. O robô também é capaz de fazer uma caminhada vertical de 120 metros em 31 minutos, quatro minutos mais rápido do que caminhadas humanas.

Os pesquisadores explicaram que a façanha foi alcançada por um esquema de controle que combina imagens com feedback tátil. Isso facilita a ação do robô em terrenos irregulares e com baixa visibilidade — um dos principais problemas nas caminhadas humanas.

Com base no feedback, o robô determina, entre outras coisas, com que cautela precisa dar seus passos. Isso implica dizer se ele sabe julgar onde precisará caminhar como se estivesse “pisando em ovos” ou se pode se comportar como um cão de carne e osso desgovernado.

Outro ponto importante é que a máquina a tarefa sem tropeçar ou errar — coisa rara entre os humanos. A empresa disse que o ANYmal tem microfones, câmaras óticas, iluminação ativa para superar “ambientes desafiadores” e sensores de detecção de gás.

Ele pode ser utilizado para inspeção de trens, navios e máquinas de grande porte, com difícil acesso para humanos. Você pode vê-lo em ação no vídeo abaixo.

“O robô aprendeu a combinar a percepção visual do ambiente com seu senso de toque, baseado no contato direto das pernas”, disse o pesquisador Marco Hutter em um comunicado. “Isso permite enfrentar terrenos acidentados de forma mais rápida, eficiente e, acima de tudo, com mais robustez”.

Está nos planos do Instituto Federal de Tecnologia de Zurique que, no futuro, o ANYmal possa ser usado em qualquer lugar perigoso demais para humanos ou muito intransitável para outros robôs. Muito Black Mirror, sem dúvidas.

*Por Luana Nunes
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*Fonte: gizmodo

5 Ideias ERRADAS que as pessoas têm sobre GATOS

Ter um gato em casa é sempre uma experiência bastante divertida, sobretudo porque os nossos bichanos costumam vir nos mais variados tipos de tamanho, cores, humores e personalidades. Entretanto, nós sempre procuramos novas maneiras de interpretá-los e, por vezes, achamos ter completamente decifrado em nossas cabeças o que é “ser um gato”.

O que muitas pessoas não sabem, porém, é que diversas das ideias que nós temos sobre os gatos estão equivocadas. Pensando nisso, nós fizemos uma lista com cinco ideias que pensamos saber sobre esses felinos, mas não passam de informações incorretas. Olha só!

1. Gatos miam para se comunicar uns com os outros
Apesar de parecer que o seu bichano está utilizando o miado para se comunicar com você ou até mesmo com outros gatos da vizinhança, essa informação não está correta. O ato de miar só é usado pelos os felinos quando ainda são filhotes e precisam chamar a atenção das próprias mães. Fora isso, o miado é uma função que se tornou regular a partir da domesticação pelos humanos.

Quando os gatos querem se comunicar com outros de sua espécie, é mais comum que eles utilizem sinais corporais para manifestar suas intenções. Por exemplo, um gato com a calda para cima provavelmente está indicando uma postura comunicativa e receptiva para com os outros felinos.

2. Gatos não gostam de bebês
Em meados do século XVII, passou-se a difundir a ideia de que os gatos domésticos não gostam, nem um pouco, de bebês. Seja pelo cheiro de leite no hálito das crianças, seja por deixarem de ser o favorito das famílias, “a inimizade viria de berço”. Porém, não é preciso dizer que essa informação é totalmente balela.

Obviamente que acidentes podem acontecer quando se tem um bebê em casa, mas o cuidado com os gatos é o mesmo que você deveria ter com qualquer outro animal. Na maioria das vezes, o seu bichano provavelmente vai se aproximar do seu filho por ser um espaço quente, onde ele poderá descansar em paz.

3. Gatos não se apegam aos seus donos
Outro conceito muito comum de se ouvir por aí é de que os gatos não têm nenhum apreço à sua família de humanos, o que não é verdade — e o interesse não surge só porque você o está alimentando. Quando comparamos com os cachorros, podemos até pensar que os felinos não têm coração, mas na realidade é que eles só manifestam afeto de outro jeito.

Um gato não correrá até a porta para te ver chegar em casa, mas talvez você o encontre pelos cantos dando cabeçadas na sua perna e esfregando o corpo dele no seu como uma bela dose de carinho. Então, preste atenção nos sinais!

4. Gatos pretos são mais difíceis de ser adotados
Esse dado não é exatamente uma mentira. Em boa parte do mundo, de fato existe um preconceito generalizado e uma mística de que o gato preto pode trazer azar. Pouca bobagem, né? Porém, existem algumas culturas que levam esses nossos amigos felinos de cor escura como amuletos.

