Amorica – um caso de amor antigo

Na época em que o The Black Crowes (uma de minhas bandas preferidas de todos os tempos), lançou o álbum Amorica (1994), eu já era fanzaço da banda. E diga-se, naquela época não era fácil conseguir álbuns de certas bandas não tão conhecidas ou em começo de carreira. Os dois primeiros álbuns do “Crowes”, por exemplo, eu consegui apenas em fitas K7 naquele tempo, mais tarde é claro dei jeito e arrumei essas versões em CDs oficiais – thanks GOD!

Então quando pintou o AMORICA eu já esperava ansioso, os anteriores eu conheci depois de já terem sido lançados, esse não, eu curtia a banda e era o lançamento da vez, pão quentinho saindo do forno, comprei assim que foi lançado por aqui. E surpresa mesmo foi a arte da capa, um corpo de mulher de biquini com alguns pentelhos aparecendo… UAU! Achei incrível, a cara dos Crowes. Na loja já havia as “duas versões”, essa original libidinosa e uma outra mais comportada (o álbum havia sido censurada lá nos EUA, mas aqui no Brasil lançaram então nas duas opções – nem tudo no Brasil é ruim). Não via a hora de chegar em casa e escutar com calma o CD inteiro, degustando faixa a faixa com grande atenção.

Mas daí veio uma certa decepção, o álbum não era tão invocado como o anterior, achei muito cheio de baladas, um tanto calminho para o que eu imaginava ou esperava.Acontece! Bem, mas nada melhor do que o tempo passar e nos dar uma nova chance de avaliação sobre os fatos. Em resumo, já há um bom tempo, se tornou um de meus álbuns preferidos na discografia da banda, com músicas sensacionais, cheias de sutilezas e pequenos detalhes incríveis. Tem muita guitarra com slide, teclados matadores e toda aquela timbreira vintage cuidadosamente temperada, que a banda sempre foi mestre em produzir. Um disco muito phoda! Um dos poucos álbuns que depois de tantos anos, nunca me cansou de ouvir.

Então pensando nisso, hoje selecionei aqui algumas faixas. Se você for realmente um “rocker’ safo, vai tentar escutar esse álbum inteiro, porque vale a pena. Não é tão cheio de hits ou riffs poderosos como alguns outros da discografia deles, afinal, depois do estrago (no bom e melhor sentido) que o incomensurável The Southern Harmony and Musical Companion” (1992) fez, bem, não fica nada fácil fazer um outro álbum tão phoda, mas assim mesmo é MUITO BOM! talvez seja necessário uma certa maturidade para ouvi-lo bem. Já dizia o fiolósofo – “nem tudo, é para todo mundo”! Já não foi para mim uma vez.

Então… Boa viagem, curta, aumente o som e não se engane, só porque são música slentas não quer dizer que não seja rock até o talo. Faça um favor a si mesmo e deixe de ser cuzão!

*A preferidona do álbum

 

 

Restrição de calorias pode prolongar a expectativa de vida, sugere estudo

Cortar calorias que você come pode expandir sua expectativa de vida, e agora nós temos uma ideia do porquê. Um estudo em que as pessoas comeram quinze por cento menos calorias do que o habitual descobriu que comer muito menos tem grandes efeitos sobre o que acontece com o corpo durante o sono.

Muitos estudos descobriram que a restrição calórica estende a expectativa de vida de animais como vermes (especialmente no nematelminto Caenorhabditis elegans), moscas, camundongos e até macacos. As descobertas têm incentivado milhares de pessoas a optar por comer cerca de 15 a 18 por cento menos calorias do que o limite diário recomendado, na esperança de que conseguirão viver mais e com vidas mais saudáveis — e há alguma evidência de que essas pessoas têm melhores colesterol e níveis de glicose no sangue.

