Felicitações

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A obsessão por ver séries está absorvendo a nossa vida?

Quantas séries você está acompanhando atualmente? Quantas delas você acha importantes? Quantas continuará recordando com o passar do tempo? A seriefilia deixou de ser uma maldição para virar uma tortura que aflige até os mais fanáticos. Não é raro acabarmos chafurdando em conversas cheias de lamentações sobre o pouco tempo que temos para nos atualizar, como se estar em dia com os lançamentos fosse não mais um prazer, e sim uma exigência.

A pergunta é evidente: esse vício está nos destruindo? Já cansados da Igreja, do futebol e dos programas de celebridades, nós, da imprensa, temos de vez em quando a mania de coroar o novo ópio do povo. Fazemos isso inclusive literalmente, a tal ponto de que uma vez por ano costuma haver uma febre de artigos surpreendendo-se com a volta da heroína às ruas. Pode ser que meter As Séries — assim mesmo, com as devidas maiúsculas — nessa roda-gigante de clichês seja um absurdo, mas não é demais questionarmos o lugar que dedicamos a elas em nossas vidas.

Pensemos.

Você sai para trabalhar. Pega o transporte público. Senta-se. Pronto, em meia hora chegará ao seu destino. Enquanto revira a bolsa ou a mochila em busca daquele livro com o qual pretende se distrair no trajeto, as luzes do ônibus ou do metrô lhe parecem escassas para a leitura, o que o deixa indignado, porque você se sente no direito de exigir uma iluminação digna para ler esses míseros dois parágrafos obrigatórios antes de cochilar. E, olha, que indignação a sua! A alienação da vida moderna faz com que você dedique uma grande importância a esses dois parágrafos de vida interior zumbi. É um placebo de cultura leprosa que se desfaz na sua cabeça como um comprimido efervescente; a armadilha de acreditar que você dá sentido aos momentos mortos da rotina, que um minuto depois acabam se necrosando em uma sesta.

Assim como os ‘junkies’, mentimos para nós mesmos quando vemos que esse novo vício assume o controle das nossas vidas. “Bom, pelo menos é cultura”, dizemos para nós mesmos.

Depois você chega em casa. E aí? Vai reabrir o livro? Ah, bem poderia. Mas não seria melhor deixá-lo para logo antes de ir dormir? Ler na cama, essa quimera. Se você já pega no sono por aí, nas esquinas do transporte público, o que espera que aconteça quando se posicionar entre lençóis cada vez menos frios e mais aclimatados ao seu corpo alquebrado? O que você faz ao chegar em casa não é ler. O que você faz é preparar quatro tranqueiras para o jantar e se colocar na frente desses serviços de streaming tão legais que você contratou por um preço ridículo. Todas as séries do mundo por menos de 30 reais por mês.

E um filme? Quanto tempo faz que você não vê um filme em casa? Ah, você está bem cansado, não vai aguentar duas horas. Além disso, falaram bem dessa série que tem só dez capítulos por temporada e… puxa vida. Vicia. Tinha razão aquele colega, aquele thread do Twitter, aquele amigo da sua namorada, aquela matéria do EL PAÍS que havia botado a série nas nuvens. Você põe mais um capítulo. E mais um. Você não tinha tempo para dedicar sua atenção completa a uma história de 90 minutos, e de repente se vê, como um maníaco salivante, engolindo seis capítulos de 50 minutos cada um, todos eles repletos de subtramas absurdas.

É óbvio que há séries extraordinárias; e é óbvio também que muitas delas, como antes nas décadas de 1950 ou 80, se concentram numa espécie de época dourada, de momentum. A proliferação de plataformas digitais de conteúdo, dispostas a brigar com os serviços de TV cabo, está dando lugar a um excesso que acaba virando um hábito bulímico de consumo. Não é só algo que nos proporciona prazer; é algo que, além disso, nos dá certo status. Permite simular uma espécie de erudição portátil que preenche o papo do elevador, do escritório ou do balcão do bar, já que todos estamos vendo séries e, frequentemente, todos estamos vendo as mesmas séries.