No Japão, ter um gato preto costuma ser indicador de mais pretendentes para as mulheres. Na Alemanha, por outro lado, um gato preto que cruzar o seu caminho da direita para a esquerda costuma ser um sinal de que boas coisas estão vindo pela frente. Melhor pensar assim!

5. Gatos não gostam de carinho
Muitas pessoas tendem a achar que os gatos detestam serem tocados. Inclusive, um controverso estudo de 2013 chegou a afirmar que o contato físico humano lhes causaria enorme quantidade de estresse. Porém, nenhum dos dados trazidos pelos pesquisadores era preciso.

Tempos depois, o autor do estudo, Rupert Palme, confessou que as medidas de estresse dependiam muito mais da personalidade do felino e do ambiente em que ele estava inserido, ou seja, se o seu gato se mostra receptível ao carinho, não precisa ter medo de dá-lo!

*Por Pedro Freitas
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*Fonte: megacurioso

Nova teoria propõe que esquecer é na verdade uma forma de aprendizado

Criamos inúmeras memórias enquanto vivemos nossas vidas, mas muitas delas esquecemos. Por quê? Contrariando a suposição geral de que as memórias simplesmente decaem com o tempo, ‘esquecer’ pode não ser uma coisa ruim – isso de acordo com cientistas que acreditam que pode representar uma forma de aprendizado.

Os cientistas por trás da nova teoria – delineada hoje na importante revista internacional Nature Reviews Neuroscience – sugerem que as mudanças em nossa capacidade de acessar memórias específicas são baseadas em feedback ambiental e previsibilidade. Em vez de ser um bug, o esquecimento pode ser uma característica funcional do cérebro, permitindo que ele interaja dinamicamente com o ambiente.

Em um mundo em mudança como o que nós e muitos outros organismos vivemos, esquecer algumas memórias pode ser benéfico, pois isso pode levar a um comportamento mais flexível e a uma melhor tomada de decisão. Se as memórias foram adquiridas em circunstâncias que não são totalmente relevantes para o ambiente atual, esquecê-las pode ser uma mudança positiva que melhora nosso bem-estar.

Então, com efeito, os cientistas acreditam que aprendemos a esquecer algumas memórias enquanto retemos outras que são importantes. Esquecer, é claro, tem o custo de informações perdidas, mas um corpo crescente de pesquisas indica que, pelo menos em alguns casos, o esquecimento se deve ao acesso alterado à memória, e não à perda de memória.

A nova teoria foi proposta pelo Dr. Tomás Ryan, Professor Associado da Escola de Bioquímica e Imunologia e do Trinity College Institute of Neuroscience no Trinity College Dublin, e pelo Dr. Hospital para Crianças Doentes em Toronto.

Tanto o Dr. Ryan quanto o Dr. Frankland são bolsistas da organização canadense de pesquisa global CIFAR, que possibilitou essa colaboração por meio de seu programa Child & Brain Development, que está realizando um trabalho interdisciplinar nesta área.

Dr Ryan, cuja equipe de pesquisa está sediada no Trinity Biomedical Sciences Institute (TBSI), disse:

“As memórias são armazenadas em conjuntos de neurônios chamados ‘células de engrama’ e a recuperação bem-sucedida dessas memórias envolve a reativação desses conjuntos. A extensão lógica disso é que o esquecimento ocorre quando as células do engrama não podem ser reativadas. As próprias memórias ainda estão lá, mas se os conjuntos específicos não puderem ser ativados, eles não poderão ser recuperados. É como se as memórias estivessem armazenadas em um cofre, mas você não consegue lembrar o código para desbloqueá-lo.

“Nossa nova teoria propõe que o esquecimento é devido à remodelação do circuito que muda as células do engrama de um estado acessível para um estado inacessível. Como a taxa de esquecimento é afetada pelas condições ambientais, propomos que o esquecimento seja na verdade uma forma de aprendizado que altera a acessibilidade da memória de acordo com o ambiente e o quão previsível ela é.”

Dr. Frankland acrescentou:

“Existem várias maneiras pelas quais nossos cérebros esquecem, mas todas elas agem para tornar o engrama – a personificação física de uma memória – mais difícil de acessar.”

Falando sobre o caso do esquecimento patológico na doença, o Dr. Ryan e o Dr. Frankland observam:

“Importantemente, acreditamos que esse ‘esquecimento natural’ é reversível em certas circunstâncias, e que em estados de doença – como em pessoas que vivem com a doença de Alzheimer, por exemplo – esses mecanismos naturais de esquecimento são sequestrados, o que resulta em uma acessibilidade muito reduzida das células de engrama e perda de memória patológica”.

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*Fonte: pensarcontemporaneo

Como aliviar o CALOR sem SEM AR-CONDICIONADO? Confira 5 DICAS

O verão brasileiro não poupa ninguém, de norte a sul do país, com temperaturas por volta dos 40 °C — isso quando não somos atingidos por ondas de calor.