Para investigar isso ainda mais, Leanne Redman, do Centro de Pesquisa Biomédica Pennington, em Louisiana, e seus colegas aleatoriamente atribuíram dietas normais ou com calorias restritas a 53 adultos. Por dois anos, 34 dessas pessoas comeram quinze por cento menos calorias, enquanto os outros comiam tanto quanto queriam.

A dieta calórica-restritiva parecia causar alguns efeitos interessantes. No segundo ano do estudo, aqueles que comem menos calorias mostraram uma queda dramática em suas taxas metabólicas à noite, e uma queda pequena, mas significativa, em sua temperatura corporal noturna. “O metabolismo medido durante o sono foi reduzido em dez por cento”, disse Redman.

Menos estresse celular

As análises das amostras de sangue dos participantes da pesquisa revelaram que essas pessoas também experimentaram uma queda de vinte por cento no estresse oxidativo — danos às células causadas pelos subprodutos do metabolismo. Pensa-se que os danos ao DNA e às células causados pelo estresse oxidativo são as características chaves do envelhecimento.

Redman acha que uma dieta de baixa caloria pode levar o corpo a ter uma taxa metabólica de repouso menor. Este pode ser um mecanismo evolutivo para economizar energia quando o alimento é escasso, como é visto em animais que hibernam.

“Este estudo é o primeiro a mostrar que os humanos respondem à restrição calórica por uma redução na taxa metabólica de repouso”, diz Luigi Fontana da Universidade de Washington, no Missouri, à New Scientist. Mas ele diz que esta queda no metabolismo não é necessariamente o que causa o aumento da longevidade em animais em dietas restrições calóricas. Ele acha que as mudanças em como as células sentem a disponibilidade de alimentos são susceptíveis de ser mais importante.

No entanto, mesmo que se foi descoberto que funciona bem em pessoas, a restrição calórica não é para todos. No início, isso requer planejamento muito cuidadoso de refeição, e os efeitos colaterais podem incluir uma perda de libido e sensação de frio.

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*Fonte: sociedadecientifica

Sistema que promete limpar o Oceano Pacífico está prestes a entrar em operação

Uma fundação holandesa chamada Ocean Cleanup está preparando um sistema inédito que promete ser capaz de limpar a Grande Porção de Lixo do Pacífico, uma área de quase 1,4 milhão de quilômetros quadrados repleta de plástico poluindo o Oceano Pacífico há décadas.

O sistema criado pela fundação, apresentado em detalhes no ano passado, agora está prestes a começar a operar. A equipe da Ocean Cleanup já está desenvolvendo o primeiro protótipo das redes gigantes num porto em São Francisco, nos EUA. Ele deve ser colocado no mar até o fim do ano, segundo a rede CBS.

Todo o sistema começa com um tubo de 600 metros de extensão feito de um plástico maleável e ao mesmo tempo super resistente chamado HDPE (polietileno de alta densidade). Boiando no oceano em formato de “U”, ele serve de barreira para o lixo que navega pelas águas do Pacífico.

Barreiras em alto mar não são novidade, mas o segredo deste sistema é uma âncora móvel que serve para levar o tubo gigante de HDPE de um ponto a outro, sempre seguindo a correnteza e sempre um passo à frente do lixo, que também se move junto com as águas do oceano de forma imprevisível

A barreira fica apenas na superfície, de modo que não possa capturar peixes ou outras formas de vida marinha que passem por baixo dela, como redes convencionais fazem. Quando a barreira estiver carregada de lixo, é só colocar numa rede e tirar tudo da água.

O primeiro grande tubo de HDPE deve ser colocado no oceano até o fim do ano. Se funcionar, o plano é colocar mais 60 deles em operação, espalhados por todo o Oceano Pacífico. O objetivo final é coletar as 80 mil toneladas de plástico da Grande Porção de Lixo em cinco anos, e depois reciclar todo esse material.