Isto, por um lado, é positivo. A democratização da cultura derruba barreiras e enriquece as pessoas. Fenômenos populares como a seriefilia facilitam novas vias de conversação, de debate e inclusive de trolagem. E, sim, é verdade que ver muitas temporadas de algo (o que quer que seja) nos tira tempo para outras coisas, como ler, mas até que ponto queixar-se disso não é um sinal de esnobismo classista? Pretender que duas obras de arte sejam vistas por cima do ombro é puramente um exercício estúpido. As séries ruins são tão ruins quanto os romances ruins, e o mesmo acontece com as séries e romances (e filmes e discos) medíocres ou brilhantes.

Agora, a histeria viral que acompanha a seriefilia se torna repelente quando nivela o critério para enfrentar a linguagem. Não vemos séries, as seguimos. A cineasta Lucrecia Martel disse recentemente que as séries eram “um passo atrás”. Guillermo del Toro afirmou, em outra declaração recente à imprensa, que recordava muitos grandes momentos televisivos, mas pouquíssimas imagens indeléveis. É verdade que, na era da TV paga e da ficção por streaming, os roteiristas são os autênticos autores; e quase parece que, ouvindo esses cineastas, a realização dos roteiros fica nas mãos de vários operários que têm diante de si a tarefa quase industrial de traduzir suas arrevesadas e complexas tramas em uma sucessão de beabás visuais. Como se a profundidade aristotélica fosse sistematicamente passada pelo moedor do campo/contracampo.

Há muitas exceções; cada vez mais, aliás. Von Trier, Soderberg e Fukunaga se puseram à frente de temporadas inteiras (para não falarmos de Lynch e a odisseia inabarcável de Twin Peaks: O Retorno). Mas, deixando de lado esse ponto de vista meio territorial dos próprios cineastas, várias séries que seguem a linha de trabalho de alternar diretores revelaram momentos visuais comoventes ou belíssimos. Better Call Saul, Hannibal e The Leftovers são alguns exemplos em que a realização é tão importante quanto o roteiro. Então por que nos custa reter essa beleza? Talvez pelo excesso; o costume de ir às séries como o menino guloso vai às bolachas da avó. Colocamos a mão em um frasco de cultura e a levamos à boca com um furor doce e animal.

Quantas vezes você adiou o trabalho daquele projeto pessoal “por um capítulo a mais”? Quantos antissistema se derretem com maratonas de ‘Mr. Robot’?

Por isso, ao chegarmos moídos em casa seguimos as recomendações da nossa plataforma de streaming. Com a fé de encontrarmos um novo dínamo emocional, procuramos desconectar não mais por duas horas, e sim por duas temporadas. Ou quatro. Ou seis. Assim como os junkies, mentimos para nós mesmos quando vemos que esse novo vício assume o controle das nossas vidas. “Bom, pelo menos é cultura”, dizemos para nós mesmos, quando, com triste frequência, o que ativamos em nossas telas é um protetor de tela inteligente que reproduz os mesmos argumentos-clichês que já haviam nos prendido alguma vez (Isto explicaria o sucesso narcótico de Ozark entre os órfãos de Breaking Bad).

Quantos casais dissimulam esses últimos meses anteriores à separação em meio ao espesso nada do binge-watching? Quantas vezes você adiou o trabalho daquele projeto pessoal “por um capítulo a mais”? Quantos antissistema, desses que rimam “televisão” com “manipulação”, se derretem com maratonas de Mr. Robot?

A cultura mais desafiadora é a que nos dá aquilo que não sabemos que queremos, ao passo que as séries, inclusive as melhores séries, vivem por natureza de cumprir uma expectativa que alimentam constantemente. Por esse ralo deixamos que se perca, em espiral, o que há de cinza em nossa rotina. E nos sentimos, isso sim, mas descolados, mais cultos e mais felizes.