Quem vive no litoral ainda pode contar com a brisa do mar para aliviar o calor, outras pessoas recorrem aos aparelhos de ar-condicionado. Contudo, a maioria de nós tem que “se virar” para sofrer menos com as altas temperaturas, que fazem a gente suar e atrapalham até as tarefas mais comuns — como dormir. Difícil, não é?

A boa notícia é que existem mudanças simples que você pode fazer na decoração da sua casa para diminuir a temperatura nos cômodos. Confira cinco dicas para isso, a seguir.

1. Decoração minimalista
Tapetes e almofadas valorizam a decoração da sua sala, mas também retém calor, ainda mais se forem feitos de tecidos quentes, como veludo. Então, guarde todos esses itens em um armário e deixe sua casa mais minimalista.

Onde a decoração for indispensável — como as cortinas nas janelas —, troque os modelos de tecidos pesados por outros mais leves, como algodão. Além disso, escolha itens em cores mais claras, que refletem a luz e o calor, ao invés de retê-los.

2. Invista no algodão
Falando no algodão, ele também é a melhor escolha para os lençóis da sua cama, no verão. O cetim e a seda podem parecer mais fresquinhos, pelo toque gelado, mas eles esquentam mais, na prática. Já o algodão permite que seu corpo respire, além de contribuir para a circulação de ar no ambiente, por ser uma fibra natural.

Outra dica interessante para conseguir dormir no calor é colocar seus lençóis na geladeira — envoltos em um saco plástico, é claro. A sensação fresquinha não dura a noite toda, mas deve ser o suficiente para você relaxar e pegar no sono.

3. Abre e fecha
Durante o dia, você pode fechar as cortinas e persianas, para evitar a incidência de sol nos cômodos — ainda mais se você passa o dia todo trabalhando fora. Porém, à noite, abra todas as portas e janelas possíveis para estimular a ventilação cruzada.

Falando em ventilação, uma dica simples para aliviar o calor é colocar uma garrafa de água congelada na frente do ventilador, para que ele sopre um ventinho mais fresco. Outra ideia é: se você tiver um ventilador de teto, coloque-o na função exaustor e coloque o ventilador de mesa virado para fora — assim, o bafo quente sairá pela janela e o quarto ficará confortável.

4. Floresta em casa
Você curte cuidar de plantas? Então saiba que elas podem ser ótimas aliadas na luta contra o calor em casa, pois ajudam a refrescar o ambiente. Espalhe-as pela decoração e observe como sua casa ficará mais confortável.

Outra dica interessante, nesse sentido, é umidificar o ar dos ambientes. Para isso, você pode usar aparelhos umidificadores ou improvisar, espalhando baldes de água ou toalhas molhadas pelo chão. Vale tudo para aliviar o calor.

5. Evite aumentar o calor
Tudo que você mais quer, no verão, é aliviar o calor — e não aumentá-lo. Mas há várias coisas que fazemos para piorar essa situação, sem perceber. As luzes, por exemplo: troque lâmpadas em cores quentes por luzes frias, como fitas de LED.

Além disso, desligue o máximo de eletrônicos que puder, já que eles concentram calor mesmo quando não estão sendo usados. Também evite usar fornos — aproveite para fazer uma salada fria ou faça refeições que possam ser preparadas no micro-ondas.

Por fim, se o seu problema é dormir no calor, vale a pena testar outros locais — que não a sua cama. Experimente colocar um colchão no chão, já que o ar frio costuma ficar embaixo. Outra ótima ideia é dormir na rede, ainda mais se você colocá-la na varanda.

*Por Evandro Voltolini
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*Fonte: megacurioso

O belo discurso de aceitação do Prêmio Nobel de William Faulkner sobre como os artistas nos ajudam a viver

Apesar de sua história sombria , o Prêmio Nobel permanece como um dos maiores selos de mérito de nossas civilizações – tanto que o discurso de aceitação do Prêmio Nobel se tornou uma arte em si. Entre os melhores da história estão a brilhantemente lacônica meditação de Ernest Hemingway sobre o valor de trabalhar sozinho , a reflexão de Seamus Heaney sobre a essência e a política da poesia e a recente entrevista perspicaz de Alice Munro sobre escrita, gênero e as recompensas de narrativa .

Mas um dos melhores vem de William Faulkner (25 de setembro de 1897 – 6 de julho de 1962), que recebeu o Prêmio Nobel de Literatura em 1949, exatamente vinte anos depois de escrever O Som e a Fúria, e fez seu discurso de aceitação na Prefeitura de Estocolmo em 10 de dezembro de 1950.