*Por Lucas Carvalho

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*Fonte: olhardigital

6 dicas para aumentar a vida útil dos pneus

Transitar nas vias dos grandes centros urbanos exige muita atenção do motorista — por exemplo, com relação aos limites de velocidade, que, obviamente, devem ser respeitados. Mas existem outros fatores que influem na segurança do condutor e da carga que está sendo transportada. Passar “com tudo” sobre lombadas e valetas, às vezes por desatenção, é um deles. No entanto, são os buracos que desafiam a paciência de quem está no comando do veículo e, em todos esses casos, os pneus são os que mais sofrem. Alguns cuidados ajudam a prolongar a vida útil deles.

1 – Se não der para evitar vias esburacadas, ao menos, transite em baixa velocidade nesses pontos. Do contrário a estrutura dos pneus vai pagar o pato.

2 – Acelerar e frear bruscamente, além de ser extremamente perigoso, são hábitos a serem evitados, pois isso desgasta mais os pneus.

3 – Fazendo as manutenções preventivas do veículo, não só os pneus como o sistema de suspensão irão passar por check-ups periódicos. Portanto, não pule as revisões programadas.

4 – Pode parecer bobagem, mas manter a calibragem correta dos pneus evita vários problemas — ainda mais em se tratando de um veículo de carga. Faça isso sempre com os pneus frios, seguindo a pressão indicada pelo fabricante (essa informação pode ser encontrada no manual).

5 – Volante “puxando” para o lado é sinal de falta de alinhamento e balanceamento — problema muitas vezes ocasionado por buracos. Procure a assistência técnica o quanto antes, pois isso também gera desgaste dos pneus.

6 – Especialistas dão a dica: calibre seus pneus a cada dois abastecimentos do carro, para garantir uma boa vida útil deles.

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*Fonte: revistapegn

A origem de bater na madeira para afastar maus pensamentos

Porque é que as pessoas batem na madeira para afastar os maus pensamentos?

Bater três vezes na madeira para afastar a má sorte, é um costume com séculos de existência, que sobreviveu até aos dias de hoje!

Há cerca de 4 mil anos atrás, os índios da América do Norte verificaram que o carvalho era a árvore mais atingida pelos raios.

Concluíram, então, que a imponente árvore era a morada dos deuses na Terra e toda vez que se sentiam culpados por alguma coisa, batiam no tronco dos carvalhos com os nós dos dedos, para chamar os deuses e pedir perdão.

 

 

 

 

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*Fonte: brasilkk

Estamos cada vez mais perto da imortalidade?

Os avanços científicos e tecnológicos dos últimos anos levaram certas pessoas a pensar que podemos vencer a morte. Como faremos isso? Como seria uma sociedade de imortais?

Um dos grandes sonhos do ser humano é vencer a morte. São vários os exemplos de personagens (de mitológicos a literários) que tentaram derrotar as parcas e brincar de ser Deus. Hoje, cada vez mais linhas de pesquisa pretendem estender a vida a limites até então impensáveis. Porém, será que isso terá alguma consequência, como nas antigas lendas ou nos modernos livros de ficção científica?

Há alguns anos, começou-se a falar com cada vez maior insistência no transumanismo. Tal teoria dita que os avanços tecnológicos e científicos nos permitirão vencer as limitações do nosso corpo. Em teoria, já somos transumanos: usamos óculos, implantes para a surdez, marca-passos etc. Além disso, a possibilidade de cura das doenças graças à edição genética está começando a se tornar realidade.

Porém, o objetivo do transumanismo vai além: alcançar a pós-humanidade, um estado no qual o ser humano controla seu próprio destino e vence os problemas da vida física.

Nesse sentido, o corpo pode passar a ser unicamente um acessório: alguns dos transumanistas mais famosos, como o multimilionário russo Dmitry Itskov, dizem que acabaremos registrando nossa consciência em um suporte digital para poder trasladá-la a diferentes avatares. Segundo esse visionário, alcançaremos esse estado em menos tempo do que acreditamos, ao redor do ano 2045. Por isso, Dmitry batizou seu ambicioso projeto com essa cifra.