*Por: Anxo F. Couceiro

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*Fonte: elpais / Brasil

A síndrome de Burnout

A síndrome de Burnout é a sensação de esgotamento total, de que toda a energia já foi queimada e o corpo e a mente chegaram à exaustão. É uma condição psiquiátrica com sintomas físicos e emocionais causada pelo estresse interpessoal crônico, ou seja, estresse contínuo em todas as atividades que envolvem o contato pessoal, principalmente o trabalho.

Um único evento não leva a Burnout. Outro mito é dizer que a síndrome é o ápice do estresse, mas a pessoa pode chegar a esse estágio e desenvolver outras doenças, como a Síndrome do Pânico. Por isso, a síndrome de Burnout não é só estresse ou cansaço, são alguns fatores que levam a esse quadro.

Os fatores para se chegar a esse problema são divididos em duas categorias:

– Fatores Organizacionais: jornada de trabalho (a noturna costuma dar mais consequências); ambientes estressantes ou insalubres; pouca autonomia; desorganização

– Fatores Pessoais: ansiedade; pessoas idealistas, empolgadas (quanto mais envolvidas no trabalho, mais dedicação, maior a decepção também).
Os sintomas são vários, físicos e emocionais, e são divididos em três esferas:

– Exaustão Emocional: fadiga intensa, falta de forças para enfrentar o dia de trabalho e sensação de ser exigido além dos limites emocionais.
– Despersonalização: distanciamento emocional e indiferença.

– Diminuição da realização pessoal: falta de perspectiva para o futuro, frustração, sentimento de incompetência e fracasso.

Outros sintomas podem aparecer com frequência: dor de cabeça, gastrite, tontura, falta de ar, insônia, palpitações, irritabilidade, dificuldade de concentração e desânimo. Quando a capacidade do corpo é muito forçada, em algum momento ele não aguenta mais. Por isso, a pausa é importante. Atividade física precisa de descanso para os músculos. O trabalho também precisa, mas para a mente.

Dicas
O ideal é saber o que incomoda e tratar a origem do problema, identificar os agentes estressores, mapear as situações e fazer pequenos ajustes (que fazem grandes diferenças):

– Converse com o chefe e colegas;
– Aponte os problemas antes que eles fiquem insuportáveis;
– Procure por tratamento médico e psicológico;
– Dê um tempo do trabalho (ou uma licença ou férias). Quando voltar, volte com calma ou em outra função.

Reação no corpo
Para o corpo, tanto faz se é Burnout ou estresse, ele reage da mesma forma. O organismo está preparado para lidar com o estresse, que é importante porque os “estressados” sobreviveram à seleção natural. Conseguiram fugir do leão porque o estresse deu o gatilho para a fuga.

O problema é o estresse contínuo, em que o sistema de defesa é acionado sempre e desgasta o organismo. Quando estamos em uma situação de estresse, o sistema adrenérgico é acionado. O coração dispara, os vasos sanguíneos se fecham e aumenta a pressão arterial. O coração bate mais rápido para chegar mais sangue aos músculos e aumentar a força para a fuga. Não importa se é uma situação que precisa de fuga ou não, o organismo sempre reage assim quando colocado sob estresse.

O estresse contínuo e intenso pode causar aumento da pressão e problemas cardíacos. A Síndrome de Takotsubo (coração dilata e fica mais fraco) pode ocorrer em uma situação de estresse intenso e agudo. Se a pessoa tiver a coronária entupida, também pode enfartar.

O que ajuda?
Além de reconhecer o agente estressante e resolver esse problema, o exercício físico é um ótimo aliado, porque diminui o nível de estresse. A atividade física regula a frequência cardíaca, deixando-a mais baixa, então quando se tem um evento estressante ela aumenta menos. Por exemplo: uma pessoa que faz atividade tem a frequência em 60, na situação de estresse ela dobra para 120. Quem é sedentário já tem a frequência normal em 90 e no evento de estresse sobe muito mais rápido para 160 batimentos por minuto.