“Senhoras e senhores, sinto que este prêmio não foi concedido a mim enquanto homem, mas a meu trabalho ― o trabalho de uma vida na angústia e no sofrimento do espírito humano, não pela glória e menos ainda para obter lucro, mas para criar dos materiais do espírito humano algo que não existia antes. Assim, este prêmio está tão somente sob minha custódia. Não será difícil encontrar, para sua parte financeira, um destino condizente com o propósito e significado de sua origem. Mas eu gostaria de fazer o mesmo com esta aclamação também, utilizando este momento como o pináculo a partir do qual posso ser ouvido pelos jovens homens e mulheres já dedicados à mesma agonia e faina, entre os quais já está aquele que um dia estará aqui onde eu estou.

Nossa tragédia, hoje, é um geral e universal temor físico suportado há tanto tempo que podemos mesmo tocá-lo. Não há mais problemas do espírito. Há somente a questão: quando irão me explodir? Por causa disto, o jovem ou a jovem que hoje escreve tem esquecido os problemas do coração humano em conflito consigo mesmo, os quais por si só fazem a boa literatura, uma vez que apenas sobre isso vale a pena escrever, apenas isso vale a angústia e o sofrimento.

Ele, o jovem, deve aprendê-los novamente. Ele deve ensinar a si mesmo que o mais fundamental dentre todas as coisas é estar apreensivo; e, tendo ensinado isto a si mesmo, esquecê-lo para sempre, não deixando espaço em seu trabalho senão para as velhas verdades e truísmos do coração, as velhas verdades universais sem as quais qualquer história torna-se efêmera e condenada ― amor e honra e piedade e orgulho e compaixão e sacrifício. Antes que assim o faça, ele labora sob uma maldição. Ele escreve não sobre amor mas sobre luxúria, sobre derrotas em que ninguém perde nada de valor, sobre vitórias sem esperança e, o pior de tudo, sem piedade e compaixão. Sua atribulação não aflige ossos universais, não deixa cicatrizes. Ele escreve não a partir do coração, mas das glândulas.

Até que reaprenda estas coisas, ele irá escrever como se compartisse e observasse o fim do homem. Eu me recuso a aceitar o fim do homem. É bastante cômodo dizer que o homem é imortal simplesmente porque ele irá subsistir: que quando o último tilintar do destino tiver soado e se esvaecido da última rocha inútil suspensa estática no último vermelho e moribundo entardecer, que mesmo então haverá ainda mais um som: sua fraca e inexaurível voz, ainda a falar. Eu me recuso a aceitar isto. Creio que o homem não irá meramente perdurar: ele triunfará. Ele é imortal, não porque dentre as criaturas tem ele uma voz inexaurível, mas porque ele tem uma alma, um espírito capaz de compaixão e sacrifício e resistência. O dever do poeta, do escritor, é escrever sobre essas coisas. É seu privilégio ajudar o homem a resistir erguendo seu coração, recordando-o a coragem e honra e esperança e orgulho e compaixão e piedade e sacrifício que têm sido a glória do seu passado. A voz do poeta necessita ser não meramente o registro e testemunho do homem, ela pode ser uma das escoras, o pilar para ajudá-lo a subsistir e prevalecer.”

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*Fonte: pensarcontemporaneo

Camada de ozônio está se recuperando e restaurando circulação de ventos

Em meio à enxurrada de más notícias dos últimos dias, eis que temos boas novas para compartilhar! Um levantamento apontou que a camada de ozônio está se recuperando e regenerando a circulação de ventos por todo o planeta, em especial no Hemisfério Sul, e a restauração parece estar associada às medidas acordadas e postas em ação a partir da assinatura do Protocolo de Montreal, em 1987.

Regeneração
O Protocolo de Montreal estabeleceu as diretrizes para frear a fabricação e uso de agentes associados com a destruição da camada de ozônio que envolve o planeta, entre eles os clorofluorocarbonetos – substâncias conhecidas popularmente como CFCs. Já no início dos anos 2000, se registrou uma queda significativa nas concentrações desses materiais na atmosfera, assim como o início da recuperação da camada de ozônio em escala global e da redução do colossal “buraco” que existia nela sobre a Antártida.

Agora, o levantamento apresentado apontou que, na mesma época, o impacto na circulação dos ventos registrado em decorrência das alterações na atmosfera provocadas pelo uso de substâncias envolvidas na rarefação da camada de ozônio começou a se normalizar. Mais precisamente, se notou uma pausa na migração de correntes de ar em direção aos polos terrestres e inclusive uma reversão em algumas das anomalias nos padrões de ventos que vinham sedo registradas até então.