Livrar-nos do “gene da morte”

Outra guru da imortalidade é Cynthia Kenyon, bióloga molecular e vice-presidente de Pesquisas do Envelhecimento da Calico, aposta biotecnológica do Google (Sergey Brin, um dos fundadores do Google, é outro dos magnatas que mais investem nesta busca do “Santo Graal”).

Em 1981, Cynthia Kenyon descobriu os mecanismos reparadores do DNA. Em 1993, dobrou a duração da vida da espécie de verme C. Elegans alterando um único gene, chamado “o gene da morte”. Suas pesquisas conseguiram prolongar a vida de animais de laboratório em mais de 30%.

Com ou sem gene, existem espécies que parecem ter propriedades que as tornam especiais ao longo da vida, do chamado urso de água, que pode sobreviver nas condições mais extremas, até o axolote, a lagosta e o rato-toupeira-pelado. Este último, uma espécie de roedor que vive no Chifre da África, fascina os cientistas, pois não padece de câncer. Recentemente, descobriu-se que, por mais que vivam, não envelhecem: seu risco de morte é o mesmo com quatro ou vinte anos, algo que no ser humano se multiplica quando saltamos de uma década a outra.

Outros pesquisadores decidiram se adiantar e pesquisar diretamente no próprio corpo. Como a norte-americana Elizabeth Parrish, diretora-executiva da start-up Bioviva. Há dois anos, ela anunciou que se submetera a um tratamento de terapia de genes que deixou suas células duas décadas mais novas. Para evitar a dura legislação da Agência de Medicamentos dos EUA (FDA), ela viajou à Colômbia para submeter-se à experiência.

O tratamento envolvia injeções de material genético que permitiam estender os telômeros, regiões do DNA nos extremos dos cromossomos, cuja longitude está relacionada ao envelhecimento celular. Elizabeth Parrish fez o tratamento aos 44 anos. Por isso, será preciso esperar algumas décadas para comprovar o êxito da terapia.

Viver mais de mil anos

No entanto, quem sempre é citado no que se refere ao transumanismo é uma pessoa com imagem e nome exóticos: Aubrey de Grey, que com sua barba comprida parece um personagem da Liga Extraordinária, não um cientista.

Esse técnico em gerontologia dirige a SENS Foundation Research, instituição que pesquisa os problemas associados ao envelhecimento de uma perspectiva mais ampla que a do próximo tratamento contra o Alzheimer ou o câncer, doenças que o próprio Aubrey De Grey afirma que não serão curadas simplesmente por serem manifestações da idade: degradação neuronal ou genética.

No entanto, ele confia cegamente que a medicina será capaz de reparar os danos do corpo e afirma ser mais provável que, quando isso for alcançado, não vivamos apenas duzentos ou trezentos anos, mas mil. Aubrey De Grey é cofundador da Methuselah Foundation (Fundação Matusalém, em honra ao personagem bíblico que chegou a viver quase mil anos) junto a Paul F. Glenn, magnata dono do Cycad Group, fundo de capital de risco tecnológico.

Respaldo científico

Para Antonio Diéguez, catedrático de Lógica e Filosofia da Ciência na Universidade de Málaga (Espanha) e autor do livro Transhumanismo. La búsqueda tecnológica del mejoramiento humano [Transumanismo: A busca tecnológica do aprimoramento humano], esses projetos, embora “não careçam por completo de base racional”, necessitam um respaldo científico que ainda não é muito claro.

Um exemplo: a possibilidade de trasladar a consciência de corpo a corpo. “A noção de mente e consciência que subjaz esse tipo de afirmação é bem discutível”, comenta Antonio Diéguez. “Concebemos a mente como uma espécie de software que pode ser trasladado a diferentes hardwares e continuar funcionando com normalidade”, algo que está “longe de se tornar evidente”.

Mas… seremos capazes de viver tanto?