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*Fonte: fasdapsicanalise

30% da população brasileira nunca comprou um livro

Pesquisa ‘Retratos da Leitura no Brasil’ aponta que brasileiros leem em média 4,96 livros ao ano

De acordo com a 4ª edição da pesquisa “Retratos da Leitura no Brasil”, desenvolvida em março de 2016 pelo Instituto Pró-Livro, mais da metade da população brasileira se considera leitora, porém apenas 4,96 livros são lidos por ano. Deste total, 2,43 foram terminados e 2,53 lidos em partes.

A pesquisa considera que é leitor quem leu, inteiro ou em partes, pelo menos 1 livro nos últimos 3 meses. No entanto, os estudos mostram que 30% da população nunca comprou um livro.

Entre as principais motivações para a leitura estão gosto (25%), atualização cultural (19%), distração (15%), motivos religiosos (11%), crescimento pessoal (10%), exigência escolar (7%), atualização profissional ou exigência do trabalho (7%).

A Bíblia é o livro mais lido em qualquer grau de escolaridade. Outros títulos que foram citados como mais recorrentes foram: A Culpa É Das Estrelas, A Cabana, O Pequeno Príncipe, Cinquenta Tons de Cinza, Diário de um Banana, Crepúsculo, Harry Potter e Dom Casmurro.

*Por Isbela Alves

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*Fonte: observatorio3setor

Venda de guitarras despenca quase 80% em cinco anos no Brasil

Por Ricardo Gouveia

Fabricantes de guitarra sofrem com a queda nas vendas não só no Brasil. As duas mais icônicas marcas do setor, as americanas Fender e Gibson, não vão nada bem das pernas. Aqui no Brasil as vendas de todos os instrumentos têm caído ano a ano. É um mercado muito dependente da importação e sofre bastante com o valor alto do dólar. Isso porque até as marcas brasileiras montaram fábricas no exterior.

Mas entre todos os instrumentos, as guitarras são as que apresentam os piores resultados, de acordo com os dados da Anafima (Associação Nacional da Indústria da Música). Comparando os números de importações de 2012 com 2017, as importações de violões caíram 33%. Com os instrumentos de percussão e teclados, por exemplo, a queda foi de 55%. Mas entre guitarras e baixos a queda foi a maior de todas: 78%.
As causas para essa baixa popularidade são várias. Para o presidente da Anafima, Daniel Neves, é difícil prever quais vão ser os destaques no cenário da música nos próximos anos. Ele não acredita que o rock vai acabar ou que as guitarras vão se tornar obsoletas, mas ressalta que o rock vive uma fase de pouca influência sobre os jovens.

“Existe uma questão de moda. O sertanejo foi um estilo musical que pegou. O número de violões sobe, não o de guitarras. Quando a gente tinha um movimento da indústria fonográfica para o forró, o número de acordeons aumentou incrivelmente. Acho difícil dizer se a guitarra vai voltar a ser um instrumento do momento. É muito mais uma questão de quem será que vai reinventar a roda da música”, acredita Daniel.

Edgard Scandurra, da banda Ira! e um dos heróis da guitarra no Brasil concorda que o cenário musical pop atual, também no exterior, não favorece o surgimento de novos guitarristas. Ele, que cresceu admirando guitar heroes, constata que a geração atual não tem estímulos para se dedicar a aprender a tocar um instrumento:

“A música pop hoje em dia não é uma música tocada mecanicamente. Em boa parte, ela é executada no computador. E acho que há um perfil da sociedade também, porque o rock é uma música contestatória. Existe uma atitude de contestação que não vejo muito hoje em dia. Essa moçada fica no computador e no videogame, acho que a juventude anda muito preguiçosa. As pessoas não têm nem muita paciência para ler uma coisa longa, quanto mais pegar uma guitarra, sentar numa cadeirinha e ficar treinando”, alega o guitarrista.