Só para você entender melhor a importância desse resultado, você já deve ter ouvido falar de correntes de ar conhecidas como “correntes de jato”, certo? Elas circulam a grandes altitudes e velocidade entre a troposfera e a estratosfera e fluem em direção aos polos. Pois, por conta da rarefação da camada de ozônio, essas correntes haviam começado a circular mais ao sul do que o normal no nosso hemisfério, afetando, com isso, os padrões de chuva – e possivelmente até os de correntes oceânicas, interferindo, por sua vez, no clima.

O que o levantamento mostrou foi que, pouco mais de 1 década depois de o Protocolo de Montreal entrar em vigor, o deslocamento das correntes de jato parou – e inclusive sofreu reversão em alguns pontos –, mostrando que o esforço conjunto e o compromisso global de parar com a fabricação e emissão de substâncias prejudiciais para a camada de ozônio rendeu excelentes frutos.

Mas, apesar de o resultado do estudo merecer ser celebrado, é importante mencionar que as emissões de gases de efeito estufa continuam sendo um sério problema. Ademais, nos últimos anos, foi detectado um aumento na emissão de outros materiais associados com a rarefação da camada de ozônio, especialmente na China, algo que pode afetar a reversão das correntes aos padrões normais e, na pior das hipóteses, voltar a empurrá-las em direção aos polos.

*Por Maria Tamanini
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*Fonte: tecmundo

Onde fica a sede do Google? Cinco curiosidades sobre a empresa de tecnologia

Matriz da empresa está localizada na Califórnia, e o Google tem dois escritórios em operação no Brasil; saiba mais

Considerado o maior buscador da Internet, o Google foi fundado em 1998 por dois estudantes que desejavam acessar plataformas inteligentes que pudessem gerar respostas mais relevantes aos usuários. Com o passar do tempo, o mecanismo de buscas adquiriu proporção mundial: hoje o Google está presente fisicamente em todos os continentes – inclusive tem dois escritórios no Brasil – e domina o mercado de buscas da Internet.

O buscador, porém, não é o único produto do portfólio da empresa. O Google também é referência em outros segmentos, como serviços de e-mail e armazenamento em nuvem, sistemas operacionais e navegadores. A seguir, confira cinco fatos curiosos sobre o Google e saiba mais sobre a empresa.

1. Onde fica a sede do Google?
A sede do Google está localizada em Mountain View, na Califórnia. O campus da empresa é conhecido como Googleplex, termo que mistura as palavras Google e “complex” (complexo, em português). Além disso, o nome é uma referência direta ao número Googleplex, equivalente a 10 elevado a um googol, que por sua vez é o 10 elevado a 100. A palavra também é o nome de um supercomputador que aparece nas histórias de “O Guia do Mochileiro das Galáxias”, de Douglas Adams.

Em relação aos escritórios locais, o Google está distribuído por todo o planeta. No Brasil, a empresa tem duas sedes – São Paulo e Belo Horizonte –, que se somam a outras 79 unidades espalhadas por todos os continentes.

2. Quem é o fundador do Google?
O Google nasceu em 1998, criado por Sergey Brin e Larry Page, que se conheceram na Universidade de Stanford, nos Estados Unidos. Os dois fundadores desenvolveram um algoritmo inovador para retornar resultados de buscas mais relevantes aos usuários a partir de métricas que levavam em conta qual conteúdo era mais acessado pelo público e, portanto, em tese mais relevante.

A ideia de fornecer buscas mais precisas dominou o mercado de Internet a tal ponto que o Google se tornou referência em pesquisas, praticamente eliminando a existência de outros buscadores. Com o enorme crescimento, o serviço passou a investir em produtos relacionados ao uso de Internet, como Gmail e Chrome, e a aplicar um modelo de negócios focado em anúncios.

3. Representatividade
Presente no mundo inteiro, o Google conta com uma equipe de profissionais multiétnica e multicultural para desenvolver ações que visam promover maior representatividade na empresa, de modo que haja equilíbrio entre os colaboradores. O objetivo da empresa é aumentar a presença de grupos minoritários no quadro de funcionários em 30% até 2025.

Há também oferta de programas de formação e educação antirracismo para os funcionários da companhia, além de políticas que afetam o nível de representatividade dos fornecedores. Estimativas mostram que o Google tenha algo próximo de 150 mil profissionais, volume que torna o número de funcionários maior do que a população média de uma cidade brasileira.

4. Google na pandemia
A pandemia do coronavírus motivou a decisão do Google de manter seus escritórios fechados até julho de 2021, fazendo com que os colaboradores precisassem aderir ao trabalho remoto. Além disso, a própria forma como o Google dialoga com o público – seja em lançamentos de novos produtos e serviços, seja por meio de iniciativas de comunicação para auxiliar na conscientização dos riscos de contágio – precisou ser completamente revista.