A expectativa de vida aumentou enormemente no século XX. Na Espanha, por exemplo, em 1919, quando foi criado o primeiro sistema público de previdência e se fixou a idade de aposentadoria em 65 anos, a expectativa de vida não chegava a 50. Hoje, é de 83 anos, superada apenas pelo Japão.

Mas devemos ter em conta que tal aumento se deve sobretudo à redução da mortalidade infantil. Eliminado esse fator, o aumento da longevidade em um século foi de cerca de 20 anos, o que é um dado positivo.

Por outro lado, segundo um estudo demográfico feito em 40 países e realizado pelo Albert Einstein College de Nova York, embora cada vez mais gente supere os cem anos, a vida parece ter alcançado seu ponto máximo nos 122 anos. Essa foi a idade com a qual morreu a pessoa mais longeva que já existiu, Jeanne Calment. Essa francesa faleceu em 1997. Hoje, duas décadas mais tarde, ninguém a superou, embora tenha aumentado o número de indivíduos centenários.

O que faremos quando nos tornarmos imortais?

Antonio Diéguez se mostra crítico com o mundo utópico vendido pelos gurus do transumanismo. Quando poderia se aposentar uma pessoa com expectativa de vida superior a, digamos, 300 anos? “Obviamente, nenhum sistema de bem-estar está preparado para algo assim. Não apenas teríamos que continuar trabalhando muitos mais anos, teríamos também que gerar controles de natalidade bem estritos” e “teríamos que mudar de profissão a cada certo tempo, pois não parece provável que um mesmo trabalho nos satisfaça durante centenas de anos”.

Para ele, a ideia de uma sociedade de seres imortais é “uma distopia, no mínimo, pouco animadora”. Ele não vê claro que os males do ser humano seriam resolvidos: “Os transumanistas tendem a pensar que os problemas sociais terão soluções tecnológicas; são, portanto, promotores mais ou menos involuntários de uma sociedade tecnocrática na qual restaria pouco espaço para a deliberação política de questões centrais.”

É possível intuir, além disso, uma brecha social. “O acesso a essas tecnologias de biomelhoramento ou “ciborguização” estará restringido às pessoas que possam pagá-lo.” E conclui: “É bem duvidoso que a sociedade possa oferecer oportunidades adequadas a todos os indivíduos melhorados tecnologicamente. Nem todos podem ser intelectuais, escritores de sucesso ou grandes artistas, esportistas ou cientistas. O nível de frustração pessoal poderia ser muito grande.”r

É possível que, como diz Aubrey de Grey, já tenha nascido a pessoa que viverá mais de mil anos. O que ainda não sabemos é em que tipo de sociedade ela viverá sua longa vida.

*Por Marcos Domínguez

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*Fonte: thedailyprosper

Afinal, por que é que o Brasil nunca deixa de ser pobre?

Mais de 40 milhões de brasileiros moram em residências sem acesso a água potável, mesmo estando no país com as maiores reservas de água doce do mundo. Em um terço dos 1.444 municípios do semi árido nordestino, mais de 10% das crianças sofre de desnutrição – no país que mais produz proteína animal no planeta.

Mergulhando um pouco mais na história brasileira, não é difícil perceber que riquezas naturais e qualidade de vida para a população não são necessariamente coisas que andam lado a lado. Nosso imenso potencial tem feito justamente o contrário, nos ajudando a empacar em uma nada agradável 80ª posição mundial quando o assunto é a riqueza produzida por cada cidadão. Não faz sentido. Lendo a próxima página, no entanto, você vai entender os porquês.

Primeiro, vamos rebobinar a fita da história até o século 17. Na época, o Brasil e as colônias britânicas que viriam a formar os Estados Unidos já representavam polos antagônicos na economia mundial, mas na posição inversa da de hoje.