Essa sensação do Scandurra é confirmada pelo educador Rui Fava, autor do livro “Educação 3.0”, que analisa justamente as diferenças no aprendizado entre as gerações. Ele explica que principalmente os jovens nascidos depois do ano 2000 estão cercados de tablets, celulares e videogames, que são aparelhos preparados para serem aprendidos intuitivamente, sem cursos ou muito estudo. Diferente das guitarras:

“É a geração de imediatismo. E aí entra a questão da guitarra porque ela não é touch screen. Eles não têm paciência de fazer treinamento e todo esse estudo porque eles querem coisas grandes e rápidas, mas que sejam imediatas”, explica Fava.

Marcela Silva, de 11 anos, começou a se dedicar ao instrumento aos sete, com a ajuda da Associação Para Iniciação Musical da Criança Carente. As crianças atendidas pela associação contam com instrumentos doados, já que guitarras, baterias e baixos não têm mesmo um preço muito acessível. Mas a questão não está só nos custos. A Marcela conta que, entre os amigos dela, são poucos os que desenvolveram interesse em se dedicar à música ou que gostem de rock.
Novos guitarristas com habilidades como as de Jimmy Page, Jimi Hendrix ou Eric Clapton muito provavelmente vão surgir, pelo menos enquanto tiverem a oportunidade de se dedicarem ao instrumento. O que não dá mais para saber é se esses futuros talentos vão ser ícones da música pop ou da música clássica.

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*Fonte: cbn

“São demasiado pobres os nossos ricos” – por Mia Couto

A maior desgraça de uma nação pobre é que, em vez de produzir riqueza, produz ricos. Mas ricos sem riqueza. Na realidade, melhor seria chamá-los não de ricos mas de endinheirados. Rico é quem possui meios de produção. Rico é quem gera dinheiro e dá emprego. Endinheirado é quem simplesmente tem dinheiro. Ou que pensa que tem. Porque, na realidade, o dinheiro é que o tem a ele.

A verdade é esta: são demasiado pobres os nossos «ricos». Aquilo que têm, não detêm. Pior: aquilo que exibem como seu, é propriedade de outros. É produto de roubo e de negociatas. Não podem, porém, estes nossos endinheirados usufruir em tranquilidade de tudo quanto roubaram. Vivem na obsessão de poderem ser roubados. Necessitavam de forças policiais à altura. Mas forças policiais à altura acabariam por lançá-los a eles próprios na cadeia. Necessitavam de uma ordem social em que houvesse poucas razões para a criminalidade. Mas se eles enriqueceram foi graças a essa mesma desordem.

O maior sonho dos nossos novos-rícos é, afinal, muito pequenito: um carro de luxo, umas efémeras cintilâncias. Mas a luxuosa viatura não pode sonhar muito, sacudida pelos buracos das avenidas. O Mercedes e o BMW não podem fazer inteiro uso dos seus brilhos, ocupados que estão em se esquivar entre chapas, muito convexos e estradas muito concavas. A existência de estradas boas dependeria de outro tipo de riqueza. Uma riqueza que servisse a cidade. E a riqueza dos nossos novos-ricos nasceu de um movimento contrário: do empobrecimento da cidade e da sociedade.

As casas de luxo dos nossos falsos ricos são menos para serem habitadas do que para serem vistas. Fizeram-se para os olhos de quem passa. Mas ao exibirem-se, assim, cheias de folhos e chibantices, acabam atraindo alheias cobiças. Por mais guardas que tenham à porta, os nossos pobres-ricos não afastam o receio das invejas e dos feitiços que essas invejas convocam. O fausto das residências não os torna imunes. Pobres dos nossos riquinhos!

São como a cerveja tirada à pressão. São feitos num instante mas a maior parte é só espuma. O que resta de verdadeiro é mais o copo que o conteúdo. Podiam criar gado ou vegetais. Mas não. Em vez disso, os nossos endinheirados feitos sob pressão criam amantes. Mas as amantes (e/ou os amantes) têm um grave inconveniente: necessitam de ser sustentadas com dispendiosos mimos. O maior inconveniente é ainda a ausência de garantia do produto. A amante de um pode ser, amanhã, amante de outro. O coração do criador de amantes não tem sossego: quem traiu sabe que pode ser traído.