Os serviços do Google também ajudaram bastante na adaptação da sociedade ao lockdown. Ferramentas como Classroom e Meet, por exemplo, se popularizaram ainda mais ao oferecerem suporte para a comunicação digital em tempos de isolamento. Recursos de localização em tempo real, por outro lado, ficaram em menor evidência por conta do distanciamento social.

5. Google contra desinformação na Internet
Outra preocupação do Google envolve o desenvolvimento de ferramentas que contribuam para coibir a circulação de noticias falsas e boatos na Internet. A companhia reconhece a complexidade do tema e afirma que, embora não se sinta em posição de determinar individualmente a veracidade de cada conteúdo, oferece métodos pelos quais o próprio usuário pode denunciar materiais falsos.

Em 2022 ocorrerão eleições para presidente e governadores no Brasil. Pensando nisso, o Google firmou uma parceria com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para fortalecer a supervisão da circulação de informações durante a campanha eleitoral. Segundo o acordo, o buscador dará mais relevância aos conteúdos de fontes confiáveis, com base no retorno das buscas do público e dos temas que giram em torno dos assuntos relacionados à corrida eleitoral.

*Por Filipe Garrett
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*Fonte: techtudo

“A educação não pode se ocupar só do intelecto, mas deve formar pessoas mais solidárias” – Claudio Naranjo

Educação é um termo que vem sempre sendo discutido nos últimos tempos. Ainda mais agora, em que o lema/slogan do novo governo foi definido como “Brasil, pátria educadora”.

É clássico assumir que o segredo para um país desenvolvido é o investimento em educação. Fala-se nisso há anos e mesmo assim os índices mostram que o Brasil ainda é o aluno bagunceiro do fundão da sala que está repetindo de ano.

Mas o que é educação, na verdade? Como fazer educação? Há uma reflexão sendo feito a respeito desse conceito pelo psiquiatra chileno Claudio Naranjo, autor de 19 títulos e um dos indicados ao Nobel da Paz de 2015.

A frase do título é dele. O chileno concedeu uma entrevista à Época onde falou algumas verdades doloridas sobre o conceito de educação que está sendo disseminado.

“A educação funciona como um grande sistema de seleção empresarial. É usada para que o estudante passe em exames, consiga boas notas, títulos e bons empregos. É uma distorção do papel essencial que a educação deveria ter”.

Confunde-se educação com inteligência nas escolas, com melhor desempenho, melhores notas e melhores recomendações para os currículos. A pessoa com o QI mais alto do mundo é também a mais educada? Provavelmente não, e é esse o ponto martelado por Naranjo.

“Temos um sistema que instrui e usa de forma fraudulenta a palavra educação para designar o que é apenas a transmissão de informações […] É um sistema que quer um rebanho para robotizar. A criança é preparada, por anos, para funcionar num sistema alienante, e não para desenvolver suas potencialidades intelectuais, amorosas, naturais e espontâneas”.

Sabendo disso, como quebrar essa escrita? O psiquiatra indaga qual a necessidade dessa aberração, nas palavras dele, de as escolas fazerem com que os alunos passem horas inertes, ouvindo como é a flora num local distante ou os nomes dos afluentes de um grande rio em detrimento a conhecimentos muito mais próximos e úteis, de acordo com as capacidades e necessidades de cada um.

A principal crítica que Claudio Naranjo faz é a da escola, em geral, optar por uma educação massificada e não pessoal, eliminando as individualidades e características que cada pessoa, como ser único, possui. Já a principal motivação sua é combater esse sistema e transformar os educadores em profissionais mais amorosos, acolhedores e afetivos.

“O objetivo é preparar os professores para que eles se aproximem dos alunos de forma mais afetiva e amorosa, para que sejam capazes de conduzir as crianças ao desenvolvimento do autoconhecimento, respeitando suas características pessoais. Comprovamos por meio de pesquisas que esse é o caminho para formar pessoas mais benévolas, solidárias e compassivas”.

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*Fonte: pensarcontemporaneo

Envy of None, nova banda de Alex Lifeson, anuncia álbum e lança single

Icônico guitarrista do Rush revelou detalhes sobre projeto e já soltou música “Liar”, que pode ser ouvida no YouTube e principais plataformas de streaming

O guitarrista Alex Lifeson, eterno membro do Rush, anunciou sua nova banda chamada Envy of None. O álbum que leva o nome do projeto será lançado no dia 8 de abril e o primeiro single “Liar” já pode ser conferido no vídeo incorporado abaixo.