Por aqui, produzíamos a maior riqueza conhecida na época, a cana de açúcar, que foi capaz de tornar Recife uma das cidades mais ricas do mundo. Nas colônias da América do Norte não havia um clima propício para a cana. A solução, então, foi improvisar. Primeiro, elas se tornaram um grande fornecedor de alimentos e animais de tração para as ilhas caribenhas que disputavam a produção de cana com o Brasil – já que nessas ilhas todo o território se destinava à produção de açúcar.

Aí que as coisas começaram a se desenhar. Enquanto nós e os caribenhos caíamos de cabeça na monocultura de cana, a América do Norte usava o ouro que recebia das Antilhas para criar variedade na agricultura, na pecuária, na pesca. Tudo num círculo virtuoso capaz não só de distribuir melhor a riqueza, como de criar mais riqueza. Da necessidade cada vez maior de barcos de pesca, por exemplo, surgiu uma indústria naval que logo passaria a vender embarcações para as potências europeias.

No Brasil, acontecia justamente o contrário. A cana enriquecia meia dúzia de senhores de engenho, e essa renda permanecia concentrada. Em vez de regar outros setores da economia, acabava reinvestida em mais monocultura. E seguimos assim até o século 20. Agora o café era a nova cana. Fora isso, pouco havia mudado.

A concentração de renda na economia fomentou a concentração de poder na política. Nisso, a república brasileira consolidou-se como uma sociedade extrativista, na qual esse pequeno grupo se alimentava do poder político para manter inabalado seu poder econômico, dificultando qualquer forma de inovação ou de empreendedorismo.

Lá fora, por outro lado, a diversificação dos negócios diluiu tanto o poder econômico como o político, e a inovação ganhou um papel relevante. “Inovação”, aliás, já virou uma palavra vazia, de tão mal usada. Então vamos aqui para um exemplo clássico. No Brasil, construímos nossas ferrovias com o intuito de escoar o café. Nos EUA, a malha ferroviária desenvolveu-se num primeiro momento para transportar a produção de alimentos. Num segundo, para escoar petróleo, popularizado por John D. Rockfeller na segunda metade do século 19 (ainda como fonte de energia para lâmpadas de querosene, não para carros). E aí veio uma inovação de fato: tendo de pagar cada vez mais aos donos das ferrovias, John D. decidiu construir oleodutos. Aos donos das ferrovias, coube buscar novos clientes. E aí aconteceu uma inovação ainda mais importante.

No Brasil colônia, o dinheiro do açúcar enriqueceu meia dúzia. Nos EUA, que nem produziam cana, ele criou uma indústria.

As ferrovias acabaram fomentando o comércio a distância, que também estava nascendo no final do século 19. Resultado: cem anos atrás, um americano típico já conseguia mobiliar a casa toda comprando produtos por catálogos, mesmo que morasse em uma cidade afastada. Numa cajadada só, isso bombou a demanda e a oferta de todo tipo de produto. Ou seja: ao mesmo tempo em que atiçava o comércio, isso diluía ainda mais o poder econômico – e, com ele, o poder político.

Como virar o jogo?

Para que a sua economia cresça você precisa unir trabalho (população), capital (máquinas, terras, equipamentos) e tecnologia (educação). A concentração de poder econômico e político joga contra os dois últimos fatores. É que ela gera aquilo que o pessoal da economia chama de “instituições extrativistas”. Estamos falando em leis escritas por quem se beneficia dessas mesmas leis, em governos que, via impostos, fazem com que os pobres banquem privilégios dos ricos, em uma educação que só atende um pequeno grupo de privilegiados.

Tais instituições aniquilam a educação e dão um tiro de carabina no empreendedorismo. Ou seja: o capital continua fixo nas mãos da meia dúzia de sempre, além de perdermos a capacidade de produzir tecnologia.

Na prática, isso explica por que um americano médio produz quatro vezes mais riqueza que um brasileiro, ou por que alcançaremos apenas em 2026 a mesma produtividade que cada cidadão americano tinha no início da década de 1960.