*Por Mia Couto, in ‘Pensatempos’

 

 

 

 

 

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*Fonte: revistapazes

Cientistas descobrem como desligar a ansiedade

O interruptor é uma proteína que controla a emissão de neurotransmissores ligados à sensação de medo e nervosismo.

E se existisse um interruptor da ansiedade, que você pudesse ligar e desligar a hora que quisesse? Pois é nisso que alguns cientistas da Universidade da North Carolina estão trabalhando. O foco da pesquisa são pequenas proteínas cerebrais que podem ser a resposta para tratar várias doenças mentais, sendo a ansiedade a principal delas.

Essas tais proteínas, chamadas receptores de opioides Kappa (KORs, na sigla em inglês), têm um papel importante na liberação de um neurotransmissor ligado à dor e às alterações de humor, o glutamato. As KORs são justamente a porta desse neurotransmissor: é como se elas fossem um portão que regula a sua saída do cérebro para o corpo. O que os cientistas descobriram é a chave para abrir e fechar este portão.

O problema é que os pesquisadores ainda não compreendem totalmente como essa chave funciona, e nem os possíveis efeitos desse abre e fecha no organismo. Eles só sabem que funciona. Eles usaram ratos de laboratório para estudar o mecanismo: os bichinhos tiveram as KORs ligadas e desligadas em situações com diferentes níveis de stress, como, por exemplo, ser colocado em um campo aberto – o que é bastante assustador se você tiver o tamanho de um rato.

A partir daí, eles perceberam que o comportamento das cobaias mudava bastante de uma situação para a outra. Quando as proteínas estavam desligadas, os ratinhos mostravam sinais de estar menos ansiosos: eles permaneciam mais tempo no espaço aberto, e não ficavam tão agitados buscando abrigo. Quando os neurotransmissores saíam do cérebro de uma forma normal, acontecia o oposto: eles entravam em pânico e ficavam o tempo todo tentando achar abrigo.

Os resultados indicam que as proteínas em questão podem realmente ser portas que fecham o caminho da ansiedade no cérebro. Ainda não se sabe se elas funcionam da mesma forma no cérebro dos ratos e no dos humanos, mas como as estruturas das duas espécies são similares e como nós também temos as KORs, os cientistas estão confiantes para começar testes em humanos em breve.

O próximo passo para o estudo dessas portas é explorar as diferentes formas de ansiedade, suas causas e seus diferentes impactos no organismo humano. Essa fase é importante para que os cientistas possam identificar os usos mais corretos das proteínas em cada neurotransmissão, já que as quantidades de glutamato que saem do cérebro são diferentes em cada situação.

As KORs são conhecidas há pelo menos 20 anos na ciência e são, inclusive, a base para o funcionamento de alguns analgésicos e de medicamentos que tratam a adicção. Mas foi a primeira vez que os cientistas conseguiram estudar os efeitos dessas proteínas sobre as variações de humor – e, efetivamente, desligar essas pequenas portas.

Mas então, por que a gente não desliga tudo de uma vez? Afinal, ninguém gosta de ficar suando frio. Acontece que a ansiedade tem um papel muito importante nas nossas vidas: ela nos avisa sobre situações de perigo, nos ajuda a ficar espertos e prepara nossa cabeça para importantes eventos futuros. É só imaginar o que poderia acontecer com um ratinho desses se ele não ficasse ansioso em espaços abertos: ele seria uma presa muito fácil.

O problema real, que é o que os cientistas buscam solucionar, é quando os sintomas da ansiedade são constantes e interferem nas atividades do dia a dia e na nossa capacidade de viver uma vida normal. Essa situação configura o transtorno de ansiedade, termo guarda-chuva que abrange várias doenças, como a síndrome do pânico, a fobia social e as fobias específicas. Para dar uma ideia, só no Brasil, cerca de 47 milhões de pessoas sofrem com o transtorno em suas diferentes formas. Por isso, a descoberta, se levada adiante, pode ajudar muita gente a ter uma vida mais equilibrada.