“Como membro fundador do Rush, Alex Lifeson foi capaz de explorar mais terrenos musicais do que qualquer outro guitarrista, levando o rock a novos patamares progressivos ao longo das décadas e sempre da maneira mais inventiva. Sua influência pode ser ouvida em inúmeras bandas ao redor do mundo. Ao longo dos últimos anos, Lifeson tem se concentrado em um novo projeto que, não importa o quão bem você esteja familiarizado com sua discografia, sem dúvida quebrará todas as sementes de expectativa e explodirá a mente. Esse projeto é Envy Of None”, diz o texto que acompanha o vídeo no YouTube.

Envy of None e Alex Lifeson
A banda que irá acompanhar a nova empreitada de Alex Lifeson é formada pelo baixista e vocalista Andy Curran, o guitarrista Alfio Annibali e a vocalista Maiah Wynne. A dupla de bateristas será formada por Tim Oxford e David Quinton Steinberg. Segundo Lifeson, a sonoridade será focada no pop, industrial e synthrock.

*Por Gustavo Maiato
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*Fonte:

Like não é afeto, seguir de volta não é amizade e rede social não é vida real!

Like não é afeto, seguir de volta não é amizade e rede social não é vida real!

Estamos carentes. No fundo, somos carentes. Embora a gente tente viver sem ter que contar muito com os outros, existem momentos que parecem pedir a presença de alguém.

É perfeitamente possível ir ao cinema, a bares, a shoppings e a baladas sozinho, bem como curtir a própria casa sem companhia alguma. Porém, em determinadas situações, poder contar com alguém faz diferença.

Com a pandemia, as redes sociais foram importantes para que pudéssemos manter o contato com as pessoas que amamos, muitos de nós precisamos nos conectar online, relegando os encontros da vida real ao quase esquecimento.

É possível bater papo em chats virtuais, inclusive escolhendo assuntos de interesse, entre outros, o que traz a ilusão de companhia verdadeira. Mas não: há uma tela separando os interlocutores, o que encoraja muitos a fingir, mentir, mascarar.

NÃO DÁ PARA CONFIAR APENAS NO QUE O OUTRO DIGITA, OU MESMO EXPÕE VIA WEBCAM.

Somos seres gregários, somos sentimentos e precisamos de troca de energia, de sentidos, de contato, de afeto. Precisamos de proximidade, de olho no olho, de abraços apertados.

Pode ser até bom conversar virtualmente com alguém que parece nos entender e nos conhecer bem, porém, o calor humano jamais será substituído por palavras ao longe.

Saber que tem alguém que virá até nós, quando assim for preciso, acalenta e acalma a nossa alma.

Sua conta no Instagram pode ter milhares de seguidores, sua lista de amigos no Facebook pode ser imensa, você pode participar de inúmeros grupos no WhatsApp, mas quem realmente se importa com você, a ponto de responder, ali ao lado, às suas chamadas doloridas, muito provavelmente é a pessoa que faz questão de se encontrar pessoalmente com você.

E, para essa pessoa, não importa a duração ou a frequência desses encontros e sim a intensidade da verdade que seu afeto carrega.

A GENTE ACHA QUE SE BASTA, QUE NÃO PRECISA DE NINGUÉM, MAS NEM SEMPRE É ASSIM, AMIZADE VERDADEIRA É FÔLEGO PARA A ALMA E FORTALECE O CORAÇÃO.

Quando o abismo abre sob nossos pés, a gente tenta procurar mãos que nos sustentem e abraços que nos confortem.

Um amigo, um irmão, um amor, não importa: nossa escuridão acaba procurando a luz no olhar de um outro além de nós.

A fé nos fortalece e é imprescindível, mas a luz de uma amizade que se importa com a gente nos empurra, faz a gente esperançar coisas melhores.

*Por Robson Hamuche
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*Fonte: resilienciamag

Elza Soares morre aos 91 anos

Ela morreu de causas naturais em casa no Rio de Janeiro nesta quinta (20). Uma das maiores cantoras do Brasil, ela lançou 34 discos com mistura de samba, jazz, eletrônica, hip hop e funk.

Elza Soares morreu aos 91 anos nesta quinta-feira (20), no Rio de Janeiro. “É com muita tristeza e pesar que informamos o falecimento da cantora e compositora Elza Soares, aos 91 anos, às 15 horas e 45 minutos em sua casa, no Rio de Janeiro, por causas naturais”, diz o comunicado enviado pela assessoria da cantora.

“Ícone da música brasileira, considerada uma das maiores artistas do mundo, a cantora eleita como a Voz do Milênio teve uma vida apoteótica, intensa, que emocionou o mundo com sua voz, sua força e sua determinação.”

“A amada e eterna Elza descansou, mas estará para sempre na história da música e em nossos corações e dos milhares fãs por todo mundo. Feita a vontade de Elza Soares, ela cantou até o fim.”

O corpo da cantora será sepultado no Jardim da Saudade Sulacap, na tarde de sexta-feira (21), depois do velório no Theatro Municipal do Rio.