Pudera. Em termos proporcionais ao PIB, investimos três vezes menos em educação básica do que a média dos países ricos, ao mesmo tempo em que gastamos mais do que a média em ensino superior. Na prática, seis em cada dez alunos que entrem hoje na USP estão entre os 20% mais ricos da população.

Ainda que de maneira invisível, fomentamos a manutenção da desigualdade e o extrativismo de renda de formas que vão bem além do furto que você sofre todos os dias ao pagar impostos para financiar Joesley Batista e cia.

Vendedores de matéria-prima

Tudo isso ajuda a explicar por que os grandes produtos de exportação do Brasil sejam soja, minério de ferro, petróleo cru, carne, café e açúcar, enquanto os dos EUA são aviões, medicamentos, circuitos integrados. Ainda que não nos consideremos mais um país agrário, mantemos instituições idênticas às dos nossos tempos de colônia, moldadas para perpetuar problemas. Enquanto a nossa educação for uma piada; nossos impostos, uma forma de transferir renda dos pobres para os ricos, e boa parte dos nossos políticos, meros capachos de grandes empresas, não vai ter outro jeito: seguiremos na mesma, como um país desigual que vive para exportar matéria-prima. Vai um caldo de cana?

*Por Felippe Hermes

 

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*Fonte: superinteressante

Confira quantas horas você precisa dormir de acordo com sua idade

A maioria das pessoas sabe que ter uma boa noite de sono é importante, mas poucos passam oito ou mais horas debaixo dos lençóis.

Para complicar ainda mais as coisas, estimulantes como café e bebidas energéticas, além de despertadores e luzes ─ incluindo as dos dispositivos eletrônicos ─ interferem com o chamado ritmo circadiano, ou relógio biológico.

Embora reconheçam que o sono é especialmente afetado pelo estilo de vida e a saúde de cada indivíduo, um painel de especialistas da National Sleep Foundation, um instituto de pesquisa sem fins lucrativos dos Estados Unidos com sede em Arlington (Virgínia), publicou recomendações gerais sobre quantas horas de descanso são necessárias de acordo com cada faixa etária.

 

Confira as recomendações:

Recém-nascidos (0-3 meses): o ideal é dormir entre 14 a 17 horas por dia, embora também seja aceitável um período entre 11 a 13 horas. Não é aconselhável dormir mais de 18 horas.

Bebês (4-11 meses):
Recomenda-se que o sono dure entre 12 e 15 horas. Também é aceitável um período entre 11 e 13 horas, mas não mais do que 16 ou 18 horas.

Crianças pequenas (1-2):
não é aconselhável dormir menos de 9 horas ou mais de 15 ou 16 hora. É recomendável que o descanso dure entre 11 e 14 horas.

Crianças em idade pré-escolar (3-5):
10-13 horas é o mais apropriado. Especialistas não recomendam dormir menos de 7 horas ou mais de 12 horas.

Crianças em idade escolar (6-13):
o aconselhável é dormir entre 9 e 11 horas.

Adolescentes (14-17):
Devem dormir em torno de 10 horas por dia.

Adultos jovens (18-25):
7-9 horas por dia. Não devem dormir menos de 6 horas ou mais do que 10 ou 11 horas.

Adultos (26-64):
O ideal é dormir entre 7 e 9 horas, embora muitos não consigam.

Idosos (65 anos ou mais):
o mais saudável é dormir 7 a 8 horas por dia.

 

Especialistas também deram dicas sobre como obter um sono saudável.

  1. Manter um horário para dormir, mesmo nos fins de semana.
  2. Ter uma rotina para dormir relaxado.
  3. Exercitar-se diariamente.
  4. Garantir condições ideais de temperatura, ruído e luz no quarto.
  5. Dormir em um colchão e travesseiros confortáveis.
  6. Ter cuidado com a ingestão de álcool e cafeína.
  7. Desligar aparelhos eletrônicos antes de dormir.

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*Fonte: bbc-brasil