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*Fonte: fasdapsicanalise

Chris Whitley

Descobri “hoje” o som do Chris Whitley e achei sensacional. Me lembrou muito o Jeff Bucley (numa outra pegada, é claro), onde a voz e os sentimentos nas seis cordas dizem tudo. E soma-se aqui ainda o slide casual e um violão dobro. Porra, meu! Que sonzeira. Sei que “as ladies” que só sabem escutar rock com uma penca de riffs não vão curtir, vão dizer que é melancólico demais.. bláh, blhá,bláh… mas foda-se, isso talvez seja demais mesmo para vocês e seus ouvidinhos.

Abaixo um áudio de uma das faixas que mais curti do excelente álbum “Dirt Floor”.

A nota triste é que Chris Whitley faleceu em 20/11/2005, portanto, o legado não é lá de muitos álbuns, o que é uma pena, mas como sempre digo, antes tarde do que nunca! Vou escutar melhor os seus álbuns, mas desde já esse é o meu favorito. Ao longo da semana vou postar mais músicas dele por aqui.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Dez mitos e verdades sobre a calvície e a queda de cabelos

Cortar o cabelo, evitar o chapéu ou usar máscara de ovos. A cultura popular está cheia de recomendações para prevenir ou reverter a calvície, uma condição que afeta mais de 50% dos homens a partir dos 50 anos e das mulheres a partir dos 65 anos, segundo dados do NHS, o serviço de saúde pública britânico.

Mas o que será que realmente funciona? Consultamos especialistas para desvendar dez das crenças mais comuns sobre o tema e saber quais delas são verdadeiras.

1. “Raspar a cabeça evita a calvície”

É habitual ver homens rasparem a cabeça quando começam a perder o cabelo. Mas os que fazem isto pensando em estimular o crescimento dos fios estão equivocados. Isto porque a raspagem não afeta o desenvolvimento do folículo, que é onde fica a raiz do fio de cabelo.

“Quando você raspa a cabeça, pode a irritar o couro cabeludo e levar ao nascimento de fios mais finos, o que deixará a calvície mais aparente”, afirma o médico Robinson Guerrero, da Clínica Guerrero, em Santiago do Chile.

Para Ralista Bozhinova, especialista em perda de cabelo da Clínica Belgravia, de Londres, uma das empresas líderes no setor, raspar ou cortar não influencia no crescimento do cabelo.

Uma terceira especialista, a cirurgiã de transplante capilar Thomy Kouremada-Zioga, da clínica londrina The Private Clinic, diz que isto pode danificar seriamente a raiz e, em alguns casos, levar à perda de cabelo permanente.

Sobre se cortar o cabelo (e não raspá-lo) seria uma alternativa melhor, todos concordam que isto não afetaria o ciclo de crescimento do cabelo, embora Bozhinova ressalte que o cabelo “parecerá esteticamente mais saudável quando recém-cortado”.

 

2. “Lavar o cabelo com frequência faz mal”

Alguns dizem que as substâncias químicas presentes no xampu podem danificar o couro cabeludo quando lavado com muita frequência. Os especialistas garantam que esse é outro mito.

“O cabelo deveria ser lavado todos os dias ou pelo menos a cada dois dias, embora isto dependa do tipo de cabelo da pessoa”, explica Guerrero.

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É o que também destaca Bozhinova: “Se você tem a pele mais seca não é preciso lavar o cabelo tão frequentemente, mas se o seu cabelo é oleoso, você deveria aumentar a frequência para retirar a oleosidade que bloqueia o folículo”.

3. “Não se deve usar secador de cabelo”

De forma geral, especialistas dizem que isto não é verdade, mas alguns cuidados são necessários.

“Desde que não provoque queimaduras ou que não se puxe muito o cabelo na hora de secá-lo, não há nenhum risco”, afirma a especialista da Belgravia.