Pedro Loureiro, empresário de Elza, disse ao g1 que a cantora estava bem e tinha gravado um DVD dois dias antes. Ela acordou e fez fisioterapia. Estava com a respiração ofegante, mas garantiu a todos que estava bem. Mas foi ficando mais ofegante e disse aos familiares: “Eu acho que eu vou morrer”.

A declaração acendeu o alerta: os familiares foram checar sua pressão e oxigenação, e notaram uma pequena alteração. Pedro e os familiares chamaram o médico de Elza, que enviou uma ambulância para o local por precaução, mas 40 minutos depois, Elza foi mudando o semblante, até que apagou.

“Foi uma morte tranquila, sem traumas, sem motivo. Morreu de causas naturais. Esse, aliás, era um grande medo dela: ter uma morte sofrida, por doença. Hoje, ela simplesmente desligou”, conta Pedro.

Do sambalanço à eletrônica
Elza Gomes da Conceição é considerada uma das maiores cantoras da música brasileira. Filha de uma lavadeira e de um operário, ela foi criada na favela de Água Santa, subúrbio de Engenho de Dentro. Elza cantava, desde criança, com a voz rouca e o ritmo sincopado dos sambistas de morro.

Casou-se obrigada aos 12 anos, virou mãe aos 13 e viúva aos 21. Foi lavadeira e operária numa fábrica de sabão. Por volta dos 20 anos fez seu primeiro teste como cantora, na academia do professor Joaquim Negli. Foi contratada para a Orquestra de Bailes Garan e seguiu no Teatro João Caetano.

Ela começou a se destacar na música como parte da cena do sambalanço com “Se Acaso Você Chegasse”, em 1959.

Nos 34 discos lançados, ela se aproximou do samba, do jazz, da música eletrônica, do hip hop, do funk e dizia que a mistura era proposital. O último disco lançado foi “Planeta Fome”, em 2019.

A expressão era uma alusão ao episódio em que foi constrangida por Ary Barroso no programa de calouros que participou nos anos 50. “De que planeta você vem, menina?”, ele disse. E ela respondeu: “Do mesmo planeta que você, seu Ary. Eu venho do Planeta Fome.”

“Eu sempre quis fazer coisa diferente, não suporto rótulo, não sou refrigerante”, comparava Elza. “Eu acompanho o tempo, eu não estou quadrada, não tem essa de ficar paradinha aqui não. O negócio é caminhar. Eu caminho sempre junto com o tempo.”

Desde que lançou o álbum “A mulher do fim do mundo”, em 2015, a cantora viveu mais uma fase de renascimento artístico. “Me deixem cantar até o fim”, pediu Elza em verso da música que batiza o álbum.

Começo no samba
Mais voltada para o samba, a primeira fase da cantora tem discos gravados nos anos 60 com o cantor Miltinho (1928–2014) e o baterista Wilson das Neves (1936–2017).

Fazem parte desta era lançamentos como “O samba é Elza Soares” (1961), “Sambossa” (1963), “Na roda do samba” (1964) e “Um show de Elza” (1965).

Outras fases vieram. Nos anos 70, escolheu cantar o samba de ritmo mais tradicional. A fase rendeu sucessos como “Salve a Mocidade” (Luiz Reis, 1974), “Bom dia, Portela” (David Correa e Bebeto Di São João, 1974), “Pranto livre” (Dida e Everaldo da Viola, 1974) e “Malandro” (Jorge Aragão e Jotabê, 1976).

A cantora amargou período de ostracismo na década de 1980. Em 1983, sofreu com a morte do jogador Garrincha, com quem teve um relacionamento por 17 anos.

Devido a essa fase de menos sucesso, ela pensou até em desistir da carreira, mas resolveu procurar Caetano Veloso, em hotel de São Paulo, para pedir ajuda.

O auxílio veio na forma de convite para participar da gravação do samba-rap “Língua”, faixa do álbum do cantor, “Velô” (1984).

Essa participação mostrou a bossa negra de Elza Soares a uma nova geração e abriu caminho para que a cantora lançasse, em 1985, um álbum menos voltado para o samba. “Somos todos iguais” tinha música de Cazuza (1958–1990).

Em 2002, com direção artística de José Miguel Wisnik, fez um dos álbuns mais modernos da discografia, “Do cóccix até o pescoço”. No ano seguinte, foi a vez de “Vivo feliz”, mais voltado para a eletrônica.

Elza seguia fazendo shows até antes da pandemia da Covid-19 e cantou em lives. Ela estava produzindo um novo álbum de estúdio que pode ter lançamento póstumo.

Nesta semana, ela também se apresentou em shows no Theatro Municipal de São Paulo que foram gravados para o lançamento de um DVD.

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Fonte: g1