Mas a cirurgiã Zioga recomenda que “o secador seja usado o mínimo possível e que se prefira o ar frio para evitar que o cabelo esquente e irrite a raiz”.

4. “Evite escovar muito o cabelo”

Isto não tem base científica, segundo os especialistas.

“A única coisa que pode ocorrer é o fio ficar preso no pente ou na escova, e isso pode levar à impressão de que os cabelos estão frágeis ou caindo”, disse Bozhinova.

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“Na verdade, quanto mais se escova, se for com suavidade, melhor”, acrescenta Zioga.

A razão: “Isto aumentará a circulação sanguínea e ajudará o crescimento”.

5. “Usar elásticos de cabelo leva à queda de cabelo”

Outra afirmação que não fica de pé.
Mas é bom evitar esticar demais o cabelo na hora de prendê-lo para não arrancar os fios.

6. “Chapéu faz o cabelo cair”

Também não é verdade. Mas, como os elásticos de cabelo, deve-se evitar que ele aperte a cabeça, afirmam Guerrero e Bozhinova.

Zioga, no entanto, recomenda não usá-lo muito frequentemente e, quando o fizer, tomar cuidado para que não fique muito apertado, já que isto pode bloqueará a circulação sanguínea que estimula o crescimento do cabelo.

7. “Se ficou grisalho, não ficará calvo”

Esse é outro mito, segundo a especialista da clínica Belgravia.

“Tenho pacientes com e sem cabelos grisalhos que sofrem com a perda de cabelo, não há distinção”, garante a médica.

A calvície é em grande parte um fator genético, mas também um sintoma do envelhecimento e uma consequência da falta de cuidado com o cabelo.

8. “A dieta afeta o cabelo”

Isso tá certo. A deficiência de vitaminas pode ser muito prejudicial para nosso cabelo, como ao resto do corpo.

Zioga considera este um fator de risco especialmente para homens com predisposição genética à calvície. “Uma dieta pobre pode piorar e acelerar sua condição”, afirma.

Além disso, a médica destaca que “o que faz o cabelo crescer é a proteína” e alerta que os vegetarianos devem assegurar que tenham uma dieta com as proteínas necessárias para reduzir as chances de sofrer de calvície.

9. “Os esteroides aceleram a queda de cabelo”

Outra verdade: alguns esteroides usados no treinamento físico têm altos níveis de dihidrotestosterona, um hormônio presente na testosterona responsável pela alopecia androgenética – a calvície ligada à predisposição genética.

“O consumo destes esteroides pode acelerar a queda de cabelo”, alerta Ralista Bozhinova.

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Os demais especialistas também desaconselham o uso de esteroides a não ser que seja sob prescrição médica.

10. O mito dos remédios caseiros

Ovo, vinagre, mel, bicarbonato… Muitos são os produtos que prometem ajudar a prevenir a queda ou fazer que o cabelo volte a crescer.

Mas nada mais distante da realidade, segundo os especialistas.

“Isto pode ter um efeito estético, como uma máscara, mas não terá efeito na prevenção da queda e muito menos em recuperar o cabelo já perdido”, afirma a especialista em medicina capilar Bozhinova.

Zioga concorda: “Ele parecerá mais saudável e mais suave, mas isto não ajudará o cabelo a voltar a crescer”.

O que funciona?

De acordo com os especialistas, o que está cientificamente comprovado para recuperar o cabelo são os remédios à base de finasterida, como o propecia, e os enxertos de cabelo.

Para Ralista Bozhinova, o laser de baixa intensidade não serve como único tratamento, mas ajuda a melhorar a circulação sanguínea. Já outros especialistas discordam de sua eficácia.

Como recomendações gerais, os especialistas consultados pela BBC Mundo, o serviço em espanhol da BBC, indicam que não se deve maltratar o cabelo, submetê-lo a altas temperaturas, nem esticá-lo ou apertá-lo demais nos penteados.

Também recomendam uma dieta saudável, além de escovar e lavar com frequência, de preferência com um xampu neutro.

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*Fonte: bbc Brasil